A divisão armada da Guarda do Rio, batizada de Força Municipal, vai começar a atuar nas ruas a partir de março. A informação foi confirmada pela prefeitura durante a cerimônia de entrega das armas de fogo para a Divisão de Elite da GM, que aconteceu nesta quarta-feira (04) em Irajá, na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ao todo, foram entregues 1,5 mil pistolas Glock. Além do armamento, também foi entregue uma frota de viaturas, que vai contar com 118 veículos. Em um primeiro momento, a expectativa é de que 600 agentes façam parte da Força Municipal.
Segundo a prefeitura, os agentes armados terão três bases principais nesta primeira etapa: uma Leblon, na Zona Sul; outra em Campo Grande, na Zona Oeste; e uma em Piedade, na Zona Norte.
Na cerimônia desta terça, eles também receberam uniformes táticos, câmeras corporais e outros equipamentos que podem ser usados pela divisão, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e itens de proteção. O prefeito Eduardo Paes (PSD), o vice Eduardo Cavaliere (PSD) e o diretor-geral da Divisão de Elite, Brenno Carnevale, participaram da entrega.
Investimentos na Força Municipal ultrapassam R$ 60 milhões
Os futuros guardas da Força Municipal começaram o treinamento em setembro do ano passado, quando a prefeitura inaugurou a academia de formação dos agentes. O espaço fica na sede da Superintendência da PRF, que disponibilizou o espaço por meio de um convênio com a Prefeitura do Rio e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
O convênio ficou avaliado em R$ 29,9 milhões e prevê uma parceria de três anos entre o município do Rio e as forças federais. Ao todo, os investimentos na Força Armada do Rio somam mais de R$ 60 milhões.
Eduardo Paes, NUNCA promoveu nenhum guarda municipal do Rio de janeiro, 14 (catorze) anos como prefeito e não fez nenhuma promoção. Inventou essa divisão como projeto eleitoral, NÃO vai conseguir, pois a verdade vai aparecer nos debates eleitorais.
Conhecido pelo envolvimento com a causa animal, Luciano Guerreiro, candidato a deputado federal pelo MDB no Rio de Janeiro, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 47.295.510,76 nas eleições de 2026, segundo os dados exibidos nos prints do sistema DivulgaCandContas.
Entre os bens informados está um relógio avaliado em R$ 400 mil. A declaração também registra outros quatro relógios, nos valores de R$ 160 mil, R$ 365 mil, R$ 145 mil e R$ 160 mil — somando R$ 1,23 milhão apenas em relógios. O candidato declarou ainda R$ 792 mil em joias, R$ 2 milhões em dinheiro em espécie e US$ 175 mil e € 120 mil em moedas estrangeiras.
A maior parte do patrimônio está concentrada em participações empresariais, que somam pelo menos R$ 32,97 milhões, além de R$ 7 milhões classificados como “valores de diversos créditos”. Também aparecem na relação imóveis, incluindo uma cobertura declarada por R$ 884,1 mil e duas casas. Os valores correspondem à declaração apresentada, sem informações, nos prints, sobre marca, modelo ou valor de mercado dos relógios.
Em petição protocolada nesta quinta-feira (06), o promotor Alexey Kolouboff pediu à Justiça urgência para executar a condenação por improbidade administrativa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e comunicar à Justiça Eleitoral a suspensão de seus direitos políticos por oito anos, em razão do período de registro das candidaturas. Garotinho está na disputa, de novo, pelo comando do Palácio Guanabara.
Como não há mais recursos pendentes após o trânsito em julgado da ação, o Ministério Público requer a imediata execução da sentença. Além da comunicação à Justiça Eleitoral, o órgão pede a inclusão do nome de Garotinho no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa.
Garotinho também foi multado
O órgão também requer que o ex-governador seja intimado a quitar os valores da condenação. Segundo os cálculos atualizados apresentados à Justiça, o ressarcimento ao erário, originalmente fixado em R$ 234,4 milhões, chega hoje a R$ 2,55 bilhões. O MP ainda cobra R$ 778,9 mil de multa civil e R$ 11,9 milhões por danos morais coletivos.
