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    Segundo turno das eleições 2026: quase 13 milhões de cidadãos voltam às urnas neste domingo no Rio para escolher o presidente

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    Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Foto: Divulgação/Cedae

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    Profissionais em protesto na Câmara de Seropédica

    Sindicato da educação de Seropédica vai à Justiça por salários atrasados; categoria também cobra calendário de pagamentos, 13° e retroativos

    O fim de semana do segundo turno das eleições terá calor, aumento da nebulosidade e pancadas de chuva no Rio de Janeiro. O sábado (24) será o dia mais quente, com máxima prevista de 33°C. No domingo (25), quando os eleitores vão às urnas, a chuva ganha força e as temperaturas começam a cair. No sábado, a previsão é de sol e aumento de nuvens pela manhã, com pancadas de chuva durante a tarde e à noite. A temperatura deve variar entre 21°C e 33°C, com 66% de chance de chuva. No domingo (25), a previsão é de muitas nuvens, chuva e trovoadas. O Climatempo prevê mínima de 21°C e máxima de 27°C, com 94% de chance de chuva. A previsão indica chuva a partir do fim da manhã, com tarde e noite chuvosas. A previsão do Sistema Alerta Rio, da Prefeitura do Rio, também aponta pancadas de chuva acompanhadas de raios a qualquer momento no domingo, além de declínio das temperaturas. Os ventos podem variar de moderados a pontualmente fortes. Na segunda-feira (26), a instabilidade permanece. A previsão é de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com mínima de 20°C e máxima de 25°C. Os ventos sopram de sul a sudoeste, com intensidade fraca a moderada e possibilidade de rajadas.

    Fim de semana do segundo turno terá chuva e trovoadas no Rio; veja a previsão

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    Estádio Caio Martins, em Icaraí, Niterói

    Prefeitura de Niterói inicia obras de reservatório no Caio Martins para combater alagamentos em Icaraí

    Andar de caiaque foi uma das atividades que as freiras curtiram durante sua temporada de descanso em Búzios

    Búzios vira destino ‘abençoado’ com visitas de freiras, que remaram caiaque e até se arriscaram no surfe

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    Contas da Prefeitura de Teresópolis referentes a 2024 são reprovadas pelo TCE: calote na previdência e corte na Educação

    A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem mais dois procedimentos administrativos de contratação direta (por inexigibilidade de licitação) da Secretaria Estadual de Educação

    Governo do estado tem mais dois processos de contratação da FGV que somam R$ 40,1 milhões sem licitação; Alan Lopes questiona justificativas

    A Fundação Getulio Vargas (FGV) assinou um novo contrato, e não renovação, com a Secretaria de Estado de Educação

    Governo do estado chama de renovação, mas seus próprios documentos desmentem: acordo de R$ 97,7 milhões com a FGV é um contrato novo

    Eduardo Chow de Martino Tostes: o presidente da Faetec pede exoneração no mesmo dia em que a fundação volta para Quintino

    No mesmo dia em que a Faetec volta a Quintino, presidente da fundação pede para sair do governo Ricardo Couto; ele ficou menos de três meses no cargo

    Contrato com a FGV assinado no fim do governo Couto — com mais de 70% a serem pagos pelo próximo governante, Douglas Ruas, foi contestado pela PGE

    Procuradoria do Estado pôs em xeque garantias financeiras para o contrato de R$ 97,7 milhões da Educação com a FGV

    Os nomes indicados pelo governador eleito Douglas Ruas (PL) foram publicados no Diário Oficial

    Transição em marcha: Casa Civil oficializa o time indicado pelo governador eleito Douglas Ruas

    TCE-RJ barrou o esquema de resgate antecipado de cotas do Fundo de Privatização do Estado que já levou mais de R$ 80 milhões do Fundo de Privatização

    Diante do alerta do deputado Luiz Paulo, TCE-RJ proíbe resgates que já drenaram R$ 81 milhões do Fundo de Privatização e manda notificar Cláudio Castro

    O Aeroporto do Galeão continua sendo uma saída para servidores estaduais, apesar da política de contenção de gastos

    Guanabara Tour: Casa Civil questiona, mas liberta diárias de 550 euros para comitiva de dois integrantes da cúpula da Defesa Civil em Israel

    Cedae, envolvida em escândalos que somam mais de R$ 600 milhões, manda uma servidora aprimorar seus conhecimentos em Investigação Corporativa

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    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

    Quem ganha quando o STF perde?

    sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

    Robôs no palanque: as novas regras do TSE para a IA nas eleições

    Entre flores e velas: enquanto homenagens se multiplicam no 8 de março, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade no Brasil.

    Entre flores e velas: o Brasil das mulheres  

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Início Política

Política

30/09/26 09:37
  • Redação Redação

Auditorias do governo apontam que escolas do estado receberam R$ 1,6 bilhão para obras sem licitação, com indícios de fraude e formação de cartel 

Auditorias do governo apontam que escolas do estado receberam R$ 1,6 bilhão para obras sem licitação, com indícios de fraude e formação de cartel 

Um dos casos apontados é o da disputa pela reforma do Colégio Estadual Nilo Peçanha — Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governador em exercício Ricardo Couto, que coordena as auditorias nos contratos da gestão de Cláudio Castro (PL), estima que até R$ 1,6 bilhão em contratos de obras e serviços da Secretaria de Educação tenham indícios de fraude e formação de cartel. Os contratos foram suspensos para reavaliação.

De acordo com levantamento do GSI, a suspeita é de que 95% das 1.241 escolas da rede tenham contratado obras de forma irregular.

