De acordo com o Corpo de Bombeiros, um homem ficou ferido em estado grave e precisou ser encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte.
Equipes da CET-Rio e do Corpo de Bombeiros atuam no local.
Quem trafega em direção às Rodovias Washington Luiz e Presidente Dutra, deve preferir como alternativa a Avenida Brasil.
Cinco carcaças de animais em estado avançado de decomposição e cães desnutridos, com doenças de pele e pelos embaraçados foram encontrados em uma casa onde funcionava uma ONG, em Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio. A ação ocorreu após denúncias de moradores da região.
De acordo com a Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, os animais estavam em condições consideradas graves de maus-tratos. A responsável pelo projeto, Camila Salata Medeiros, conhecida como Mila, não foi localizada durante a ação.
A denúncia chegou ao vereador Luiz Ramos Filho, que participou do resgate. Além disso, foi ele quem acionou a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais para também atuar na ação.
Segundo a Câmara Municipal, moradores chegaram a registrar uma ocorrência na delegacia antes da ação de resgate. Um vizinho disse que denuncia os maus-tratos desde 2023.
Em 1922, quando o Hotel Glória foi inaugurado no dia 15 de agosto (dia de Nossa Senhora da Glória), era o maior do país com seus 150 apartamento em 13 andares – o primeiro cinco estrelas da América Latina tinha, entre as suas atrações, a localização bem em frente ao mar, na Praia do Russel, àquela época já reduzida a uma mínima faixa de areia desde a primeira década do século 20, para a construção da Avenida Beira-Mar. Neste setembro de 2026, quando o Glória reabre como edifício residencial após quase duas décadas fechado, a orla da Praia do Russel está muito mais movimentada do que quando o hotel fechou as portas em 2008 – apesar da prainha de menos de um quilômetro de comprimento ter desaparecido completamente desde a década de 1960.
A Praia do Russel, antes chamada de Pedro I, foi batizada assim na década de 1860 quando morava ali o engenheiro João Frederico Russel, filho de ingleses, proprietário da empresa vencedora da concessão para a construção do sistema de esgotamento sanitário do Rio. O dono da mansão na orla da praia conseguiu que a própria rua recebesse seu nome: até hoje a via de quase um quilômetro entre a Praça Nossa da Glória e a Travessa do Outeiro chama-se Rua do Russel.
Na antiga orla, entretanto, para ver o mar e um pouco de areia, é preciso subir no alto do antigo hotel ou do prédio da antiga sede de 12 andares das empresas Bloch: após a Avenida Beira-Mar, inaugurado em 1906, vieram seguidos aterros para a ampliação da avenida e, depois, para a construção das pistas da Avenida Infante Dom Henrique e do Parque Eduardo Gomes, toda uma área entre Botafogo e o Aeroporto Santos Dumont conhecida pelos cariocas apenas como Aterro do Flamengo. Nesse caminho, desapareceram pelo menos seis praias – inclusive a Praia do Russel.
A construção do hotel, inaugurado em 1922, colocou a região no mapa nobre da cidade – a Glória ficava perto das sedes do Legislativo e do Judiciário, no Centro, e do Palácio do Catete, sede do Governo da República. Embaixadas estrangeiras também se instalaram na área, a própria Rua do Russel recebeu novos prédios ainda à beira-mar. O Hotel Glória, mesmo após a inauguração do Copacabana Palace, em agosto de 1923, continuou a receber presidentes e autoridades estrangeiros, artistas e celebridades.
O Labuta Mar com mesas na praça, cadeiras de praia e roda de choro: clima praieiro em orla sem praia (Foto: Oscar Valporto)
A obra do aterro na década de 1960, quando também foi inaugurado o Edifício Manchete, com projeto de Oscar Niemeyer encomendado por Adolfo Bloch, adiou uma decadência da região, que acabaria vindo com a transferência da capital – e boa parte do governo – para Brasília e o deslocamento da área nobre do Rio de Janeiro para a Zona Sul e suas praias. Com o século 21, chegaram a falência da Manchete (TV e revistas) e o esvaziamento do prédio – em 2008, o Hotel Glória fechou as portas após a venda pela família Tapajós para o empresário Eike Batista, responsável por múltiplos empreendimentos e por uma falência envolvida em múltiplos escândalos.
