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Política

21/06/26 17:28
  • Gabriele Maia Gabriele Maia

Aberta a temporada de traições: Paes cavalga em Itaguaí e fecha o dia em Mendes, com churrasco lotado de prefeitos — até de partidos da chapa do adversário

Eduardo Paes (PSD) entre Andrezinho Ceciliano (PT) e Haroldinho Jesus (PDT), em cavalgada por Itaguaí

Eduardo Paes (PSD) entre Andrezinho Ceciliano (PT) e Haroldinho Jesus (PDT), em cavalgada por Itaguaí – Foto: Reprodução/Redes sociais

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Pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD) passou o domingo (21) longe do asfalto carioca. O ex-prefeito do Rio trocou — mais uma vez — o tradicional figurino urbano por um chapéu de vaqueiro e subiu no cavalo durante uma visita, ainda de manhã, a Itaguaí, ao lado do prefeito da cidade, Haroldinho Jesus (PDT), e do prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano (PT).

Mais tarde, trocou dois dedinhos de prosa com mais de 40 prefeitos. Entre eles, até quem apoia o adversário Douglas Ruas — e preferiu se esconder das fotos, com medo de retaliação.

As fotos publicadas por Paes nas redes sociais mostram o alcaide curtindo o clima do interior, reforçando uma imagem que tem aparecido com frequência em suas agendas pelo estado. O carioca da gema parece cada vez mais à vontade na sua versão “cowboy” da pré-campanha.

Depois da cavalgada, o roteiro seguiu para Mendes, onde Paes participa de um churrasco no sítio do ex-secretário nacional de Assuntos Parlamentares e ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT).

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Benedita da Silva, Eduardo Paes, Pedro Paulo e André Ceciliano em Mendes neste domingo (21) – Foto: TEMPO REAL

O encontro em Mendes abriu a temporada de traições, mas também foi marcado pela presença dos pré-candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT), Pedro Paulo (PSD) e Helena Vieira (PSDB). Também estavam reunidos em torno de muita carne, muito chope e festa, vários deputados federais.

Todos juntos e misturados.

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Estado corta 22% dos comissionados, mas folha total sobe R$ 169 milhões e não registra economia real

Foto de Redação
Redação

20/09/2026 08:00

O governo do estado enxugou de forma significativa os cargos comissionados entre fevereiro e julho de 2026. O corte, entretanto, não produziu uma redução no valor total da folha de pagamentos registrada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, o SIGRH.

Em fevereiro, quando o Caderno de Recursos Humanos identificava Cláudio Castro (PL) como governador, havia 14.318 vínculos classificados especificamente como “Cargo Comissão”. Em julho, já com o desembargador Ricardo Couto como governador em exercício, esse número havia caído para 11.146.

Foram 3.172 vínculos comissionados a menos, uma redução de 22,2%.

O efeito aparece também no dinheiro gasto com esse grupo. O dispêndio mensal com cargos em comissão caiu de R$ 82,51 milhões para R$ 65,77 milhões. São R$ 16,74 milhões a menos por mês, uma retração de 20,3%.

A remuneração média dos comissionados, porém, aumentou: passou de R$ 5.762,73 para R$ 5.900,41, alta de aproximadamente 2,4%. Os próprios cadernos mostram, portanto, que houve uma economia objetiva e mensurável na parcela da folha destinada aos cargos comissionados.

Corte dos comissionados foi maior que a queda total de ativos

O dado chama ainda mais atenção quando comparado ao total de vínculos ativos.  Entre fevereiro e julho, o número total de vínculos ativos caiu de 182.064 para 179.004: redução líquida de 3.060.

Só os cargos em comissão diminuíram em 3.172.

Ou seja, o corte de comissionados atingiu 112 vínculos a mais do que toda a redução líquida dos ativos. Na prática, isso significa que, enquanto os cargos em comissão recuavam, outras modalidades de vínculo tiveram crescimento líquido e compensaram parte da queda.

Em fevereiro, os cargos em comissão representavam 7,9% dos vínculos ativos. Em julho, eram 6,2%.

A economia dos comissionados não apareceu no total da folha

Mas, quando se olha a folha como um todo, o movimento foi no sentido contrário. Em fevereiro, o poder executivo registrava 423.991 vínculos, somados ativos, aposentados e pensionistas, com gasto mensal de R$ 3,302 bilhões.

