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Política

24/01/26 15:00
  • Felipe Galeno Felipe Galeno

Abaixo-assinado de moradores de Teresópolis reúne mais de 13 mil pessoas contra construção de prédios com até 20 andares

Moradores questionam norma sancionada em dezembro pela Prefeitura de Teresópolis

Moradores questionam norma sancionada em dezembro - Foto: Divulgação/Prefeitura de Teresópolis

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Alvo de uma recomendação do Ministério Público do Rio (MPRJ) e de uma ação popular, a lei que permite a construção de prédios de até 20 andares em Teresópolis também é tema de um abaixo-assinado que já conta com o apoio de mais de 13 mil pessoas. A iniciativa, organizada por moradores do município, pede a revogação da norma, que foi sancionada em dezembro.

A nova lei permite que edifícios de até 60 metros de altura sejam construídos em dois trechos do bairro do Alto. O novo gabarito ultrapassa o limite de oito andares para prédios da região, estabelecido pelo plano diretor do município. A permissão vale para os trechos entre a Rua Alfredo Rebello Filho e a Rua Hidelgardo de Noronha; e entre a Rua Augusto do Amaral Peixoto e a Rua Sloper.

Membros da Associação de Moradores e Amigos da Posse (Amaposse) se reuniram na última terça (13) para discutir sobre a norma. Segundo a presidente do grupo, a advogada Márcia Peixoto, o encontro foi aberto ao público e reuniu cerca de 100 pessoas. Um convite para a reunião foi enviado aos parlamentares da Câmara de Teresópolis. A vereadora Professora Amanda (Republicanos) foi a única a comparecer.

“Convidei todos os vereadores, justamente na expectativa de abrir um diálogo em que eles pudessem explicar a motivação dessa lei, mas infelizmente apenas uma vereadora compareceu”, conta Márcia.

Proposta prevê construção de novos edifícios no bairro do Alto
Proposta prevê construção de novos edifícios no bairro do Alto – Foto: Reprodução/Google Maps

Moradores temem impacto ambiental dos grandes prédios

Entre os principais receios dos moradores, está o impacto que novos empreendimentos imobiliários podem ter na preservação ambiental do bairro, que fica às margens do Parque Nacional da Serra dos Órgãos – uma das principais áreas de conservação de mata atlântica na Região Serrana.

O geógrafo José Antônio Sena, que faz parte da Diretoria de Geociências do IBGE e mora no bairro do Alto, conta que, mais do que esconder a paisagem da serra, os novos prédios podem sobrecarregar a rede de esgotamento sanitário, o que pode provocar prejuízos para o bioma.

“A área é uma zona de amortecimento do Parque Nacional. Portanto, além da parte da beleza ‘cênica’ que a gente vai perder totalmente, temos questões de alterações significativas que podem afetar o ambiente. Como é que você vai fazer prédios altos numa cidade que ainda não tem estrutura de esgoto ou de tratamento de águas pluviais adequadas?”, destaca o morador.

De acordo com o MPRJ, Câmara e Prefeitura não apresentaram estudos técnicos que justificassem a alteração arquitetônica e não consultaram o Conselho Municipal. O biólogo e morador de Teresópolis Ivo Arja acredita que a falta de transparência quanto à avaliação de risco ambiental acende um alerta para possíveis violações das condições naturais da região.

“Há essa questão: foi feito um estudo de impacto ambiental? Foram feitos relatórios? Numa cidade que ainda tem um saneamento básico fragilizado, aumentar ainda mais essa demanda é realmente preocupante. Há possibilidade de contaminação dos rios”, destaca Ivo.

Para moradores, medida indica favorecimento de interesses especulativos em Teresópolis

Outro morador de Teresópolis, o advogado Yuri Guilherme Cavalcante, destaca que a falta de consultas aos moradores sobre a medida contraria princípios legais da Constituição e do próprio estatuto do município. Ele e os outros moradores acreditam existir um interesse por trás da lei para beneficiar a especulação imobiliária no território.

“Essa tramitação acelerada e sem debate público aponta para a prevalência de interesses econômicos e especulativos, possivelmente ligados ao mercado imobiliário, em detrimento do interesse coletivo. Trata-se de uma lógica de cidade enquanto mercadoria, incompatível com os princípios constitucionais da função social da propriedade e da cidade”, afirma Guilherme.

“Não são os interesses da população e não são os interesses do planejamento urbano. São interesses escusos, financeiros, ligados a uma especulação imobiliária desenfreada e a pessoas que não vão nem se apropriar da qualidade de vida que a gente ainda tem aqui em Teresópolis. Se tivesse acontecido o trâmite normal das análises que deveriam ser feitas e não foram, essa lei não passaria”, opina José.

Procurada, a Prefeitura de Teresópolis não se posicionou sobre a medida até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para resposta.

Escrito por:

Felipe Galeno Felipe Galeno Ver publicações

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Comentários 39

  1. Luciana says:
    há 9 meses

    ABOMINÁVEL saber que o Prefeito quer acabar com nossa cidade

    Responder
  2. Carlos says:
    há 9 meses

    Tao obvio o interesse especulativo imobiliario, e lamentavel a falta de amor a cidade da parte dos politicos $$$$

    Responder
  3. Wilton Ferreira Silva says:
    há 9 meses

    Com certeza os vereadores não apareceram na reunião, pois geralmente levam vantagens para permitir esse tipo de coisa. E outra os donos(o dono) de imobiliária(as) não moram aí, pois se morassem não construiriam prédios de 60.metros de altura. A verdade é que o pichador não picha o muro da casa dele, picha o muro dos outros.

    Responder
    • Edna Muniz Ferraro says:
      há 9 meses

      Uma das piores atitudes q se pide tonar …em relação ao BEM ESTAR DA NOSSA AMADA TERESÓPOLIS..
      NÃO…NÃO á esse insano projeto..
      GANÂNCIA..nunca mais..

