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Home Berenice Seara

Berenice Seara

18/03/2025 13:12
  • Berenice Seara Berenice Seara

Casa cheia e mais treta na reunião da Câmara sobre novo projeto da Força Municipal de Segurança

Casa cheia: pelo menos 40 vereadores comparecem à reunião convocada pela Prefeitura do Rio para apresentação técnica do projeto de criação da Força Municipal de Segurança

Casa cheia: pelo menos 40 vereadores comparecem à reunião convocada pela Prefeitura do Rio para apresentação técnica do projeto de criação da Força Municipal de Segurança - Foto: Divulgação/CMRJ

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A reunião de esclarecimentos técnicos sobre o projeto da Força Municipal de Segurança, na manhã desta terça-feira (18), na Câmara do Rio, foi marcada pelas dúvidas — e por muita treta, claro. Pelo menos 41 dos 51 vereadores compareceram ao encontro convocado pela Prefeitura do Rio.

Amanhã será realizada a primeira audiência pública sobre o assunto.

O executivo foi representado por Leandro Matieli, secretário chefe da Casa Civil; Thiago Dias, do Gabinete do prefeito Eduardo Paes (PSD); e Carlos Raposo, subprocurador-Geral do município.

As ausências sentidas foram as do secretário municipal da Ordem Pública, Brenno Carnevale, e do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que já havia sido escalado por Paes para defender o projeto.

Novo projeto da Força Municipal de Segurança continua dividindo a casa

Tudo seguia entre dúvidas e contestações, com o presidente da Comissão de Segurança e líder do PL na casa, Rogério Amorim, fazendo várias intervenções bélicas direcionadas a Thiago Dias e Raposo, sem provocar muita repercussão.

Até que o novato Felipe Pires, do PT, pediu a palavra.

“Vivi para ver o PL ser contra o projeto de guarda armada”, disse o rapaz.

No que foi imediatamente respondido por Amorim.

“O senhor está me desrespeitando!”, bradou.

Foi o que bastou para começar o bate-boca.

Coube ao presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), pôr ordem na casa.

“Isso não é um debate, estamos no momento de ver a parte técnica do projeto de criação da Força Municipal de Segurança”, encerrou a treta.

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Caiado põe ordem na reunião técnica realizada na Câmara – Foto: Divulgação/CMRJ

Escrito por:

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Comments 24

  1. Anderson says:
    1 ano ago

    PROJETO TOTALMENTE INCONSTITUCIONAL NO QUE SE REFERE A CONTRATAR CPORS PARA A FUNÇÃO…..
    O QUE SE DEVE FAZER É TOTNAR A GUARDA MUNICIPAL DO RIO POLÍCIA MUNICIPAL COMO MSNDS A LEI.

    Responder
  2. Bruno de Souza says:
    1 ano ago

    Matiele precisa trabalhar é na instituição dele a polícia militar,não elaborar projeto para beneficiar cargos políticos com prefeito, se querem fazer façam cumprir a lei que único órgão de segurança pública municipal é a guarda municipal.

    Responder
  3. Marcello Mac Cormick says:
    1 ano ago

    Concordo plenamente!

    Responder
  4. Alexandre says:
    1 ano ago

    Se o prefeito quisesse fazer pela segurança ele começaria fazendo com segurança por aqueles que há 30 anos

    Responder
  5. Alexandre says:
    1 ano ago

    Plano totalmente inconsistente, fica mais fácil fazer o certo do que o errado. Polícia municipal já.

    Responder
  6. Braian says:
    1 ano ago

    Projeto inconstitucional , aberração jurídica debatida por pessoas que não entendem nada, discute o futuro da população com egos, a PMERJ está entranhada na prefeitura querendo o protagonismo a total ,
    Já roubou o fardamento azul marinho das polícias municipais
    Fazem mais extras nas prefeituras do que pondo seus efetivos na rua.
    O rio de janeiro não é para amadores , brigas por cargos isso que vejo.

    Responder
  7. PAULO SERGIO says:
    1 ano ago

    A guarda já exerce o papel de segurança pública no âmbito municipal em vários municípios do Brasil, só aqui na capital do RJ que tem esse problema de reconhecimento da sua guarda municipal.
    Só basta cumprir o estatuto das Guardas lei 13022/14 e colocar a guarda no seu devido papel na segurança pública municipal.
    GM e Polícia Municipal!!!

    Responder
  8. Cleber says:
    1 ano ago

    Será que o presidente da casa não tá vendo ou não tem um jurídico sério pra falar que e inconstitucional isso que o prefeito tem que usar a lei ou seja cumpri a lei como manda o STF

    Responder
  9. Miguel says:
    1 ano ago

    Estão forçando a barra para apadrinhar com secretarias e cargos soldados de campanha do prefeito, pricipalamente uma penca de PMs de alta patente que estão alocados pelos gabinetes na prefeitura.
    Essa (milícia municipal) do Prefeito Eduardo Paes veio bem a calhar, não se enganem, o povo esta em segundo plano.
    É assustador o Fato de vereadores eleitos pelo povo, que juraram na posses, defender a Constituição Federal do Brasil, fecharem os olhos alegando fidelidade partidária.
    Lamentável que em uma casa de Leis, tenhamos analfabetos com mandato e outros com interesses que não visa o bem da sociedade carioca.
    Já é sabido, que o custo do projeto é um assalto ao bolso da sociedade.
    Ao invés de modernizar e treinar que tem a real e legal responsabilidade” Guarda Municipal conforme CF/88″, o Rio de Janeiro capital prefere ir na contramão em relação às demais guardas do Brasil e ignorar as decisões da Suprema corte STF.
    Isso é um escárnio, um descalabro jurídico.

    Responder
  10. José Humberto says:
    1 ano ago

    O PL não é contra a guarda municipal armada, mas é contra esse projeto absurdo e inconstitucional do prefeito. Por que não faz o simples e barato: plano de carreira prometido pra GM RIO, estrutura e capacita os guardas e os arma conforme a PF deliberar. Essa força municipal de segurança não existe em lugar nenhum da CF e fere a lei 13022. Enquanto isso em Araruama a guarda municipal agora é polícia municipal armada e sem invenções.

    Responder
  11. Alexandre says:
    1 ano ago

    NÃO ESTÃO CRIANDO UMA GUARDA ARMADA E TODOS SABEM! ESTÃO CRIANDO UM MILÍCIA ARMADA DO PREFEITO SEM OS GUARDAS.SEM A VERDADEIRA GUARDA MUNICIPAL. COMPLETAMENTE INCONSTITUCIONAL.