As irregularidades também envolvem a forma como recursos foram liberados para reformas em unidades da rede estadual. Em uma resolução publicada em 2022 o então secretário de Educação Alexandre Valle estabeleceu em R$ 880 o limite para despesas emergenciais. A partir do ano seguinte, porém, passaram a ser recorrentes repasses acima desse teto, inclusive por meio de dispensas de licitação. A justificativa era compensar a redução dos recursos destinados às escolas durante os dois anos da pandemia.

Descentralização de recursos públicos

A resolução segue a Lei Federal, que previa a descentralização de recursos públicos para o pagamento de obras e serviços de emergência, mas logo virou um canal, segundo os investigadores, para o desvio de verbas. Como cabe às Associações de Apoio às Escolas (AAEs), por meio do diretor da unidade educacional, avaliar as melhores propostas na escolha da empresa, esses gestores financeiros passaram a ser assediados por seus superiores.

Na Rua General Sezefredo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, deveria ter sido inaugurada, no início deste ano, uma escola cívico-militar com capacidade para cerca de mil alunos, mas o terreno permanece abandonado, com materiais de construção espalhados e sem operários. Ao todo, foram aprovados R$ 14,3 milhões em despesas para o projeto, dos quais R$ 4,7 milhões correspondem à desapropriação do terreno.

Vistorias realizadas pela atual gestão da Secretaria estadual de Educação encontraram falhas no projeto e serviços que ficaram pelo caminho, como reservatórios de água que se transformaram em possíveis criadouros de mosquitos.

As empreiteiras responsáveis foram notificadas, mas não retomaram os trabalhos. Na inspeção, um dos poucos sinais de avanço foi a recuperação de 12 aparelhos de ar-condicionado que estavam trancados em um cômodo.

Indícios de cartel

De acordo com apuração do jornal “O Globo” no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do estado, também foram encontrados indícios de cartel em um dos contratos da escola cívico-militar de Realengo. A vencedora, LLC Construções, ofereceu R$ 5,7 milhões, com desconto de 4% sobre o valor de referência da Emop. A Top Fire propôs 3%, e a Unidos Construções e Reformas, 2%.

No endereço informado pela LLC à Receita Federal, em Jardim Gramacho, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, funciona uma loja de material de construção, e os funcionários desconheciam que ali estivesse registrada outra empresa. Procuradas, as demais empresas não responderam à reportagem.

 

escola realengo
Ferragens à mostra de uma sala de aula da futura escola cívico-militar — Foto: Relatório da Coordenadoria de Engenharia da Secretaria de Educação

Trocas de diretores e cartas marcadas nas reformas de escolas estaduais

As investigações apontam ainda que as diretorias regionais — há 14 no estado — entre 2023 e 2026, estariam sendo alvo de políticos, interessados nos consideráveis repasses previstos pela Constituição Federal. Um dos diretores ouvidos na apuração chegou a relatar ter recebido um pendrive com os nomes das empresas que teria que indicar.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o ex-presidente da Alerj e ex-deputado Rodrigo Bacellar exercia influência sobre a pasta de Educação. Ele e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, são investigados na Operação Unha e Carne por integrarem uma organização criminosa envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro e ligações com o crime organizado.

Na quarta fase da operação, em maio, foi preso o deputado Thiago Rangel (Avante), acusado de usar sua influência para direcionar e desviar verbas de obras em escolas do Noroeste Fluminense. Nos últimos dois anos, ele destinou R$ 1,8 milhão em emendas para reformas de escolas da região.

A auditoria do GSI identificou indícios de possível cartel em três contratos, que já são investigados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ). Segundo o órgão, empresas pré-selecionadas pelos diretores das regionais apresentaram propostas com descontos sobre os valores estimados pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop).

Um dos pontos que chamou a atenção foi a diferença gradual entre os descontos oferecidos pelas concorrentes. De acordo com o GSI, esse tipo de comportamento é apontado como possível sinal de cartel em materiais de orientação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Um dos casos apontados é o da disputa pela reforma do Colégio Estadual Nilo Peçanha, em Niterói, na Região Metropolitana: a vencedora ofereceu R$ 4.538.668,82 pela obra, com desconto de 4% sobre o valor inicial.

A segunda colocada ofereceu desconto de 3%, enquanto a terceira apresentou abatimento de 2%. A empresa vencedora, porém, participou da disputa sem comprovar que tinha recursos suficientes para executar o serviço. Os sócios haviam se comprometido a investir R$ 1 milhão na empresa, mas o aporte ainda não havia sido feito quando o certame ocorreu.

Descontos em sequência chamaram atenção em outros contratos

Em Silva Jardim, na Região dos Lagos, a empresa que venceu um contrato de R$ 5,6 milhões para reformar o Ciep Sérvulo de Mello, com desconto de 5%, teve cinco concorrentes. As demais propuseram descontos de 4%, 3%, 2% e 1%, respectivamente.

Enquanto que em São Gonçalo, a suspeita é sobre o contrato de R$ 4,6 milhões para a reforma do Ciep Túlio Rodrigues Perlingeiro, localizado em uma das principais vias de acesso ao Complexo do Salgueiro.

Também nesse caso, em 13 de maio de 2025, três empresas disputaram o contrato. A vencedora ofereceu desconto de 4% sobre o valor inicial do edital; a segunda colocada, 3%; e a terceira, 2%.

O fato de a mesma empresa ter apresentado a proposta menos vantajosa em duas licitações também chamou a atenção do GSI. Além do contrato de São Gonçalo, a mesma ficou em último lugar na disputa pela reforma do Ciep Brizolão Doutor Eiras de Miranda Saraiva, em Itaboraí.