      Responder
  4. Ana Sobral says:
    há 9 meses

    Tá na cara que a prefeitura autorizou isso para atender alguma grande construtora e levar com isso uma imensa comissão. Porque se fosse sério haveria um estudo de impacto ambiental. Mas dizer o que de um prefeito que nos primeiros dias de mandato recebe em gabinete Sérgio Cabral Filho e o filho, é no mínimo duvidoso.

    Responder
    • Rosangela G says:
      há 9 meses

      É absurdo construir prédios desse quilate em Terê. Se já reclamam que a cidade não tem mais o mesmo clima de antes. Imagina com espigões ? !!!! Além de desmatarem as serras. Tudo ganância!

      Responder
  5. Sidnei Fumaux Duque Estrada Moreira says:
    há 9 meses

    É isso que dá votar na extrema-direita, eles não se preocupam com a população, apenas consigo mesmo. Está na cara que eles vão ter “vantagens” com essa lei.

    Responder
  6. Nadja Mara M. Barreto says:
    há 9 meses

    Isso mesmo. Não permitam, pq foi assim que o Rio de Janeiro, virou um inferno, com prédios altos na orla, não permitindo que o ar marítimo fosse sentido nos bairros, assim como as favelas destruíram toda a vegetação dos morros. NÃO TRANSFORMEM A LINDA TERESOPOLIS EM UM INFERNO TAMBEM.

    Responder
    • MONICA GUIMARAES says:
      há 9 meses

      ???…que extrema direta?…ficou louco?….os antecedentes do ilustre prefeito já é o suficiente para saber que ele é um oportunista…e ele NUNCA foi de DIREITA!

      Responder
  7. Jorge Ferreira says:
    há 9 meses

    Os vereadores de Teresópolis conhecida mente atual por interesses próprios e de terceiros, mas em dois anos teremos novas eleições e esses pulhas serão lembrados.

    Responder
  8. Renato Cordeiro de Souza says:
    há 9 meses

    Vamos anotar o nome de todos os vereadores que assinaram esta resolução e, na próxima legislatura, não votar mais neles.

    Responder
  9. Marcelo Bruce says:
    há 9 meses

    Bom dia.
    Se não for entregue, o mais rápido e antes que comecem as construções do ou dos tais prédios com 20 andares, para Câmara de vereadores, de nada servirá esse abaixo assinado.
    O Ministério Público já deu seu parecer e não vai modificar .
    Procurem averiguar essa minha sugestão

    Responder
  10. Rodrigo Amorese Maluhy says:
    há 9 meses

    A busca insana por dinheiro causa esses tipos de absurdos,espero que consigam reverter esse projeto que visa somente os interesses imobiliários,deixando em segundo plano a qualidade de vida da cidade .

    Responder
  11. #JotaPê says:
    há 9 meses

    Favela pode, prédio não pode.

    Responder
  12. Isabel says:
    há 9 meses

    Além de desprezarem as pessoas, a cidade e o meio ambiente, a grande maioria dos políticos brasileiros são incompetentes e desprovidos de visão de futuro. A especulação imobiliária é forte na cidade e há construções feias que nada têm a ver com uma cidade serrana. Prédios de 20 andares vão descaracterizar e sobrecarregar ainda mais a cidade. Teresópolis é uma cidade carente de infraestrutura e desordenada , a falta de planejamento acentua o caos urbano, o calor e as enchentes. A beleza e o equilíbrio da cidade residem totalmente na natureza ao seu redor. Ao invés de pensar em explorar ainda mais os recursos da cidade e torná-la mais feia e caótica, deveriam pensar em atender às necessidades básicas da população, reflorestar e recuperar tantas áreas degradadas. Há maneiras de desenvolver a cidade, criar empregos e lucrar de forma sustentável. Que os administradores da cidade busquem parcerias de estudiosos e bons exemplos de cidades que cresceram e se desenvolveram de maneira inteligente e sustentável.

    Responder
    • Rosangela G says:
      há 9 meses

      Ótimo. Isabel.

      Responder
  13. #JotaPê says:
    há 9 meses

    Moradores também deveriam fazer abaixo assinado pra tirar as favelas, principalmente nas encostas que destroem e enfeiam a cidade.

    Responder
  14. JOAO BATISTA MARTINS LOPES says:
    há 9 meses

    A violência nos grandes centros urbanos, a poluição e outros males estão fazendo que mais famílias procuren as regiões serrana, principalmente cidades como Petrópolis, Teresópolis e Friburgo por serem próximas do Rio de Janeiro em busca da qualidade de vida a questão que essas cidades não tem espaço físico para construções de casa e/ou condomínio de casa quando surge algum empreendimento o qual tive a oportunidade de ver em Teresópolis são terrenos não planos em area próxima de Conservação e com risco em caso temporal e um custo muito alto pra fazer uma residência segura e afastada do Centro . Como a procura é maior que oferta e pelo valor dos terrenos ou da casa . A solução é o crescimento vertical só que não são considerados os danos ambientais a infraestrutura que é responsabidade da prefeitura mas infelizmente a questão financeira prevalece entretenimento de grupo que são o seguimento imobiliário e politicos que são beneficiados com a aprovação dessas leis. A solução sem dúvida e a mobilização dos moradores , sugiro que façam um estudo com o impacto ambiental e apresente a Prefeitura e divulguem nas redes sociais , televisão etc…

    Responder
  15. Leila Barreto Ribeiro says:
    há 9 meses

    Não aos abusos ambientais e especulação imobiliaria!

    Responder
  16. Luiz Francisco Ferrari says:
    há 9 meses

    Uma vergonha para Câmara dos Vereadores, que demonstrou não ter compromisso com a população!
    A segunda resposta do povo será dada na proxima eleição!