O velho hotel demorou a ter novo destino até o anúncio, em 2022, de que iria virar um prédio residencial. Mas, nesta terceira década do século 21, antes mesmo dos novos moradores chegarem, a orla da desaparecida praia veio ganhando novos ares, com bares ocupando calçadas da Rua do Russel e as praças vizinhas, também criadas pelo aterro, e trazendo um novo movimento, acelerado ainda pela ocupação por escritórios e salas de co-working no Edifício Manchete.
Nesta parte final da orla do Russel já chegando no Flamengo, vizinhos ao prédio com projeto de Niemeyer, os bares Isca e Manchete dividem as atenções da clientela. O Isca é mais moderninho com seus pintxos, boa ideia espanhola para acompanhar a cerveja, e seus drinks; o Manchete segue uma linha mais básica e popular com seus pratos executivos. Na mesma linha, na orla da praia do Russel, o meu preferido é mesmo o Mistureba: bons e variados pratos cariocas, cerveja invariavelmente gelada, mesas na calçada na primeira parte da rua, meio dividida em duas pela elevação onde fica o imponente Hotel Glória.
Por aqui, também está, desde 2019, o Sushi Glória, evidentemente especializado em culinária japonesa. Em 2025, foi aberto o Deja Vú, bar de vinhos, que dividem o cardápio com pratos e sanduíches com uma pegada francesa – a clientela jovem ocupa a calçada e as mesas já alcançam a praça em frente nos dias de maior movimento.
Mas nada mais praieiro na orla do Russel do que o Labuta Mar, que espalha mesas na calçada e ocupa a praça também com cadeiras de praia. E ainda tem ostras, polvo, sardinha, croquete de siri, pastel de camarão e peixes em sabores e formatos variados – para tudo ficar mais praieiro. Para saudar a carioquice do Russel, o Labuta recebe, desde o ano passado, o Mar do Choro, conjunto de chorinho para embalar a praça nas terças-feiras.
O Glória Residencial. prédio com 250 apartamentos no lugar do antigo hotel cinco estrelas: mais movimento para a orla do Russel (Foto: Oscar Valporto)
A Rua do Russel ainda abriga prédios de interesse arquitetônico: o Edifício Lage – inaugurado em 1925 pelo milionário Henrique Lage, também proprietário da mansão e do parque Lage – tem estilo eclético, com fachada marcada por colunatas; o Edifício Milton, de 1929, de fachada tombada como o Lage, tem estilo art-decó; o Itacolomy, no mesmo estilo, foi inaugurado em 1937 com 21 apartamentos; o Ipu, também art-déco, foi construído em 1939 para sediar o Hotel Pax. E tem outro patrimônio tombado: o Monumento ao Centenário da Abertura dos Portos, inaugurado em 1908, bem em frente ao antigo hotel.
Esse movimento na orla da praia que não existe mais tende a aumentar com a chegada dos moradores dos mais de 250 apartamentos do Glória Residencial, 88 no histórico prédio do hotel, 68 no antigo anexo e mais 110 numa área nova, integrada ao conjunto arquitetônico original – projeto de Joseph Gire, o mesmo do Copacabana Palace. Na orla do Russel, só fica difícil dar um mergulho: para chegar à Prainha da Glória, outro recente xodó do bairro, é preciso andar quase 500 metros e atravessar as pistas do aterro do Flamengo.
O furto de cabos e equipamentos de semáforos provocou um prejuízo superior a R$ 3,2 milhões no Rio de Janeiro entre janeiro e julho deste ano, segundo dados divulgados pela Prefeitura do Rio. No período, foram furtados 74,5 quilômetros de cabos e 39 controladores de semáforo.
Ao todo, 455 sinais de trânsito foram afetados por furtos, o equivalente a 14,6% do parque semafórico da cidade, em um total de 1.633 ocorrências nos primeiros sete meses de 2026.
Grande Tijuca, Centro e Grande Méier concentraram a maior incidência dos casos
Os dados deste ano apontam a Grande Tijuca como a região com maior impacto financeiro, com prejuízo de R$ 1,31 milhão, seguida pela Zona Norte, com R$ 1,28 milhão.
Na sequência aparecem o Centro, com R$ 651,9 mil, e o Grande Méier, com R$ 521,2 mil. Também foram registrados prejuízos na Zona Oeste, São Cristóvão, Barra/Jacarepaguá e Zona Sul.
Os números fazem parte de um cenário mais amplo de prejuízos: desde 2021, a cidade acumula cerca de R$ 27 milhões em prejuízos, considerando os custos de manutenção e reposição de cabos e controladores. Nesse período, foram furtados 457 quilômetros de cabos e 488 controladores de sinais.
