Começou a temporada de propagandas eleitorais na televisão no Rio, e os candidatos ao Senado foram os primeiros a pedir votos para os espectadores na tarde desta sexta-feira (28). O primeiro bloco da programação dedicada às campanhas teve Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) relembrando suas trajetórias; e Carlos Jordy (PL) e Portinho (PL) destacando sua relação com a família Bolsonaro.
Pedro Paulo diz que grupo político do PL ‘destruiu’ o estado
Ligados às mesmas chapas para os outros cargos, Benedita e Pedro Paulo ficaram com a maior fatia do tempo de tela no bloco, por conta da maior representação de partidos ligados às suas candidaturas. Juntos, eles tiveram cerca de três minutos e 30 segundos.
Pedro Paulo abriu o trecho dos dois, relembrando sua trajetória na Câmara dos Deputados e a passagem por cargos de confiança de Eduardo Paes (PSD) na Prefeitura do Rio. Ele também aproveitou para fazer críticas aos atuais senadores do Rio; sem citar nome, disse que o grupo político deles “destruiu” o estado.
“Hoje, os dois senadores que representam o Rio são do mesmo grupo político que destruiu o nosso estado. Ao lado de Eduardo [Paes] e Benedita, quero reconstruir o estado do Rio”, disse.
Atualmente, os senadores eleitos pelo Rio são Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Portinho (PL) e Romário (PL), que anunciou sua saída do PL recentemente.
Benedita menciona relação com Lula e relembra carreira política
Depois de Pedro Paulo, Benedita aproveitou o restante do tempo de tela do grupo para também falar sobre a extensa trajetória na política. A deputada se apresentou para os eleitores como uma opção para um “voto de confiança e reconhecimento”. Ela também destacou a relação com o presidente Lula (PT).
“Sei lá do Senado, posso lutar muito por nós. Lula já tem feito muito pelo nosso estado. Estou do lado dele e ele do meu, mas ainda temos muito para conquistar”, disse Benedita.
Jordy chama Bolsonaro pra propaganda; candidato à Presidência fala em ‘mudar Constituição’
A segunda maior parcela de tempo de tela para os candidatos ao Senado ficou com o grupo do PL. Carlos Jordy — que quase foi candidato a deputado federal — abriu o bloco do partido e apostou na presença de Flávio Bolsonaro (PL), que dividiu a tela com Jordy e falou durante a maior parte da propaganda do candidato.
Além de pedir votos para Jordy, Flávio fez críticas à atual gestão do Executivo nacional, falou sobre segurança pública e disse que quer uma base aliada no Senado para “mudar a Constituição” federal.
“No Senado Federal, onde eu preciso de uma base muito forte, para mudar a Constituição, reduzir de uma vez por todas a maioridade penal”, disse Flávio.
O outro nome do PL na disputa, Carlos Portinho (PL), também apostou na relação com os Bolsonaro na propaganda eleitoral; apesar de aparecer sozinho, a propaganda dele tinha fotografias dele ao lado de Jair Bolsonaro (PL) e o discurso do candidato focou em sua semelhança com o ex-presidente.
Demais candidatos tiveram menos de um minuto de tela
Os outros grupos políticos na disputa pelo Senado ficaram com menos de um minuto no primeiro bloco da propaganda eleitoral, levando em conta o cálculo de representação determinado pelo TSE. Waguinho (Republicanos) e Marcelo Crivella (Republicanos) abriram o período com 48 segundo divididos entre ambos.
Depois, Marcos Dias (Podemos) e Monica Benicio (PSOL) se apresentaram aos eleitores, ambo com menos de 30 segundos de tela.
A ordem de candidato na propaganda segue sendo alternada nas datas seguintes. Os nomes na disputa para o Senado vão ter propaganda na TV às segundas, quarta e sextas.
A distribuição para o rádio segue os mesmos grupos e os mesmos tempos definidos para a televisão. A diferença está nos horários: a propaganda será exibida às 7h e às 12h, também às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir de 28 de agosto.