Com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”
O empresário Alex Ofredi Melim, conhecido nas urnas como Alex Melim, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 30.233.522,35 para disputar o cargo de deputado estadual pelo Agir no Rio de Janeiro.
Os dados foram obtidos no DivulgaCand, portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As informações patrimoniais são autodeclaradas pelos candidatos e permanecem sujeitas à análise da Justiça Eleitoral.
Aplicação concentra 99% dos bens
A declaração patrimonial é concentrada quase integralmente em uma única aplicação de renda fixa, avaliada em R$ 30 milhões.
O investimento, identificado pelo código PB0122F5GL6, representa cerca de 99,2% de todo o patrimônio informado À Justiça Eleitoral.
Os demais oito bens declarados somam R$ 233.522,35 e incluem aplicações de renda fixa em diferentes instituições financeiras, além de um depósito bancário no valor de R$ 0,01.
Empresário do setor de seguros
De acordo com os dados do registro de candidatura, Alex Melim nasceu no Rio de Janeiro em 2 de junho de 1976, é casado, possui ensino médio completo e declarou exercer a profissão de empresário.
Em documento de consulta pública da Casa da Moeda do Brasil, Alex Ofredi Melim aparece como representante da Melim Corretora de Seguros Ltda., empresa que atua no setor de seguros e planos de saúde.
Declaração de bens de Alex Melim em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand
O plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) aprovou a notificação e ex-gestores e conselheiros do Instituto de Previdência Social de Itaguaí (Itaprevi) terão 15 dias para apresentar defesa nas acusações de graves irregularidades identificadas na aplicação de R$ 59,6 milhões em Letras Financeiras do Banco Master.
A deliberação ocorre após a revelação de que a operação foi articulada durante a gestão da advogada Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência. Fernanda assumiu o comando do Itaprevi e, em menos de duas semanas, viabilizou os aportes milionários na instituição bancária — repetindo o mesmo padrão de operações que a tornou alvo da Polícia Federal na investigação sobre os investimentos do fundo estadual.
Mais de 20% da carteira compremetida sob ‘risco de default’
De acordo com o relatório de auditoria do TCE-RJ, os R$ 59,6 milhões alocados no Banco Master entre junho e julho de 2024 representavam mais de 20% de toda a carteira de investimentos do Itaprevi. A equipe técnica do Tribunal classificou o processo decisório como “negligente e temerário”.
Entre os principais pontos apontados pela auditoria estão:
Mudança brusca na estratégia de investimento: a alocação em letras financeiras foi elevada de 2% para 20% logo na primeira reunião da nova gestão, desrespeitando os estudos técnicos e pareceres da consultoria financeira contratada, que desaconselhavam o investimento de longo prazo.
Rating especulativo: a aplicação prendeu os recursos previdenciários por 10 anos em uma instituição que possuía rating B+ (grau especulativo com alto risco de inadimplência), violando princípios de segurança e liquidez.
Alteração regimental retroativa: a gestão do Itaprevi editou norma com efeitos retroativos para apagar a exigência de que instituições financeiras recebedoras de recursos tivessem rating mínimo A.
Credenciamento e loteamento de cargos: o credenciamento do Banco Master ocorreu sem análise prévia de consultoria e sem aprovação formal dos colegiados. Além disso, a auditoria constatou nomeações ilegais para cargos estratégicos do Itaprevi, incluindo membros sem as certificações exigidas por lei e o não funcionamento do Conselho Fiscal.
Prazo para defesas e comunicação ao MPRJ
O voto do relator José Gomes Graciosa, aprovado pelo plenário do TCE-RJ, determina a notificação da ex-presidente do Itaprevi Fernanda; do ex-prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Rubão; e de outros diretores e conselheiros do fundo municipal.
Além disso, o tribunal aprovou a expedição de ofício com cópia integral do processo ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), para que avalie a apuração de possíveis ilícitos nas esferas cível e criminal, e à Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social.