    Responder
  12. Ronaldo Alves de Souza says:
    1 ano ago

    Um projeto de lei CRIMINOSO. Rasga a constituição federal, cospe na cara dos guardas municipais da cidade do rio de janeiro e zomba da inteligência do povo carioca. Incrível que é sabido ha anos ( está na constituição) que os municípios também são responsáveis pela segurança pública, mas aqui, ao contrário de várias cidades onde as Gcms atuam como polícia dando segurança ao munícipe, se preferiu subutilizarar a guarda municipal unicamente para trabalharem como JAGUNÇOS dos prefeitos para ficarem atrás dos trabalhadores informais ( camelô) . Agora ,de forma totalmente criminosa, se tenta utilizar do CNPJ da GCM carioca, contratando agentes temporários do CPOR ( pessoas totalmente desqualificadas e sem experiência em segurança pública nas cidades e sendo pagos a PESO DE OURO) com salários maiores que um PRF para atender anseios eleitorais do prefeito e agraciar os amigos dos amigos com esses cargos ( que constitucionalmente, só podem ser exercidos por funcionários de CARREIRA). Já existe parecer do supremo tribunal que dá o devido entendimento legal sobre o poder de polícia das guardas municipais. , mas aqui no RJ, se resolve criar uma milicia armada SEM VÍNCULO NENHUM COM A GUARDA MUNICIPAL, usando jogos de palavras para ludibriar a opinião pública e tentando a todo custo dar um ar de “legalidade”. O prefeito não tem que inventar nada. Basta seguir a carta magna , a lei 13.022 , entre vários e treinar os guardas municipais para trabalhar com armas, pois experiência eles tem de sobra

    Responder
    • Luiz Claudio says:
      1 ano ago

      Esse projetor já começou cheio de falhas….,só seguir o que as leis mandam e seguir e exemplos de outras guardas armadas que.ja vem dando certo alguns anos… .
      Não tem como mesclar uma instituição com jovens oriundos do quadro CPOR ,esses mesmos não têm experiência alguma com o serviço de patrulhamento de ruas.
      A opção melhor seria preparar todo o efetivo da GM como regra as leis e a mudança do art.144 da constituicao .

      Responder
  13. Ronaldo Alves de Souza says:
    1 ano ago

    Publiquei esse texto é estou aguardando para ver se realmente passa pelos moderadores:
    *Tentativa de Alteração da Guarda Municipal para “Força Municipal de Segurança” e a Contratação de Ex-Integrantes do CPOR para Policiamento Armado: Análise Jurídica*

    O prefeito Eduardo Paes propôs a mudança do nome da Guarda Municipal para *”Força Municipal de Segurança”*, além de planejar a **contratação de ex-integrantes do CPOR para realizar policiamento armado nas ruas do município**. No entanto, essa iniciativa enfrenta *obstáculos legais e constitucionais* graves, pois contraria a *Lei Federal 13.022/2014 (Estatuto Geral das Guardas Municipais), o artigo 144 da Constituição Federal e o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003)*, além das recentes decisões do STF sobre a atuação da Guarda Municipal.

    *1. Mudança do Nome da Guarda Municipal: Violação à Lei Federal 13.022*

    A Guarda Municipal está *expressamente prevista na legislação federal* como uma instituição de segurança pública vinculada ao município. A *Lei Federal 13.022/2014* estabelece *normas nacionais* para a organização, estrutura e atuação das Guardas Municipais.

    Alterar o nome da instituição para *”Força Municipal de Segurança”* cria um problema legal, pois:

    – *O nome “Guarda Municipal” é o único previsto na Lei 13.022* para a força de segurança do município.
    – *O prefeito não pode criar uma nova estrutura de segurança pública municipal* com um nome diferente sem respaldo legal federal.
    – *Qualquer alteração estrutural da segurança pública exige mudança na Constituição Federal*, o que depende do Congresso Nacional e não da prefeitura.

    Portanto, essa mudança de nome pode ser considerada *ilegal e inconstitucional*, podendo ser questionada judicialmente por vereadores, Ministério Público ou diretamente *pelos guardas municipais*.

    *2. Contratação de Ex-CPOR para Policiamento Armado: Inconstitucionalidade e Ilegalidade*

    *a) Competência sobre Porte de Arma de Fogo: Somente a União Pode Legislar*

    O **Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003)** define **quais entidades públicas podem ter porte de arma de fogo** e quais servidores podem exercer atividades armadas. Essa legislação é de *competência exclusiva da União* e *não pode ser alterada por leis municipais*.

    Isso significa que:

    – O prefeito *não tem poder para autorizar porte de arma de fogo* para ex-integrantes do CPOR ou qualquer outro grupo.
    – A legislação federal **não prevê** que ex-militares temporários (como os formados pelo CPOR) tenham direito automático ao porte de arma para atuação municipal.
    – Somente instituições autorizadas pelo **Estatuto do Desarmamento e regulamentadas pela Polícia Federal ou Exército** podem armar seus agentes.

    Ou seja, mesmo que o município deseje armar um grupo de ex-militares, *isso não tem base legal e pode ser impugnado judicialmente*.

    *b) Violação das Decisões do STF e da Constituição Federal*l*

    O *Supremo Tribunal Federal (STF)* já decidiu que *o policiamento de proximidade e ostensivo é competência exclusiva da Guarda Municipal*, conforme o *artigo 144 da Constituição Federal*. Isso significa que:

    – Criar uma “força municipal paralela” para atuar como polícia *afronta diretamente a Constituição*.
    – Ex-integrantes do CPOR não são *servidores públicos municipais concursados*, logo
    *não podem exercer funções de policiamento*.
    – Qualquer tentativa de atribuir a ex-militares o policiamento ostensivo no município *pode ser considerada usurpação de função pública* e passível de questionamento na Justiça.

    Se a prefeitura insistir nessa medida, o Ministério Público ou mesmo os tribunais podem *barrar a iniciativa e invalidar os atos administrativos relacionados*.

    *3. O Papel da Guarda Municipal na Segurança Pública e a Tentativa de Usurpação de Função*

    A *Guarda Municipal é a única força de segurança pública municipal reconhecida pela Constituição e pela Lei 13.022*. Suas atribuições incluem:

    – *Policiamento de proximidade e ostensivo* dentro do município.

    – *Proteção da população e do patrimônio público municipal*.