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? Opinião
Um governo sério precisa ter coerência. É impossível cobrar responsabilidade fiscal de uns e, ao mesmo tempo, fechar contratos de milhões sem a devida justificativa. Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes anunciavam medidas, por mais polêmicas que fossem, havia pelo menos um esforço em apresentar números, estudos de impacto e, principalmente, vantagens concretas para o Brasil. Cada decisão vinha acompanhada de justificativas e metas — para que o povo entendesse o porquê e apoiasse ou rejeitasse com base em informações.
No caso do patrocínio de R$ 5,2 milhões da Cedae ao Roxy Dinner Show, a forma como a notícia chega — praticamente direto ao Diário Oficial, sem debate público e sem uma explicação clara do retorno efetivo desse investimento para a população fluminense — gera desconfiança. Afinal, falamos de uma companhia estatal que, além de fornecer água, está no centro de negociações e ajustes fiscais do governo com Brasília.
Não se trata de ser contra o incentivo à cultura ou ao turismo, mas de exigir coerência e transparência. Se o Estado enfrenta dificuldades para cumprir metas, renegociar dívidas e organizar suas contas, é natural que a sociedade questione se esse é realmente o melhor destino para recursos públicos, sobretudo vindos de uma empresa estatal.
O mínimo que se espera é que o governador ou a pasta responsável apresentem um estudo técnico demonstrando:
• O impacto econômico esperado (empregos, turismo, arrecadação);
• Os benefícios reais para a imagem da Cedae e para os consumidores;
• A compatibilidade desse gasto com o momento fiscal delicado do Estado.
Caso contrário, passa a impressão de um governo que, enquanto critica a esquerda por gastos questionáveis, repete práticas semelhantes sem o devido respaldo técnico.
⚖️ Uma gestão equilibrada precisa de critério, planejamento e prestação de contas. Sem isso, qualquer contrato milionário soa como privilégio, e não como política pública.
Romildo Jucá Líder Evangélico e Gestor Publico.
Romildo Jucá, por algum acaso você acompanhou, viu oi ouviu algum debate em torno da privatização e concessão da distribuição de água da CEDAE feito por esse governador, Bolsonaro e Paulo Guedes? Pois é por isso que as coisas acontecem sem dar um mínimo de atenção a sociedade do Rio de Janeiro.
Parabéns ao PL e a extrema direita que governam esse Estado a décadas!
ROXY DINNER SHOW, o cabaré de Alexandre Accioly & Dody Sirena, além de ser cobrado judicialmente por títulos protestados de fornecedores, receber patrocínio de R$5 milhões da Caixa Econômica Federal, contrato sem licitação de R$700mil aproximadamente da Prefeitura do Rio de Janeiro e de ter um carro da polícia 24 horas fazendo segurança patrimonial de um bem particular, agora temos o anúncio de mais um patrocínio com dinheiro público!
O QUE ESPERAR DE UM GOVERNO LIDERADO POR UMA PESSOA QUE PASSA METADE DO ANO CURTINDO FÉRIAS NA DISNEY, ENQUANTO O CIDADÃO FLUMINENSE PAGA UMA FORTUNA DE CONTA DE ÁGUA PARA UMA COMPANHIA PRIVADA QUE É PÉSSIMA. DISCÍPULO PRIVATISTA DO BOLSONARO E DO SEU PARCEIRO PAULO GUEDES.. NÃO ERA DE SE ESPERAR MUITO. QUE O POVO DO RIO APRENDA A VOTAR FINALMENTE. CAIRAM NA FALÁCIA DE UM JUIZ COMO WITZEL , QUE NINGUÉM CONHECIA, DEPOIS O BRASIL INTEIRO VIU OS ESCANDÂLOS DE CORRUPÇÃO E TRÁFICO COM MILÍCIA ENVOLVENDO O MAGISTRADO. CHEGA DE PL . ACORDA, RIO. CHEGA DA TURMA DO CLAUDIO CASTRO