Em julho, havia  420.313 vínculos — 3.678 a menos — mas o gasto alcançou R$ 3,471 bilhões.

Ou seja: mesmo com uma redução de 0,87% no número total de vínculos, a conta mensal aumentou R$ 169,02 milhões, ou 5,12%.

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O retrato, portanto, tem dois movimentos distintos: houve corte expressivo e redução efetiva de despesas nos cargos comissionados, mas não houve economia no total da folha observada pelo Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos.

Quase todo o aumento veio em julho

A série mensal ajuda a explicar essa aparente contradição.

Em junho, o gasto total era de aproximadamente R$ 3,308 bilhões. Em julho, passou para R$ 3,471 bilhões, um aumento de cerca de R$ 163,4 milhões em apenas um mês.

Entre os ativos, a mudança foi ainda mais evidente. O estado passou de 178.991 vínculos em junho para 179.004 em julho, diferença de apenas 13 vínculos. O dispêndio, porém, saltou de aproximadamente R$ 1,590 bilhão para R$ 1,687 bilhão.

A principal explicação é a entrada na competência de julho da parcela de 5,62% da recomposição salarial do funcionalismo estadual, que atingiu ativos, aposentados e pensionistas.  Assim, parte substancial da economia obtida com a redução de vínculos — inclusive os comissionados — foi absorvida pelo aumento da remuneração dos vínculos que permaneceram na folha.

Menos vínculos não significa necessariamente menos pessoas

Há ainda uma ressalva metodológica importante.

O Caderno de Recursos Humanos contabiliza vínculos funcionais, e não necessariamente pessoas distintas. Um mesmo servidor pode possuir mais de um vínculo legalmente acumulável. Por isso, a queda de 3.060 vínculos ativos não permite afirmar que exatamente 3.060 pessoas deixaram o serviço público.

Também se trata de uma variação líquida. Se milhares de vínculos foram encerrados e outros milhares criados no mesmo período, o Caderno mostra apenas a diferença final entre os dois estoques.

O dado seguro é que havia 3.060 vínculos ativos a menos em julho do que em fevereiro — e, dentro desse universo, 3.172 cargos em comissão haviam desaparecido da folha.

Folha do SIGRH não é a despesa de pessoal da LRF

Outro cuidado é necessário: os R$ 3,471 bilhões de julho não correspondem à Despesa Total com Pessoal calculada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Caderno chama o indicador de dispêndio e trabalha com as remunerações processadas na folha abrangida pelo SIGRH.

A metodologia informa que não entram nesse cálculo, entre outras parcelas, 13º salário, férias e pagamentos atrasados. Também não se trata da folha de todos os poderes e órgãos independentes do estado.

A despesa de pessoal da LRF é mais ampla: engloba remunerações, encargos sociais e contribuições patronais e é apurada em uma janela de 12 meses para comparação com a Receita Corrente Líquida.

Por isso, o dado do Caderno deve ser tratado como folha remuneratória mensal abrangida pelo SIGRH, e não como o custo total de pessoal do Estado.

Quatro estruturas ficam fora do SIGRH

A própria metodologia dos Cadernos registra ainda que não constam atualmente no sistema:

* Central Logística;
* Cehab;
* Procuradoria-Geral do Estado;
* Defensoria Pública-Geral do Estado.

Além disso, o documento de julho ressalva que exonerações e ingressos ocorridos ao longo do mês podem não aparecer quando os respectivos vínculos não tiveram valores integrais naquela folha.

O que os números permitem afirmar

A conclusão correta, portanto, precisa separar as duas coisas.

Nos cargos comissionados, houve corte e houve economia: foram 3.172 vínculos a menos, queda de 22,2%, e redução de R$ 16,74 milhões no gasto mensal (ou 20,3%).

Na folha total observada pelo SIGRH, não houve economia: mesmo com 3.678 vínculos a menos no conjunto, o dispêndio mensal ficou R$ 169,02 milhões maior.

Isso não significa que o corte dos vínculos tenha sido financeiramente inútil. Sem a redução dos comissionados e de outros vínculos, a folha de julho poderia ter sido ainda maior. Os Cadernos, porém, não permitem calcular esse cenário hipotético.