    – *Apoio a outros órgãos de segurança*, sem substituir as forças estaduais e federais.

    Ao tentar criar uma “Força Municipal de Segurança” paralela, armada e composta por ex-militares, o prefeito Eduardo Paes pode estar:

    1. *Usurpando as funções da Guarda Municipal*, que já tem previsão legal para atuar na segurança pública do município.

    2. *Criando um grupo paramilitar sem amparo constitucional*, o que pode ser considerado ilegal.

    3. *Viabilizando um policiamento armado municipal sem base na lei federal*, podendo ser alvo de ações judiciais.

    *Conclusão*

    A proposta do prefeito Eduardo Paes *enfrenta diversos entraves legais* e pode ser considerada inconstitucional por:

    – *Alterar o nome da Guarda Municipal sem respaldo na Lei Federal 13.022*.
    – **Criar um policiamento armado paralelo sem previsão constitucional**.
    – *Autorizar porte de arma para um grupo que não tem amparo na legislação federal*.
    – *Contrariar as decisões do STF sobre o papel da Guarda Municipal na segurança pública*.

    Caso essa iniciativa avance *vai ter judicialização da questão* e *vamos pedir intervenção do Ministério Público, questionaremos na Justiça e será solicitada a anulação de atos administrativos ilegais*.

    Responder
    • Luiz Claudio says:
      1 ano ago

      Não tem como dar certo essa mistura de GM com CPOR.
      Gm já tem experiência nas ruas e os.oficiais cpor não.
      GM está na constituicao e no art.144 e tem lei que regulamenta a lei 13022 federal.

      Responder
  14. Alves says:
    1 ano ago

    Projeto que invalida as leis que a própria Suprema Corte validou e que hoje trará grande contribuição para a nossa SOCIEDADE carioca. Pois no âmbito da nossa Segurança pública ,as GUARDAS municipais de todo o Brasil estão incluídas no art 144 da CF 88. Merecendo o destaque com as leis 13022/14 ADPF 995 consolidadas no SUSP (Sistema único de Segurança Pública) . E que ao criar uma outra força que não seja Guarda Municipal, torna se Crime por violação da nossa Constituição.

    Responder
  15. Paulo Daniel says:
    1 ano ago

    Estou com nojo dessa política nojenta… vendem a alma pro diabo em troca de poder

    Responder
  16. CLAUDIO PINTO PEREIRA says:
    1 ano ago

    Aberração jurídica, STF nele.

    Responder
  17. Raphael says:
    1 ano ago

    Projeto eleitoreiro , A pergunta é simples: Porque não faz a contratação pela Autarquia GMRIO? As normas gerais respaldam juridicamente Instituição Guarda municipal, a lei Federal 13022/14 é uma lei específica da Guarda municipal, que foi criada com previsão legal no parágrafo 8 do artigo 144, como disse o excelentíssimo Ministro Dino , não pode criar outra força de segurança, para cumprir desejos pessoais, conforme a velha política rsrsrs . Se essa casa aprovar um projeto inconstitucional, realmente o último apaga a Luz , uma casa que deveria legislar tecnicamente e fiscalizar o prefeito vai ficar desacreditada pela população… E supremo vai derrubar essa inconstitucionalidade.

    Responder
  18. Rafael says:
    1 ano ago

    É um absurdo ter que discutir isso na Câmara de Vereadores, sem nenhum questionamento quanto a legalidade e inconstitucionalidade, justamente na casa das leis. Este projeto está indo contra a Constituição Federal, contra o Estatuto Geral das Guardas Municipais lei federal 13022, contra a Lei do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), Contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 995). E contra a decisão mais recente do STF sobre as Guardas realizarem Policiamento Ostensivo no âmbito das cidades. Os vereadores que votarem a favor desta aberração deveriam responder por improbidade administrativa e serem presos.

    Responder
  19. lázaro N Silva says:
    1 ano ago

    Prefeito deveria responder por essa aberração assim como os vereadores que votarem a favor desse projeto ilegal e inconstitucional…..as Guardas Municipais são descritas no ART 144 da Constituição como Únicos órgãos de segurança do Município….isso é uma aberração Jurídica…e também Prova o quanto os políticos são inescrupulosos…fingem não conhecer as leis e a constituição por troca de benefícios e secretárias

    Responder
  20. lázaro N Silva says:
    1 ano ago

    O Vereador que vota a favor de um Projeto desse mostra o quanto é incompetente para o exercio da função..porque desconhece as leis ..

    Responder
  21. Marcelo Maia Alecrim says:
    1 ano ago

    projeto INCONSTITUCIONAL !

    Responder
  22. Alvanito Dos Santos Neto says:
    1 ano ago

    Seria bom dar mídia e muita clareza pra sociedade saber que os parlamentares parecem desconhecer a cartilha que eles mesmos trabalham, a lei. E querem empurrar goela abaixo ato totalmente inconstitucional.

    Responder

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Mais notícias

Política

Couto abre a semana com exclusividade para exonerações no Diário Oficial; esposa do vereador Leniel Borel integra lista de cortes

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Lívia Mendonça

10/08/2026 08:46

O governador em exercício Ricardo Couto começou a semana sem espaço para meio-termo: nesta segunda-feira (10), a primeira rodada do Diário Oficial veio com uma pauta única — exonerações. Sem novas nomeações no pacote, a “caneta” de Couto, que não costuma tirar folga, ficou concentrada nos cortes, que atingiram diferentes áreas do governo.

O “passa-régua” no Palácio Guanabara fechou o placar em 4 a 0, e todas as exonerações foram registradas como “a pedido”.

Entre os cortes, chama a atenção a saída de Larysse Borel Neves Ribeiro — médica e esposa do vereador Leniel Borel (PP) —, que ocupava a chefia da Subsecretaria de Atenção à Saúde.

Além de Larysse, a “caneta” de Ricardo Couto assinou a exoneração de dois subsecretários: Carlos Bruno Cavalcanti Vinhais, que deixa a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação; e Rodrigo Nunes Ramos, dispensado da Subsecretaria de Gestão Estratégica da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas.

Completa a lista a superintendente Debora de Souza Craveiro, também da pasta de Desenvolvimento Econômico.

COM FÁBIO MARTINS.