Diretores alegam ‘falta de independência’ nas contratações

Diretores das escolas estaduais que passaram por reformas entre 2023 e 2025 disseram, em resposta à Secretaria estadual de Educação, que tinham pouca participação na escolha das empresas contratadas para obras. Segundo os profissionais, as planilhas já vinham prontas com as propostas de preço e os gestores das unidades deveriam indicar qual deveria ser contratada.

Na prática, restava indicar a que ofereceria o melhor preço — sendo que, em muitos casos, era a única opção, porque as concorrentes não apresentavam todos os atestados ou anexavam documentos vencidos.

Foi nesse período que os repasses para obras emergenciais sem licitação dispararam. Os valores passaram de R$ 56 milhões em 2018 para R$ 603,2 milhões em 2024, segundo levantamento do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que pediu ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) uma análise sobre os gastos.

Um exemplo dessa prática é o Colégio José Rascão, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. O conselho escolar foi surpreendido com a liberação de R$ 1,6 milhão para obras que não haviam sido pedidas pela unidade. Diante disso, solicitou à Secretaria de Educação que a Associação de Apoio pudesse refazer a pesquisa de preços e tivesse mais liberdade para decidir como aplicar os recursos.

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Colégio José Rascão, em São Pedro da Aldeia, recebeu R$ 1,6 milhão para obras que não foram solicitadas pela unidade — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo documentos obtidos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), o pedido foi negado pela pasta.

A unidade está entre as nove escolas que tiveram contratos analisados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) após a representação. Em alguns casos, os técnicos encontraram indícios de preços acima do mercado e serviços dados como concluídos, mas que ainda não haviam sido executados.

Outro contrato que entrou na mira do TCE foi o da Escola Albert Sabin, em Campo Grande, onde foram gastos R$ 3,8 milhões na recuperação de um muro de alvenaria e da calçada em frente à unidade. Para os técnicos do tribunal, o valor não seria compatível com o que foi efetivamente feito.

O tribunal também determinou que o governo estadual mantenha suspensos os saldos dos contratos até que as análises sejam concluídas.

Com informações dos jornalistas Luiz Ernesto Magalhães e Vera Araújo, do jornal “O Globo”. 

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Prefeitura do Rio prevê, no orçamento de 2027, R$ 2,75 bilhões em novos empréstimos e financiamentos

25/10/2026 08:00

Tempo Surreal (Alerta de humor): Secretaria de Segurança ainda não foi unificada, mas já conseguiu produzir sua primeira ocorrência, a crise de autoridade

24/10/2026 20:00

Comentários 3

  1. Reinaldo says:
    há 4 semanas

    Por falar em falta de licitação, o governo do estado e a Prefeitura do Rio patrocinaram um evento que teve neste último fim de semana, na zona sul do Rio, o Rio Gastronomia. Contrataram sem licitação a Editora Globo, por mais de R$ 10 milhões.

    Responder
  2. Américo Monteiro says:
    há 4 semanas

    Nossa! A gestão atual ainda tem dúvidas sobre os desvios?!

    Responder
  3. Joaquim Scarato says:
    há 4 semanas

    Matéria muito mal elaborada quem fez deveria voltar ao banco escolar tida matéria deve começar com clareza informando ao leitor que cidades e o estado ninguém é obrigado a adivinhar muito ruim quem fez está matéria

    Responder

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Política

Prefeitura do Rio prevê, no orçamento de 2027, R$ 2,75 bilhões em novos empréstimos e financiamentos

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João Pedro Lima

25/10/2026 08:00

A Prefeitura do Rio estima captar R$ 2,75 bilhões em operações de crédito em 2027, como novos empréstimos e financiamentos, voltados para obras de infraestrutura, transporte e modernização da cidade.

O valor representa um aumento de 17% em relação aos R$ 2,35 bilhões previstos no orçamento de 2026. O crescimento foi identificado em um levantamento realizado pelo gabinete do vereador Fernando Armelau (PL), que comparou as estimativas de receitas e despesas para os dois exercícios, com base nos projetos de lei enviados pelo Executivo municipal à Câmara do Rio.

A proposta orçamentária prevê receita de R$ 55,218 bilhões para o próximo ano, alta de aproximadamente 5% em relação ao orçamento de 2026. A estimativa da prefeitura é que, do total, R$ 41,299 bilhões correspondam ao Orçamento Fiscal, e R$ 13,919 bilhões ao Orçamento da Seguridade Social.

Aumento nas dívidas do município

De acordo com os dados compilados pela equipe de Armelau, a prefeitura contratou cerca de R$ 8 bilhões em operações de crédito desde 2021.

O documento estima ainda que os compromissos relacionados à dívida consolidada do município poderão representar aproximadamente R$ 25 bilhões em pagamentos até 2048.

Receitas de capital crescem 13%

Além das operações de crédito, o levantamento aponta mudanças em outras fontes de receitas de capital, utilizadas para financiar investimentos e outras despesas dessa natureza. No conjunto, a previsão dessa categoria passa de R$ 3,02 bilhões em 2026 para R$ 3,41 bilhões em 2027, crescimento de aproximadamente 13%.

As transferências de capital, que incluem recursos recebidos para investimentos, aumentam 31%, de R$ 457,94 milhões para R$ 600,43 milhões. Já a previsão de receita com alienação de bens cai 74%, passando de R$ 216,83 milhões para R$ 56,06 milhões.

A arrecadação com amortização de empréstimos também apresenta aumento, de R$ 197,8 mil para R$ 300 mil (variação de 52%).

As receitas correntes, que incluem a arrecadação de tributos, contribuições e transferências regulares, devem passar de R$ 49,39 bilhões em 2026 para R$ 51,80 bilhões em 2027.