O que os documentos comprovam é que o governo do estado enxugou fortemente os cargos em comissão, mas essa economia específica não foi suficiente para fazer a folha total cair.

COM FÁBIO MARTINS

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Bruno Quintella

20/09/2026 06:00

Há quem enxergue a crise recente no STF (Supremo Tribunal Federal) como um choque inevitável. Uma pororoca de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção.

E se nada disso tiver sido improvisado?

André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente.

Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações, como observou Gilmar Mendes. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. O raio da peleja tem alcance a perder de “vistas”.

Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos seletivos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que a Suprema Corte atravessa uma crise de imagem. Nesse ambiente, qualquer movimento calculado produz efeitos exponenciais.

A reação vista no plenário era previsível. Nunes Marques saiu pela tangente. Gilmar Mendes elevou o tom. Mendonça mais ainda. Moraes dobrou a aposta. Dino arqueou as sobrancelhas. Fux fez um corta-lux. Cármen Lúcia proferiu as palavras mais duras e tristes que, o som que ecoou ao redor de um plenário com viés de caldeirão.  O país assistiu. E, mais uma vez, a instituição saiu menor do que entrou.

Data venia. Talvez este seja justamente o ponto.

Não se trata necessariamente vencer uma disputa jurídica. Nem mesmo alterar o resultado imediato de processos específicos. O objetivo pode ser outro: expor fragilidades, aprofundar divisões e reforçar perante a opinião pública a percepção de um tribunal desorganizado e sem comando.

Se essa leitura estiver correta, o dano não se limita aos ministros envolvidos na controvérsia dos M&M’s. Atinge a própria instituição. E abre espaço para que decisões passadas, especialmente as relacionadas ao 08 de Janeiro, passem a ser questionadas não pelo mérito, mas pela credibilidade de quem as julgou.

Isso não absolve a Suprema Corte de seus próprios erros. As relações pouco transparentes entre integrantes do sistema de Justiça, empresários, políticos, banqueiros, escritórios de advocacia e personagens que orbitam o poder continuam merecendo escrutínio. O tribunal não está acima de críticas. Nem da lei.

Mas talvez a pergunta mais importante neste momento não seja quem venceu a última batalha verbal do plenário.

A questão é outra: quem ganha quando o STF perde autoridade diante da sociedade?

Porque, na política, quase nada acontece por acaso. E, muitas vezes, o verdadeiro movimento não está na superfície do conflito, mas nos efeitos que ele produz — em especial à vesperas de uma eleição presidencial.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (só contém ironia): Vorcaro lança ‘Supremo Airbnb’, plataforma de hospedagem no Rio exclusiva para a elite política

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

19/09/2026 20:00

O banqueiro Daniel Vorcaro decidiu transformar experiência em modelo de negócios e lançou no Rio o “Supremo Airbnb”, plataforma de hospedagem voltada para autoridades que consideram excessivamente popular a ideia de colocar nome completo numa reserva.

O projeto-piloto teria funcionado no carnaval de 2025, quando uma mansão de cerca de R$ 250 milhões no Joá, alugada por aproximadamente R$ 1,45 milhão, foi preparada para receber um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) identificado nas mensagens apenas como “KN”.

“Sempre me motivou investir na área da hospitalidade”, teria explicado o banqueiro, segundo nenhuma pessoa consultada pelo Tempo Surreal.

No “Supremo Airbnb”, o hóspede pode escolher entre sete suítes, chef, garçons, motoristas, Macallan, Dom Pérignon, helicóptero e o exclusivo check-in institucional, modalidade em que o cliente entra com duas letras e sai sem precisar enfrentar a burocracia destinada aos demais brasileiros.

A plataforma também estuda lançar o selo “Superhost de Estado”, concedido a quem conseguir oferecer hospedagem, camarote e feijoada para 40 pessoas sem jamais pronunciar o nome completo do hóspede. O algoritmo é sofisticado: quanto maior o cargo, menor o número de letras exigidas.

Aplicativo de Vorcaro não é para ‘qualquer um’

Para evitar concorrência predatória, o aplicativo idealizado por Vorcaro não estará disponível na App Store nem no Google Play. Segundo os desenvolvedores, quem precisa baixar provavelmente não faz parte do público-alvo.

