A Polícia Federal (PF) está nas ruas, nesta quarta-feira (10), com a Operação Antracito, que investiga os indícios de fraudes de R$ 1,6 bilhão em contratos de prefeituras com a organização social Prima Qualita Saúde. Agentes saíram para cumprir 16 mandados de busca e apreensão em sete cidades: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Saquarema, Rio Bonito, Santa Maria Madalena e Cachoeiras de Macacu.
Os termos foram assinados entre 2022 e 2024 para prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) mostraram que a OS não comprovava a prestação de serviços e apontaram ausência de critérios objetivos na seleção da organização social, assim como contratações direcionadas — inclusive com empresas recém-criadas. Segundo os relatórios, do total desviado, R$ 91 milhões são recursos federais.
A investigação da PF começou em Macaé, mas encontrou contratos suspeitos de irregularidas também com as prefeituras de Duque de Caxias, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Saquarema, Cachoeiras de Macacu, Santa Maria Madalena, Cordeiro e Quissamã.
Os investigados poderão responder por peculato, associação criminosa e lavagem de capitais.
O Rock in Rio 2026 terminou no último domingo (13), após sete dias de shows e mais de 700 mil pessoas na Cidade do Rock. Além de movimentar o turismo, o festival teve impacto estimado de R$ 3,36 bilhões na economia do Rio, com 33,9 mil empregos diretos e indiretos gerados.
Segundo a organização, 49% do público veio de fora do estado e houve visitantes de 89 países.
A rede hoteleira do Rio também sentiram o impacto do Rock in Rio. Pesquisa de ocupação hoteleira divulgada nesta quarta-feira (16) pelo HotéisRIO apontou média de 85,79% na cidade durante os dias de festival, que ocorreu no Parque Olímpico da Barra de 4 a 7 e de 11 a 13 de setembro.
Quase 90% de ocupação em Copacabana
A região do Leme e Copacabana aparece com a maior ocupação média no período, com 89,31%, seguida por Glória a Botafogo (87,82%), Barra/Recreio/São Conrado (84,76%), Ipanema/Leblon (83,99%) e Centro (83,05%).
A primeira semana de shows teve desempenho superior ao da segunda, com ocupação de 88,17%, contra 83,40%. O melhor resultado de todo o festival foi registrado também na primeira semana: no Leme e em Copacabana os hotéis chegaram a 90,79% de ocupação.
Para Alfredo Lopes, presidente do HotéisRIO, o resultado era esperado. “Como previmos, ficamos próximos dos números da edição passada, em 2024”.
O ex-procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva voltou à prisão nesta quarta-feira (16), durante uma nova fase da operação Ouroboros, do Ministério Público. Ele também ocupou o cargo de procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM), alvo da investigação que apura um esquema de corrupção em contratos que somam R$ 86 milhões.
A nova prisão ocorreu após investigadores analisarem dados dos celulares de Marcelo, do ex-presidente do IRM Davi Perini Vermelho, o Didê, e do ex-diretor do instituto Franquis Dias Nepomuceno. O acesso ao conteúdo dos aparelhos foi autorizado pela Justiça.
As mensagens levaram os investigadores a uma nova frente da apuração. Segundo o Ministério Público, Thays Pinho Carneiro da Silva, então namorada de Marcelo, abriu uma microempresa que teria sido usada para repassar dinheiro ao ex-procurador.
A empresa foi aberta em maio de 2024, mas, de acordo com a investigação, já havia sido contratada dois meses antes pela Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. para prestar serviços administrativos. Marcelo teria recebido R$ 30 mil por meio da empresa, em seis parcelas de R$ 5 mil.
Investigação aponta repasses milionários no Instituto Rio Metrópole
Marcelo foi preso pela primeira vez em 9 de julho, quando o Ministério Público deflagrou a primeira fase da operação. Na ocasião, 11 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
O ex-procurador deixou a cadeia 13 dias depois, após decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. A nova ordem de prisão foi expedida após o avanço da investigação e a análise do material extraído dos celulares apreendidos.