Entre os componentes dessa categoria, as transferências correntes apresentam uma das maiores altas em valores absolutos. A previsão passa de R$ 16,39 bilhões para R$ 18,61 bilhões, enquanto a arrecadação com impostos, taxas e contribuições de melhoria deve crescer 4%, alcançando R$ 21,30 bilhões.

As outras receitas correntes têm alta prevista de 19%, chegando a R$ 2,37 bilhões, enquanto a receita industrial cresce 20%, para R$ 14,75 milhões. As contribuições avançam 2%, alcançando R$ 7,62 bilhões.

ISS continua como principal fonte de arrecadação tributária

Dentro da previsão de R$ 21,30 bilhões em impostos, taxas e contribuições de melhoria, o Imposto sobre Serviços (ISS) permanece como a principal fonte de arrecadação tributária do município. A estimativa passa de R$ 10,40 bilhões em 2026 para R$ 10,75 bilhões em 2027.

A receita com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deve crescer 5%, de R$ 5,44 bilhões para R$ 5,70 bilhões. Para o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), a previsão é de aumento de 8%, de R$ 1,59 bilhão para R$ 1,73 bilhão.

Já a arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) apresenta queda estimada de 2%, passando de R$ 2,13 bilhões para R$ 2,09 bilhões.

O orçamento também incorpora uma nova rubrica relacionada ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), instituído no contexto da reforma tributária, com previsão inicial de R$ 9,17 milhões.

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Orçamento prevê R$ 5,26 bilhões em investimentos

O projeto de lei orçamentária reserva R$ 5,266 bilhões para investimentos no exercício do próximo ano. Entre as áreas contempladas, Urbanismo concentra a maior parcela, com R$ 2,253 bilhões, seguida por Transportes, com R$ 1,085 bilhão.

Para Educação, estão previstos R$ 272,6 milhões, enquanto a Saúde tem R$ 83,49 milhões destinados a investimentos. Na Segurança Pública, a previsão é de R$ 33,24 milhões.

Na justificativa encaminhada aos vereadores, a Prefeitura afirma que a captação de recursos por meio de operações de crédito é voltada a obras de infraestrutura necessárias à manutenção e à modernização da cidade.

O Executivo também informa que a proposta foi elaborada com base nas receitas realizadas nos últimos exercícios, na arrecadação do primeiro semestre de 2026, nas metas fiscais e nos efeitos esperados de mudanças na legislação e de medidas de aperfeiçoamento da administração tributária.

Cidade do Rio aparece como boa pagadora no cenário nacional

A previsão de aumento nas operações de crédito é feita em um cenário no qual o município apresenta indicadores de endividamento abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e com uma melhora recente em sua classificação de risco.

Segundo a justificativa do próprio projeto orçamentário, a dívida consolidada bruta do Rio caiu de R$ 19,139 bilhões no fim de 2024 para R$ 16,220 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo período, a dívida consolidada líquida, que considera as disponibilidades de caixa e outros haveres financeiros, recuou de R$ 16,964 bilhões para R$ 13,245 bilhões.

Em agosto de 2026, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou o rating nacional de longo prazo do município de AA+(bra) para AAA(bra), a nota máxima da escala nacional. A agência também aumentou o Perfil de Crédito Individual do Rio de BB para BB+, destacando a melhora das contas públicas e a posição de liquidez da cidade.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (Alerta de humor): Secretaria de Segurança ainda não foi unificada, mas já conseguiu produzir sua primeira ocorrência, a crise de autoridade

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

24/10/2026 20:00

A futura Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro já apresenta resultados antes mesmo de começar a funcionar. Sem prédio, secretário, orçamento ou organograma, a pasta conseguiu registrar sua primeira ocorrência: uma crise de autoridade entre os parlamentares que mais defendem a disciplina e a hierarquia.

A confusão começou quando integrantes da chamada bancada da bala descobriram que o governador eleito Douglas Ruas (PL) pretende recriar uma Secretaria de Segurança, com as polícias Civil e Militar subordinadas a um comando central. A proposta causou desconforto entre deputados que, embora acostumados a defender a cadeia de comando, não esperavam descobrir que também poderiam ficar fora dela.

O problema ganhou contornos ainda mais graves quando surgiram informações de que o futuro secretário não deverá ser um parlamentar. A notícia provocou um fenômeno até então pouco estudado pelas academias de polícia: a indignação preventiva por ausência de nomeação.

Bancada da bala pede criação de delegacia especializada em políticos que não foram consultados. A nova unidade teria investigadores dedicados a apurar reuniões realizadas sem a presença de deputados. Entre os crimes investigados estariam a omissão de convites, o silêncio em grupos de WhatsApp e a realização de encontros estratégicos sem autorização prévia dos interessados.

A delegacia também contaria com um setor de perícia especializado em identificar quem visualizou mensagens e não respondeu, além de uma central de denúncias para parlamentares que descobriram decisões importantes pela imprensa.

Outra proposta em análise no universo surreal é a criação de um protocolo de segurança institucional para proteger autoridades contra o risco de não serem lembradas na distribuição de cargos.

Enquanto a população aguarda soluções para a violência, e a bancada da bala enfrenta um desafio igualmente complexo: descobrir quem vai mandar em quem.

 

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Transparência

Contas da Prefeitura de Teresópolis referentes a 2024 são reprovadas pelo TCE: calote na previdência e corte na Educação

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Redação

24/10/2026 19:00

Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) aprovou parecer prévio contrário à aprovação das contas do ex-prefeito de Teresópolis Vinícius Claussen, referentes ao exercício de 2024. A decisão seguiu o voto do conselheiro-relator Christiano Lacerda Ghuerren e recomenda que a Câmara de Vereadores da cidade mantenha a reprovação no julgamento político do caso.