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Transparência

Fez água: licitação de R$ 50,2 milhões em Angra é represada pelo TCE após suspeita de irregularidades

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Bruno Quintella

19/09/2026 19:00

Uma licitação de R$ 50,2 milhões do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Angra dos Reis foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que apontou indícios de irregularidades no edital e possível restrição à concorrência.

A decisão cautelar impede a autarquia de homologar o resultado da disputa, adjudicar o objeto ou assinar contrato até que o caso seja analisado pelo plenário da Corte de Contas.

A concorrência prevê a contratação, por dois anos, de uma empresa para executar serviços operacionais e comerciais de apoio ao Saae. Entre as atividades previstas estão a leitura informatizada de hidrômetros, a emissão de contas de água e esgoto, a atualização cadastral de consumidores, a instalação e substituição de hidrômetros, além de cortes e religações no abastecimento. O contrato está estimado em R$ 50,2 milhões.

A representação foi apresentada pela empresa ALK Ronzani Publicidade, Propaganda e Marketing Ltda., que questiona uma série de pontos do edital. Entre eles, a ausência de gravação em áudio e vídeo da sessão pública, exigências consideradas excessivas para participação na disputa e possíveis barreiras à competitividade.

Competitividade entrou na mira do TCE

Na decisão, o relator chama atenção para o fato de a licitação ter sido realizada de forma presencial, embora a legislação dê preferência ao formato eletrônico. Na avaliação do conselheiro, a escolha pode ter reduzido a transparência do processo e dificultado a participação de mais empresas.

Um dos pontos destacados pelo tribunal foi o baixo número de participantes. Apenas duas empresas líderes de consórcios compareceram à sessão pública realizada em julho, cenário que, segundo o TCE-RJ, pode indicar comprometimento da competitividade da disputa.

Para o relator, a adoção do modelo presencial, sem justificativa clara, pode ter afastado potenciais interessados que poderiam apresentar propostas mais vantajosas para a administração pública.

O processo também questiona algumas exigências do edital. Entre elas está a obrigatoriedade de registro no Crea para atividades que, segundo a representação, têm caráter predominantemente operacional e comercial. Também foram alvo de contestação os critérios de experiência técnica exigidos das empresas e a garantia de proposta, fixada em mais de R$ 500 mil para cada participante.

Prazo para defesa

O presidente do Saae terá 10 dias úteis para explicar ao TCE-RJ os pontos contestados no edital e comprovar a suspensão da licitação.

As justificativas serão analisadas pelas áreas técnicas do tribunal antes do julgamento definitivo do caso. Até lá, a disputa de R$ 50,2 milhões permanece paralisada.

 

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Candidatos a deputado estadual e federal somam R$ 17 milhões em impulsionamento de posts; Lindbergh lidera gastos na disputa à Câmara e Felipe Michel na corrida pela Alerj

Foto de Redação
Redação

19/09/2026 18:30

Definitivamente, os anúncios patrocinados tomaram o lugar dos santinhos na disputa eleitoral deste ano. Além dos candidatos majoritários, os nomes nas disputas de deputado estadual e federal também andaram gastando mais com impulsionamento de posts do que com material nas ruas.

Somados, os candidatos à Alerj e à Câmara dos Deputados já depositaram R$ 17.897.561,15 em patrocínio de posts e anúncios eleitorais nas redes sociais, segundo dados oficiais de prestação de contas da Justiça Eleitoral.

A corrida para a Câmara abocanhou a maior fatia, somando R$ 12,2 milhões — 68,4% do valor total. Por sua vez, os políticos que disputam uma cadeira na Alerj gastaram “modestos” R$ 5,6 milhões somados. Em ambos os casos, a maior parte do valor foi usada em postagens nas redes sociais da Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook.

PL lidera, com vantagem, ranking de gastos com impulsionamento

Se a polarização costuma dividir o eleitorado, na hora de gastar em postagens, os partidos concordam em investir alto. Mesmo assim, o PL saiu na frente em investimentos de impulsionamento, com mais de R$ 4,2 milhões gastos nos anúncios. O PT fica na segunda posição do ranking, com R$ 2,8 milhões depositados nos anúncios.

Somados, os dois partidos rivais gastaram R$ 7 milhões em alcance patrocinado nas redes sociais. Nenhum outro partido investiu mais de R$ 2 milhões em impulsionamentos.

