A disputa da família de Daniel Silveira por uma cadeira na Câmara dos Deputados não deu certo. Matildes Silveira (PL), mãe do ex-deputado federal, ficou como suplente do partido após receber 2.078 votos nas eleições deste ano.
Apesar de tentar o cargo na esteira da popularidade do filho, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados a ameaças às instituições democráticas, Matildes não teve um retorno expressivo nas urnas.
Campanha de Matildes recebeu cerca de R$ 96,25 por voto
Conhecida como Dona Matildes, a candidata chegou a receber R$ 200 mil em recursos para a campanha eleitoral, segundo dados do Divulgacand, portal de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo os dados da prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quantia teve origem no Fundo Especial de Financiamento de Campanha, abastecido com dinheiro público.
O valor recebido equivale a cerca de R$ 96,25 por voto conquistado nas urnas.
No Divulgacand, a mãe de Daniel Silveira registrou três notas fiscais de gastos de campanha. Os gastos incluem R$ 25,2 mil com inserção de anúncios no Facebook e R$ 10 mil com um escritório de contabilidade. Além disso, há uma nota fiscal referente a um gasto de R$ 30 mil com uma prestador identificado como Caique Pereira Costa, para serviço não especificado.

Mãe de Daniel Silveira recebeu 332 votos em seu reduto eleitoral
Matildes Silveira não apareceu entre as mais votadas em nenhum dos municípios do estado. Em Petrópolis, onde iniciou sua trajetória política ao disputar uma vaga de vereadora em 2020, ela obteve apenas 332 votos. Na capital, foram 640 votos.
Antes de Matildes, o PL chegou a anunciar a filha de Daniel Silveira, Prisciane, como candidata, mas ela desistiu da candidatura. Prisciane já tinha recebido R$ 500 mil do chamado “fundão” para a campanha, mas, de acordo com o partido, devolveu os valores depois de tomar a decisão. O valor foi direcionado para a campanha de Douglas Ruas.
Atualmente, Daniel Silveira cumpre regime aberto com uso de tornozeleira eletrônica. Ele chegou a participar de um almoço com lideranças e apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio, no primeiro evento do então candidato a Presidência para o segundo turno, no último dia 9.





























