Prefeitura do Rio cria força-tarefa contra a ‘máfia dos cabos’
A estrutura será permanente e reunirá informações das forças de segurança, órgãos municipais e concessionárias para orientar operações e fiscalizações.
A ação será coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com representantes dos órgãos do Sistema de Segurança Municipal, da RioLuz e da CET-Rio.
CET-Rio troca cabos de cobre por material sem valor comercial
Como parte das medidas para reduzir os furtos, a CET-Rio começou a substituir os cabos de cobre dos semáforos por um material sem valor comercial.
A substituição ocorre gradualmente, principalmente após ocorrências de furto e durante a instalação de novos semáforos. Até agora, nove cruzamentos da Zona Norte já receberam o novo material.
A CET-Rio também adotou outras medidas para dificultar o acesso aos equipamentos, como soldagem das caixas que abrigam os cabos, instalação de equipamentos em pontos mais elevados, uso de garras antifurto e enterramento do cabeamento elétrico em áreas consideradas críticas.
Light registra R$ 10,4 milhões em prejuízos
O problema também atinge a rede elétrica. Entre janeiro e julho de 2026, a Light registrou 780 ocorrências de furto de cabos, com mais de 78 quilômetros de material furtado e prejuízo estimado em R$ 10,4 milhões.
Entre 2023 e 2025, foram identificadas 1.571 ocorrências na área de concessão da empresa, com aproximadamente 435 quilômetros de cabos furtados, prejuízo estimado em R$ 45 milhões e impactos no fornecimento de energia para cerca de 255 mil clientes.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou nesta terça-feira (1º) o projeto que prorroga até 30 de novembro de 2026 o prazo para motoristas aderirem ao programa “IPVA em Dia”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário e poderá receber emendas.
O PL 7.464/26 altera a lei que criou o programa e amplia a possibilidade de parcelamento para incluir também os débitos de IPVA de 2026. Atualmente, a regra permite dividir em até 12 vezes, sem juros, as dívidas referentes aos anos de 2024 e 2025.
Além aumentar o prazo do parcelamento do IPVA, projeto também altera licenciamento
O projeto também muda as regras para o licenciamento anual dos veículos incluídos no programa. Pela proposta, o proprietário poderá fazer o licenciamento no Detran-RJ após quitar o débito à vista ou a partir do pagamento da primeira parcela do acordo.
Se deixar de pagar as parcelas seguintes, o licenciamento será suspenso. Nesse caso, o veículo ficará impedido de circular e poderá ser removido, conforme a legislação de trânsito.
A disputa pela Prefeitura de Itaguaí conta com uma baixa a pouco mais de um mês da disputa eleitoral: o ex-presidente da Faetec e ex-deputado federal Alexandre Valle (PL) renunciou à candidatura para a eleição suplementar municipal, marcada para a data do segundo turno das eleições gerais, em 25 de outubro, que vai definir prefeito e vice para um mandato que termina em 31 de dezembro de 2028.
Em declaração ao jornal “Atual”, Valle afirmou que não pretende se afastar da política de Itaguaí. Ele afirmou que continuará participando das discussões sobre o futuro do município e das decisões do PL na cidade.
A primeira delas, inclusive, será justamente a definição do posicionamento da legenda diante da eleição suplementar. Com Valle fora da corrida, o PL terá de analisar as opções do novo cenário e definir se vai apoiar outro nome ou seguir com uma estratégia própria no pleito.
Ex-candidato descarta apoio a Haroldinho e Luciano Mota
Ainda de acordo com Valle, o partido não deverá apoiar duas das candidaturas que estão na disputa pela prefeitura: Haroldinho (PDT) e Luciano Mota (PT).
Segundo o ex-candidato, não existe possibilidade de aproximação com as duas siglas. “Não podemos estar ligados a partidos de esquerda, que, inclusive, pediram impeachment do presidente Bolsonaro”, afirmou.
Valle também defendeu que os integrantes de um partido sigam uma linha coerente entre o discurso político e suas decisões. “Se você escolhe um partido, tem que ter uma linha, tem que respeitar o estatuto”, disse o político.
Setembro chega e o balanço de agosto, mês da campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, não é nada bom. Ao longo do mês, a emergência e o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, registraram a entrada de 22 vítimas de violência. O número é 35% maior em relação a agosto de 2025, quando 17 mulheres receberam atendimento na unidade.