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Rio de Janeiro

Rio Rotativo Digital chega à orla da Zona Sul nesta segunda-feira; 1,7 mil vagas terão operação exclusiva pelo aplicativo Jaé

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Redação

10/08/2026 08:20

A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes amplia, nesta segunda (10), o Rio Rotativo Digital na Zona Sul. Cerca de 1,7 mil vagas da orla dos bairros Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon terão operação exclusiva pelo aplicativo Jaé em substituição aos tradicionais talões de papel. Outras 33 ruas internas da região também começarão a operar com o sistema, como as avenidas Rainha Elizabeth e Borges de Medeiros e as ruas Siqueira Campos, Farme de Amoedo e General Venâncio Flores.

A primeira fase aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas e teve 7,6 mil validações do Jaé em seus três primeiros dias de funcionamento.

O sistema será o mesmo adotado na primeira fase, que aconteceu na Lagoa Rodrigo de Freitas e teve 7,6 mil validações do Jaé em seus três primeiros dias de funcionamento. Ao estacionar numa vaga sinalizada, o motorista deve acessar o aplicativo, selecionar a opção Rio Rotativo, confirmar automaticamente o endereço identificado pelo GPS, informar a placa do veículo e escolher o período de permanência. O pagamento pode ser realizado por Pix ou cartão de crédito diretamente no aplicativo.

A tarifa continua sendo de R$ 2 para até duas horas de estacionamento, podendo ser renovada até o limite máximo de seis horas. Depois disso, é preciso deixar o espaço livre por pelo menos uma hora. O funcionamento será de segunda a domingo, das 7h às 23h, conforme informado nas placas instaladas nas ruas.

Operação chega a São Conrado, Barra da Tijuca e Tijuca no fim do mês

A nova etapa do Rio Rotativo Digital já tem datas e bairros escolhidos pela prefeitura. A partir de 24 de agosto, o sistema passará a operar também nas orlas de São Conrado e da Barra e na Tijuca. Desde o início da implantação nas 900 vagas no entorno da Lagoa, o novo sistema já contabiliza mais de 37 mil validações de períodos de estacionamento de duas horas.

Veja a lista das ruas:

Copacabana e Leme:

  • Avenida Atlântica (orla);
  • Avenida Prado Júnior;
  • Avenida Rainha Elizabeth;
  • Rua Barão de Ipanema;
  • Rua Belfort Roxo;
  • Rua Bolívar;
  • Rua Djalma Ulrich;
  • Rua Hilário de Gouveia;
  • Rua Paula Freitas;
  • Rua República do Peru;
  • Rua Ronald de Carvalho;
  • Rua Santa Clara;
  • Rua Siqueira Campos;
  • Rua Souza Lima.

Ipanema:

  • Avenida Vieira Souto (orla);
  • Rua Farme de Amoedo;
  • Rua Francisco Otaviano;
  • Rua Garcia D’Ávila;
  • Rua Gomes Carneiro;
  • Rua Joaquim Nabuco;
  • Rua Paul Redfern;
  • Rua Teixeira de Melo.

Leblon:

  • Avenida Delfim Moreira (orla);
  • Avenida Borges de Medeiros;
  • Avenida Henrique Dumont;
  • Praça Atahualpa;
  • Rua Almirante Guilhem;
  • Rua Almirante Pereira Guimarães;
  • Rua Aristides Espínola;
  • Rua Carlos Góes;
  • Rua Cupertino Durão;
  • Rua General Artigas;
  • Rua General Urquiza;
  • Rua General Venâncio Flores.
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Rio de Janeiro

Minha Casa Minha Vida: projeto prevê construção de condomínio no terreno do antigo Carrefour, na Usina

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Redação

10/08/2026 07:38

A atualização das faixas do Minha Casa Minha Vida já redesenha o mercado imobiliário do Rio, com a Tijuca, na Zona Norte, ganhando destaque nas faixas 3 e 4, anunciadas pelo Governo Federal em março. Um projeto da construtora Direcional prevê a construção de 500 unidades no terreno do antigo supermercado Carrefour, na Rua Conde de Bonfim, na Usina, que está desativado desde 2005 e é um dos principais imóveis abandonados do bairro.

As unidades serão voltadas a famílias com renda mensal entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600, dentro da Faixa Urbano 3 do programa.

O empreendimento é da construtora Direcional e foi enquadrado nos benefícios da legislação municipal de habitação de interesse social. De acordo com o projeto apresentado à prefeitura, o valor máximo de venda dos apartamentos será de R$ 350 mil.

O imóvel acumulou problemas relacionados ao abandono

Em janeiro de 2025, uma operação coordenada pela Subprefeitura da Grande Tijuca, com apoio da Guarda Municipal e da Comlurb, encontrou mais de cem pessoas ocupando o local — abandonado desde 2005. Na ocasião, também foram constatados uso irregular da estrutura e descarte de resíduos.

Cerca de um ano depois da ação, foi aprovada a Lei Complementar nº 299/2026, de autoria do vereador Pedro Duarte (PSD), que ampliou os incentivos para empreendimentos habitacionais na Área de Planejamento 3, que inclui a Zona Norte. A legislação reduz as contrapartidas cobradas pelas construtoras e permite a implantação de projetos com diferentes faixas de renda.

Para ter acesso aos benefícios, ao menos 70% das unidades precisam seguir os limites de venda e contar com financiamento definido pelo Governo Federal.

Enquadramento não garante que os projetos serão construídos

O enquadramento, proém, não garante que os projetos serão construídos, mas indica que o empreendedor apresentou a documentação do imóvel e as informações da proposta conforme as regras do programa.

O movimento também aparece nos planos de outras construtoras. A MRV prevê lançar três empreendimentos na Zona Norte do Ri em 2026 e pelo menos outros dois em 2027.

Com informações do Jornal O “Globo”. 

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Transparência

Mesma sala, mesmos engenheiros, mesmos donos: as duas empresas que acumulam indícios de irregularidade em contratos de R$ 210 milhões com a Cedae e o Rio Metrópole

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Redação

10/08/2026 07:07

Dois contratos. Dois entes estaduais diferentes, a Cedae e o Instituto Rio Metrópole. Duas apurações que correm em separado, sem que uma cite a outra. E, na origem, uma única sala na Barra da Tijuca.

A Essencio Ambiental Tecnologia e Participações Ltda. e a Inducta Solução em Energia Ltda. funcionam no mesmo endereço — Avenida José Silva de Azevedo Neto 200, bloco 2, sala 404 — têm os mesmos engenheiros registrados como responsáveis técnicos no Crea-RJ e a mesma pessoa jurídica como sócia: a ENG Participações S/A.

