A tentativa do ex-deputado Paulo Melo (União) de voltar à Assembleia Legislativa (Alerj) foi barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). O ex-presidente do Legislativo teve seu registro de candidatura indeferido na sessão desta segunda-feira (14).
Paulo Melo tinha sido alvo de uma ação de impugnação da também candidata a deputada estadual Erika Mãezona (DC). A rival, no entanto, desistiu da ação, segundo a defesa do deputado. Mesmo assim, os desembargadores votaram contra a candidatura do político, citando, entre outras acusações, as acusações de envolvimento com uma rede de caça-níqueis na Região dos Lagos.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia se posicionado a favor do registro de candidatura de Paulo; apenas o desembargador Bruno Bodart seguiu a Procuradoria. Os demais desembargadores do TRE-RJ votaram de acordo com o relato do caso, desembargador Paulo Cesar Salomão, que listou as acusações contra o ex-deputado.
O ex-presidente da Alerj já foi alvo de ação do Ministério Público por suposta participação em um grupo criminoso dedicado ao jogo do bicho e ao comércio de caça-níqueis, com apoio de policiais, na Região dos Lagos.
A ação da rival também citava acusações de suposto envolvimento em fraudes de contratos públicos e uma acusação de crime sexual contra vulnerável apresentada pela neta do ex-deputado.
Paulo Melo ainda pode recorrer da decisão do TRE-RJ no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-deputado foi eleito deputado estadual sete vezes e está longe da Alerj há oito anos.





















