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Lindbergh lidera lista dos posts pagos na disputa para deputado federal

Na disputa pela atenção do eleitor nas redes, Lindbergh Farias (PT), que tenta a reeleição, foi quem mais investiu em postagens pagas. Ele gastouu R$ 865 mil com impulsionamento nas redes. Em segundo lugar está Laís Jordy (PL), que investiu R$ 578,5 mil.

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Felipe Michel, Tuninho da Padaria e Anderson Moraes lideram gastos na disputa estadual

Já na disputa para deputado estadual, o vereador Felipe Michel (PP) foi quem mais gastou. O investimento não chega ao nível da disputa federal; o candidato à Alerj depositou R$ 192 mil em impulsionamento. Em seguida vêm Tuninho da Padaria (PT) e Anderson Moraes (PL), com R$ 170 mil investidos cada.

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O levantamento considera os valores registrados no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral até as 15h do dia 18 de setembro. Os dados seguem em atualização constante até as eleições.

COM FÁBIO MARTINS.

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Política

Mais posts que santinhos: candidatos ao governo e ao Senado gastaram R$ 2,6 milhões com impulsionamento; Jordy investiu mais que qualquer aspirante a governador

Foto de Redação
Redação

19/09/2026 18:00

Se você andou pelas ruas do Rio nesta campanha e sentiu falta daquela chuva de papéis, do derrame de santinhos entupindo o bueiro ou do cabo eleitoral balançando bandeira no sinal, não foi impressão. O material impresso para campanha nas ruas perdeu espaço para o algoritmo — e o caixa das comitivas focou no impulsionamento de post, segundo dados auditados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O sistema do Tribunal revela que a soma total investida em anúncios pagos nas redes atinge exatos R$ 2.621.647,69 entre os candidatos a governador e senador do Rio

Douglas Ruas concentra dois terços do total gasto por candidatos a governador com posts

Entre os nomes na disputa pelo Palácio Guanabara, mais de R$ 1 milhão foram investidos em anúncios pagos nas redes sociais. Desse valor, dois terços vêm da campanha de Douglas Ruas (PL). Sozinho, ele investiu R$ 691 mil com impulsionamento.

Depois dele vêm Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Paes (PSD), que dedicaram, cada um, R$ 160 mil para promover postagens nas redes sociais.

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Candidatos ao Senado investiram R$ 1,5 milhão; Jordy lidera gasto com impulsionamentos

No Senado, a briga pelo topo da timeline é ainda mais acirrada; o gasto total entre estes candidatos chega a R$ 1.537.347,69. Assim como na disputa para governador, o PL lidera os gastos — neste caso, é Carlos Jordy (PL) que fica no topo da lista, com R$ 845 mil investidos na postagem. O valor supera as quantias individuais de todos os candidatos a governador, por exemplo.

Atrás de Jordy está a líder das intenções de voto nas últimas pesquisas para o cargo, Benedita da Silva (PT), que investiu R$ 408 mil nos posts. Em seguida, empatados, estão dois nomes rivais na disputa: Carlos Portinho (PL) e Pedro Paulo (PL), ambos com R$ 100 mil investidos, cada, com impulsionamento.

 

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O levantamento considera os valores registrados no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral até as 15h do dia 18 de setembro. Os dados seguem em atualização constante até as eleições.

COM FÁBIO MARTINS.

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Transparência

Madeira no contrato, metal na obra: caso de superfaturamento de R$ 5,7 milhões em Saquarema volta ao TCE

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

19/09/2026 17:00

Mudou a fôrma, mas não a forma. A frase resume a tese acolhida pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) ao apontar um superfaturamento de R$ 5,7 milhões em uma obra de drenagem em Saquarema. Agora, o caso volta à pauta da Corte.

A medida tenta reverter o posicionamento da Corte de Contas, que julgou procedente representação sobre superfaturamento na execução do contrato. Na decisão anterior, o tribunal apontou prejuízo aos cofres públicos de R$ 5.720.767,26 — o equivalente a 11,79% do valor global do contrato (R$ 48,4 milhões).

