O governo Douglas Ruas (PL) mal começou a transição, mas já há quem fale mal do moço em casa mesmo, na Assembleia Legislativa. A ideia de recriar uma Secretaria de Segurança forte, com as polícias Civil e Militar como subordinadas, irrita profundamente a chamada bancada da bala.
O Delegado Carlos Augusto, deputado estadual reeleito pelo próprio PL de Douglas Ruas, foi o primeiro a detonar a proposta ao microfone do plenário.
“Eu não acredito nisso, porque é um retrocesso tão grande… Eu queria saber quem está aconselhando o governador Douglas Ruas, porque, por exemplo, eu sou da segurança e não estou sendo ouvido”, disse.
Mas não é o único no Largo da Carioca — e até em Brasília — que anda falando só para as paredes.
Nem o coronel Marcelo Menezes, o ex-secretário de Polícia Militar recém-eleito também pelo PL (foram 46.700 votos) foi ouvido pela turma que ajuda Douglas Ruas a traçar as linhas para o próximo governo.
E olha que Menezes comandava a tropa militar na operação que resultou na morte de 122 pessoas nos Complexos da Penha e do Alemão — o que mudou o patamar eleitoral do PL.
E a turma não esquece que Douglas Ruas, ele mesmo, também é policial. Embora st
Futuro secretário não deve ter mandato
Em meio às broncas e às especulações, uma informação circula com insistência nos grupinhos que acompanham avidamente as articulações: a cadeira de secretário de Segurança não estaria reservada a nenhum deputado.
Nem mesmo ao mais conhecido na área, o gigante delegado Felipe Curi — o 14º deputado federal mais votado no estado do Rio (133.626 votos), estreante do PP nos gabinetes de Brasília.
Douglas Ruas pode até ainda não ter o nome, mas tem (ao menos por enquanto) a convicção de que ele não virá dos plenários legislativos.





















