    Responder
  17. ADRIANO A.PINA says:
    há 9 meses

    É vergonhoso essa CÂMARA MUNICIPAL não tomar as medidas cabíveis necessárias e REVOGAR UM ABSURDO DESSES, BRASIL PRECISA URGENTE de medidas contra tais absurdos tomando vergonha na cara em dar prosseguimento a um DESCALABRO DESSES .
    Nem teria nenhuma lógica mesmo não sendo morador dessa
    Cidade, ficar dando APOIO a uma coisa dessas …
    VAMOS EMBARGAR UM ABSURDO DESSES !!!
    .Adriano A. Pina
    ADRIANO A. PINA

    Responder
  18. Paulo Sérgio Tavares de Souza says:
    há 9 meses

    VERGONHOSA A ATUAÇÃO DOS VEREADORES DA CIDADE QUE DEVERIAM SE COLOCAR AO LADO DA POPULAÇÃO. PORÉM SÃO ALICIADOS POR EMPRESÁRIOS DA CONTRUÇÁO CIVIL E SE VENDEM PARA A ESPECULAÇÃO IMOBOLIÁRIA. TODOS DEVERIAM SER AVERIGUADOS. AS SUAS CONTAS BANCÁRIAS CERTAMENTE ENGORDARÃO. É VERGONHOSO.

    Responder
  19. João Adolfo says:
    há 9 meses

    Tudo feito às pressas sem consultar a população.

    Recentemente uma antena de telefonia foi instalada, sem a menor cerimônia, e com toda celeridade, na Granja Guarany bem próxima ao mirante, um dos pontos turísticos mais preciosos de Teresópolis e que, infelizmente, está em degradação lastimável.

    Tenho vergonha quando turistas, desejoso de conhecer esse ponto turístico, me indagam aonde fica o mirante, pois posso imaginar a sua decepção.

    Enfim, tudo muito triste mesmo.

    Responder
  20. PEDRO DA LUZ MOREIRA says:
    há 9 meses

    Absurdo, sem o menor sentido!!!

    Responder
  21. Eliane Melman Reis says:
    há 9 meses

    NÃO AOS PRÉDIOS GRANDES

    Responder
  22. Jane says:
    há 9 meses

    Sou contra! O maior interessado aí e do setor imobiliário e daqueles que querem enriquecer! Temos que preservar a vista que temos e não acabar com o que ainda tem em Teresópolis , pois a maior parte de Teresópolis acabou! Pois com essas construções a qualidade de vida dos teresopolitanos mudará muita coisa! A população vai aumentar e a marginalidade também! Teresópolis não suporta! Fora a poluição, saneamento…. Deve ter até politicagem nisso ?

    Responder
  23. Antonio Reis says:
    há 9 meses

    É de se espantar que ainda apareceu apareceu uma vereadora nessa reunião. Parecem todos estarem mancomunados com esse tipo de caso que só visa o interesse economico de alguns, principalmente os grandes empreiteiros de edificações da cidade. Desde que conseguiram fazer um condominio dentro da Reserva do Alto não me admira mais nada nessa cidade. Essa lei não traz progresso para a cidade, só traz mais caos para uma cidade que já nao tem a menor infraestrutura para suportar a demanda existente.

    Responder
  24. Eugênia Saad says:
    há 9 meses

    A cidade mas bonita da região serrana está perdendo suas características sua beleza natural a essência e o charme que e olha pra suas serras . Colocar um prédio de com 5,10 20 andares é roubar a estética de Teresópolis

    Responder
  25. Hérika Pereira says:
    há 9 meses

    Os moradores deveriam aproveitar as assinaturas para bater de frente com o poder publico. Estão deixando se formar um favelão bem no Centro da cidade. Isso sim é algo para bater de frente.

    Responder
  26. Pedro Octavio de Sá Lessa says:
    há 9 meses

    Concordo totalmente com a opinião do advogado Yuri Guilherme Cavalcante.
    Não sou residente de Teresópolis mas passei boa parte da minha juventude em Teresópolis e hoje, já com 82 anos sou proprietário de alguns imóveis em Teresópolis.
    Só tenho a dizer que o advogado Yuri está 100% certo, principalmente, quando fala que a rede de esgoto da cidade não está preparada para isto.
    É como querer construir um trem para correr, antes de construir a linha que ainda não existe.
    Posso quase garantir que 100% atrás desta idéia está a especulação imobiliária que é um verdadeiro dano para qualquer cidade que não tenha, primeiro, um plano de expansão imobiliário bem estudado.
    – A cidade tem rede de esgoto para receber este aumento de carga?
    -As ruas de Teresópolis estão preparadas para o aumento do tráfego?
    Etc, Etc

    Responder
  27. Claudia Aiex Baptista Martins says:
    há 9 meses

    Quero assinar esse documento. Absurdo. Devem estar atendendo a interesses particulares.

    Responder
  28. Ricardo Lacerda says:
    há 9 meses

    O pr feito Leonardo t vê a pachorra de falar em entrevista num TV “o bairro Alto vai se transformar em uma Barra da Tijuca”. Ele realmente pensa que aquilo é exemplo de qualidade de vida. Vamos nos manifestar.

    Responder
  29. Ana Cristina says:
    há 9 meses

    É um absurdo o que estão fazendo com Teresópolis. Uma cidade histórica,que precisa ser preservada e,especulação imobiliária desordenada. Onde já se viu prédios tão altos assim? Tem que respeitar. Vão acabar com a beleza de Teresópolis. Está virando uma pedreira de tanto prédio. Cidades de Serra precisam respeitar e preservar a natureza. Já chega o descarte de obras,material,entulho em um bairro que está acontecendo aí.

    Responder
  30. Raphael Antunes says:
    há 9 meses

    Que loucura!!! A população tem que evitar isso! Não tem cabimento uma cidade como essa com prédios desse altura! Vão acabar com a paisagem etc! Políticos sem noção alguma por aprovarem uma lei assim!

