O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. e seu sócio-administrador após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, em 8 de agosto deste ano.
O acidente ocorreu durante um voo panorâmico comercial e provocou a morte do piloto e de três turistas colombianas da mesma família, além de um incêndio florestal em área de Mata Atlântica.
Pedido de condenação por danos morais coletivos
Na ação, o MPF pede o bloqueio de ativos financeiros, veículos e imóveis dos réus até o limite de R$ 10 milhões, a recuperação integral da área degradada e a condenação ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos ambientais.
Em decisão da última quinta-feira (15), a 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro acolheu parcialmente os pedidos e determinou a indisponibilidade de bens da empresa, incluindo contas bancárias, investimentos, imóveis, veículos e participações societárias.
A Justiça também estabeleceu prazo de 30 dias para que a companhia e seu sócio-administrador elaborem um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), com o objetivo de restaurar integralmente o local. O pedido de indenização será analisado durante o andamento do processo.
MPF aponta responsabilidade por danos ambientais
Na ação, a promotoria sustenta que a responsabilidade civil por danos ambientais é objetiva, conforme a Constituição Federal e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Nesse regime, não é necessário comprovar culpa, mas demonstrar a relação entre a atividade desenvolvida e o dano causado. Segundo o órgão, justificativas como caso fortuito ou força maior, em regra, não afastam a obrigação de reparar os prejuízos ambientais.
O Ministério Público também pede que eventual indenização por danos morais coletivos seja destinada a ações de conservação e restauração do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A ação civil pública não abrange os direitos individuais das vítimas fatais nem de seus herdeiros, uma vez que o MPF não tem legitimidade para ajuizar a ação em nome deles.
Anac identificou falhas na segurança operacional
O relatório da agência reguladora apontou falhas graves na gestão da segurança operacional da empresa, como a inoperância do sistema de gerenciamento de segurança operacional, problemas no controle da fadiga dos tripulantes, ausência de placas de identificação do fabricante nas aeronaves e inconsistências nos registros de manutenção aeronáutica.
Diante dos problemas, a Anac determinou a suspensão cautelar do Certificado de Operador Aéreo da empresa e a interdição de outras seis aeronaves da frota. Os apontamentos da agência, junto aos laudos periciais e às demais provas reunidas, fundamentam os pedidos apresentados pelo MPF na ação civil pública.
Relembre o acidente
O helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu na manhã de 8 de agosto, durante um voo panorâmico na região da Vista Chinesa, na Zona Sul do Rio. A aeronave atingiu uma área de mata de difícil acesso e pegou fogo após o impacto.
Morreram no acidente o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família: Sofia Murillo, de 17 anos, Wendy Manrique, de 37, e Rocío Cubillos, de 59. A queda da aeronave contra o solo e a vegetação provocou uma explosão e um incêndio florestal de grandes proporções na Mata Atlântica, em área localizada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca.
De acordo com a perícia do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, as chamas atingiram árvores a mais de cinco metros de altura e causaram danos à fauna e à flora nativas do ecossistema protegido. Além dos impactos ambientais e das mortes, o MPF ressaltou que a operação colocou em risco a vida, a integridade física e o patrimônio de milhares de pessoas que circulavam pela cidade na ocasião.
Comentários 14
Para eles, fica tudo certo, os coronéis, um prótese o outro, se fosse um graduado, estaria na rua a muito tempo. Só tem sacanagens..
O Cel Valle, conheci-o, e sempre foi conhecido pela sua integridade…o erro ” fatal”…terem lhe metido no meio de dezenas de papéis para assinar, e no meio destes, a “tal listagem” e foi induzido ao erro. Armação para com o Homem de Boa Fé. Acho que ele deveria por todos meios provar sua inocência.
E aqueles que o fizeram assinar, como Diretor de Pessoal que era, atas fraudadas?
O Cel Vale, com quem convivi por dezenas de anos, é um homem integro e probo, apesar de ingênuo.
Foi traido por pessoas inescrupulosas.
Estou com mandato de segurança cbmerj 2002 até 2024 brigando pela minha reintegração em regime militar vários outros bombeiros foram prejudicados estamos aguardando o governador juntamente com outros órgãos resolver essa situação que o cel BM Leandro Monteiro juntamente com asseju ,DGP e outros estou aguardando justiça
Vc sabe que os ritos dos Processos são diferentes???
E até que nem foi demorado…
Quem faz as Leis, não são os Oficiais ou os Praças. Os legisladores são ruins, e agem de acordo com lobbys e interesses pessoais. Mas é mais fácil tentar atingir quem não deu causa…
Outro coronel e mais três militares se encontra na mesma fraude, o no concurso 1998 e 2002 e os outros no de 2002, foram condenados em ultima instância , processo já se encontra no0 aguardo de execução ( Processo No: 0040178-59.2018.8.19.0000 )
A corporação mais acreditada do estado do Rio de janeiro, sendo falida e levada a descredito unicamente por oficias
superiores, eles são deuses falsos que aparecem para o público como profissionais competentes e deixando na netda quem realmente trabalha, as praças.
Vix!!! Isso é de menos aqui na década de 80 pra até 1996 em Minas gerais tenha a fraude dos concursos público para polícia civil em que ao fazer as provas eles iam ao banheiro para pegar o gabarito e com isso a maioria passava nas provas tranquilo e até hoje ninguém foi punido a maioria já até aposentou, hoje ficou difícil fraudar tem até helicóptero fazendo vistoria no dia da prova.
Fiz o concurso de 2014 e por não ter tido o conhecimento dessas corrupções de concurso eu acabei deixando pra lá. Passei na prova e depois de alguns anos fiquei sabendo que muitos colocaram na justiça. Eu não tinha colocado por não saber desses ocorridos. Mas fui até a DGP e lá fizeram de tudo para não me informar sobre esse concurso
Hoje eu e minha irmã estaríamos atuando na corporação se não tivesse essas falcatruas.
O pior e que ninguém tenta resolver a situação dos prejudicados.
Para ser justo, também deveria ser exonerado todos os que passaram a ser servidor público sem concurso.
Fui prejudicado em 98 , passei noa testes na piscina para guarda vidas, mas um capitão deixou uns três que chegaram depois de mim e me eliminaram , muitas gente questionou lá na hora , procurei muitas ajuda e infelizmente fique de fora por não ter padrinhos e os que não foram aprovados ou mesmo nas provas , por causa de padrinhos entraram.
Olá, bom dia, fiz o concurso de 2002 em que fui aprovado pra Cabo auxiliar de saúde ( auxiliar de enfermagem) fui convocado na época pra se apresentar, meu nome entre muitos outros, não estavam na lista, acionei a justiça, mais nada se resolveu infelizmente, foi uma dedicação imensa de estudos, simplesmente desperdiçada por eles…
Infelizmente é assim , e o pior é que nada vai acontecer ….O certo é tirar todos que fraudaram .
Fui aprovado em 2002 fui chamado prá fazer exames fui para o 4 GBM nova iguaçu juntamente munido de todos os documentos probatório mesmo assim fizeram fraude mais uma vez com meus documentos originais juntamente ao assegurar,BM1, DGP e outros órgãos cabíveis no CBMERJ RJ assim continuo lutando pela minha farda obrigado aos ouvintes