A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, atingida por disparos durante um assalto na tarde da última quinta-feira (15), no Leblon, disse que está agradecida por ter sobrevivido mesmo depois de levar três tiros à queima-roupa. Um suspeito de participar do crime morreu nesta quarta-feira (21) em confronto com a Polícia Civil.
“Tudo o que tenho comigo agora é uma imensa gratidão por, milagrosamente, estar viva”, disse ela, em áudio publicado pelo jornal “O Globo”.

Tania, responsável pela descoberta do Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, agradeceu às pessoas que a socorreram e às manifestações de solidariedade recebidas após o crime:
“Apesar de ter levado 3 tiros à queima-roupa, alguns homens que viram o que estava acontecendo não se intimidaram e correram para me socorrer apesar do perigo. Naquele momento, não tive como registrar todos o que me socorreram nem tampouco pude agradecer do fundo do meu coração a solidariedade que me prestaram”.
Câmeras de segurança mostram que Tania foi seguida por criminosos após sair de uma agência bancária. Ela lutou com um bandido tentando impedir que levassem sua bolsa. Foi derrubada e arrastada. Um criminoso atirou três vezes e fugiu com um comparsa numa motocicleta.
A professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também agradeceu a uma jovem que emprestou o celular para que ela avisasse ao marido. De um taxista que improvisou um garrote com um cadarço em seu braço também foi citado. Houve ainda outras duas pessoas que cederam seus agasalhos para tentar diminuir os sangramentos.
“Agradeço imensamente a uma jovem mulher que usou seu celular para que eu pudesse avisar o meu marido o que tinha ocorrido. Lembro de um taxista que, muito preocupado com a quantidade de sangue que eu estava perdendo, fez um garrote no meu cadarço. Outra pessoa me cedeu um moletom verde para ajudar a estancar a hemorragia na minha mão, e um terceiro, um casaco também para estancar o sangue”, lembrou.
Depois de ser baleada, a arqueóloga foi socorrida por uma equipe do programa Segurança Presente e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. A professora agradeceu aos policiais:
“Agradeço muito aos agentes da segurança presente que prontamente me acudiram e providenciaram meu transporte a jato ao hospital Miguel Couto. Um agradecimento muito especial vai para o sargento Anderson que foi o meu anjo da guarda naquele hospital”.






















