    Responder
  31. MONICA SEIXAS says:
    há 9 meses

    A ESPECULACAO IMOBILIARIA ASSOCIADA AOS PODERES CAPITALISTA E DECISORIO POR PARTE DO JUDICIARIO, LEGISLATIVO E EXECUTIVO IGNORAM OS DIREITOS, AS NECESDIDADES E AS PREFERENCIAS DOS MORADORES E PAGADORES DE IMPOSTOS PERMITINDO ALTERACOES ABSURDAS NOS GABARITOS DAS CONSTRUCOES CIVIS.
    ALEM DE IMPACTAR A ESTETICA URBANA, AUMENTA, DEMASIADO, A TEMPERATURA NOS BAIRROS.

    MONICA SEIXAS
    RIO DE JANEIRO- RJ

    Responder
  32. ARMANDO MAURO TAVARES says:
    há 9 meses

    Se não está de acordo com o plano diretor, por si só inviabiliza esse projeto, com agravante de fugir ao estilo da cidade que traz turistas do Brasil inteiro

    Responder
  33. Cesar A Filippone says:
    há 9 meses

    É inadmissível que se pensem, sem uma estrutura capaz de atender as necessidades do esgotamento sanitário, prejudicando, sobremaneira, o bioma, atendendo a ganância imobiliária e interesses financeiros escusos.

    Responder
  34. Edna Muniz Ferraro says:
    há 9 meses

    Uma das piores atitudes q se pide tonar …em relação ao BEM ESTAR DA NOSSA AMADA TERESÓPOLIS..
    NÃO…NÃO á esse insano projeto..
    GANÂNCIA..nunca mais..

    Responder
  35. ALLAN MELLO DE MENDONCA says:
    há 8 meses

    Isso que dá votar em político que é amigo de Lula. O cara joga nas 11 posições fingindo ser apoiador de pautas sociais mas na verdade só se importa com o dinheiro que entra no bolso dele.

    Responder

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Mais notícias

Política

Com R$ 200 mil em recursos para campanha, mãe de Daniel Silveira recebe pouco mais de 2 mil votos e fica fora da Câmara dos Deputados

Foto de Redação
Redação

31/10/2026 18:00

A disputa da família de Daniel Silveira por uma cadeira na Câmara dos Deputados não deu certo. Matildes Silveira (PL), mãe do ex-deputado federal, ficou como suplente do partido após receber 2.078 votos nas eleições deste ano.

Apesar de tentar o cargo na esteira da popularidade do filho, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados a ameaças às instituições democráticas, Matildes não teve um retorno expressivo nas urnas.

Campanha de Matildes recebeu cerca de R$ 96,25 por voto

Conhecida como Dona Matildes, a candidata chegou a receber R$ 200 mil em recursos para a campanha eleitoral, segundo dados do Divulgacand, portal de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo os dados da prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quantia teve origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha, abastecido com dinheiro público.

O valor recebido equivale a cerca de R$ 96,25 por voto conquistado nas urnas.

No Divulgacand, a mãe de Daniel Silveira registrou três notas fiscais de gastos de campanha. Os gastos incluem R$ 25,2 mil com inserção de anúncios no Facebook e R$ 10 mil com um escritório de contabilidade. Além disso, há uma nota fiscal referente a um gasto de R$ 30 mil com uma prestador identificado como Caique Pereira Costa, para serviço não especificado.

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Mãe de Daniel Silveira recebeu 332 votos em seu reduto eleitoral

Matildes Silveira não apareceu entre as mais votadas em nenhum dos municípios do estado. Em Petrópolis, onde iniciou sua trajetória política ao disputar uma vaga de vereadora em 2020, ela obteve apenas 332 votos. Na capital, foram 640 votos.

Antes de Matildes, o PL chegou a anunciar a filha de Daniel Silveira, Prisciane, como candidata, mas ela desistiu da candidatura. Prisciane já tinha recebido R$ 500 mil do chamado “fundão” para a campanha, mas, de acordo com o partido, devolveu os valores depois de tomar a decisão. O valor foi direcionado para a campanha de Douglas Ruas.

Atualmente, Daniel Silveira cumpre regime aberto com uso de tornozeleira eletrônica. Ele chegou a participar de um almoço com lideranças e apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio,  no primeiro evento do então candidato a Presidência para o segundo turno, no último dia 9.

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Transparência

Viagem de cúpula da Polícia Penal à Áustria com passagens custeadas pela Glock tramitou na Casa Civil, mas autorização não consta como publicada

Foto de Redação
Redação

31/10/2026 17:00

A viagem de integrantes da cúpula da Secretaria Estadual de Polícia Penal (Seppen) para a Europa, autorizada em maio de 2026 para o teste das pistolas Glock compradas pelo estado, apresenta um vácuo de transparência. Embora a Casa Civil tenha emitido autorização expressa para o afastamento do país e para o pagamento de diárias, o processo administrativo foi concluído sem que haja registro de publicação dos atos no Diário Oficial.

O procedimento teve início em 8 de maio de 2026, quando a secretária de Estado de Polícia Penal à época, Maria Rosa Lo Duca Nebel, expediu o ofício nº 413 solicitando autorização para o envio de três integrantes da pasta a Viena, na Áustria: o subsecretário de Administração, Alexander de Carvalho Maia; o subsecretário de Gestão, inspetor Márcio Fernandes; e o coordenador de Armamento e Munições, inspetor Luciano Campos Pereira.

A justificativa foi testar o funcionamento, homologar e certificar a compra de um lote de pistolas fornecido pela empresa Glock América S.A., em decorrência do contrato nº 05/2025 celebrado pela Seppen após adesão a edital de licitação da Polícia Militar do Distrito Federal.

A viagem estava agendada para ocorrer entre 16 e 21 de maio de 2026, tendo as passagens aéreas custeadas integralmente pela própria fabricante das armas.