Somados, os contratos das duas — que hoje estão sob suspeita — passam de R$ 210 milhões. Em ambos, os órgãos de controle não descrevem falhas formais ou divergências de interpretação, apontam irregularidades graves.

O que liga as duas empresas

Segundo a base de dados públicos da Receita Federal, a Inducta (CNPJ 28.586.726/0001-77) foi constituída em setembro de 2017, com capital social de R$ 4 milhões, e tem como sócios a ENG Participações S/A, Paulo Tabah de Almeida e Romualdo Inácio Silveira Boaventura.

A Essencio (CNPJ 47.421.586/0001-21) nasceu quase cinco anos depois, em agosto de 2022, no mesmo bloco e na mesma sala. Sua sócia é a ENG Participações S/A e Paulo Tabah de Almeida é o administrador.

Na consulta pública do Crea-RJ, as duas aparecem ativas e com os mesmos responsáveis técnicos: Boaventura, Tabah de Almeida e Rhaissa da Silva Martins.

Compartilhar sede, controlador e corpo técnico não é ilícito — grupos econômicos assim organizados são corriqueiros na engenharia brasileira. O que singulariza o caso é outro fato: duas empresas do mesmo grupo, contratadas por dois órgãos estaduais distintos, acumulam simultaneamente indícios de irregularidades graves, apurados por equipes que trabalharam de forma independente e chegaram a conclusões da mesma severidade.

Cedae: auditoria do TCE propôs invalidar contrato de R$ 143 milhões

O contrato nº 052/2025, firmado pela Cedae e a Essencio Ambiental, prevê a implantação, operação e manutenção do sistema de monitoramento ambiental da Bacia do Rio Guandu, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana.

A Coordenadoria de Auditoria de Políticas de Saneamento e Meio Ambiente do TCE-RJ concluiu pela invalidação do contrato — desfecho raro em manifestações técnicas do tribunal. O parecer foi acompanhado integralmente pelo Ministério Público de Contas, sem ressalvas.

Entre os achados: vícios materiais na documentação técnica que sustentou a habilitação da empresa — incluindo certidão do próprio Crea-RJ registrando ausência de habilitação na especialidade objeto do contrato, ausência de acervo técnico em nome da licitante e a análise técnica do recurso administrativo do certame em cerca de cinco minutos pela área demandante da Cedae, prazo considerado incompatível com a complexidade do tema e o valor do contrato.

O caso corre hoje em três frentes simultâneas: auditoria interna da própria Cedae, processo no plenário do TCE-RJ e inquérito civil da 7ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público, que investiga, além da empresa, o então diretor de Saneamento e Grande Operação, Daniel Barbosa Okumura, o gerente geral de Controle de Qualidade e Tratamento, Robson Campos dos Santos Junior, e Cristiane Acácio Gomes da Rocha.

No plenário do TCE, a conselheira substituta Andrea Siqueira Martins acatou diversos indícios apontados pela auditoria técnica, mas entendeu por reabrir o contraditório antes de qualquer medida. O julgamento parou em 13 de maio, por pedido de vista do conselheiro José Gomes Graciosa, e desde então aguarda o desfecho.

A Essêncio possui também um acordo anterior, ainda vigente com a Cedae. O contrato nº 004/2025 (DSG), para instalação, operação e manutenção de um sistema de monitoramento ambiental na Bacia do Rio Guapiaçu-Macacu, decorrente do pregão eletrônico Cedae nº 0049/2024 (processo SEI-150017/005346/2024), no valor de R$ 49.897.876,40 pelo prazo de 12 meses, assinado em 08 de janeiro de 2025.

Posteriormente, o 1º Termo Aditivo acresceu 24,91% (itens novos e existentes), elevando o valor para R$ 62.329.335,18 (assinaturas eletrônicas concluídas em 07 de novembro de 2025, e publicado no Diário Oficial em 13 de novembro de 2025). O 2º Termo Aditivo (assinaturas eletrônicas concluídas entre 02 e 05 de janeiro de 2026 e publicado no Diário Oficial em 20 de fevereiro de 2026) renovou o contrato por mais 12 meses, levando o prazo a 24 meses (término em 09 de janeiro de 2027) e o valor consolidado a R$ 124.658.670,36.

A ata de sessão pública de 22 de outubro de 2024 mostra que apenas duas empresas apresentaram proposta — a Norgercon, com R$ 9,98 milhões, e a Essencio, com R$ 49,9 milhões. Não houve lances, e a Norgercon, apesar do menor preço, foi inabilitada por dois motivos somados: qualificação técnica insuficiente e inexequibilidade do preço da proposta. Convocada a segunda colocada, a Essencio foi habilitada e o objeto adjudicado.

Vale notar que os representantes da contratada, Paulo Tabah de Almeida e Romualdo Inácio Silveira Boaventura, se mantiveram nos três instrumentos. Do lado da Cedae, o presidente Aguinaldo Ballon assinou todos, mas o segundo signatário mudou: no contrato original, foi o diretor de Saneamento, Daniel Barbosa Okumura, investigado pelo MP-RJ em relação ao outro acordo, e nos dois aditivos, o diretor Administrativo-Financeiro, Antonio Carlos dos Santos, que responde pelas aplicações da Cedae no Banco Master.

Instituto Rio Metrópole: sobrepreço de R$ 20 milhões e indícios de conluio

O contrato com a Inducta foi assinado em janeiro de 2024 para elaborar estudo de otimização das contas de energia de 9.998 unidades consumidoras. Fechado por R$ 56,3 milhões, ultrapassou R$ 67 milhões após aditivo e reajuste. Já haviam sido pagos R$ 61,2 milhões quando a auditoria da Secretaria da Casa Civil identificou indícios de sobrepreço da ordem de R$ 20 milhões.

O relatório questiona a própria entrega. Uma etapa teria consistido apenas em reorganizar informações já disponíveis, sem produção inédita, ao custo de quase R$ 1,5 milhão. Outra rendeu cerca de R$ 6 milhões pela sistematização de dados que já constavam em faturas de energia de municípios.

A etapa de campo teria vistoriado 0,5% dos imóveis previstos. E os laudos das quase 10 mil unidades acabaram assinados por apenas dois profissionais — os sócios Romualdo Inácio Silveira Boaventura e Paulo Tabah de Almeida —, embora a proposta previsse equipe de 42 pessoas.

Há ainda, no relato da auditoria, indícios de conluio na licitação: as seis propostas apresentadas ficaram a menos de 1% do valor máximo previsto, e três concorrentes renunciaram, em sequência, ao direito de preferência. Somam-se a isso a atuação dos mesmos agentes públicos nas etapas de planejamento, julgamento e fiscalização do contrato.

