A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) justificou a contratação de quatro SUVs blindados para integrantes de sua diretoria alegando uma combinação de fatores externos e internos: a violência do Rio de Janeiro e o aumento da exposição dos executivos após a adoção de “medidas repressivas enérgicas” no âmbito de seu programa de compliance. O contrato, firmado por R$ 1.292.800,32, terá duração de 36 meses.
Segundo a justificativa técnica que embasa a adesão à Ata de Registro de Preços do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a companhia afirma que o fortalecimento das políticas de compliance passou a contrariar interesses relacionados a contratos, gestão de pessoas e fiscalização das concessionárias, aumentando o risco à integridade física dos diretores.
Além disso, a Cedae sustenta que a “notória e grave insegurança pública” no estado, especialmente no município do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, reforça a necessidade de proteção aos executivos.
Compliance e violência como justificativa
A estatal afirma que a adoção de medidas mais rígidas de governança levou à implementação de ações voltadas ao combate de práticas consideradas lesivas aos interesses da companhia. Segundo o documento, esse cenário expõe os diretores a potenciais represálias, tornando necessária a utilização de veículos blindados. A contratação ocorre em meio ao endurecimento das ações de compliance da companhia, que recentemente reforçou auditorias internas em parceria com o GSI e a Casa Civil.
A empresa também destaca que não possui SUVs blindados em sua frota própria, razão pela qual optou pela locação dos veículos por meio de adesão à ata do GSI.
Os veículos serão destinados exclusivamente aos diretores das áreas Financeira (DFI), Jurídica (DJU), Suprimentos (DSU) e Segurança e Governança (DSG). O contrato foi firmado com a empresa Rei dos Blindados Locação de Veículos Ltda. e prevê a locação de quatro SUVs zero quilômetro, com blindagem nível III-A, sem motorista e sem fornecimento de combustível.
Cada automóvel custará R$ 8.977,78 por mês, totalizando um investimento de R$ 1.292.800,32 ao longo dos três anos de vigência do contrato.
COM FÁBIO MARTINS
























