Com passagens custeadas pela fábrica da Glock, diárias e traslados deveriam ser pagos pelo estado

O modelo inicial gerou impasses administrativos: em 12 de maio, a Secretaria da Casa Civil devolveu os autos afirmando que viagens sem ônus recaíam na competência delegada da própria Seppen. No dia seguinte (13 de maio), a secretaria penitenciária retrucou por meio do ofício nº 426, esclarecendo que haveria, sim, despesa pública estadual, gerada pelo pagamento de diárias e despesas com traslados dos servidores.

Com a correção do cálculo por erro material em 15 de maio, o custo aos cofres fluminenses somou R$ 32.211,00 — sendo R$ 10.986,00 para Alexander Maia, R$ 10.986,00 para Márcio Fernandes e R$ 10.239,00 para Luciano Pereira. Na mesma data, às 19h22, o secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman, chancelou tanto o pagamento quanto a autorização de afastamento internacional, determinando expressamente o envio dos autos à Assessoria de Preparo de Publicação de Atos Oficiais.

Após o período previsto da viagem e tramitações pelos setores financeiro e jurídico em julho e setembro, o processo teve sua tramitação concluída na unidade em 7 de outubro de 2026 pela subsecretaria de Gestão Operacional, sem que nenhuma certidão, comprovante ou menção à publicação no Diário Oficial do Estado tenha sido acrescentado aos autos para dar publicidade e eficácia aos atos autorizativos.

Será que os servidores viajaram com autorização e ficaram no prejuízo?

COM FÁBIO MARTINS

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Blog

Morar Carioca: estimada em R$ 20,3 milhões, obra de urbanização no Parque das Mangueiras, em Bangu, é inaugurada

Foto de Redação
Redação

31/10/2026 16:43

A Prefeitura do Rio inaugurou, neste sábado (31), as obras de urbanização e saneamento no Parque das Mangueiras e na Travessa Humberto Teixeira, em Bangu. Os trabalhos fazem parte do programa Morar Carioca; segundo o município, o projeto completo teve investimento de R$ 20,3 milhões.

A reforma incluiu a instalação de redes de abastecimento de água, sistemas de esgotamento sanitário, canalização para drenagem de águas da chuva, pavimentação e novos pontos de iluminação pública.

A maior parte dos valores foi dedicada ao Parque das Mangueiras, que recebeu cerca de R$ 16 milhões para reforma de uma área de quinze ruas em cerca de 90 mil metros quadrados. Além dos serviços de saneamento e pavimentação, o local também recebeu obras de paisagismo e contenção de encostas. Já na Travessa Humberto Teixeira, os investimentos foram de R$ 4,3 milhões em uma área de 4.504 metros quadrados.

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Garrafas ao Mar

Como treinar seu dragão

Foto de João Arruda
João Arruda

31/10/2026 16:30

“Padre, é pecado ter amigo maconheiro?” Diante da pergunta, o padre Josileudo Queiroz respondeu em sua rede social que não, não é pecado. “Devemos ser amigos das pessoas, não dos defeitos das pessoas. Sendo amigos, criamos uma abertura para ter a oportunidade de ajudar quem precisa”, respondeu o padre, uma das pessoas a quem sigo nas redes. Conto essa pequena passagem para dar um exemplo de que é possível, de certa fora, treinar o algoritmo. Se você segue gente boa, a rede social, mesmo sendo uma coisa horrorosa, se obriga a te oferecer coisa legal. Pensando nisso, fiz um paralelo comigo mesmo. Um alcoólatra pode ser treinado. É um caminho longo, em que se anda devagar, um passo de cada vez. Mas é possível.

Da mesma forma que um dia cliquei num vídeo do incrível pianista Jonathan Ferr, que faz lindas versões para pontos de umbanda, e passei a receber sugestões de pessoas ótimas da umbanda e do candomblé, com sábios conselhos e palavras e paz e serenidade.

Quando olho para minha rotina hoje é impossível não lembrar dos meus primeiros dias na clínica. Passadas as primeiras horas de horror absoluto, comecei a fazer exercícios físicos toda manhã, tentando domar minhas mãos, que tremiam incontrolavelmente por causa da abstinência. Devagar, um dia de cada vez, flexionava os joelhos, fazia exercícios de pernas, empurrava paredes enquanto não tinha força para fazer flexões. Tudo para afastar a ideia de ficar deitado, lendo e remoendo minha própria miséria. A leitura passou ser somente antes de dormir. E o sono ficou melhor também.

No auge do meu fundo de poço, ao acordar tremendo e vomitando em seco, a única alternativa que eu via era uma dose. Uma, não. Três. Para começar a estabilizar o corpo. E o ciclo seguia indefinidamente. Até que foi interrompido de forma radical. Mas alguma coisa precisava ser colocada no lugar. Foi o que fiz.

Hoje, acordo antes das seis na maioria dos dias. Café, um cigarro (hábito horrível que ainda não consegui largar) e rua com Lunga a tiracolo. Tomo a direção da praça do Grajaú, prendo o cachorro no cercadinho dos aparelhos e começo a fazer exercícios logo cedo. A rotina, além de saudável, é uma espécie de exorcismo de tudo o que passei. Ainda odeio muito as restrições que considerava nazistas da clínica. Minha resposta é caminhar livre, finalmente livre daquele raciocínio imbecil dos donos do confinamento, mas com propósito. E com olhar atento. Para os buracos na calçada, os sinais de trânsito e, principalmente, o passado. Reconheço minhas pegadas naquele caminho tão familiar e desvio para não pisar nelas outra vez.

Então, digo a vocês que é possível treinar seu dragão interior. Nós dependentes químicos que frequentamos irmandades sabemos que ele nunca estará morto. Mora dentro de nós. E lá ficará até fim de nossas vidas. Mas é possível voar em suas costas em vez de ser devorado por ele.

