A Universidade do Estado do Rio (Uerj) publicou uma nota para esclarecer procedimentos envolvendo o programa Empoderadas, alvo de uma auditoria realizada pela Secretaria de Estado da Casa Civil. Em posicionamento oficial, a universidade comentou a aplicação de recursos e rebateu os apontamentos de irregularidades encontrados pelo governo do estado na iniciativa.
Na nota, a Uerj — que suspendeu novas atividades do programa em julho — alega que as informações divulgadas pela Casa Civil sobre a auditoria desconsideram o marco legal que regula a atuação de todo o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado. Além disso, a universidade garante que todos os planos de trabalho passaram pelas aprovações jurídicas necessárias.
“Todos os procedimentos administrativos e jurídicos necessários foram garantidos nos planos de trabalho do Programa Empoderadas, os quais foram aprovados pelas Procuradorias do Estado do Rio e da Universidade. Também foi aprovada pela Subsecretaria de Governança e Gestão, com indicação de regularidade, a aplicação dos recursos do projeto, já durante o governo interino do desembargador Ricardo Couto”, afirma a nota.
A respeito dos custos estruturais, a justificativa da Uerj afirma que os recursos direcionados para sua estrutura administrativa possuem relação direta com a execução das atividades do programa.
“Ressalta-se que parte das ações do Empoderadas possui dimensão extensionista, o que também demanda a utilização da estrutura e dos sistemas institucionais da Universidade, entre outras aplicações diretamente relacionadas à execução do projeto”, afirma.
Entenda as polêmicas envolvendo programa ‘Empoderadas’
Criado em 2022 com iniciativas de proteção e apoio a mulheres, o “Empoderadas” está no centro de uma série de falhas graves e cobranças indevidas identificadas pelo governo em um contrato de R$ 21,3 milhões, firmado com a Uerj para a execução do programa em 2026.
A auditoria da Secretaria de Estado da Casa Civil apontou cerca de R$ 4,5 milhões em irregularidades na execução do programa. Entre elas estão a inclusão de uma taxa de 5% (cerca de R$ 1,07 milhão) em favor da Uerj, prática vetada pela Constituição para parcerias entre órgãos públicos; uma reserva de R$ 2,5 milhões para “indenizações por demissão sem justa causa”; diferenças de valores entre o texto do plano de trabalho e as planilhas orçamentárias em despesas básicas.
Além disso, a auditoria também apontou que a maioria dos bolsistas que atuam na ponta do projeto foi contratada sem processo seletivo público e transparente.
No meio das polêmicas, o programa passou pelas mãos de três pastas estaduais em menos de quatro meses: começou na Secretaria de Desenvolvimento Social, foi enviado à Casa Civil em fevereiro de 2026 e acabou entregue à Secretaria da Mulher e de Políticas Inclusivas em maio.
Por fim, a Secretaria da Mulher também desistiu do programa e formalizou que não aceitaria continuar responsável pela gestão do Empoderadas sob a sua estrutura organizacional.
Funcionárias ficaram sem salários
A auditoria aponta que as irregularidades deixaram mais de 200 mulheres sem salário. Em julho, elas afirmaram que estavam sem receber desde janeiro. No dia 24 de julho, a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva, determinou a suspensão cautelar e imediata de novas ações enquanto a parceria não for formalizada e os recursos não forem transferidos.
Já na última sexta (14), 14 servidores ligados à estrutura do programa foram exonerados pelo governo. Entre eles está Érica Paes, responsável pelo Empoderadas, que declarou publicamente que todos os valores estavam previstos de antemão nos instrumentos administrativos e submetidos às análises da Universidade e do Estado.
O que diz a Uerj
Confira, na íntegra, a nota enviada pela Uerj:
“A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) aponta que as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Casa Civil sobre auditoria realizada no Programa Empoderadas desconsideram o marco legal que regula a atuação de todo o sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, que estabelece, entre outras diretrizes, as normas para a remuneração de servidores vinculados a projetos dessa natureza (vide lei estadual 9.809/2022).
A Uerj ressalta que todos os procedimentos administrativos e jurídicos necessários foram garantidos nos planos de trabalho do Programa Empoderadas, os quais foram aprovados pelas Procuradorias do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade. Também foi aprovada pela Subsecretaria de Governança e Gestão, com indicação de regularidade, a aplicação dos recursos do projeto, já durante o Governo interino do Desembargador Ricardo Couto de Castro (conforme documento em anexo emitido em 30/03/2026).
A execução dos projetos também vem sendo realizada de acordo com as orientações dos órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), com a adoção de medidas voltadas ao aprimoramento dos processos de seleção, da divulgação das informações e da transparência na aplicação dos recursos públicos.
Ao contrário do que consta nas informações fornecidas sobre a auditoria, os recursos utilizados na estrutura da Universidade mantêm relação com a execução do projeto e correspondem a diferentes naturezas de despesas administrativas, incluindo a regularização previdenciária (E-Social) das pessoas vinculadas e a manutenção de sistemas acadêmicos. Ressalta-se que parte das ações do Empoderadas possui dimensão extensionista, o que também demanda a utilização da estrutura e dos sistemas institucionais da Universidade, entre outras aplicações diretamente relacionadas à execução do projeto.
A atual Reitoria da Uerj reitera que tem atuado no sentido de ampliar a transparência, o controle e a publicidade dos projetos desenvolvidos pela Universidade, em consonância com as determinações dos órgãos de controle e com a legislação vigente.”