A rejeição do balanço anual foi motivada por duas irregularidades consideradas graves pelo tribunal. A primeira delas foi o descumprimento do limite constitucional para a Educação. A prefeitura aplicou 23,52% das receitas resultantes de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino, ficando abaixo do piso mínimo obrigatório de 25% exigido pelo artigo 212 da Constituição Federal.

A segunda falha determinante foi a falta de repasse integral das contribuições ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), incluindo valores cobrados da parte patronal e verbas que haviam sido descontadas diretamente do pagamento dos servidores públicos.

Além das razões principais para o parecer contrário, o relatório apontou falhas de gestão e gargalos fiscais que comprometeram o encerramento do mandato. A administração fechou o ano com um déficit financeiro acumulado de aproximadamente R$ 9,8 milhões.

O documento também registrou um aumento expressivo no pagamento de dívidas judiciais — os gastos com precatórios saltaram de R$ 5,8 milhões em 2021 para R$ 86,9 milhões em 2024.

O tribunal criticou ainda a falta de eficácia na arrecadação tributária local, apontando a ausência de mecanismos de cobrança via protesto em cartório, deficiência na fiscalização do ISS e falta de atualização da planta de valores para o IPTU, além do fato de o Conselho Municipal de Saúde não ter emitido parecer sobre a totalidade das contas do setor no ano.

O lado correto da gestão

Por outro lado, o relatório registrou o cumprimento de outras obrigações legais.

Na área da Saúde, Teresópolis investiu 22,66% das receitas próprias, superando o piso mínimo de 15%. Os gastos com pessoal do Poder Executivo fecharam o último quadrimestre em 53,50% da Receita Corrente Líquida, dentro do teto máximo de 54% estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Já quanto aos recursos do Fundeb, a prefeitura destinou 100% da verba elegível para a remuneração dos profissionais da educação básica, atendendo com folga o mínimo legal de 70%.

Os próximos passos em Teresópolis

Com a emissão do parecer pelo TCE-RJ, o processo segue para a Câmara de Teresópolis, órgão competente para julgar em definitivo as contas do ex-gestor.

O tribunal determinou também o envio de notificações com os achados da auditoria ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério da Saúde e à Secretaria do Tesouro Nacional.

COM FÁBIO MARTINS

 

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Política

Em Itaguaí, eleitores também votam para prefeito neste domingo (25); relembre disputa que terminou em eleição suplementar

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Duda Goulart

24/10/2026 18:00

No próximo domingo (25), eleitores de todo o estado — e do Brasil inteiro — escolhem o presidente no segundo turno das eleições. Lá em Itaguaí, porém, eleitores também precisarão votar para a prefeitura. Acontece neste fim de semana a eleição suplementar no município, determinada pela Justiça Eleitoral após o afastamento de Rubão (Podemos).

Apesar de ter sido eleito em 2024, Rubão teve o registro de candidatura indeferido. Desde as eleições municipais, a disputa pela cadeira de prefeito passou por diferentes fases e, agora, os itaguaienses escolhem prefeito e vice para um mandato que termina em 31 de dezembro de 2028.

São candidatos no município o atual prefeito interino Haroldinho (PDT), Luciano Mota (PT), Marcelo Cunha (Democrata) e Kelaine Goulart (Novo), que concorre sub judice.

Relembre todas as reviravoltas que marcaram esse caso.

Por que Rubão foi afastado?

Em 2020, Rubão assumiu a Prefeitura de Itaguaí em um mandato tampão, após o impeachment do prefeito e do vice. Ao todo, foram seis meses no comando da prefeitura. No mesmo ano, ele se candidatou e foi eleito prefeito nas eleições regulares.

Em 2024, ele foi candidato à reeleição e, novamente, terminou como o mais votado. Seu registro de candidatura, porém, foi barrado pelo TRE-RJ; para a Corte, o fato de ele ter ocupado o cargo em um mandato tampão configuraria a eleição em 2024 como um terceiro mandato consecutivo.

A defesa tentou assegurar a permanência no cargo por meio de liminares, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último recurso do prefeito em fevereiro deste ano.

Depois de idas e vindas, em junho o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, negar um recurso e manter indeferido o registro de candidatura do ex-prefeito de Itaguaí. A análise do caso estava suspensa após um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Onde Haroldinho entra na história?

Ainda em 2025, quando Rubão assumiria a cadeira de prefeito de novo, Haroldinho Jesus (PDT), então presidente da Câmara de Itaguaí, assumiu a prefeitura por conta do indeferimento do candidato eleito. Ele era o próximo na linha sucessória e, por isso, se tornou prefeito interino.

Porém, depois de uma intensa disputa judicial, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu efeito suspensivo autorizando a diplomação e posse de Rubão no cargo.

Posteriormente, Rubão foi novamente afastado, em novembro do ano passado. Haroldinho, então, retornou ao cargo do executivo municipal e seguiu na cadeira até a decisão final do TSE determinando eleições suplementares. Com isso, Haroldinho entrou oficialmente na disputa eleitoral para permanecer no cargo.

Rubão, Haroldinho e Kelaine
Eleição foi marcada pro afastamento de Rubão, mandato interino de Haroldinho e indeferimento de Kelaine — Foto: Reprodução/Redes sociais

Kelaine Goulart teve registro indeferido no TRE e disputa sub judice

Além do interino, a disputa suplementar também tem Luciano Mota, Marcelo Cunha e Kelaine Goulart. A última vai disputar sub judice após ter tido seu registro indeferido pelo TRE-RJ.

A empresária se candidatou a dois cargos ao mesmo tempo em 2026. Na teoria, se tratavam de eleições diferentes, pois um dos cargos era o de deputada federal, nas eleições gerais, enquanto o outro era o de prefeita, nas eleições suplementares.