As ocorrências mais frequentes envolvem agressão, seguida por lesão por arma branca e lesão por arma de fogo. Um dos casos que chamou a atenção no hospital, referência no atendimento de média e alta complexidade no estado, foi o de uma tentativa de feminicídio cometida por Paulo Victor Ferreira da Silva, marido da vítima, no bairro Jardim Alcântara, em São Gonçalo.
O crime ocorreu no dia 25 de maio de 2026 após uma discussão entre o casal. A vítima, Bruna Dias, sobreviveu, mesmo registrando lesões após nove golpes de faca desferidos pelo marido. No dia seguinte ao crime, Paulo Victor se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado.
Como já havia passado o período do flagrante e não havia mandado expedido, ele foi liberado e saiu pela porta da frente. Após a repercussão e as investigações, a Justiça expediu o mandado de prisão.
Paulo Victor foi preso em 17 de junho de 2026 durante a Operação Integrada Mulher Segura e responde por tentativa de feminicídio.
Os professores da rede privada de ensino do Rio de Janeiro marcaram uma greve de 24 horas para esta quarta-feira (02) em meio às negociações da campanha salarial da categoria.
O movimento foi aprovado pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) como forma de pressionar as instituições de ensino por avanços em reivindicações, como o reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada em 15 de agosto, diante do que o sindicato classificou como “intransigência” do setor patronal.
Pedido de reajuste salarial
Entre as demandas dos docentes, estão a criação de uma mesa paritária para discutir o aprimoramento acadêmico, a negociação de um programa para equiparação salarial entre professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental 1 e dos demais segmentos do Ensino Fundamental, em um prazo de até cinco anos, e a ampliação da licença-paternidade para 20 dias.
Na assembleia do último dia 15, os professores também aprovaram a redução da reivindicação de reajuste salarial de 8% para 6%, além de 3% de hora-atividade, referente ao trabalho realizado além do período em sala de aula.
Segundo o Sinpro-Rio, a greve é uma resposta à proposta apresentada pelo sindicato das escolas, que prevê apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e, de acordo com os professores, não contempla outras reivindicações da categoria.
O sindicato também informou ter recorrido à Justiça com um pedido de mediação judicial. A solicitação foi acatada, mas ainda aguarda o agendamento da audiência.
Ato no Largo do Machado
Durante a greve, os professores pretendem realizar um ato no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, a partir das 11h. A manifestação foi aprovada em nova assembleia realizada no último sábado (29).
O Sinpro-Rio convocou os docentes através das redes sociais para participar do ato e reforçou que a paralisação terá duração de 24 horas.
A corrida eleitoral suplementar pela Prefeitura de Itaguaí ganhou contornos jurídicos decisivos: a candidatura de Kelaine Goulart (MDB/Novo) à chefia do executivo municipal foi contestada na Justiça Eleitoral por duas ações de impugnação, protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pelo diretório municipal do PSD.
O centro da controvérsia é a simultaneidade de candidaturas. Kelaine teve seu registro deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para concorrer ao cargo de deputada federal nas eleições gerais de 2026. Ela já estava em campanha, quando foi escolhida candidata a prefeita em convenção partidária e pediu novo registro para disputar a eleição suplementar de Itaguaí, marcada para outubro.
Patrimônio de Kelaine é diferente nas duas declarações à Justiça Eleitoral
Curiosamente, a moça apresenta diferentes de declarações de bens — no mesmo ano e no mesmo mês. Como candidata a deputada, Kelaine diz ter um terreno em Seropédica avaliado em R$ 68.310,00; um apartamento de R$ 97.053,96 e mais R$ 90.000,00 referentes a 90% do capital social da empresa Jardim de Paz.
No total, R$ 255.363,96.
Já como candidata a prefeita, a mesma Kelaine declara os mesmos bens e outros dois apartamentos, no valor de R$ 60 mil cada; e mais R$ 141.190,26 em aposentadoria privada.
No total, R$ 516.554,22.
A declaração de bens de Kelaine como candidata a deputada federal – Reprodução da plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior EleitoralA declaração de bens de Kelaine como candidata a prefeita – Reprodução da plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral
Duas vezes candidata, muito mais exposição na propaganda eleitoral
Na ação protocolada pelo promotor eleitoral Marco Antonio Moraes de Rezende, o MPE sustenta que a dupla postulação afeta a igualdade de condições entre os candidatos. Segundo o Ministério Público, a manutenção simultânea de duas campanhas paralelas concede uma exposição pública desproporcional a Kelaine, desvirtuando a paridade de armas prevista pela Constituição Federal e ferindo a moralidade eleitoral.
