A Justiça do Trabalho determinou, por meio de liminar, que a ex-candidata a deputada federal Lais Jordy (PL) apague uma postagem em que estimula a demissão de trabalhadores por razões políticas. No vídeo, publicado em seu perfil nas redes, Lais pedia uma mobilização de empresários para demitir funcionários que sejam eleitores do PT.
“Eu quero falar o seguinte: demita um petista. Sabe por quê? O voto dele prejudica o teu negócio, prejudica a tua família, prejudica a tua vida. E vocês merecem respeito. Então compartilha esse vídeo para que mais e mais pessoas possam fazer parte dessa corrente”, diz a empresária, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e é esposa do senador eleito Carlos Jordy (PL).
Laís Jordy fica sujeita à multa caso não apague postagem
A liminar atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ). O juiz do Trabalho que assinou a decisão, Hernan Fleury Chaves Ribeiro, destacou que o teor do conteúdo e o grande alcance do perfil “potencializam a hostilidade no meio ambiente” de trabalho.
A ordem judicial fixou prazo de 24 horas a partir da intimação para a retirada do vídeo do ar. A decisão proíbe Lais Jordy de veicular, impulsionar ou compartilhar novos conteúdos que incitem a discriminação ou a dispensa de trabalhadores por preferências políticas. Caso não cumpra a decisão, ela fica sujeita a multa diária de R$ 20 mil.
MPT-RJ também pede que Lais pague indenização de R$ 500 mil
Além de pedir a remoção do conteúdo, o MPT-RJ também pediu que Lais Jordy seja intimada a pagar R$ 500 mil em indenização por danos morais coletivos. Esse pedido ainda vai ser analisado pela Justiça do Trabalho.
Lais Jordy disputou a vaga de deputada federal, mas terminou como suplente nas últimas eleições após receber 35.234 votos.




















