Itens sob análise representam 25% do contrato

A irregularidade decorreu da alteração do método construtivo sem o devido reequilíbrio econômico-financeiro: enquanto a planilha orçamentária previa o uso de fôrmas de madeira (mais caras), a construtora utilizou fôrmas metálicas com elevado reuso (substancialmente mais baratas), mantendo a remuneração pela metodologia de maior custo.  Os dois itens afetados representavam quase 25% do valor total da obra. Na ocasião, o plenário confirmou a retenção cautelar e determinou à Prefeitura de Saquarema o bloqueio patrimonial contábil de R$ 5.438.164,48 para posterior compensação.

Na próxima quarta-feira (23), os conselheiros vão analisar o recurso apresentado pela empresa responsável pelo contrato, que tenta derrubar a decisão do tribunal.

Agora, com a inclusão na Pauta Especial, o TCE-RJ decidirá se mantém ou reforma as determinações aplicadas ao caso.

COM FÁBIO MARTINS

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Rio de Janeiro

MEIs já são mais da metade das empresas ativas no Rio de Janeiro; número de pequenos negócios cresce 32,2%

Foto de Redação
Redação

19/09/2026 16:49

Mais da metade das empresas ativas no Rio de Janeiro são de microempreendedores individuais (MEIs). Eles representam 55,3% dos negócios em atividade no estado, segundo levantamento do Sebrae Rio. O número cresceu 51,4% entre 2022 e 2026, em um período em que o total de empresas fluminenses avançou 32,2%.

Ao todo, os pequenos negócios — categoria que reúne MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte — representam 89,2% das empresas ativas no estado, ou mais de 2 milhões de negócios.

MEIs e pequenos negócios dominam o cenário empresarial

Os MEIs são a maior parcela dos pequenos negócios fluminenses. As microempresas correspondem a 27,6% das empresas ativas, enquanto as empresas de pequeno porte representam 6,3%.

Somadas, as três categorias chegam a 89,2% das empresas em atividade no estado. O crescimento do empreendedorismo no período também foi puxado principalmente pelos MEIs. Enquanto o número de microempreendedores individuais aumentou 51,4%, a quantidade de microempresas cresceu 10,6%.

O levantamento mostra ainda que 45% das empresas fluminenses estão em estágio inicial. Pela classificação utilizada pelo Sebrae, negócios que passaram dos três primeiros anos são considerados estabelecidos. Já aqueles com mais de dez anos são classificados como super estabelecidos.

Essa parcela mais madura corresponde a 22,3% das empresas do estado. Entre os MEIs, porém, o percentual é menor: 9,2%. Nas microempresas, chega a 31,9%.

Região Metropolitana concentra maioria dos negócios

A Região Metropolitana reúne 73,7% dos pequenos negócios do Rio. Apesar da concentração, o levantamento aponta que a expansão mais acentuada entre 2022 e 2026 ocorreu em outras partes do estado, com destaque para Baixada Fluminense, Leste Fluminense, Região dos Lagos e Costa Verde.

Entre os segmentos econômicos, Saúde e Bem-Estar aparece com o maior número de empresas. Depois vêm Casa e Construção, Logística e Transporte, Serviços de Alimentação, Moda e Confecção e Serviços Administrativos e Facilities.

O estudo também aponta maior concentração relativa do estado em atividades ligadas a Turismo e Eventos, Serviços de Alimentação, Mídia e Entretenimento e Cultura e Esportes e Lazer.

Com informações do portal “g1”.

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Garrafas ao Mar

A estranha mania de ter fé na vida

Foto de João Arruda
João Arruda

19/09/2026 16:30

Ontem, uma pessoa muito querida comemorou em seu grupo na irmandade o fato de estar um ano longe da bebida. Não pude ir, porque estava trabalhando. Triste por um lado, muito feliz por outro. O fato de ela estar recebendo essa conquista, e eu estar conseguindo trabalhar mais uma vez, depois de achar que tudo estava perdido. Então, vão aqui algumas lembranças.

Quando ela chegou à clínica, eu já estava internado há mais de 20 dias. Minhas mãos ainda tremiam, mas eu conseguia escrever. Inclusive estavam sendo gestados os primeiros textos do que viria a se tornar meu livro. Ela chegou assustada, claro, como todo mundo. Não bastassem todas as dificuldades, foi obrigada a dividir o quarto na clínica com uma das piores pessoas que tive o desprazer de conhecer na vida. Uma pessoa realmente ruim, cujo menor dos problemas era ser uma maníaca movida a cocaína.

