A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) voltou atrás e vai manter as regras dos anos anteriores para a retirada das pulseiras de acesso às frisas da Marquês de Sapucaí para o Carnaval de 2027.
A decisão foi anunciada na sexta-feira (16). Com a regra mantida, os seis ocupantes de cada frisa não precisarão comparecer juntos para retirar os acessórios, como previa uma exigência divulgada no site da Ticketmaster, responsável pelas vendas.
Pressão feita na Alerj
O vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Dionísio Lins (Progressistas), havia cobrado explicações da Liesa sobre a mudança.
O parlamentar encaminhou um ofício à Liga e à Ticketmaster, estabelecendo prazo de 30 dias para que as empresas justificassem a alteração. Segundo ele, a exigência poderia prejudicar turistas de outros estados e agências de viagens que já haviam negociado pacotes com visitantes estrangeiros.
Em comunicado, a Liesa confirmou que os ingressos adquiridos pela Ticketmaster em setembro serão convertidos em pulseiras, entregues antecipadamente aos ocupantes dos espaços.
Mudanças para combater o cambismo
A entidade informou que estuda, em parceria com o site de vendas, uma nova forma de coletar os dados de todos os ocupantes das frisas. Até então, apenas o comprador precisava fornecer suas informações à Liesa e ficava responsável por repassar as pulseiras aos convidados.
O novo procedimento ainda está em avaliação, e eventuais informações sobre datas de retirada serão divulgadas pelos canais oficiais da liga.
Segundo a Liga, a discussão faz parte dos esforços para combater a atuação de cambistas e proteger os compradores de ingressos.
Com informações do jornal “O Globo”.




















































