O Partido Socialista Brasileiro (PSB) ingressou na Justiça contra a Taxa de Turismo Sustentável (TTS) instituída pelo município de Angra dos Reis. Em ação apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a legenda pede a suspensão imediata da cobrança e, no julgamento definitivo, a declaração de inconstitucionalidade das leis que criaram e regulamentaram a taxa.
A ação foi protocolada em 30 de julho e reúne uma série de argumentos contra a cobrança. O principal deles é que, segundo o partido, a taxa não estaria ligada a uma atividade específica prestada pelo município ao contribuinte, mas seria usada para financiar políticas públicas gerais, como turismo, meio ambiente e infraestrutura urbana.
PSB diz que taxa de turismo financia políticas públicas gerais e não corresponde a serviço específico
O principal argumento apresentado pelo partido é que a TTS teria sido criada como uma taxa, mas não atenderia aos requisitos constitucionais para esse tipo de tributo.
Segundo o PSB, a cobrança não estaria vinculada a uma atividade específica e individualizável do poder público em relação a quem paga. A ação afirma que a incidência ocorre, essencialmente, pela presença de turistas no município e pela utilização da estrutura turística local, sem que seja necessária a demonstração de uma fiscalização, autorização, licenciamento ou outra atuação administrativa específica em relação a cada contribuinte.
O partido também questiona a destinação dos valores arrecadados. Na avaliação apresentada ao TJRJ, os recursos seriam utilizados para financiar um conjunto amplo de políticas públicas, incluindo ações de turismo, preservação ambiental, infraestrutura urbana, gestão territorial, manutenção de equipamentos públicos e ordenamento da cidade.
Para o PSB, esse modelo transformaria a taxa em uma fonte de financiamento de despesas gerais do município, o que seria incompatível com a natureza constitucional desse tipo de tributo.
Partido também acusa Angra dos Reis de invadir competências da União
Outro argumento apresentado na ação é de que a legislação municipal teria ultrapassado os limites da competência de Angra dos Reis.
O PSB afirma que as normas criaram um sistema de cadastramento, fiscalização, controle, compartilhamento de informações e aplicação de sanções envolvendo turistas, meios de hospedagem, plataformas digitais, operadores turísticos e proprietários e operadores de embarcações.
Na avaliação do partido, ao disciplinar aspectos relacionados à navegação, ao transporte aquaviário, às embarcações, à atividade turística e à proteção ambiental, o município teria avançado sobre matérias submetidas constitucionalmente à União e ao estado do Rio de Janeiro.
Além da medida cautelar, o partido pede que o TJRJ julgue a ação procedente e declare integralmente inconstitucional a Lei nº 4.507/2025. O pedido também inclui, por consequência, as duas leis que posteriormente alteraram a cobrança e o decreto que regulamentou o sistema.
Na ação, o PSB argumenta que não seria possível preservar apenas parte da legislação porque as regras sobre cobrança, fiscalização, arrecadação e destinação dos recursos formariam um único sistema.
O pedido de suspensão apresentado pelo PSB não significa que a cobrança tenha sido interrompida. A ação ainda será analisada pelo Tribunal de Justiça.
Comments 9
Na região de Campo Grande (RJ) e adjacências, pouquíssimos postos de combustíveis trabalham de forma Legal. Quando não é bomba baixa, o combustível é adulterado. Falo com conhecimento de causa, pois trabalhei por vários anos numa empresa do ramo petróleo. A Fiscalização (ANP; IPEM; INMETRO) é frágil, omissa ou negligente. Pobre Rio de Janeiro.
Vários postos de gasolina da zona oeste, principalmente em campo grande, combustível adulterados, Av.cesario de Mello eu mesmo pagava propina para pessoal ANP
O Rio de Janeiro continua horrível.
Tem mais bandidos que gente.
Engraçado que os outros órgãos fiscalizadores não participam já que está sendo constatado o criime.
Somente o Procon RJ está trabalhando, cadê as outras autoridades para tomar uma ação mais dolosa.
Alô MP, Alô GAECO, vamos apoiar, deve ter muita gente nessas folgas de pagamentos.
A população Fluminense não aguenta mais ser roubada e extorquinda por Postos de Combustíveis e Flanelinhas nessa cidade.
Fazer uma fiscalização também sobre combustível adulterado nos postos da Marechal Rondon em toda sua extensão
De que adianta os comentários se nós vivemos em um país de fraudes, todo mundo (todo mundo mesmo) só pensa em levar vantagem, onde quanto mais se tem , mais se quer…
Perto de eleição sempre aparece os “mocinhos”!
So pode haver uma explicação para esta flagrante falta de respeito ao consumidor e as leis.
Chama-se CORRUPÇÃO.
Deve ter muita gente levando…..
Posto bandido, a dois meses abasteci um tanque completo e rodei quase 230 km a menos do que de costume com a mesma quantidade “teórica”, reclamei pra caramba com um amigo do trabalho e agora vejo essa matéria, vagabundos ladrões e o pior é que ninguém reembolsa, ninguém e preso e uma vaca que deveria zelar pela população de forma criminosa autoriza a reabertura do posto.
Tá de sacanagem!!!
Isso é Hell de janeiro!!!