Dois eventos extraordinários concentraram pesadas perdas reconhecidas pela Cedae no exercício de 2025. A companhia registrou R$ 222,8 milhões referentes à perda integral de uma aplicação no Banco Master e R$ 292,8 milhões em despesas com acordos judiciais.
Somados, os dois lançamentos negativos atingiram R$ 515,6 milhões no ano.
Esse montante de lançamentos negativos ajudou a impulsionar o crescimento dos custos e despesas operacionais da estatal, que passaram de aproximadamente R$ 2,62 bilhões, em 2024, para R$ 3,65 bilhões, em 2025 — um avanço de 39%, ou pouco mais de R$ 1 bilhão.
Em decorrência dessa pressão de despesas e de outros ajustes operacionais do período, a atividade operacional da Cedae encerrou o ano no vermelho: o resultado operacional (EBIT) saiu de um lucro de R$ 627,4 milhões em 2024 para um prejuízo operacional de R$ 423,9 milhões em 2025.
O lucro líquido consolidado da companhia registrou forte queda de 78,5%, passando de R$ 1,02 bilhão para R$ 219,4 milhões. A empresa só permaneceu no azul no resultado final graças ao desempenho das receitas financeiras, que geraram um resultado financeiro líquido positivo de R$ 781,4 milhões no ano.
Banco Master provoca perda integral de R$ 222,8 milhões
Um dos principais choques do exercício veio do setor financeiro. A Cedae mantinha R$ 222,8 milhões aplicados em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pelo Banco Master. Em 18 de novembro de 2025, após a decretação da liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central do Brasil, os pagamentos da instituição foram suspensos e a estatal perdeu o acesso imediato aos recursos aplicados.
A administração informou ter avaliado a possibilidade de recuperação do crédito levando em consideração a ordem de preferência dos credores, o histórico de recuperações em casos semelhantes e a posição ocupada pela Cedae no processo de liquidação. Ao final, adotando uma postura conservadora, optou por reconhecer a perda integral do valor mediante a constituição de provisão contábil.
A perda foi registrada integralmente em 2025, embora a estatal ainda possa vir a recuperar parte dos recursos ao longo do processo de liquidação promovido pelo Banco Central.
Acordos judiciais crescem mais de 1.500% em um ano
Outro vetor de pressão apareceu na rubrica de despesas administrativas. Os gastos classificados como acordos judiciais saltaram de R$ 17,5 milhões, em 2024, para R$ 292,8 milhões em 2025.
A alta foi de aproximadamente 1.576% em apenas um ano.
A rubrica, sozinha, respondeu por cerca de dois terços do aumento das despesas gerais e administrativas da companhia, que passaram de R$ 587,2 milhões para R$ 1,03 bilhão.
Entre os registros citados no balanço está um acordo consensual de reequilíbrio econômico-financeiro relacionado ao contrato da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Alegria, celebrado com um consórcio de empresas, além de outros acordos ligados a processos judiciais.
Diferentemente de uma provisão para perdas futuras incertas, os acordos representam obrigações já negociadas ou reconhecidas pela companhia, com valores e condições de pagamento formalmente definidos.
Decisão do STF reduz pressão em R$ 711,6 milhões
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) funcionou como contrapeso relevante no conjunto das provisões judiciais. Ao rever o Tema 414 da repercussão geral, no julgamento do ARE 1.584.607, o STF reconheceu a legalidade da cobrança da tarifa mínima de água multiplicada pelo número de economias existentes em imóveis com um único hidrômetro.
Com a mudança, a Cedae reclassificou de “provável” para “remoto” o risco de processos ainda sem decisão definitiva. As ações somavam R$ 711,6 milhões.
A reversão reduziu significativamente o impacto líquido das contingências no balanço. Sem esse efeito favorável da Suprema Corte, a pressão sobre o resultado operacional teria sido ainda maior.