Outro nome citado na apuração é Caroline Soares Barros, apontada pelo Ministério Público como responsável por realizar saques em dinheiro vivo. Em janeiro, ela foi abordada por agentes da 110ª DP (Teresópolis) ao sacar R$ 500 mil em uma agência bancária, acompanhada por funcionários da Rioforte.
Segundo os investigadores, foram realizados 13 saques, que somaram pouco mais de R$ 3 milhões.
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou um projeto de lei que concede desconto mínimo de 40% na mensalidade de academias para bariátricos. O texto, que ainda aguarda a sanção ou o veto do governador, institui um programa de incentivo à prática de atividades físicas para pessoas que passaram pela cirurgia.
O projeto de lei prevê que o benefício seja válido para pacientes que apresentem laudo médico, comprovando a realização de cirurgia bariátrica nos últimos dois anos. O desconto na rede privada terá duração máxima de um ano por aluno.
A proposta também garante acesso gratuito a treinos orientados em parques, praças e centros comunitários do estado, além de oficinas educativas sobre saúde no pós-operatório.
Para incentivar a adesão de academias e centros esportivos particulares, o governo estadual poderá conceder incentivos fiscais às empresas participantes. As despesas públicas com a iniciativa sairão do Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte.
A lei é de autoria dos deputados Giselle Monteiro (PL), Tia Ju (Republicanos) e Marcelo Dino (PL).
A ministra Isabel Gallotti, relatora no Superior Tribunal de Justiça (STJ) do caso conhecido como Quinto do Ouro, votou nesta quarta-feira (16) pela condenação dos cinco conselheiros e ex-conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) acusados de envolvimento em um esquema de corrupção. As penas propostas chegam a 55 anos e quatro meses de prisão.
O julgamento, porém, foi interrompido após o ministro Sebastião Reis Junior pedir vista para analisar melhor o processo.
No voto, Gallotti também determinou a perda dos cargos públicos de Domingos Brazão, José Gomes Graciosa e Marco Antônio Barbosa de Alencar. Para Aloysio Neves Guedes e José Maurício Nolasco, que já estão aposentados, a ministra votou pela cassação das aposentadorias.
A magistrada considerou incompatível a permanência dos réus na administração pública diante da gravidade das acusações.
Relatora propôs penas de 27 a 55 anos de prisão para conselheiros do TCE-RJ
As condenações propostas pela relatora consideram crimes de organização criminosa, corrupção e outros delitos descritos na ação penal. Gallotti fixou as seguintes penas:
Aloysio Neves Guedes: 55 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado;
Domingos Inácio Brazão: 27 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado;
José Gomes Graciosa: 32 anos e 8 meses de reclusão, além de 850 dias-multa;
José Maurício Nolasco: 32 anos e 8 meses de reclusão, em regime fechado, além de 850 dias-multa;
Marco Antônio Barbosa de Alencar: 32 anos e 8 meses de reclusão, além de 850 dias-multa.
A ministra afirmou ainda que a possibilidade de prescrição deverá ser analisada posteriormente, após o trânsito em julgado e do envio da condenação para o Ministério Público.
Conselheiros foram investigados pela Polícia Federal na Operação Quinto do Ouro
O processo julgado no STJ surgiu a partir da Operação Quinto do Ouro, deflagrada pela Polícia Federal em 2017. A investigação apurou um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo integrantes do TCE-RJ e contratos administrativos celebrados pelo estado.
Segundo a acusação, os conselheiros teriam recebido vantagens indevidas em troca de favorecimento e de uma atuação mais branda do Tribunal na análise e fiscalização de contratos públicos.
A ação penal julgada pelos ministros reúne acusações relacionadas a diferentes episódios de corrupção. Entre eles estão contratos ligados à antiga secretaria de estado de Administração Penitenciária (Seap), ao sistema de transporte de passageiros e a diversas obras públicas.
O voto de Isabel Gallotti não representa, neste momento, uma decisão definitiva contra os cinco réus. O julgamento será retomado após o pedido de vista de Sebastião Reis Junior.
Dois nomes do atual elenco do Flamengo vão receber a Medalha Tiradentes, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os deputados aprovaram, nesta quarta-feira (16), a concessão da homenagem para os atletas Danilo e Lucas Paquetá.