Por sua vez, o PSD de Itaguaí, em ação assinada pelo advogado Filipe O. Danan Saraiva, argumenta que a prática fere diretamente o artigo 88 do Código Eleitoral, que veda o registro de candidato para mais de um cargo ou circunscrição. A peça do partido destaca ainda o risco de confusão patrimonial e contábil, diante da impossibilidade prática de segregar gastos de campanha, doações e o uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha voltados para o mesmo eleitorado.
O PSD alega também que eventual renúncia posterior à vaga de deputada federal não teria o condão de sanar a irregularidade com efeito retroativo, alegando que a candidata já teria usufruído de propaganda e visibilidade antecipadas perante os eleitores locais antes do prazo regulamentar da eleição suplementar.
O caso segue agora sob análise da 105ª Zona Eleitoral de Itaguaí, que deverá notificar a defesa da candidata antes da decisão final sobre o deferimento do registro.
Dobradinha da Casa Civil com Couto: nomeações dão as cartas no Diário Oficial e fecham o placar em 57 x 41, com destaque para mudanças no Detran-RJ e Inea
A Secretaria estadual da Casa Civil e o governador em exercício Ricardo Couto fecharam a terça-feira (01) em sintonia, com mais nomeações do que exonerações no Diário Oficial. Ao todo, foram 57 entradas e 41 saídas, além de um ato tornado sem efeito. No pacote de mudanças, o Instituto Estadual do Ambiente e o Detran-RJ concentraram boa parte da movimentação.
No Inea, Diego Luiz Feitoza da Silva assumiu a Gerência de Administração e Logística. Ele está entre os sete novos nomes que passaram a integrar o quadro do instituto, ao lado de Thainá Vecchi Pacheco Coelho; Magno Felipe Dal Magro; Juan Pablo Lugão Mahet; Anderson Souza de Melo; Juliana Pereira de Sousa; e Maria Stefany Dandara dos Santos. A rodada teve ainda uma saída na autarquia.
No Detran-RJ, a rodada também foi de portas abertas, com sete nomeados e apenas dois exonerados. Quem se deu bem na autarquia de trânsito foram Victor Ferreira Perrout de Mendonça, que assumiu como diretor de Divisão, e Aline Monteiro de Jesus, no cargo de assistente I. O pelotão de chefias de serviço ainda ganhou o reforço de Flávio Kezen Cesário, Gabriel Carneiro Fortuna de Azevedo e Cleonir Nunes Rolim, além de Robson Marcelo Vaz de Nunes Rodrigues e Daniel Leite de Oliveira.
Secretarias também foram atingidas pelas mudanças
Outras pastas também sentiram as mudanças: na Fazenda, o jogo terminou empatado em cinco a cinco. Já na Secretaria de Habitação de Interesse Social, o clima foi de limpa geral, deixando um rastro de sete exonerações em sequência, sem nenhuma nomeação para compensar.
Na contramão, a Secretaria da Mulher e de Políticas Inclusivas fechou o dia no lucro, garantindo quatro reforços para apenas um cartão vermelho.
O escalão de cima também passou por ajustes de peso. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) recebeu o reforço da nomeação de Flávia Barsoglia Jannuzzi como nova assessora especial. Enquanto isso, na Secretaria de Planejamento e Gestão, Bianca Teresa D’Adda herdou a cadeira de Emily dos Santos Silva Duarte na Coordenadoria de Contratos, enquanto Rafaella Ubeira Cosenza também faturou um cargo de liderança.
Para fechar a conta, a Secretaria de Infraestrutura escalou Celso Maia Lemos e Monique de Farias Ferreira, enquanto o Proderj abriu espaço para quatro novos comissionados, com destaque para Monique Gonçalves Paz, Márcio Mathias Quintella e Maria Eduarda Guerra Silva.
Duque de Caxias deve receber, em setembro, o “tatuzinho” — equipamento de perfuração subterrânea — para a instalação de coletores de esgoto. O equipamento, que serve para perfurar o solo sem grandes impactos, deve abrir caminhos subterrâneos para 9,8 km de tubulações.
A obra é custeada em cerca de R$ 300 milhões em investimentos no município e tem como objetivo impedir que 29 milhões de litros de esgoto caiam diariamente no Rio Farias. Atualmente, são 134 milhões de litros de esgoto que já são evitados por esse ecossistema.