O relatório foi remetido ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica pelo governo do estado. A nova gestão do instituto suspendeu os efeitos dos documentos produzidos e proibiu seu uso em novas licitações ou contratações.

O caso se soma à operação do MPRJ que, semanas antes, apurou suposto desvio de cerca de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole e resultou na prisão de integrantes da cúpula da autarquia.

O que segue

O contrato da Cedae aguarda o retorno do pedido de vista no plenário do TCE-RJ, sem prazo definido, enquanto o inquérito civil do MPRJ corre em paralelo.

O do Instituto Rio Metrópole está nas mãos do Ministério Público, do Tribunal de Contas e do Cade, este último provocado especificamente pelos indícios de conluio.

Nenhum dos procedimentos, até agora, examina os dois contratos em conjunto.

A caixa preta da Cedae

Mesmo após o governador em exercício Ricardo Couto promover mudanças no comando da Cedae — alçando um procurador à presidência —, cargos estratégicos e chaves da empresa continuam sendo ocupados por diretores remanescentes de gestões anteriores.

Os dois membros mais antigos do alto escalão executivo da estatal, cujas pastas concentram a elaboração e supervisão de grandes obras e contratos, por exemplo, estão preservados. Humberto de Mello Filho, que atua na liderança da engenharia desde 2015, é o titular da Diretoria Técnica e de Projetos, setor encarregado do planejamento de custos, orçamentos, fiscalização de intervenções e controle contratual. Já Marco Aurélio Damato Porto, na diretoria desde 2021, responde pelo Desenvolvimento das Cidades, com abrangência sobre as operações, obras e contratos nos municípios do interior fluminense.

Mas não são os únicos. Muitos membros de antigas diretorias e gerências permanecem em seus cargos.

Embora a Cedae seja uma sociedade de economia mista sob controle do governo do estado do Rio de Janeiro, seus colaboradores são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por conta dessa natureza empresarial, a movimentação diária de pessoal — como promoções, transferências, desligamentos e nomeações para cargos gerenciais — é feita por procedimentos e formalizações internas da própria companhia, sem a necessidade de publicação individual no Diário Oficial.

Embora essa prática seja perfeitamente legal, a ausência dessas nomeações no DO dificulta a fiscalização e o controle social sobre quem efetivamente entrou ou saiu dos quadros na nova gestão. Além disso, é importante destacar que o modelo interno não anula o cumprimento das normas constitucionais, da Lei das Estatais e das obrigações de transparência pública.

É curiosa a permanência de quadros fundamentais na cúpula operacional, em meio ao cerco promovido pelo governo estadual. O governador interino autorizou uma devassa nos quadros da Cedae por meio de uma força-tarefa formada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pela Casa Civil. O próprio governo tem divulgado resultados de aditorias feitas em contratos e nos departamentos de pessoal de vários órgãos. Mas, nem uma palavra sobre o que está acontecendo na Cedae.

A devassa na companhia tem prazo de 180 dias, e os auditores têm superpoderes para examinar fluxos financeiros, segurança de instalações e, prioritariamente, os processos de contratação e prestação de serviços por onde passaram grande parte dos acordos vigentes.

Só resta saber qual foi o resultado das apurações.

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Primeiro debate ao governo do estado do Rio tem ataques a Paes, menções a Bacellar e propostas para segurança e educação

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

09/08/2026 22:21

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026 foi marcado por críticas ao candidato faltante e aos grupos políticos que comandaram o estado nos últimos anos, e apresentação de propostas para áreas como segurança pública e educação.

O encontro aconteceu neste domingo (9), na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, com transmissão ao vivo no canal do YouTube do TEMPO REAL.

Participaram do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL). O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que havia sido confirmado inicialmente, decidiu não comparecer. A ausência do candidato foi um dos principais assuntos ao longo do encontro e acabou sendo explorada pelos adversários em diferentes momentos.

O debate foi mediado pela jornalista Adriana Araújo e dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos responderam à uma pergunta em comum e, em seguida, houve os confrontos diretos.

No segundo, os participantes responderam a perguntas feitas por jornalistas, a partir de temas previamente contextualizados, seguido de mais uma rodada de perguntas diretas. Vale destacar que nas duas rodadas em que os candidatos se questionavam, os postulantes ao Palácio Guanabara seguiram a mesma ordem de quem pergunta a quem.

Pela ordem das perguntas entre si, a impressão foi de que os candidatos evitaram direcionar questionamentos a Garotinho, enquanto Douglas Ruas e André Marinho protagonizaram uma espécie de dobradinha, utilizando suas perguntas para abrir espaço para o outro apresentar e explicar seu plano de governo. O terceiro e último bloco foi reservado às considerações finais.

Ausência de Paes e caso Bacellar dominam primeiro bloco

Logo na primeira rodada, a ausência de Eduardo Paes dividiu espaço com as referências ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está preso por suspeita de vazar uma operação policial.

A primeira menção a Bacellar foi feita por William Siri (PSOL), que questionou Douglas Ruas (PL) sobre uma declaração anterior em que o candidato havia defendido que Bacellar deveria ser o próximo governador do estado. Siri perguntou se, caso a operação da Polícia Federal não tivesse levado o ex-presidente da Alerj à prisão, ele seria hoje o candidato do PL ao Palácio Guanabara e se daria continuidade à política do partido e do ex-governador Cláudio Castro (PL).

Douglas respondeu que “não é candidato de ninguém” e, na sequência, afirmou que o PSOL seria um dos grandes aliados de Bacellar. O candidato do PL também criticou os governos que passaram pelo estado nos últimos 17 anos e disse que não houve atenção suficiente às necessidades da Polícia Militar durante operações em comunidades.

A ausência de Paes voltou ao centro do debate durante uma pergunta de Ruas a André Marinho (Novo), sobre o combate ao feminicídio. Marinho aproveitou a resposta para atacar o ex-prefeito e afirmou que, diante do “homem de geleia que não esteve aqui hoje”, era preciso olhar para frente e apresentar propostas aos eleitores.

O candidato do PL também criticou Paes e citou episódios e integrantes de sua administração para questionar a atuação do ex-prefeito. Entre os nomes mencionados estavam Bernardo Fellows, da Riotur, e Pedro Paulo (PSD), ex-secretário municipal de Fazenda e Planejamento.