Essa hoje minha amiga suportou tudo em silêncio. Foi evoluindo na recuperação. Apaixonou-se pela literatura de Narcóticos Anônimos, que era nossa ferramenta usual no tratamento. E foi ganhando forças. Superou o estigma de ser alcoólatra mesmo sendo mulher e mãe. Porque se a sociedade é dura com os bêbados, a misoginia mostra sua face ainda mais cruel quando se trata de mulheres que têm a doença da dependência da bebida. São imediatamente condenadas ao inferno, como se dentro dele já não estivessem. Mas me faltam palavras para escrever sobre o que ela viveu e descrever o tamanho de sua conquista. Vamos deixá-la falar:

“Perdi pro álcool na pandemia. Nunca fui uma pessoa de frequentar os bares e círculos de amizade que usavam álcool. Mas, na pandemia, o álcool chegou como sendo uma droga social. Bebia, trocava figurinha com uma amiga sobre as bebidas. Logo isso se tornou um problema. Um pouco tempo assim, eu lembro que aproximadamente uns nove meses, eu já estava tendo os apagões, já estava tendo perda de controle, não sabia mais as coisas que eu tinha falado. As doses que eu comprava já não eram mais suficientes, eu bebia tudo, e depois eu queria mais. E foi se criando um ciclo de dependência mesmo. E aos poucos a droga foi virando tudo pra minha vida, tudo, pra lidar com todas as situações difíceis que a pandemia trouxe pra mim. Eu precisava daquela dose pra poder relaxar, pra poder sair dali e me conectar. E primeiro pra relaxar e no final da noite pra esquecer tudo de ruim que estava acontecendo à minha volta. Sou mãe atípica, que tem uma criança especial, que sofreu muito na pandemia. Eu não soube lidar com esse sofrimento, e o álcool virou meu melhor amigo. Busquei ajuda psiquiátrica, redução de danos, não consegui parar, a coisa só foi só evoluindo, a gente saiu da pandemia, e eu continuei com a minha dificuldade de lidar com as situações difíceis, impor limites para as pessoas, e isso só foi piorando.

Até que um dia eu tive um descontrole tão grande que eu fiquei pela rua mais de doze horas seguidas, de lugares e lugares, procurando uma dose. Saí de casa nove horas da manhã, só cheguei em casa onze horas da noite, isso porque me acharam, né, numa praça perto de casa. E depois desse dia, eu decidi que tinha que dar um basta pra mim, e fiquei aí seis, sete meses sem beber. Mas a doença ainda estava em mim. E a gente sabe que é uma doença física, emocional e espiritual. E eu não tinha mais espiritualidade. Não tinha mais a minha moral, tinha perdido tudo. E em pouco tempo, passou esses sete meses, eu olhei pra uma garrafa na prateleira do mercado e falei assim: Eu posso, só uma. Eu tenho controle, né? Peguei, vim pra casa com aquela uma, aquela uma virou duas, tentei dar uma disfarçada no outro dia, ela virou três, e desde desse dia eu nunca mais parei, até a minha internação.

No ano passado, em 17 de setembro, eu me internei, por conta de outros fundos de poço que aconteceram. E a última foi que eu tava consumindo álcool de limpeza. Do banheiro da clínica que meu filho faz terapia de reabilitação, e eu fui confrontada pela gerente dessa clínica. Foi muito constrangedor. Vim embora para casa, 20 quilômetros dirigindo embriagada. Com o meu filho no carro! E quando eu cheguei em casa algo dentro de mim falou que eu precisava de uma ajuda maior.

E me internei. Fiquei 86 dias internada. Cheguei com muita crise de abstinência. Precisei tomar muita medicação. Só por hoje não tomo mais. Só por hoje eu consegui. Consegui fazer com que essa droga virasse, me apagasse. Não conseguia dormir. Tomava muita medicação. Tive muitas crises de ansiedade, coceira, insônia. Mas nessa internação eu aprendi a lidar comigo. A lidar com as situações ao meu redor. Entendi que a grande protagonista dessa história era eu mesma. Permiti que aquela droga entrasse na minha vida. Aceitei a minha parte da responsabilidade. E a irmandade não trabalha com culpa, trabalha com responsabilidade. Aprendi isso e encarei os meus defeitos de frente um por um.