Referência nacional e internacional da música instrumental no Brasil, o gaitista Mauricio Einhorn vai receber no dia 11 de agosto, terça-feira, o Conjunto de Medalhas Pedro Ernesto, maior homenagem concedida pela Câmara do Rio. A solenidade está marcada para as 18h30, no Palácio da Cidade, em Botafogo.
Entre as justificativas da homenagem, de autoria dos vereadores Pedro Duarte (PSD) e Rafael Aloisio Freitas (PSD), está a enorme contribuição de Einhorn para a música brasileira.
O músico é tido como um dos maiores gaitistas do mundo, já tendo tocado com pesos pesados como Sarah Vaughan e Nina Simone.
O trabalho mais recente do artista foi a apresentação “Harmonia Viva”, na qual o instrumentista percorreu diversas unidades pelo Sesc na cidade do Rio.
Com 94 anos de idade, Einhorn começou a tocar gaita ainda na infância, com apenas 5 anos. Filho de imigrantes judeus poloneses, ele descobriu o instrumento graças aos pais. que também eram gaitistas. No Brasil, já fez apresentações e parcerias com famosos nomes da Música Popular Brasileira, como Elizeth Cardoso, Hermeto Pascoal, Chico Buarque e Maria Bethânia.
Nesta sexta-feira, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos de existência. Embora seja um importante marco no combate pelo fim da violência contra a mulher, o Rio de Janeiro mostra que as estatísticas vão em sentido oposto a essa luta. O estado fluminense registrou alta em quatro dos cincos índices desse tipo de crime.
De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre 2024 e 2025, houve aumento nos seguites casos:
Violência moral: de 37.571 para 38.819 (crescimento de 3,2%)
Violência patrimonial: de 8.334 para 8.492 (alta de 1,9%)
Violência psicológica: de 47.473 para 48.999 (aumento de 3,21%)
Violência sexual: de 8.339 para 8.681 (crescimento de 4,1%, a maior alta percentual dos índices).
A única estatística que apresentou queda foi a de violência física, que passou de 43.743 em 2024 para 43.307 registros no ano seguinte, uma baixa de 1%. Todas as informações constam na página ISP Mulher.
Símbolo dessa batalha, a atriz e jornalista Cristiane Machado vivenciou essa realidade em 2018, quando se tornou conhecida do público ao filmar as agressões que sofria do ex-marido, o empresário e ex-diplomata Sérgio Schiller Thompson-Flores. Em setembro do ano seguinte, a Justiça do Rio o condenou a três anos de prisão em regime semiaberto.
Em conversa com o TEMPO REAL RJ, Cristiane analisa o que ainda falta às mulheres na hora de denunciar os companheiros por violência doméstica.
“Creio que duas coisas ainda impedem as mulheres de seguirem adiante nesta batalha. A vergonha e o medo. Porque é necessário ter mais do que coragem para seguir adiante no enfrentamento à violência doméstica. Pois muitas têm medo do agressor sob dois pontos de vista. O primeiro é o temor de continuar viva e estar ao lado do agressor. E o outro é o que vai acontecer com ela depois que a denúncia for feita. Afinal, há o receio que alguma brecha legal permita que o agressor, de alguma forma, fique impune”, comenta.
Passados oito anos após as agrssões se tornarem públicas nacionalmente, Cristiane cita qual o principal item que acredita ser necessário que as autoridades tenham mais rigor.
“A Lei Maria da Penha é muito boa. Eu fui salva graças a ela. Mas, infelizmente, ainda é muito falha na fiscalização. Isso é uma coisa que deixa as mulheres vulneráveis. Porque apesar de alguma vítima poder acionar o botão do pânico, não há uma equipe policial que atue para fiscalizar se o agressor, de fato, está próximo da vítima e, consequentemente, sofra a punição por ter violado alguma medida protetiva, por exemplo. Além disso, também penso que deveria ter mais preparo com as pessoas que trabalhem na linha de frente desse combate. Ou seja, juízes, assistentes sociais e psicólogos que atuem com as mulheres que são vítimas de agressões”, argumentou.
A atriz foi a primeira mulher a receber o benefício do “botão do pânico”, ferramenta criada em 2019 pela Polícia Militar do Rio. O objeto é conectado a uma tornozeleira eletrônica usada pelo agressor. Em caso de aproximação, a central de monitoramento é acionada e entra em contato com a vítima e o agressor por telefone.