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Jogo Rápido

Controversas: evento da UFF vai abrir programação do Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo

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Redação

31/10/2026 15:59

O Controversas, principal evento do curso de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), chega à sua 20ª edição na próxima terça-feira (03). Neste ano, o encontro terá uma missão especial: funcionar como pré-evento do 24º Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), um dos principais congressos acadêmicos da área no país.

Com o tema “Jornalismo e transformação: o papel da profissão em contextos de desinformação e crise climática”, o Controversas promoverá mesas de debate com profissionais de destaque do mercado. Entre os nomes confirmados estão Ana Clara Costa, repórter da revista Piauí e do podcast Foro de Teresina, e Renata Tupinambá, jornalista e roteirista, além de outros convidados.

O evento será realizado no campus do Gragoatá, em Niterói, onde também acontecerá o congresso da SBPJor, entre os dias 04 e 06 de novembro.

Duas décadas de debates sobre jornalismo

Criado em 2010 pelo Departamento de Comunicação Social da UFF, o Controversas tem como proposta estimular reflexões críticas sobre temas relevantes para a comunidade acadêmica, o mercado profissional e a sociedade. Ao longo de suas edições, o evento já recebeu nomes como Flávia Oliveira, Consuelo Dieguez, Bernardo Mello Franco, Alex Escobar e Branca Vianna.

Coordenado pela professora e jornalista Larissa Morais, o projeto é organizado por uma equipe formada por estudantes dos cursos de Jornalismo e Publicidade da universidade. As atividades desta edição serão realizadas no auditório do bloco G do campus do Gragoatá.

Debates reúnem jornalistas e pesquisadores

A programação do Controversas começa às 14h, com as boas-vindas aos participantes e a mesa de abertura “Jornalismo para a Transformação Social”. O debate terá como convidada a jornalista e professora aposentada da UFF Sylvia Moretzsohn, atualmente vinculada à Universidade do Minho, em Portugal. Referência nos estudos sobre desinformação, ela vai discutir o papel do jornalismo na transformação da sociedade.

Às 16h, será realizada a mesa “Como enfrentar a mentira em redes digitais”, com a participação de Ana Clara Costa, repórter da revista Piauí e do podcast Foro de Teresina; Magali Cunha, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e criadora do Coletivo Bereia; e Taís Seibt, jornalista e professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), além de idealizadora da agência Fiquem Sabendo. O encontro pretende discutir estratégias e desafios para o enfrentamento da desinformação nas plataformas digitais.

A crise climática será o tema da terceira mesa, “Crise climática em pauta”, marcada para as 18h. Participam do debate os jornalistas Alexandre Mansur, da Agência Valor Compartilhado; Renata Tupinambá, da Rádio Yandê; e Agostinho Vieira, do Projeto Colabora. A proposta é refletir sobre a responsabilidade e as possibilidades de atuação do jornalismo diante da emergência climática.

O encerramento será às 19h30, com a mesa “Prata da Casa”, que reunirá cinco jornalistas formados pela UFF e que atualmente trabalham em diferentes veículos de comunicação: Alex Martins (SporTV), Pedro Lima (portal Tempo Real), Cecile Mendonça (portal TechTudo), Isadora Nogueira (Inter TV) e Maria Eduarda Vieira (BandNews FM).

Na sequência, será realizada a cerimônia de entrega do 10º Prêmio Controversas, que reconhece os melhores trabalhos produzidos por estudantes de Jornalismo da universidade.

“É com muito orgulho que a gente realiza mais uma edição deste evento, que já se tornou uma tradição do curso de Jornalismo da UFF e que sempre foi público e gratuito”, afirma a professora Larissa Morais, coordenadora do Controversas.

O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas através do Sympla.

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Política

Nilópolis suspende emergência em hospital municipal por falta de repasses do governo do estado; valor diminuiu R$ 4,6 milhões, segundo prefeito

Foto de Redação
Redação

31/10/2026 15:11

ATUALIZAÇÃO às 16h50, com o posicionamento do governo do estado.

O prefeito de Nilópolis, Abraão David Neto — o Abraãozinho (PL) — anunciou, através de uma publicação no Instagram, que o Hospital Municipal Juscelino Kubitschek vai suspender os atendimentos de emergência por causa da redução dos repasses do governo do estado para o custeio da unidade.

Na postagem, o prefeito afirma que o município não tem condições de arcar sozinho com as despesas do hospital e que a medida será mantida enquanto a situação financeira não for normalizada. Segundo Abraãozinho, desde junho, o repasse mensal do estado caiu de R$ 5,6 milhões para R$ 1 milhão, uma redução de R$ 4,6 milhões.

“Nós sempre usamos da verdade e dissemos o tempo todo que o município sozinho não conseguiria arcar com as despesas para manter o hospital aberto. Nós estamos fazendo um esforço enorme para não fechá-lo, mas teremos que suspender o atendimento de emergência enquanto essa situação perdurar”, declarou.

O prefeito afirmou ainda que até mesmo o valor reduzido está em atraso. O governo do estado afirma que o repasse foi realizado dentro do prazo previsto; confira o posicionamento, na íntegra, no finalda matéria.

Ainda segundo o prefeito, com a suspensão, os moradores que precisarem de atendimento de urgência deverão procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cabuís, que continuará funcionando normalmente.

Os demais serviços do hospital, como maternidade, internações clínicas e cirurgias eletivas, serão mantidos e continuarão sendo custeadas com recursos do aumento do teto de Média e Alta Complexidade (MAC), obtido pelo município junto ao governo federal, com apoio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Ainda de acordo com Abraãozinho, a prefeitura entrará com uma ação judicial, por meio da Procuradoria-Geral do Município.

Previsão de retomada dos repasses

A pedido do deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o governador eleito Douglas Ruas (PL) se comprometeu a garantir a retomada dos repasses e a trabalhar pela ampliação dos recursos destinados à rede hospitalar.