A disputa simultânea levou Kelaine a ter sua candidatura indeferida. Ela recorreu, mas a Corte manteve a sentença de primeira instância. O relator do caso, desembargador eleitoral Bruno Bodart, argumentou que a legislação eleitoral não permite que uma mesma pessoa tenha registros de candidatura em circunscrições diferentes ao mesmo tempo.

Kelaine, agora, ainda aguarda análise de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e segue com candidatura indeferida.

Além dos quatro candidatos, a disputa em Itaguaí teria, ainda, o ex-presidente da Faetec e ex-deputado federal Alexandre Valle (PL). O nome do PL para a prefeitura, porém, renunciou em setembro e saiu da corrida.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

 

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Política

Segundo turno das eleições 2026: quase 13 milhões de cidadãos voltam às urnas neste domingo no Rio para escolher o presidente

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Redação

24/10/2026 17:06

A escolha definitiva: cerca de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a voltar às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. Somente no Rio de Janeiro, são cerca de 12,8 milhões de eleitores que poderão participar do segundo turno das eleições de 2026, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o comando do país pelos próximos quatro anos.

Diferente do primeiro turno, em que o cidadão fluminense precisou escolher seis candidatos para diferentes cargos, dessa vez o voto será apenas para presidente — com exceção de Itaguaí, que onde vão rolar eleições suplementares para prefeito.

A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Para evitar imprevistos, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores confiram antecipadamente o endereço da seção eleitoral e separem os documentos necessários.

Previsão de chuva para o horário da votação

Na capital fluminense, a previsão do tempo também exige atenção: o Climatempo prevê mínima de 21°C e máxima de 27°C, com 94% de chance de chuva, ainda mais durante o período de votação. A previsão indica precipitação a partir do fim da manhã, com tarde e noite chuvosas.

A previsão do Sistema Alerta Rio, da Prefeitura do Rio, também aponta pancadas de chuva acompanhadas de raios a qualquer momento neste domingo de eleições, além de declínio das temperaturas. Os ventos podem variar de moderados a pontualmente fortes.

Filas devem andar mais rápido no segundo turno

De acordo com o juiz de fiscalização de propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Marcello Rubioli, o tempo que uma pessoa leva na cabine de votação deve reduzir bastante no Rio de Janeiro.

A expectativa é que o tempo caia de seis a dez minutos do primeiro turno para cerca de 30 segundos, já que a quantidade de candidatos caiu de seis para um.

Apenas um local de votação mudou no Rio

O estado do Rio de Janeiro teve apenas um local de votação alterado entre o primeiro e o segundo turno. A mudança ocorreu em Brás de Pina, na Zona Norte da capital, e afeta mais de 1,8 mil eleitores de cinco seções eleitorais.

Quem votou na Rede de Ensino EEEPV, na Rua Muaná, 105, deverá comparecer à unidade da mesma instituição localizada na Rua Irapuá, 243, em Penha Circular. O novo endereço fica a cerca de 1,3 quilômetro do anterior.

Nos outros 92 municípios fluminenses, os eleitores poderão votar nos mesmos locais utilizados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Ao todo, o estado tem 5.040 locais de votação e 37.675 seções eleitorais.

Quais documentos levar para votar?

Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. São aceitos: Carteira de identidade (RG); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Passaporte; Carteira de trabalho física; Carteira de categoria profissional reconhecida por lei; Certificado de reservista; e-Título, desde que o aplicativo apresente a fotografia do eleitor.

Não é obrigatório levar o título eleitoral em papel. Quem não tiver o e-Título com foto deverá apresentar outro documento oficial com fotografia, mesmo que esteja vencido, desde que permita a identificação.

Também vale lembrar: quem não votou no primeiro turno poderá participar normalmente da votação deste domingo, desde que esteja com a inscrição eleitoral regular.

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Política

No último dia de campanha, Flávio Bolsonaro refaz os passos do pai e lota orla da Barra da Tijuca

Foto de João Pedro Lima
João Pedro Lima

24/10/2026 16:33

Depois de se encontrar com apoiadores em Minas Gerais, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se deslocou para o Rio de Janeiro, mais precisamente para o reduto do pai na capital fluminense — a Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da cidade.

Os apoiadores do candidato se reuniram na tarde deste sábado (24), na Praça do Ó, em um ato de campanha na véspera do segundo turno das eleições ao lado de Flávio. A concentração começou por volta das 14h.

Cerca de meia hora depois, o público já lotava a praça e ocupava as pistas da orla da praia ao longo de um quarteirão. Flávio chegou ao local por volta das 16h para participar da mobilização, que encerra a campanha do senador antes da votação deste domingo (25).

A escolha da Barra da Tijuca repete o movimento feito por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também realizou uma passeata no Rio na véspera do primeiro turno.

A programação prevê ainda uma caminhada até o condomínio onde Jair Bolsonaro tem casa.

Ato encerra agenda de Flávio no Sudeste

Antes de chegar ao Rio, Flávio participou de uma mobilização em Belo Horizonte, em Minas Gerais, na manhã deste sábado. O evento, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), integrou o chamado “Bloco do 22” e incluiu uma motociata entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade.

A agenda mineira contou com a presença de Nikolas e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois estavam entre os nomes de destaque da mobilização realizada pela manhã.

Na barra, seus aliados políticos o acompanharam e se juntaram à base política do PL no estado fluminense, como o recém-eleito governador Douglas Ruas (PL).