A atriz Cristiane Machado foi a primeira mulher no estado do Rio a receber o “botão do pânico” — Foto: Divulgação.
Professora de boxe criou método exclusivo para mulheres
A professora de boxe Ana Lúcia Moreira percebeu que algumas mulheres que frequentavam a academia onde ela dá aulas, a Boxe Fit, na Taquara, buscavam, além da melhora na autoestima e cuidados com o corpo, superar o medo da violência. Foi quando teve a ideia de criar turmas exclusivamente femininas como forma de encorajá-las.
“A ideia de dar aulas especificas para mulheres se defenderem de casos de violência surgiu do encontro entre a prática do esporte e a observação de uma demanda real do cotidiano feminino. O principal gatilho que muitas sentem é a constatação do medo. Por isso, os treinamentos vão além dos socos. O foco principal é a consciência situacional e a capacidade de reação rápida antes mesmo que o contato físico aconteça”, comenta.
A professora de boxe Ana Lúcia Moreira — Foto: Acervo pessoal.
Anallu, como é conhecida, explica que ensina os golpes sem o uso de sparring, que é a presença de uma pessoa treinada para receber socos. Para isso, usa sacos de pancada, dos pequenos aos grandes, e bonecos de silicone em tamanho adulto para que elas treinem todos os movimentos. Ela relembra o caso de uma mulher conseguiu se livrar das agressões do ex-marido graças às aulas.
“Eu tive uma aluna que era bem tímida nas aulas. Parecia ter vergonha ao fazer os movimentos de socos. Chegava até a dar risada nos movimentos de tão sem graça que ficava. Até que houve um dia em que ela acordou com um soco do esposo por causa de ciúmes. Depois ele a pegou pelos cabelos e a levou arrastada ao banheiro. Ela me contou que só conseguia pensar nos golpes dos exercícios. Então se defendeu, conseguiu se livrar dele e fugiu”, recorda.
Ana Lúcia (ao centro, próximo da parede) orientando as alunas durante uma aula na academia Boxe Fit — Foto: Divulgação.
Ana Lúcia fala de outras dicas que passa para as mulheres, além dos movimentos e socos.
“Ao treinar minhas alunas para identificarem e lidarem com a proximidade de um potencial agressor. Também trabalhamos as orientações técnicas e comportamentais. Então a gente orienta sobre espaço, tempo de reação e uso de força relativa, além de trabalhar o limite corporal e a imposição de voz”, finaliza.
O patrimônio declarado pelo candidato a deputado estadual Elton Cristo (PSD) cresceu quase 694% entre as eleições de 2018 e 2026, segundo dados do sistema Divulgaand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total de bens informados passou de R$ 378.419,10 para R$ 3.004.200,00 no período.
A evolução representa um aumento nominal de R$ 2.625.780,90, equivalente a 693,9%. Em oito anos, o patrimônio declarado passou a ser quase oito vezes maior que o registrado na primeira candidatura ao cargo de deputado estadual.
Entre os itens declarados por Elton neste ano estão um imóvel de R$ 1,6 milhão, outro imóvel de R$ 480 mil, um apartamento avaliado em R$ 700 mil, aplicações financeiras de R$ 39,2 mil e um automóvel de R$ 185 mil.
Na declaração apresentada em 2018, quando terminou a eleição como suplente, Elton Cristo informou possuir três veículos, um consórcio não contemplado e depósitos em conta corrente, totalizando R$ 378,4 mil.
Quatro anos depois, nas eleições de 2022, quando voltou a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Alerj) e novamente ficou como suplente, o patrimônio declarado saltou para R$ 1.658.540,00. Na ocasião, os bens passaram a incluir um apartamento avaliado em R$ 560 mil, uma chácara de R$ 400 mil, dois veículos que somavam R$ 647,3 mil e participações societárias em empresas do ramo de alimentação.