As medidas foram sugeridas pelos deputados Flávio Serafini (PSOL), no caso do mineiro Danilo, e de Wellington José (União), no caso de Paquetá. Além de integrarem o atual elenco do Flamengo, a dupla foi convocada pelo técnico Carlo Ancelotti e representou a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Na semana passada, a Alerj já tinha aprovado uma Medalha Tiradentes ao ex-jogador Dejan Petkovic. O atleta sérvio, naturalizado brasileiro, também é conhecido pela passagem pelo elenco do Flamengo; ele é lembrado como título do time por sua participação na conquista de títulos nos campeonatos Carioca e Brasileiro com o elenco rubro-negro.
Dois ferros-velhos irregulares foram interditados nesta quarta-feira (16) em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A ação foi realizada por uma força-tarefa coordenada pelo Detran-RJ na Rua Itapeva, no bairro Monjolos, após denúncias sobre o funcionamento dos estabelecimentos.
Os dois ferros-velhos pertenciam ao mesmo proprietário e funcionavam sem registro formal de empresa. O dono e o filho foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), em Niterói, para prestar esclarecimentos sob suspeita de receptação e crime ambiental.
Os agentes também identificaram irregularidades ambientais nos terrenos onde os estabelecimentos funcionavam. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foram encontrados indícios de descarte irregular de resíduos no solo e sinais de queimadas.
Funcionamento irregular
A fiscalização constatou que os dois ferros-velhos operavam em uma área residencial sem pavimentação. Na entrada dos terrenos, carcaças de veículos e peças automotivas estavam espalhadas, dificultando a circulação de pedestres.
Fiscalização encontrou peças automotivas espalhadas e estrutura precária nos dois ferros-velhos interditados em Monjolos, São Gonçalo — Foto: Divulgação
Ainda segundo os agentes, os espaços não possuíam estrutura adequada para armazenamento do material e sequer contavam com áreas de circulação compatíveis com a atividade desenvolvida.
O material encontrado será recolhido e encaminhado para empresas de reciclagem.
Participaram da ação agentes da Diretoria de Desmontagem do Detran-RJ, policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental, policiais civis da DRFA, equipes do Inea, do Corpo de Bombeiros e agentes de Ordem Pública da Prefeitura de São Gonçalo.
O Detran-RJ informa que denúncias sobre ferros-velhos irregulares podem ser encaminhadas por meio da plataforma Ouve RJ.
A Prefeitura do Rio informou que não vai repassar aos passageiros a taxa de até R$ 0,30 prevista no pagamento de passagens nos ônibus municipais com cartão de crédito.
A regra faz parte do planejamento para implantar o pagamento por aproximação com cartões bancários diretamente nos validadores do Jaé nos transportes.
Ainda não está definido como a prefeitura vai absorver o custo a mais das operações.
Já o pagamento por débito, em fase de testes, será liberado em todas as catracas do Terminal Gentileza na próxima segunda-feira (21).
Testes do pagamento via cartão de débito
A prefeitura regulamentou nesta segunda (14), por meio de publicação no Diário Oficial, o uso de cartões de crédito e débito como pagamento de passagens nos validadores do transporte municipal.
Os primeiros testes do pagamento em débito começaram nesta semana no Terminal Gentileza, em alguns validadores do BRT e do VLT.
A partir da próxima segunda, os passageiros vão poder usar cartões de débito das bandeiras Visa e Mastercard por aproximação nas catracas do BRT e do VLT no terminal, sem cobrança adicional.
O pagamento com cartão de crédito ainda não tem data para ser liberado.
Poucos meses depois de eleger a Rua do Senado, no Centro, como a mais legal do mundo e colocar o Rio na 12ª posição entre as melhores cidades do planeta, a revista britânica “Time Out” voltou a destacar a capital fluminense. Desta vez, o bairro de Laranjeiras, na Zona Sul, ficou em 17º lugar entre 40 selecionados em 2026, graças à combinação de bares tradicionais, feira de rua, novos restaurantes, espaços culturais e uma movimentada vida comunitária.