Apesar do prejuízo operacional, a companhia teve lucro líquido final de R$ 219,4 milhões
O balanço de 2025 revela um ano desafiador para a Cedae. A combinação entre a perda integral no Banco Master e o pico nas despesas com acordos judiciais produziu forte impacto nas contas da estatal.
Embora o resultado financeiro positivo e a reversão de provisões ligada ao STF tenham assegurado um lucro líquido final de R$ 219,4 milhões, a atividade operacional da companhia encerrou o período no vermelho, evidenciando o peso dos eventos extraordinários sobre a saúde financeira da empresa.
COM FÁBIO MARTINS
Comments 30
É lógico que por trás disso, há um motivo claro: eleitorado evangélico. Total desrespeito com demais religiões, a origem do Réveillon de Copacabana é dos terreiros de religiões de matrizes africanas, e esse palco é apagamento dessa construção.
Quem começou essas festividades em Copacabana foi nos anos 70 o povo do Axé. Vários terreiros se reuina na praia. É intenção eleitoreira mesmo.
Palco Budista? Palco Espírita? Palco Religiões Afro? Não. É mais uma sujeira desses políticos querendo voto irresponsável ?
Absurdo haver um palco específico para uma única religião. Ou atende a todas ou nenhuma. Por que então não criar um palco para umbanda, que foi quem começou toda essa festa? Talvez para conquistar os votos dos evangélicos. Sou morador do Leme e era eleitor do Paes. Agora não mais.
A música evangélica têm o seu estilo próprio, ou seja um louvor, outras religiões não têm manifestação em relação a outras músicas (estilos).
Quem disse que não tem? Esse é um achismo seu. A diferença é que as outras religiões não ficam impondo como os evangélicos. A maioria dos que se dizem evangélicos não respeitam os ritos e gostos de quem não é de sua religião.
Sergio Pinheiro, creio que você está coberto de razão. Onde estão os o palcos: Católicos, Espiritas, Budistas… já que Eduardo Paes diz que a festa é para “todos”. Agora sou ex-eleitora do Eduardo Paes!
Concordo totalmente. Todos os estilos musicais citados pelo prefeito não tem nenhuma ligação com religião. O evangélico pode curtir o que quiser, mas não com o dinheiro do povo. Ninguém está impedindo de celebrar, mas a obrigação é da igreja e seus fiéis, e não de uma prefeitura que atende a todos e deve seguir uma conduta laica.
Estou com o Prefeito Eduardo Pães…O Nome do REI SENHOR JESUS é que tem que ser EXALTADO E GLORIFICADO. A ELE TODA HONRA, GLÓRIA E O LOUVOR. PARABÉNS PREFEITO ESTAMOS JUNTOS. DERRAMA SOBRE NÓS A SUA BÊNÇÃO.
O que o povo não entende é que os evangélicos não participam de shows seculares e quando a prefeitura faz um palco gospel ela está incluindo o público evangélico também que antes não tinha aonde comemorar como os demais. Todas as outras religiões ouvem e até tem cantores seculares, Zeca pagodinho é um exemplo disso,então vocês já tem um representante nos shows seculares.E não é que nós queremos impor é que a música é a forma que adoramos ao nosso Deus e Ele não divide sua glória.
Trazer essa gente para o centro de poder decisório e um perigo.
Veja o que aconteceu com Bolsonaro.
Ha palco para todos os gostos,a dificuldade é que os evangélicos não participam de shows seculares por esse motivo para que os mesmos se sintam incluídos há esse show gospel. JA AS OUTRAS RELIGIÕES NÃO VÊ PROBLEMA EM PARTICIPAR.
O show gospel se aproxima do culto evangélico. Já o culto das religiões de matriz africana são diferentes, e todos os anos é proibido nas areias das praias.
Eu acho um absurdo os moradores da área serem obrigados a escutar um gênero que não gostam exatamente na virada do ano. A área é tradicionalmente apreciadora do samba da banda do Leme. Se é para dar chance ao Gospel, é melhor fazer um rodízio e colocar em outras áreas da orla.