Em 2024, quando foi eleito vereador da cidade de Nova Iguaçu, Elton Cristo declarou R$ 2.317.390,00 em bens, incluindo um sítio avaliado em R$ 1,12 milhão, além de um apartamento, outro imóvel rural, participação societária e um veículo.
Os bens informados pelos candidatos são autodeclarados à Justiça Eleitoral.
O deputado estadual Fred Pacheco (PL), candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2.521.362,31. Em comparação com sua primeira candidatura, em 2012, quando disputou uma vaga de vereador em São Paulo, o valor representa um crescimento nominal de 2.495%, passando de R$ 97.166,38 para mais de R$ 2,5 milhões em 14 anos.
Considerando a inflação acumulada no período, a alta patrimonial é de 1.091%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.
Apesar do avanço em relação ao início da série, a evolução patrimonial não foi contínua. O maior valor declarado ocorreu em 2022, quando Pacheco informou possuir R$ 3,01 milhões em bens. Dois anos depois, ao disputar a vice-prefeitura do Rio de Janeiro na chapa de Rodrigo Amorim (União), o patrimônio caiu para R$ 1,68 milhão.
E, na declaração apresentada para a disputa deste ano, o patrimônio voltou a crescer e alcançou R$ 2,52 milhões, um avanço de 50,2% em relação ao registrado em 2024.
Evolução do patrimônio declarado por Fred Pacheco à Justiça Eleitoral entre 2012 e 2026, em valores nominais e corrigidos pela inflação (IPCA) – Tabela: Imagem gerada por IA
Apesar da recuperação, o valor ainda está 16,3% abaixo, em termos nominais, do pico registrado em 2022. Quando a comparação é feita em valores corrigidos pela inflação, a diferença chega a 30,1%.
Patrimônio de Fred Pacheco é composto em sua maioria por imóveis
A maior parte dos bens declarados por Fred Pacheco está concentrada em imóveis. O deputado informou possuir dois apartamentos, avaliados em R$ 1,62 milhão, que representam cerca de 64% do patrimônio total.
A declaração também inclui aproximadamente R$ 679 mil em fundos de investimento e aplicações financeiras, um veículo Mitsubishi avaliado em R$ 96,4 mil, R$ 95,4 mil em dinheiro em espécie, participação societária em uma empresa e saldos em contas bancárias.
Na primeira declaração de bens, apresentada em 2012, o patrimônio era composto principalmente por um automóvel Honda Civic, dinheiro em espécie e pequenas quantias mantidas em conta corrente e caderneta de poupança.
Empresas que acumulam dívidas milionárias de ICMS e fazem da inadimplência uma prática recorrente poderão perder benefícios fiscais, ficar impedidas de participar de licitações e ainda passar a integrar um cadastro público do Estado do Rio. As medidas estão previstas em um projeto de lei encaminhado pelo governador em exercício, Ricardo Couto, à Assembleia Legislativa (Alerj), nesta quinta-feira (06).
A proposta regulamenta a figura do chamado devedor contumaz — contribuinte que, segundo o governo, utiliza o não pagamento de tributos como estratégia para obter vantagem competitiva no mercado. Pelo texto, o enquadramento dependerá de um processo administrativo e de critérios objetivos.
Só poderá ser classificado como devedor contumaz o contribuinte que acumule débitos superiores a R$ 15 milhões, em valor superior ao patrimônio conhecido, além de manter irregularidades no recolhimento do ICMS por, no mínimo, quatro períodos consecutivos ou seis alternados dentro de um ano.
O contribuinte deverá ser notificado e terá prazo de 30 dias para apresentar defesa ou regularizar a situação, com efeito suspensivo durante a análise do caso.
O governo do estado alerta que o enquadramento não se aplicará a contribuintes cuja inadimplência decorra de situações como calamidade pública, prejuízos financeiros comprovados ou parcelamentos regularmente cumpridos.
Empresas enquadradas poderão perder benefícios fiscais e ficar fora de licitações
Caso seja enquadrado como devedor contumaz, o contribuinte poderá perder o acesso a benefícios fiscais e ficará impedido de participar de licitações e de firmar novos vínculos com a administração pública estadual.