No fim do bloco, Bacellar voltou a ser citado em uma pergunta de Anthony Garotinho (Republicanos) a Siri. O candidato do PSOL criticou o grupo político ligado ao ex-presidente da Alerj e chamou de “corja” aliados de Bacellar, citando Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado estadual TH Joias, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho.

Respostas a perguntas de jornalistas

No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas. Berenice Seara, do TEMPO REAL, levou para o debate a situação da educação pública fluminense.

Na contextualização, a jornalista apresentou dados que apontam o Rio como o segundo estado mais rico do país, mas também com o segundo pior desempenho escolar entre as redes estaduais. A pergunta dirigida aos candidatos foi sobre as causas do cenário e quais seriam as três medidas mais urgentes para melhorar o ensino médio estadual.

Sorteado para responder, William Siri afirmou que os baixos salários dos profissionais da educação estão entre os principais problemas e criticou a gestão de Cláudio Castro. Segundo o candidato, o estado tinha “o pior salário de toda a federação” e o ex-governador sequer pagava o piso nacional da categoria.

Siri prometeu “revolucionar” a educação estadual com a ampliação do ensino integral, citando o modelo associado ao ex-governador Leonel Brizola.

Candidatos reforçam discursos nas considerações finais

No terceiro e último bloco, sem novos confrontos diretos, os candidatos aproveitaram as considerações finais para reforçar as principais bandeiras de suas campanhas e fazer novos ataques à ausência de Paes.

André Marinho afirmou estar “pronto, com a melhor equipe” para apresentar soluções para o estado e prometeu melhorar a qualidade de vida das famílias, com mais dinheiro no bolso e mais tempo de vida. O candidato do Novo também voltou ao discurso contra a corrupção.

William Siri adotou um discurso de mudança. Disse ser o único candidato que conhece “na pele” os problemas do Rio e afirmou não ter “rabo preso” com grupos políticos. “A vida está muito difícil, mas ela pode ser bem melhor e será”, declarou.

Douglas Ruas concentrou sua fala na necessidade de ampliar a atenção do governo para além da capital. O candidato do PL citou os 92 municípios fluminenses e afirmou que o estado foi governado durante muito tempo “como se fosse apenas alguns bairros da capital”..

Anthony Garotinho, por sua vez, direcionou a fala aos servidores públicos e voltou a atacar Paes. O ex-governador afirmou que policiais e professores sabem quem estaria disposto a valorizar as categorias.

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Política

Nas considerações finais do debate, candidatos destacam propostas, citam mudanças e voltam a criticar ausência de Paes

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

09/08/2026 21:53

Nas considerações finais do debate, candidatos destacam propostas, citam mudanças e voltam a criticar ausência de Eduardo Paes (PSD).

No terceiro e último bloco do debate entre os candidatos ao governo do estado do Rio, os participantes fizeram suas últimas falas direcionadas ao eleitor fluminense.

Sem confrontos diretos, cada candidato aproveitou o tempo para reforçar as principais bandeiras de sua campanha, apresentar compromissos e, novamente, alfinetar a ausência do ex-prefeito da capital no encontro.

O que disse cada candidato

André Marinho (Novo) afirmou estar “pronto, com a melhor equipe” para apresentar soluções para os problemas do estado e prometeu melhorar a qualidade de vida das famílias fluminenses, com mais dinheiro no bolso e mais tempo de vida.

“O problema no Rio não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão. Se me derem uma espada e um terreno pra me firmar, eu devolvo o terreno pra vocês”, afirmou.

William Siri (PSOL) adotou um discurso de mudança e afirmou ser o único candidato que conhece “na pele” os problemas do estado. Ele destacou as propostas apresentadas durante o debate e disse ser o único a não ter “rabo preso” com grupos políticos.

“A vida está muito difícil, mas ela pode ser bem melhor e será”, afirmou. Siri encerrou sua participação dizendo que “chegou a hora de revolucionar o estado”.

Douglas Ruas (PL) concentrou sua fala na necessidade de descentralizar a atenção do governo estadual e olhar para os 92 municípios fluminenses. Segundo ele, administrações anteriores teriam governado “como se fosse apenas para alguns bairros da capital”.

O candidato disse que vai focar nos problemas dos moradores da Baixada Fluminense e da Zona Oeste e afirmou que o estado precisa de mais atenção às famílias.

“Não precisamos de governador pra cuidar de show da Madonna em Copacabana, precisamos de governador pra cuidar das pessoas”, disse, alfinetando Eduardo Paes.

Anthony Garotinho (Republicanos) direcionou sua fala principalmente aos servidores públicos e retomou as críticas a Paes. O candidato afirmou que funcionários públicos saberiam por que o ex-prefeito não participou do debate.

Garotinho prometeu priorizar categorias como policiais e professores. “Você que é policial, sabe que quem vai dar a grana é o Garotinho. Quem vai pagar você, professor, o piso do magistério, é o Garotinho”, declarou.

“Estou voltando para consertar a bagunça que fizeram”, ressaltou.

Primeiro debate entre os candidatos

O primeiro debate entre os postulantes ao governo do Rio começou às 20h deste domingo (09), diretamente da Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul.

O encontro foi transmitido ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo YouTube do TEMPO REAL.

Participaram do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Willian Siri (PSOL). O candidato Eduardo Paes (PSD) informou na noite anterior que não iria comparecer.

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Política

No debate, William Siri promete ensino integral nas escolas do estado do Rio ‘como Brizola fez’

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

09/08/2026 21:25

O candidato William Siri (PSOL) afirmou, durante o segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo do Rio, que pretende ampliar o ensino integral na rede estadual e seguir um modelo que, segundo ele, foi adotado pelo ex-governador Leonel Brizola.

A proposta foi apresentada após pergunta da jornalista Berenice Seara, do TEMPO REAL, sobre a situação da educação pública fluminense. Antes da pergunta, a jornalista destacou dados que apontam o Rio de Janeiro como o segundo estado mais rico do país, mas também com o segundo pior desempenho escolar entre as redes estaduais. Segundo o contexto apresentado, estudantes estariam avançando de ano sem adquirir o aprendizado necessário.

Sorteado para responder, Siri foi questionado sobre as causas do cenário e deveria citar três medidas urgentes para melhorar o ensino médio estadual.

O candidato atribuiu parte do problema aos baixos salários dos profissionais da educação e criticou a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). “Pior salário de toda a federação, o estado do Rio com Cláudio Castro. É importante lembrar que nem o piso nacional Castro pagava”, afirmou.