Através da vivência dentro dessa clínica, eu pude sentir um pouco daquele bem querer, daquela espiritualidade que já tem dentro das salas, de que todo mundo quer ajudar o adicto que está sofrendo. Não foi diferente em Vila Serena. A gente, de certa forma, um ajudava o outro, e as pessoas que estavam mais tempo limpas ajudavam e nos orientavam. E quando eu conheci essas irmandades, a literatura, me apaixonei e encarei esse desafio como um desafio para a minha vida inteira. Comecei a fazer os passos, terminei o meu primeiro ciclo de passos, e foi a melhor decisão que eu tomei na minha vida. De ter admitido que eu tinha perdido, que eu não tinha mais controle, que aquela primeira dose não ia ficar só na primeira nunca mais.

E pela primeira vez na vida eu comecei a me autoconhecer, a ver onde estavam aquelas falhas, as lacunas, onde eu deixei espaço para as outras pessoas fazerem comigo aquilo que elas bem queriam. E eu comecei a ser protagonista da minha vida. Ainda estou só engatinhando, um ano… um ano limpa, então, estou só começando. Mas hoje eu posso dizer que eu devo muito a essa irmandade, devo muito à programação dos 12 Passos, a todos os meus amigos, que são para a vida.

A gente se fala como se a gente se visse todo dia, e a sensação e o espírito de carinho e de amorosidade, ele fica, ele não se acaba nunca. E ficar limpo dá muita sorte, porque usar dá azar, dá muito azar, e estou com muita sorte agora que eu tô limpa, tô caminhando para fazer o que eu gosto da minha vida, trabalhar com o que eu gosto, cuidando do meu filho, que é a pessoa mais importante para mim. E só por hoje eu não quero mais beber.

Encontrei nas salas a espiritualidade que eu precisava. Senti de verdade que existe um poder maior do que eu, porque ele me devolveu à sanidade. E só vivo 24 horas e 24 horas. É um ano, mas só está valendo essas 24 horas aqui. As outras que já passaram e as que vão vir. Novos desafios e novas situações ainda irão se apresentar para mim. Mas só por hoje eu sei lidar com elas, porque eu tenho vocês”.

Acho que não preciso escrever mais nada, né? Obrigado, companheira. Parabéns por sua conquista. Que venham muitas. Todas as 24 horas da sua vida.

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Política

Decisão do STF valida ‘emenda Carnevale’, regra que impede delegados na chefia de policiamento ostensivo no Rio

Foto de Redação
Redação

19/09/2026 15:09

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a validade da chamada “emenda Carnevale”, trecho de lei estadual do Rio que proíbe nomeação de delegados da Polícia Civil a funções de comando em forças de policiamento ostensivo. A decisão foi unânime.

A emenda da legislação estadual ganhou o apelido por conta do delegado Brenno Carnevale. No ano passado, quando a Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou a regra, ele tinha sido anunciado como futuro diretor-geral da Força Municipal do Rio e seria diretamente atingido pela medida.

Carnevale acabou não assumindo a chefia da força ostensiva no Rio e foi nomeado secretário municipal de Segurança Urbana. A guarda municipal Aimée De La Torre assumiu a direção-geral da Força Municipal.

Associação de delegados contestou ‘emenda Carnevale’ no STF

A regra foi parar no STF após a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol) contestar a emenda, sob a alegação de invasão de competência legislativa da União.

O relator do processo no Supremo, ministro Flávio Dino, rejeitou a contestação e afirmou que a Constituição Federal autoriza os estados a complementarem normas gerais de acordo com suas particularidades locais. Ele pontuou que as atribuições da Polícia Civil concentram-se na investigação e na polícia judiciária, enquanto a atuação ostensiva compete às forças militares.

Ainda segundo o entendimento da Corte, a separação de atribuições preserva a eficiência operacional e respeita a legislação federal sobre segurança pública. A emenda Carnevale foi mantida pelo governo do estado quando sancionada em 2025, ainda durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL).

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O Gabinete de Segurança Institucional do Estado do Rio registrou ata que prevê a contratação de até 64 veículos blindados e convencionais, com valor estimado de R$ 15,5 milhões.

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