Comments 23
O prefeito não dá conta dos ônibus sucateados e com serviço de péssima qualidade, quer assumir a Supervia? Seria muito bom, se ele cuidasse da cidade, que está um caos, entre lixões, má conservação e situada por viciados.
Já está difícil de cuidar do sistema rodoviário, imagine se pegar o ferroviário mas como ele quer ser Governador ano que vem, começou a campanha política né Dudu!
A velha malandragem de Paes de olho nas eleições pra Governador…
Guarda Municipal armada… assumir trens no Rio… começar obras do metrô…
Não dá pra negar… o cara tem visão…
Huaahuahuahua
Se ele conseguir realmente transformar a frota de ônibus comuns no mesmo padrão do brt, ficará muito bom e o credenciará para assumir o trecho dos trens na capital.
No Rio é assim :
Ônibus =consórcios = veículos do empresário
Brt = concessionária = veículos da prefeitura.
Não é defendendo o governo nenhum, mas a dificuldade está nisso. O trem entraria no mesmo sistema do brt porque os mesmos pertencem ao governo e não a um empresário.
Não votei nesse incompetente que não é capaz de impedir a favelização do viaduto da mangueira tomado por barracos e lojas irregulares,se cuidasse dos ônibus municipais já estava fazendo o de sua responsabilidade
Ele já está em campanha pra governador, ou será Presidente.
A propaganda dos parques fala que ideia pode se espalhar por todo o país RS…
Já que o prefeito diz que tem recursos financeiros para ajudar na construção do metrô, porque ele não organiza esses recursos e melhora as condições dos ônibus da zona oeste e norte qye estão em péssimas condições de uso.
Tenho 75 anos e estou com um pedido solicitando cartão Jae para idoso desde 12/2024 e até agora só informam que esta em produção já fiz vários e-mails para falacomigo@jae.com.br e até hoje não tive resposta. Sr. prefeito resolva as pendências para depois buscar novos desafios.
metrô Barra Recreio
Boa tarde. O foco sobre o metro e evidente o mesmo deveria acontecer com os trens urbanos, sucateados, abandonados e destruídos por criaturas que se denominam gente, os trens não tem condições de sofrer uma manutenção seria e as plataformas também estão carentes de fiscalização séria que possa tentar minimizar a destruição das composições e todo o sistema necessário para circulação dos mesmos, já que as câmeras não surtem efeitos deveria haver fiscalização por pessoas capacitadas para apreensão e dependendo da situação prisão dos meliantes que destroem as composições, adquirir novas composições que tenham lugares para que os trabalhadores possam se sentar e não ir e voltar de pé e/ou se degladiar uns com os outros por um assento, ou invadir a plataforma de prioridades agredindo os que ali tem direito de estar por conta de suas prioridades, em suma , a muito que fazer por um transporte que centenas de milhares de trabalhadores que precisam trabalhar mas tbem ter seus direitos respeitados.
Ônibus na Cidade do Rio a responsabilidade do Consórcio Rio Ônibus com fiscalização da Prefeitura….o BRT saiu da responsabilidade das empresas de ônibus e melhorou 1000 %
Só vendo pra crer. Infelizmente, há uma divergência política entre o governador Claudio Castro e o prefeito Eduardo Paes. Torço para dá certo, à bem da população.
Parabéns ao prefeito ele e um grande gesto vai dá certo
Então o ramal de Japeri, Duque de Caxias e Belford Roxo, estariam de fora. Ele vai ficar com o ramal de Deodoro e Santa Cruz. Conclusão teriam duas empresas administrando o sistema ferroviária.
O recorde de passageiros foi porque a Aguas do Rio derrubou o muro do Metrô.
O transporte público em toda a região metropolitana deveria ter integração total de tarifas e modais para funcionar bem… essa administração toda repartida é péssimo para isso…
Que Deus te abençoe Eduardo Pães vc representou , ajudou e foi muito construindo o terminal curral falso aqui no Cesarão e colocando ônibus alimentadores, Sepetiba te agradece vc é o único que está resolvendo o problema do transporte público , parabéns!!!
Eu espero que a prefeitura do Rio venha der uma certa participação na concessão (ou seja tomará que a malha ferroviária do rio fique de boa com muita qualidade no transporte dos usuários e mantenha a tarifa social
Metrô se expandindo para o zona oeste? Não tem sentindo! A expansão racional seria para Nova Iguaçu na baixada com o trecho partindo da estação Pavuna claro! Seria uma obra muito disparadamente menos custosa só com o acentamentos dos trilhos e umas três estações,metrô de superfície.
Hahahaahha, ruas esburacadas, violência urbana nas alturas, moradores de rua a dar com pau (roubam tudo, destroem tudo, tacam fogo em cobre em qualquer lugar, avenida Brasil cheia de cracudos) e esse Sr querendo assumir ” A PARTE DA CAPITAL “, E A BAIXADA, quem vai administrar, continuará sucateada, como as pessoas vão ter um serviço de qualidade na capital e outro de pior qualidade na baixada ??? SUJEITO SEM-NOÇÃO.
A supervisão comemorando mais de 355 mil passageiros e os passageiros não estão comemorando nenhuma só melhoria, só aumento de tarifa ! O que a gente precisa é que o que tem funcione e que a gente não precise ter medo de ser assaltada em algumas estações,segurança do trem é quase zero.
Deveria instaurar um monotrilho da barra a zona oeste , ou colocar o metro até a zona oeste ,aí sim
Metro pra Gávea , não tem passageiro pra isso