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Garrafas ao Mar

Uma carrocinha de churros na Praça Edmundo Rêgo

Foto de João Arruda
João Arruda

24/10/2026 16:30

“Está faltando alguma coisa. Está sempre faltando alguma coisa. Se é uma bebida, se é um amor. Oh, diabo, eu não sei”. Raul Seixas escreveu isso em algum momento de sua carreira, retrato da turbulenta vida que levava. Não à toa, era dependente químico. E o que ele disse encaixa perfeitamente na vida de um bêbado que está sem beber como eu. Quando estava na ativa, faltava sempre a próxima dose. E a próxima, e a próxima. Até o esgotamento. Em recuperação, vêm momentos em que surge aquele estalo. “Está faltando alguma coisa”. Acontece deitado na rede, andando pela rua, dentro do ônibus.

Nessas horas é preciso fazer o movimento contrário. “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, era a música que eu ouvia direto numa balada que ia nos anos 90. Achava insuportável. Mas eu me divertia assim mesmo. Bebendo, bebendo e bebendo. E tudo parecia que ia dar certo. O fundo de poço estava muito distante naquela ocasião.

Muito velório rolou de lá pra cá, como diria Mano Brown. E quase o meu próprio. Hoje, posso dizer com certeza o que espero deste sábado à noite. Uma reunião no meu grupo de escolha da irmandade. Talvez uma leitura depois, com o gato Severino no colo. Se eu me organizar, vou passar num sebo e tentar achar um exemplar de “A vingança do timão”, de Carlos Moraes. Sempre compro esse livro. Nunca tenho. É tão importante na minha vida que compro, releio e passo adiante.

Nos dias de sinto, nas noites de laço, preciso olhar para minha personalidade multifacetada e encontrar os melhores que sou. Por exemplo, me transformo em Belchior quando estou caminhando pela manhã rumo à praça e canto “vou viver as coisas novas, que também são boas, o amor e o humor das praças, cheias de pessoas. Agora eu quero tudo. Tudo outra vez”. Noutras ocasiões, indo tomar um sorvete de três reais (baunilha, sempre!) no shopping, sou Gal Costa, cantando “Baby”.

De repente, vou entrar numa igreja hoje. Não para pedir porra nenhuma. Mas para agradecer. Não importa o fato de eu ser ateu. Tenho um cachorro e quatro gatos. Eles, sem dúvida, acreditam em São Francisco. Isso me basta.

Por falar no cachorro, Lunga nos últimos dias finalmente conseguiu fazer amizade com a gatinha da oficina da Rua Teodoro da Silva. Foram meses. Inicialmente, ela corria pros fundos. Depois, olhava curiosa. Mais um tempo e passou se aproximar, desconfiada. Nesta semana ela fez focinho com focinho com ele. Ele foi pra casa com o coração saltitando. Eu fiquei com o meu quentinho.

O universo não tolera o vazio. Nem eu. Pra mim, o grande segredo atualmente consiste em preenchê-lo com coisas que já estão ali. E foi pensando nisso que descobri o que está faltando neste momento. Estava no 232, indo pro trabalho no Centro, em plena Radial, quando tive a iluminação. Está faltando uma carrocinha de churros na Praça Edmundo Rêgo, no Grajaú. Que é onde fica a igreja que abriga meu grupo. Pra que eu saia da reunião, lambuze os dedos, a barba e não sinta nem um tantinho de culpa por aquela quantidade de gordura e doce de leite. Afinal de contas, é só por hoje!

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Política

Expansão do Rio Rotativo Digital: sistema vai ter quase 3 mil novas vagas em áreas como Quinta da Boa Vista, Maracanã e Praia da Reserva

Foto de Redação
Redação

24/10/2026 15:27

A Prefeitura do Rio vai ampliar a cobertura do sistema Rio Rotativo Digital com a implantação de 2.979 novas vagas de estacionamento em seis regiões da cidade.

A expansão será feita por etapas, entre os dias 4 e 30 de novembro, e inclui áreas como Quinta da Boa Vista, Humaitá, Maracanã, Madureira, Praia da Reserva e Campo Grande.

Entorno da Quinta da Boa Vista vai contar com o sistema no começo de novembro

A primeira região a receber o serviço será o entorno da Quinta da Boa Vista, a partir de 4 de novembro, com 113 vagas nas ruas Dom Meinrado e General Herculano Gomes.

No Humaitá, a implantação está prevista para 9 de novembro, com 331 vagas distribuídas pelas ruas Humaitá, Marquês, Conde de Irajá, Martins Ferreira e Capistrano de Abreu.

Já no dia 16, o estacionamento rotativo chegará à região do Maracanã, com 240 vagas nas ruas General Canabarro, Ibituruna, Morais e Silva, Pedro Guedes e Visconde de Cairu.

Em Madureira, o serviço será implantado a partir de 23 de novembro, com 245 vagas distribuídas por nove ruas: Antônio de Abreu, Clara Nunes, Maria de Freitas, Dagmar da Fonseca, Américo Brasiliense, Manuel Marques, Alcina, São Geraldo e Dona Clara.

Praia da Reserva concentra maior número de vagas

A maior parte das novas vagas ficará na Avenida Lúcio Costa, na região da Praia da Reserva, que receberá 1.800 espaços a partir de 27 de novembro.

O cronograma de expansão termina em Campo Grande, no dia 30 de novembro, com a implantação de 250 vagas. Os espaços serão distribuídos pelas ruas Augusto Vasconcelos, Amaral Costa, Agostinho Coelho, Engenheiro Trindade, José Ferreira, Guaraí, Uruna, Tatuoca, Viúva Dantas, Doutor Caetano de Faria Castro, Mário Barbosa, Camanducaia e Sacramento Blake.

Como funciona o Rio Rotativo Digital

O sistema digital substitui os antigos talões de estacionamento e concentra a contratação do serviço no aplicativo Jaé. Para utilizar uma das vagas, o motorista deve estacionar em um espaço sinalizado e acessar a opção Rio Rotativo na plataforma.