“É inadmissível que o poder público obrigue as pessoas a se deslocar por horas de viagem para ter acesso a um serviço básico de saúde”, destacou Ruas.

O deputado também afirmou que acompanha de perto a situação do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek.

“Já apresentamos ao governador Douglas Ruas a gravidade do problema e a necessidade de garantir os recursos para o funcionamento do hospital. Nosso objetivo é restabelecer o atendimento de emergência o mais rápido possível e garantir que a população tenha acesso à saúde perto de casa”, ressaltou o parlamentar.

O que diz o governo do estado

Procurado, o governo do estado enviou uma nota sobre o caso. Confira o posicionamento na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informa que novos critérios de distribuição dos recursos estaduais para a saúde foram estabelecidos pela Resolução SES nº 4.024/2026, pactuada com todas as prefeituras fluminenses. A medida substituiu a Resolução SES nº 3.642/2025 e estabeleceu uma nova metodologia de distribuição, com o objetivo de ampliar e descentralizar os recursos de forma mais equânime entre os municípios.

Até o fim deste ano, serão destinados R$ 860 milhões aos 92 municípios fluminenses, substituindo incentivos específicos por uma política de financiamento mais abrangente.

Em relação a Nilópolis, a SES-RJ esclarece que o valor mencionado pelo município foi repassado integralmente até 2025, conforme as regras anteriores. Informa, ainda, que o crédito referente a setembro, no valor de R$ 3,3 milhões, foi realizado dentro do prazo previsto.”

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Transparência

Turismo do Estado destina R$ 6,52 milhões a 15 patrocínios em outubro; capital e Região do Médio Paraíba levam a maior parte dos recursos

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Redação

31/10/2026 15:00

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur/RJ) destinou R$ 6.522.034,26 a 15 patrocínios com atos publicados entre 1º e 26 de outubro de 2026. Os recursos contemplam iniciativas culturais, esportivas, gastronômicas, empresariais e de promoção turística, com projetos na capital, no interior fluminense e no exterior.

O maior patrocínio individual foi destinado ao Roadshow BBG Brasil — Europa 2026, executado pela BBG Brasil Assessoria, Consultoria Comunicação e Eventos Ltda. O projeto recebeu R$ 1.194.000,00 para ações promocionais previstas em Paris, Milão e Roma.

Na capital fluminense, cinco iniciativas somaram R$ 1,54 milhão. A relação inclui o 8º Congresso Estadual Empresarial de Turismo 2026, com R$ 290 mil; o Miss Universe Rio de Janeiro 2027, com R$ 250 mil; o Festival Conectadas, com R$ 350 mil; o Fauna Brasil 2026, com R$ 400 mil; e a 3ª edição do Apresenta Summit, com R$ 250 mil.

No Médio Paraíba, três eventos concentraram R$ 1,5 milhão em patrocínios: o 21º Piraí Fest, a 73ª Expo Agro de Barra do Piraí e o Encantos do Rio — Quatis 2026, cada um contemplado com R$ 500 mil.

Na Costa Verde, os recursos totalizaram R$ 669.684,26. Desse montante, R$ 250 mil foram destinados ao Circuito Off Ilha Grande, em Angra dos Reis, e R$ 419.684,26 à quarta etapa de 2026 do Aloha Spirit Festival, em Paraty.

Outros patrocínios contemplaram o Festival Gastronômico de Cantagalo, com R$ 450 mil; o Vº Festival Cultural de Miracema, com R$ 400 mil; a Festa de Santo Eduardo, em Campos dos Goytacazes, com R$ 258,2 mil; e o Raízes do Vale — Festival Gastronômico, com R$ 510.150,00.

COM FÁBIO MARTINS

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Transparência

Um pequeno detalhe de R$ 27,4 milhões: TCE-RJ cobra explicações da Prefeitura de Magé sobre divergência nas contas da previdência

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31/10/2026 13:00

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) deu prazo de 15 dias para que Fábio Tomaz da Costa Almeida, diretor-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Magé, apresente explicações e documentos sobre problemas identificados nas contas do órgão referentes a 2024.

De acordo com conselheiro substituto Christiano Lacerda Ghuerren, a falta de resposta ou a apresentação de justificativas insatisfatórias pode comprometer o julgamento das contas sob responsabilidade do gestor.

O principal questionamento envolve uma diferença de R$ 27,4 milhões entre os valores de contribuições previdenciárias informados em dois demonstrativos contábeis. Na comparação, o TCE-RJ identificou uma divergência de R$ 23,9 milhões nas contribuições patronais — a parcela que cabe ao poder público — e de outros R$ 3,4 milhões nas contribuições dos servidores.

O responsável pelas contas não apresentou explicações para essas diferenças, segundo a decisão.

Os valores foram identificados na comparação entre o Modelo 34 e o Anexo 10 ajustado, que reúne informações contábeis sobre as receitas. A divergência compromete a consistência dos registros e precisa ser esclarecida. A decisão não afirma que houve desvio de dinheiro, mas cobra justificativas para os números apresentados.

A fiscalização também apontou problemas na documentação contábil envada por Magé

Balanços e outros demonstrativos foram apresentados sem a assinatura do profissional de contabilidade responsável. Além disso, uma declaração técnica foi assinada digitalmente por Ernani Rodrigues dos Santos Gama, cujo registro profissional não foi informado no documento — e cujo nome não foi localizado no cadastro público consultado pelo tribunal.

O TCE-RJ ressalva que essa consulta, isoladamente, não permite concluir que ele não tenha habilitação profissional, mas considera que os documentos não comprovam adequadamente a responsabilidade técnica pela contabilidade.

Entre as demais pendências estão a falta de demonstrativos sobre despesas administrativas e limites da taxa de administração, a ausência dos pareceres dos conselhos de Administração e Fiscal e a falta de documentos sobre determinadas contribuições previdenciárias.