A escolha reúne indicações de especialistas locais do periódico. Para definir o ranking, a publicação leva em conta critérios como opções gastronômicas, bares, vida noturna, comércio independente, qualidade de vida e conexão com a comunidade.
Atrativos do bairro em destaque na publicação
O periódico destacou a história do bairro, que já foi uma grande plantação de laranjas, refúgio da aristocracia e polo industrial têxtil. Hoje, segundo a publicação, a região se transformou em um dos cantos mais charmosos e culturais do Rio.
A revista também classificou os bares Cardosão e Tasca do Edgar, as ruas arborizadas e o tradicional movimento da feira de sábado da Rua General Glicério, com roda de choro e comida de rua como os principais atrativos do bairro.
O texto também destaca novidades recentes do bairro da Zona Sul do Rio, como a reabertura do Cine Carioca José Wilker, depois de 16 anos, a revitalização do Mercadinho São José, a inauguração da Janela Livraria e a chegada de restaurantes como Nizza Rotisseria, Pressa Cozinha e Esperança.Eco. À noite, a dica da revista é a roda de samba do Mirante do Pedrão, com vista para a cidade.
Da feira ao samba: o que fazer em Laranjeiras
Se a ideia é conhecer Laranjeiras no roteiro indicado pela “Time Out”, o passeio pode começar cedo, na feira da General Glicério, e logo depois, passar pela Janela Livraria e pelo Maya Café antes da parada para o almoço na Nizza Rotisseria, conhecida pelo famoso frango assado.
Ainda segundo a revista, depois do almoço, o roteiro segue sem pressa. Dá para aproveitar a programação do Cine Carioca José Wilker ou relaxar nos jardins do Parque Guinle na espera pelo pôr do sol.
Feira da General Glicério, em Laranjeiras — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Quando a noite chega, a sugestão é circular pelo Mercado São José, que passou por revitalização, e terminar o dia na Praça São Salvador ou no Mirante do Pedrão, onde o samba costuma dar o tom.
A “Time Out” ainda lembra que Laranjeiras ganha blocos de rua durante o carnaval e ressalta a proximidade do bairro com a estação de trem que dá acesso ao Cristo Redentor.
Ranking dos 40 bairros mais legais do mundo em 2026
1º- Jongno 3-ga, Seul
2º- L’Ocean District, Rabat
3º- Neos Kosmos, Atenas
4º- Chinatown, Los Angeles
5º- Govanhill, Glasgow
6º- Kitakagaya, Osaka
7º- Chapinero Alto, Bogotá
8º- Koenji, Tóquio
9º- Downtown, St. Catharines
10º- Esquilino, Roma
11º- Russafa, Valência
12º- Tân Định, Ho Chi Minh City
13º- São Bento, Lisboa
14º- Slakthusområdet, Estocolmo
15º- Lapa, Cidade do Cabo
16º- Humayunpur, Nova Délhi
17º- Laranjeiras, Rio de Janeiro
18º- West Town, Chicago
19º- Rákóczi tér, Budapeste
20º- Jalan Besar, Singapura
21º- Crooswijk, Roterdã
22º- Chacagiales, Buenos Aires
23º- Bandra West, Mumbai
24º- Cathedral Quarter, Belfast
25º- República, São Paulo
26º- Changning, Xangai
27º- Oost, Amsterdã
28º- Financial District, Nova York
29º- New Farm, Brisbane
30º- Quartier d’Aligre, Paris
31º- Kalk Bay, Cidade do Cabo
32º- North Hobart, Hobart
33º- Newington Green, Londres
34º- Yulin, Chengdu
35º- Mount Pleasant, Vancouver
36º- Centro Histórico, Lima
37º- Boavista, Porto
38º- Starstreet Precinct, Hong Kong
39º- South Melbourne, Melbourne
40º- Distillery District, Lexington
A estabilidade no abastecimento de água também depende da capacidade de agir antes que um problema no sistemaafete a população. Para reforçar a prevenção de interrupções no funcionamento de bombas, a Águas do Rio incorporou, no final de março, inteligência artificial para orientar intervenções contínuas e preventivas.