Sinceramente se o réveillon de Copacabana é de todos, aonde estão as bandas católicas e as bandas que tem suas cantigas de matriz africana nos palcos,
Zeca pagodinho não faz xire ou como.gostam de falar erroneamente macumba no palco, ele faz apenas uma menção ao seu orixá Ogum e a cosme e Damião.
Se é para todos ,então coloca todos no mesmo palco e que o povo da religião de matriz africana grite axé, evangélicos glória a Deus católicos aleluia e todos sejam abençoados por Deus
Discordo veementemente do Sr prefeito. O povo de religião de matriz africana, hoje noa tem vez em suas comemorações e rituais. Mas lembre-se que quem deu início aos festejos em Copacabana foi o povo preto com ênfase dos umbandistas. Matérias recorrentes na Globo, na extinta TV manchete…
Ah meu Deus! É o povo evangélico que é preconceituoso. Nosso Deus! Esse vitimismo está cansativo. As religiões afro ocuparam o lugar da igreja de Roma, que influênciava o Brasil até pouco tempo atrás em tudo.
Esses evangélicos são chato pra CARALHO pqp! ( o que tem haver música de crente na praia? ) Fora que as músicas são chatos que o inimigo não sai disso.
Politico sendo político. Um.abraco no diabo e um.beijo no santo. Acorda gente. Eles riem das nossas caras de idiotas
Parabéns futuro governador
Galera Reclama, que reclamando. Não entendi o motivo. Pessoas como o Caetano Veloso por exemplo não são de religiões de matrizes africanas ? Peçam aos seus artistas para representarem a religião na música deles se quiserem. O gospel, apesar de música religiosa também é um mercado. Tem público e ouvintes. Cobrem do Paes então artistas que vocês consideram que cantarão músicas que casam com a religião que você quer.
Os que pedem tolerância, são os mais intolerantes e aqui nos comentários isso fica nítido!!!!!
Aquilo que se convencionou a chamar de evangélico tem público e vota. Isso é fato! Apesar do prefeito tá fazendo campanha com esse público, o palco e as apresentações fazem parte das festividades. A orla é grande e dá pra geral. E se os crentes quiserem chegar junto no samba são bem vindos! Tmj!
Boa
Comentário tendencioso, perde a credibilidade. Todas as músicas religiosas tem seu estilo próprio e louvam a um ser maior, seja evangélicos, matrizes africanas, católicos, etc
Não só evangélicos. Sou a favor do encontro de todos neste palco. Sem discriminação.
Idiotas são vcs que botaram esse cara no nível de poder q ele está hoje e ele nem teve esforço! Bastou tirar umas fotos com copo de cerveja e ser filmado em quadra de escola de samba q vcs se identificaram! Toma!!! Ele sempre representou o interesse de uma quadrilha e faz o q for preciso pra arrecadar voto!
Galera o prefeito está certíssimo a praia e para todos eu ando nessas praias aí eu vejo de tudo um pouco não sei porque tanto mimi o nosso Brasil e muito bom a pessoa pode escolher ficar a onde quiser não tem ninguém obrigando a pessoa fazer nada
O réveillon tem vários palcos e estilos, e um palco gospel não tira espaço de ninguém — só inclui mais gente. A cidade é diversa, e cultura é convivência: cada pessoa celebra do seu jeito, com respeito. Se o incômodo é simplesmente “existir um palco gospel”, isso deixa de ser crítica e passa a ser intolerância religiosa — e isso a gente não vai normalizar.
A virada de ano não e só das religiões de matriz africana não a virada e pra todos.muitas gente q não e cristam mais gosta de ouvir um louvor vai poder participar.parabens prefeito
Parabéns prefeito Eduardo Paes! Cada vez mais eu me surpreendo pra melhor. E é fato, nem Jesus agradou a todos porquê você fará isso? Que reine a paz, o respeito as diferenças. O Rio de Janeiro será diferente e será referência! O povo merece ser abraçado. Principalmente nessa época de passagem de um ano para outro onde se pede por paz, justiça e igualdade pra todos!