O tribunal também cobrou explicações sobre a falta de regularidade nos repasses de valores descontados em folha, conhecidos como consignações, aos respectivos credores. O saldo final dessas consignações em 2024 foi de R$ 1,136 milhão.

A decisão registra que o instituto não apresentou comprovação suficiente de medidas efetivas para enfrentar o déficit atuarial do regime previdenciário. Em avaliação anterior, com data-base de 31 de dezembro de 2023, esse déficit havia sido calculado em aproximadamente R$ 1,34 bilhão.

Além de notificar Fábio Tomaz da Costa Almeida, o TCE-RJ determinou a comunicação a Armando Toshihiko Ichimura, responsável pelas contas entre 1º de janeiro e 1º de abril de 2024, para que tome ciência dos apontamentos e, se quiser, colabore para regularizar a prestação de contas. O responsável pelo controle interno do instituto também deverá ser comunicado e auxiliar no atendimento às exigências do tribunal.

As contas de 2024 ainda estão em análise.

COM FÁBIO MARTINS

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Rio

Último dia de vacinação contra a meningite no Rio tem filas e estoques esgotados antes do horário previsto

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Redação

31/10/2026 12:19

A Prefeitura do Rio encerra neste sábado (31) a campanha especial de vacinação contra a meningite, com o imunizante ACWY, para o público de até 59 anos. A iniciativa utiliza lotes remanescentes distribuídos pelo Ministério da Saúde.

O último dia de mobilização teve alta procura e formação de longas filas em diferentes pontos de vacinação pela cidade. A campanha estava prevista para acontecer até as 12h, mas, em diferentes pontos, as doses acabaram antes do horário previsto.

Unidades como os Super Centros de Saúde de Botafogo, Campo Grande e Nova América registraram o fim dos estoques antes das 11h — mesmo assim, nesses três pontos, as filas ainda se estendiam pelo entorno das unidades por volta das 12h.

Rio teve 410 mil vacinados contra meningite em 25 dias

Outros postos de saúde, como o Píndaro de Carvalho Rodrigues, na Gávea, e a Policlínica Rodolpho Rocco, em Del Castilho, também esgotaram o material. A Secretaria Municipal de Saúde aponta que o pico de atendimento ocorreu nesta semana, com o registro de mais de 62 mil aplicações apenas na última quinta-feira.

Em 25 dias de campanha, mais de 410 mil pessoas receberam o imunizante.

Vacina ACWY protege contra quatro sorogrupos

A vacina protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite e da meningococcemia.

A doença é grave e pode provocar óbito ou deixar sequelas permanentes, como perda auditiva, amputação de membros e danos neurológicos. Especialistas destacam que a infecção acomete pessoas de diferentes faixas etárias.

Fora do período de campanha extraordinária, a aplicação regular pelo Sistema Único de Saúde (SUS) restringe-se a crianças de um a quatro anos e adolescentes de 11 a 14 anos, além de bebês que recebem outros imunizantes contra a enfermidade no primeiro ano de vida.

Com informações da TV Globo.

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Rio

Investigado por lavagem de dinheiro, advogado Willer Tomaz tem outras cinco casas em ilhas de Angra além do imóvel disputado com Richarlison

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31/10/2026 12:14

Além da ilha que está no centro de uma disputa judicial com o jogador Richarlison, o advogado Willer Tomaz possui outras cinco propriedades em ilhas de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Os imóveis estão registrados em nome de empresas ligadas ao advogado, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro em um caso que também envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Um detalhe que chama a atenção no histórico das aquisições é que, com excessão de um, os imóveis foram comprados entre 2021 e 2022, período em que Flávio Bolsonaro apresentou ao Senado propostas legislativas que poderiam facilitar a exploração econômica de áreas da região. O senador é autor de um projeto que busca estimular empreendimentos em Angra dos Reis, permitindo a municipalização de unidades de conservação federais e estaduais. Na prática, a proposta pretende flexibilizar as regras para atividades econômicas nessas áreas.

No mesmo período, Flávio também foi relator da chamada PEC das Praias, que propõe mudanças nas regras de propriedade dos terrenos de marinha e abre caminho para a transferência de áreas hoje pertencentes à União para particulares. Os dois projetos continuam em tramitação no Congresso.

A aproximação entre os interesses imobiliários na Costa Verde e as propostas políticas para a região remonta ao governo de Jair Bolsonaro. Em maio de 2019, o então presidente chegou a defender que Angra dos Reis se transformasse em uma espécie de “nova Cancún”, com maior exploração turística da área.

Cinco imóveis em duas ilhas

De acordo com o levantamento realizado a partir de consultas aos sistemas da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e a registros em cartórios, quatro propriedades foram identificadas na Ilha Comprida e uma na Ilha do José André. Todas estão vinculadas a empresas ligadas ao advogado.

  • Ilha Comprida: em um terreno de 175,2 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 5,7 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 32,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 2,1 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 181,8 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em setembro de 2021. Valor patrimonial registrado de R$ 6 milhões;
  • Ilha Comprida: em um terreno de 2,1 mil m², comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, em julho de 2022. Valor patrimonial registrado de R$ 2,9 milhões (imóvel disputado com Richarlison);
  • Ilha do José André: em um terreno de 57,3 mil m², comprada pela empresa Friponor Brasil Turismo, Empreendimentos e Participações, em 2008. Valor patrimonial registrado de R$ 23,7 milhões.

Tomaz é dono, também, de cotas de uma sexta casa em Angra, na Ilha do Jorge, registrada em nome da empresa Real Estate Duo 4, pertencente ao grupo Prime You.

O episódio que jogou luz sobre os investimentos de Willer Tomaz em Angra foi a disputa por uma das casas com o jogador Richarlison, atacante do Tottenham e que já jogou pela Seleção Brasileira. O jogador publicou vídeos em 17 e 21 de outubro acusando Flávio de envolvimento na briga pelo imóvel de luxo.

Com informações do portal “g1”. 

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