A proposta também cria um cadastro estadual de devedores contumazes, que deverá ser divulgado no portal da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A lista trará informações como CNPJ, razão social e número do processo administrativo e poderá ser integrada às bases da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Proposta complementa pacote de recuperação de créditos enviado à Alerj
A proposta integra um pacote de mudanças na política de recuperação de créditos do estado. Nesta quarta-feira (05), Ricardo Couto encaminhou outro projeto de lei à Alerj autorizando a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) a celebrar acordos de transação para créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa.
A medida permite descontos sobre multas, juros e encargos legais, além de parcelamentos de longo prazo para contribuintes que desejarem regularizar seus débitos. Empresas classificadas como devedoras contumazes, no entanto, ficam impedidas de aderir às condições especiais previstas nessa modalidade de negociação.
Com isso, o governo passa a diferenciar os contribuintes que buscam regularizar pendências daqueles que, segundo a proposta, utilizam a inadimplência tributária de forma sistemática como vantagem competitiva.
Discurso de combate aos grandes devedores ganhou força após caso Refit
Fernando Jordão, ex-prefeito de Angra dos Reis e ex-deputado federal, tenta retornar à Câmara dos Deputados pelo MDB nas eleições de outubro. Na declaração de bens registrada no portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato informou possuir R$ 703.023,19 em patrimônio.
O valor representa uma redução de 71,46% em relação ao declarado em 2020, quando disputou e venceu a eleição para o segundo mandato à frente da Prefeitura de Angra dos Reis. Naquele ano, Jordão informou ao TSE possuir R$ 2.463.881,53 em bens.
Jordão ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. Ele é casado com a deputada estadual Célia Jordão (PSD), que também disputa a reeleição no pleito deste ano.
Patrimônio 3,5 vezes menor em seis anos
Entre as duas declarações de bens, a principal mudança no patrimônio de Fernando Jordão está na redução dos valores relacionados a créditos e participações empresariais.
Em 2020, esses ativos representavam a maior parte do patrimônio informado pelo então candidato à Prefeitura de Angra dos Reis: R$ 1,9 milhão.
Na declaração deste ano, esses valores deixaram de aparecer nos mesmos moldes e foram substituídos por uma participação societária e outros bens de menor valor. Já os imóveis declarados permaneceram praticamente estáveis, com terrenos e casas em Angra dos Reis mantendo valores semelhantes aos informados seis anos antes.
A principal diferença está na retirada dos créditos empresariais que, em 2020, representavam a maior parte do patrimônio declarado. Em seis anos, os valores registrados como bens e direitos tiveram uma queda de aproximadamente R$ 1,76 milhão.
Inelegibilidade em ação na Justiça de Angra dos Reis
No começo do mês, a Justiça Eleitoral de Angra dos Reis declarou a inelegibilidade de Fernando Jordão (MDB) por oito anos em uma ação que também resultou na cassação dos diplomas do prefeito Cláudio Ferreti (MDB) e do vice Rubinho Metalúrgico. A decisão da 147ª Zona Eleitoral apontou abuso de poder político e econômico durante a campanha municipal de 2024, envolvendo a produção e divulgação de conteúdos contra o então candidato adversário Renato Araújo (PL).
Com a decisão, Jordão, que deixou a Prefeitura de Angra em 2024 após dois mandatos e agora tenta voltar à Câmara dos Deputados, fica impedido de disputar eleições pelo período determinado pela Justiça Eleitoral. A sentença, no entanto, ainda cabe recurso, e os envolvidos permanecem no cargo — Jordão segue como candidato — enquanto o processo não tiver uma decisão definitiva.
Declarações de Fernando Jordão em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Declarações de Fernando Jordão em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand
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Eduardo Paes, NUNCA promoveu nenhum guarda municipal do Rio de janeiro, 14 (catorze) anos como prefeito e não fez nenhuma promoção. Inventou essa divisão como projeto eleitoral, NÃO vai conseguir, pois a verdade vai aparecer nos debates eleitorais.
Irão matar muitos trabalhadores, agora que estão armados. Antes só batiam e agrediam
Depois que a guarda municipal passar andar armada ela será algo dos bandidos assim como a PM.