Siri disse que pretende “revolucionar” a educação estadual com a adoção do ensino integral. “Vou revolucionar nossa educação, colocar o ensino integral, como Brizola fez. Quero colocar quatro refeições, ter cultura, lazer, esporte. Isso que funcionava”, declarou.

O candidato também afirmou que pretende cumprir o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria e criar políticas para incentivar a permanência dos jovens nas escolas.

Primeiro debate entre os candidatos

O primeiro debate entre os postulantes ao governo do Rio começou às 20h deste domingo (09), diretamente da Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul.

O encontro é transmitido ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo YouTube do TEMPO REAL.

Participam do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Willian Siri (PSOL). O candidato Eduardo Paes (PSD) informou na noite anterior que não iria comparecer.

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Política

Ausência de Paes e ligações com Bacellar dominam o assunto no primeiro bloco do debate para governador do Rio

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

09/08/2026 21:02

A primeira rodada do debate entre os candidatos ao Palácio Guanabara ficou marcada pela lembrança dos ausentes — o ex-prefeito e candidato Eduardo Paes (PSD) e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está preso por suspeita de vazar uma operação policial.

A primeira menção a Bacellar partiu de William Siri (PSOL), que questionou Douglas Ruas (PL) sobre uma declaração anterior do candidato de que o então presidente da Alerj deveria ser o próximo governador do estado. Siri perguntou se, caso a operação da Polícia Federal não tivesse resultado na prisão de Bacellar, ele seria hoje o candidato do PL ao Palácio Guanabara e se daria continuidade à política adotada pelo partido e pelo ex-governador Cláudio Castro (PL).

Ruas respondeu que “não é candidato de ninguém”. Na resposta a Siri, o concorrente do PL afirmou ainda que o PSOL seria um dos grandes aliados de Bacellar. Ruas também criticou a atuação dos últimos governos na área de segurança pública e disse que, nos últimos 17 anos, governadores não teriam atendido às necessidades da Polícia Militar durante operações em comunidades.

‘Homem de geleia’

A ausência de Eduardo Paes voltou ao debate durante uma pergunta de Ruas a André Marinho (Novo) sobre o combate ao feminicídio. Ao comentar a ausência do ex-prefeito, Marinho afirmou: “diante desse homem de geleia que não esteve aqui hoje, temos que olhar pra frente e trazer a proposta pra você aí de casa”.

Na sequência, Ruas atacou Paes e afirmou que o ex-prefeito não saberia responder sobre o tema por já ter feito uma “piada de cunho sexual” envolvendo uma cidadã que receberia uma casa. Douglas também acusou Paes de se cercar de pessoas que, segundo ele, são agressores e citou Bernardo Fellows, da Riotur, e Pedro Paulo (PSD), ex-secretário municipal de Fazenda e Planejamento.

No fim do bloco, Bacellar voltou a ser citado durante uma pergunta de Anthony Garotinho (Republicanos) a William Siri. O candidato do PSOL fez novas críticas ao grupo político ligado ao ex-presidente da Alerj e utilizou o termo “corja” para se referir a aliados de Bacellar, incluindo o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado estadual TH Joias, que é investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho.

Primeiro debate entre os candidatos

O primeiro debate entre os postulantes ao governo do Rio começou às 20h deste domingo (09), diretamente da Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul.

O encontro é transmitido ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo YouTube do TEMPO REAL.

Participam do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Willian Siri (PSOL). O candidato Eduardo Paes (PSD) informou na noite anterior que não iria comparecer.

Acompanhe a cobertura especial do TEMPO REAL pelo Instagram do portal, com transmissão e atualizações nos Stories, e ao vivo pelo YouTube.

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Política

Eleições 2026: começa o primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado do Rio; acompanhe ao vivo no TEMPO REAL

Foto de Redação
Redação

09/08/2026 20:06

Começou às 20h deste domingo (09) o primeiro debate entre candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O encontro é realizado na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul, e tem transmissão especial no YouTube do TEMPO REAL em parceria com a Band.

Participam do confronto desta noite André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Willian Siri (PSOL). O candidato Eduardo Paes (PSD), que havia sido confirmado inicialmente, anunciou na noite de sábado (08) que não participaria do encontro. Ele alegou que o período eleitoral ainda não havia começado oficialmente.

Além da cobertura no TEMPO REAL, o debate também é transmitido ao vivo pela Band, na TV aberta, e pela BandNews FM Rio (90.3 FM).

Formato do debate

O encontro é mediado pela jornalista Adriana Araújo e terá três blocos. O formato prevê perguntas e respostas, confrontos diretos entre os candidatos e, no último bloco, considerações finais. A ordem das perguntas foi definida por sorteio. Após o encerramento do tempo destinado a cada candidato, o microfone será cortado.

Na rodada de confrontos diretos, William Siri foi sorteado para iniciar as perguntas e, pelas regras, será obrigatoriamente o último a responder. Os candidatos também terão uma nova rodada de confrontos com temas livres, seguindo o mesmo controle de tempo por cronômetro.

O debate marca a estreia do TEMPO REAL na cobertura de uma eleição estadual. O portal já havia acompanhado as eleições municipais de 2024 em todo o estado do Rio e, agora, amplia a cobertura para a disputa pelo governo fluminense.

Acompanhe a transmissão e a cobertura em tempo real do primeiro debate entre os candidatos ao governo do Rio.

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Política

Eleições 2026: André Marinho chega à Casa Firjan para o debate desta noite (09)

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

09/08/2026 19:39

André Marinho (Novo), empresário e candidato ao governo do estado do Rio, chegou à Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul, para o debate desta noite de domingo (09). Marinho é filho do empresário Paulo Marinho, ex-marketeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro, e disputa pela primeira vez o comando do Palácio Guanabara.

Marinho chegou acompanhado de sua equipe para participar do primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado nas eleições de 2026, e participou do pré-debate do TEMPO REAL.

Primeiro debate entre os candidatos

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Rio começa às 20h deste domingo (9), diretamente da Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul. O encontro terá transmissão ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo YouTube do TEMPO REAL, em parceria com a emissora.

Participam do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Willian Siri (PSOL). O candidato Eduardo Paes (PSD) informou na noite anterior que não iria comparecer.

O público também poderá acompanhar a cobertura especial do TEMPO REAL pelo Instagram do portal, com transmissão e atualizações nos Stories. Estamos ao vivo com o pré-debate desde às 19h. Acompanhe pelo link.

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