A estratégia é resultado de uma parceria com a startup de tecnologia 2Neuron. A solução analisa dados elétricos dosmotores e os algoritmos aprendem seus padrões de operação para reconhecer comportamentos fora do esperado, identificando sinais de desgaste, aquecimento e outras anomalias.
A tecnologia também amplia a capacidade de atuação do Centro de Operações Integradas (COI) da concessionária e sua implantação não exige obras nem a instalação de novos sensores físicos.
Segundo o diretor do COI da concessionária, Diógenes Lyra, “a inteligência artificial não atua de forma isolada. Ela faz parte de um ecossistema de inteligência operacional que reúne automação, monitoramento remoto e análise de dados. Essa integração nos permite identificar desvios de comportamento antes que eles se transformem em falhas, apoiar decisões com mais rapidez e tornar a operação mais eficiente e segura para a população.”
IA ajuda a preservar abastecimento da Tijuca
Na elevatória da Caixa Nova, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, o sistema detectou um aumento incomum de temperatura e na corrente elétrica de um dos motores de uma bomba e enviou um alerta ao COI.
A partir dessa informação, equipes da Águas do Rio foram mobilizadas. O componente foi substituído, e o reparo concluído em aproximadamente duas horas, até 75% menos tempo do que o previsto para uma manutenção emergencial.
Inteligência artificial e análise de dados reforçam o monitoramento dos sistemas operacionais da Águas do Rio no Centro de Operações Integradas (COI) — Foto: Divulgação/Águas do Rio
Tecnologia transforma rotina de manutenção
Para o gerente de Eletromecânica da Águas do Rio, Frederico Meireles: “detectar um problema antes da quebra transforma a manutenção. Em vez de reagirmos a uma emergência, conseguimos avaliar, definir a melhor estratégia e programar a intervenção no momento mais adequado. Isso aumenta a segurança das equipes, reduz o tempo de reparo e diminui o risco de impactos no abastecimento.”
A adoção da inteligência artificial faz parte de um conjunto de investimentos da concessionária para modernizar e tornar a operação cada vez mais eficiente. Desde o início da concessão, em novembro de 2021, a Águas do Rio já investiu R$ 6,3 bilhões em infraestrutura de água e esgoto.
Entre os objetivos estão ampliar os serviços em áreas socialmente vulneráveis e contribuir para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento, que prevê o abastecimento de água para 99% da população e a coleta e o tratamento de esgoto para 90% até 2033.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta (16), o envio de um antigo inquérito envolvendo o governo do estado para o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
A investigação foi instaurada, originalmente, em 2020, ainda durante a gestão do então governador Wilson Witzel, para apurar supostos desvios de recursos públicos durante a contratação de serviços para enfrentamento da Covid-19 na rede estadual de saúde.
A decisão de enviar o caso de volta para a Justiça do Rio aconteceu após a apresentação de uma questão de ordem pela relatora do processo, ministra Maria Isabel Gallotti. Ela levou em conta o fato de que os principais investigados já não têm mais o foro privilegiado.
Decisão leva em conta saída de Witzel, renúncia de Castro e decisão do STF sobre foro privilegiado
A Corte Especial do STJ tinha a competência original do caso por conta do foro privilegiado que Witzel tinha na ocasião, já que ocupava o cargo máximo do Executivo fluminense.
Quando Witzel sofreu impeachment e perdeu a vaga de governador em 2021, o STJ enviou a parte do processo referente a ele para a primeira instância da Justiça Federal. No entanto, como seu então vice, Cláudio Castro (PL), assumiu o governo em definitivo durante o mesmo mandato, o STJ manteve a supervisão do inquérito sobre ele, sob o entendimento de que a condição de governador garantia a permanência do caso na Corte Superior.
O cenário mudou neste ano, em março, após Castro renunciar ao cargo de governador. Além disso, a jurisprudência recente do STF fixou que o foro privilegiado aplica-se apenas a crimes cometidos durante o exercício do cargo.
Como as suspeitas sobre Castro referem-se ao período em que ele atuava como vice-governador, o STJ concluiu que não possui mais competência para dar andamento ao processo. O Tribunal de Justiça do Rio ainda deve analisar o caso.