O aplicativo identifica a localização por GPS. Em seguida, o usuário precisa confirmar o endereço, informar a placa do veículo e escolher o período de permanência. O pagamento pode ser feito por Pix ou cartão de crédito.

A tarifa é de R$ 2 por até duas horas de estacionamento. O período pode ser renovado, desde que o veículo respeite o limite máximo de seis horas estabelecido para a vaga. Após esse prazo, passam a valer as regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Com informações da coluna do Ancelmo Gois, no jornal “O Globo”.

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Cultura

Passista do Salgueiro, morador de Colégio é repostado por Anitta, viraliza e acumula milhões de visualizações com vídeo de dança

Foto de João Arruda
João Arruda

24/10/2026 15:00

O dançarino e passista Davi Araújo está vivendo um sonho. Depois de gravar um vídeo numa laje sambando ao som de “Você já sabe quem chegou”, um dos novos sucessos de Anitta, teve a surpresa de ver a coreografia repostada por nada mais nada menos que… Anitta!

Desde então, o vídeo teve quase 15 milhões de visualizações, e Davi ganhou 42 mil novos seguidores. Ele não esperava por isso:

“Quando gravo meus vídeos, geralmente são ‘freestyle’ , quase nunca uma coreografia montada. Escolhi essa música de forma despretensiosa, só coloquei e me diverti. Com toda certeza o universo quem escolheu!”, disse Davi.

Anitta: novo trabalho da cantora inspirou os passos de dançarino do Salgueiro
Anitta: novo trabalho da cantora inspirou os passos de dançarino do Salgueiro. Foto: Divulgação

Nascido e criado no bairro Colégio, na Zona Norte, Davi tem “ligação” com Anitta, que nasceu em Honório Gurgel.

“Viemos de bairros vizinhos, imagina eu ver Larissa se tornando Anitta e não me inspirar? Acompanho e sigo a carreira dela desde sempre!”, conta.

Carinho nas redes sociais emociona o dançarino

O dançarino está encantando com todo o carinho que vem recebendo nas redes:

“Cada alcance me emociona, cada vídeo reproduzindo a coreografia. Estou vendo gente de vários países também reproduzindo. Isso me deixa com o coração quentinho. Estou com sentimento de que minha caminhada valeu a pena!”, emociona-se.

Império Serrano, União da Ilha, Tradição: uma longa caminhada

Caminhada, aliás, que começou árdua. Não à toa, a primeira escola em que Davi se apresentou foi a Difícil É O Nome, de Pilares. Daí pra frente, passou por Tradição, Império Serrano, União da Ilha e Engenho da Rainha. E não parou mais:

“Eu sempre dancei, mas entendi que a dança era o que me movia a partir do momento em que ingressei numa escola de samba aos 16 anos, e assim lá se vão 11 anos de muita dedicação. Dentro desses anos fui olhando, criando, sentindo e formando o Davi de hoje. Ainda que tenha passado por algumas agremiações, eu sempre buscava manter minha identidade”.

Atualmente, Davi dá aula de samba e faz parte da ala Diversidade, do Salgueiro. E já sonho com voos mais altos:

“Seria um sonho eu fazer parte da construção do samba no pé da Anitta. Acho que tenho muito a contribuir, mesmo ela já sendo incrível na desenvoltura . Dito isso, Anitta, me contrata!”, diverte-se a nova celebridade do samba.

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Rio

Novo vazamento no Guandu afeta abastecimento de água em bairros das zonas Oeste, Norte, Sul e no Centro do Rio, além de sete cidades da Baixada

Foto de Redação
Redação

24/10/2026 14:49

Um novo vazamento em uma tubulação do Sistema Guandu voltou a afetar o abastecimento de água no Rio de Janeiro neste sábado (24). A ocorrência obrigou a Cedae a reduzir a produção da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu e atinge bairros das zonas Oeste, Norte e Sul, o Centro e municípios da Baixada Fluminense.

O problema foi identificado menos de 24 horas depois de a estação ter retomado a capacidade total de produção, na tarde de sexta-feira (23), após outra manutenção emergencial. Segundo a Rio+Saneamento, a ETA Guandu opera com 73% da capacidade após o novo vazamento.

Na Zona Oeste, a Rio+Saneamento informou que o fornecimento foi novamente interrompido em 24 bairros, além de Canto do Rio, em Seropédica. São eles: Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar.

A concessionária informou que vai reforçar o abastecimento por caminhões-pipa, com prioridade para serviços essenciais.

Centro, zonas Norte e Sul e Baixada

A redução da produção no Guandu também afeta áreas atendidas pela Águas do Rio. Na capital, moradores do Centro e das zonas Norte e Sul podem enfrentar baixa pressão e interrupções no fornecimento.

Na Baixada Fluminense, são afetados Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

A Cedae realiza um reparo emergencial na tubulação, mas, até o momento dos comunicados, não havia previsão para a conclusão do serviço e a retomada integral da produção da estação.

Normalização pode levar até 72 horas

A Rio+Saneamento informou que o abastecimento poderá levar até 72 horas para ser normalizado depois que a ETA Guandu voltar a operar com 100% da capacidade. A Águas do Rio também trabalha com prazo de até 72 horas para a recuperação gradual do fornecimento. Em áreas elevadas e nas pontas da rede, o retorno pode demorar ainda mais.

Enquanto o sistema não for restabelecido, a orientação é usar a água armazenada em caixas-d’água e cisternas apenas para atividades essenciais e adiar tarefas de alto consumo, como lavagem de carros,calçadas e quintais.

Com informações do Diário do Rio

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