O patrimônio declarado pelos atuais deputados estaduais do Rio de Janeiro cresceu 66,8% desde que foram eleitos. Entre os 65 parlamentares da atual composição da Assembleia Legislativa (Alerj) que já têm informações disponíveis no sistema Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os bens declarados passaram de R$ 99,3 milhões em 2022 para R$ 165,7 milhões em 2026.
A diferença representa um aumento de R$ 66,3 milhões no patrimônio declarado pelo grupo em quatro anos. Dos 65 deputados analisados, 53 informaram mais bens em 2026 do que em 2022, enquanto 11 declararam patrimônio menor. Apenas um parlamentar manteve o mesmo valor: Thiago Gagliasso (PL), que não declarou bens nas eleições de 2022 nem nas de 2026.
O levantamento reúne os 70 nomes que hoje compõem a Alerj. Todos estiveram nas urnas em 2022, mas a formação da Casa mudou ao longo da legislatura.
Depois da eleição municipal de 2024, alguns deputados deixaram o Legislativo para assumir prefeituras, abrindo espaço para suplentes. Também houve trocas provocadas por afastamentos e pela perda de mandato de parlamentares, como Thiago Rangel, TH Joias e Rodrigo Bacellar.
Chico Machado lidera alta entre deputados da Alerj, com R$ 16,9 milhões a mais declarados
Entre os deputados que mais aumentaram o patrimônio declarado em valores absolutos, Chico Machado (PL) aparece na primeira posição. O deputado declarou R$ 31,1 milhões em bens em 2022 e passou a informar R$ 48 milhões em 2026, uma diferença de R$ 16,9 milhões.
| Deputado |
Patrimônio em 2022 |
Patrimônio em 2026 |
Aumento |
| Chico Machado (PL) |
R$ 31,1 milhões |
R$ 48,0 milhões |
+R$ 16,9 milhões |
| Rafael Picciani (União) |
R$ 13,6 milhões |
R$ 20,9 milhões |
+R$ 7,2 milhões |
| Claudio Caiado (PSD) |
R$ 10,2 milhões |
R$ 15,9 milhões |
+R$ 5,8 milhões |
| Val Ceasa (PRD) |
R$ 1,1 milhão |
R$ 6,2 milhões |
+R$ 5,1 milhões |
| Sarah Poncio (SDD) |
R$ 2,0 milhões |
R$ 4,5 milhões |
+R$ 2,5 milhões |
Na sequência aparecem Rafael Picciani (União), cujo patrimônio declarado passou de R$ 13,6 milhões para R$ 20,9 milhões, alta de R$ 7,2 milhões, e Claudio Caiado (PSD), que passou de R$ 10,2 milhões para R$ 15,9 milhões, aumento de R$ 5,7 milhões.
Val Ceasa (PRD) aparece em seguida. O patrimônio declarado pelo deputado saltou de R$ 1,1 milhão em 2022 para R$ 6,2 milhões em 2026, uma diferença de R$ 5,1 milhões.
Sarah Poncio (SDD) também aparece entre os maiores aumentos, com patrimônio declarado passando de R$ 2 milhões para R$ 4,5 milhões.
Rafael Nobre multiplica patrimônio declarado por quase 100 vezes
Quando a comparação é feita em termos percentuais, o maior salto é o de Rafael Nobre (União). O deputado declarou possuir R$ 21 mil em bens em 2022. Para 2026, informou patrimônio de R$ 2,1 milhões. A diferença equivale a um crescimento de aproximadamente 9.843%.
| Deputado |
Patrimônio em 2022 |
Patrimônio em 2026 |
Variação |
| Rafael Nobre (União) |
R$ 21 mil |
R$ 2,1 milhões |
+9.843% |
| Índia Armelau (PL) |
R$ 37,5 mil |
R$ 989,3 mil |
+2.538% |
| Vinicius Cozzolino (PSD) |
R$ 25,5 mil |
R$ 610,8 mil |
+2.298% |
| Marcelo Dino (PL) |
R$ 33 mil |
R$ 726 mil |
+2.100% |
| Carlinhos BNH (PP) |
R$ 300 mil |
R$ 2,6 milhões |
+769% |
Carlinhos BNH (PP) aparece em seguida, com alta de cerca de 769%: de R$ 300 mil para R$ 2,6 milhões. Jair Bittencourt (PL) passou de R$ 414,9 mil para R$ 2,6 milhões, aumento de aproximadamente 527%.
Val Ceasa, com alta de 442%, e Dani Monteiro (PSOL), que dobrou o patrimônio declarado, também estão entre os maiores crescimentos percentuais.
Os percentuais, porém, precisam ser analisados em conjunto com os valores absolutos. Variações muito elevadas podem ocorrer quando o patrimônio inicial declarado é baixo.
Nem todos ganharam: 11 deputados declararam menos bens em 2026
Enquanto a maioria informou aumento, 11 deputados apresentaram redução no patrimônio declarado.
O maior recuo percentual foi registrado por Carlos Minc (PT), que passou de R$ 1,7 milhão em 2022 para R$ 424,6 mil em 2026, uma redução de 75,1%.
Guilherme Schleder (PSD) também declarou menos bens: de R$ 1,1 milhão para R$ 472,3 mil, queda de 56,6%.
Entre os demais casos estão Rosenverg Reis (MDB), Fred Pacheco (PL), Fábio Silva (União), Fabiani Vasconcellos (Agir), Giselle Monteiro (PL) e Márcio Gualberto (PL).
Quatro parlamentares não declararam bens em 2026
O levantamento também considera como zero de patrimônio declarado os casos em que o candidato aparece na base sem bens declarados. Em 2026, quatro deputados da atual composição da Alerj estão nessa situação: Dani Balbi (PCdoB), Danniel Librelon (Republicanos), Sergio Fernandes (PSD) e Thiago Gagliasso (PL).
Ficaram fora do cálculo dos R$ 165,7 milhões os cinco integrantes da atual composição para os quais a planilha não apresenta declaração patrimonial de 2026: Brazão, Filipe Soares, Franciane Motta, Lucinha e Rodrigo Amorim. Em parte desses casos, a ausência decorre da candidatura ainda não ter sido registrada ou de o parlamentar não disputar a eleição deste ano.
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Muito político ocupando cargo de secretário. Se o Cláudio Castro foi cassado por uso da máquina, é provável que essas secretarias municipais sejam cabide de emprego com as terceirizações e organizações sociais. A própria ex secretária municipal do Eduardo Paes Cristiane Brasil foi gravada falando que os terceirizados que não votassem nela iam perder o emprego. E ela foi eleita deputada federal.