A Justiça Eleitoral rejeitou a acusação de que o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos) tenha usado a estrutura do município para favorecer a candidatura do sobrinho, Matheus Carneiro Barros, na eleição de 2024.
A ação reunia questionamentos sobre diferentes episódios ocorridos antes da eleição, como a mobilização de servidores durante uma visita do presidente Lula (PT) à cidade, a participação de Matheus em divulgações oficiais da prefeitura e o cadastramento de vítimas das enchentes para receber um auxílio de cerca de R$ 3 mil. Na avaliação da Justiça, porém, não houve provas de que essas situações tenham sido usadas para beneficiar eleitoralmente o sobrinho de Waguinho.
A decisão é da juíza Vera Maria Cavalcanti de Albuquerque e foi publicada nesta sexta-feira (19).
Acusação citou ‘Galpão do Matheus’ e contratações antes da eleição
Um dos casos analisados envolvia a visita de Lula a Belford Roxo, em fevereiro de 2024. Na ocasião, a Prefeitura decretou ponto facultativo, e a ação questionava uma suposta mobilização de servidores para acompanhar a agenda presidencial. A participação de Matheus em publicações oficiais sobre obras e serviços municipais também foi apontada como possível forma de promoção eleitoral.
Outro episódio envolveu o Programa Recomeçar, destinado a moradores atingidos pelas enchentes. O benefício era de aproximadamente R$ 3 mil, e a ação questionava o fato de inscrições de vítimas terem sido realizadas em um imóvel conhecido como “Galpão do Matheus”. Para a Justiça, no entanto, não ficou comprovado que a concessão do auxílio estivesse condicionada a apoio político ou pedido de voto.
O aumento das contratações temporárias pela Prefeitura de Belford Roxo também foi levado à Justiça. O questionamento incluía ainda as demissões realizadas posteriormente e a possibilidade de que os empregos tivessem sido usados para obter apoio político.
Segundo a sentença, o conjunto das provas não demonstrou uma atuação capaz de comprovar o uso da estrutura municipal para favorecer Matheus.
A decisão também faz uma ressalva: a rejeição da ação não significa que a Justiça tenha considerado regulares, de forma geral, todas as contratações ou atos da Prefeitura de Belford Roxo naquele período. O que ficou afastado foi a existência de provas suficientes de que essas medidas tenham sido usadas para beneficiar eleitoralmente Matheus.




















































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