A treta entre os irmãos Carlos e Renan Jordy, respectivamente deputado federal e estadual pelo PL no Rio, ganhou um capítulo decisivo na Justiça Eleitoral. Dessa vez, a vitória foi para Renan.
Após o partido apresentar uma retificação no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) para ajustar um erro material de registro, ficou oficializado: nas urnas das eleições de outubro, o deputado estadual, candidato à reeleição, irá usar formalmente o nome político ‘Renan Jordy’.
Briga de irmãos pelo — não — sobrenome foi parar na Justiça
A decisão decreta o desfecho de uma disputa que extrapolou os bastidores do PL e foi parar nos tribunais. O irmão mais velho, há mais tempo na política, havia entrado na Justiça para impedir o caçula de usar o “sobrenome”.
Como justificativa, o deputado federal, cujo nome de batismo é Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior, alegava no processo que possui o apelido Jordy desde a infância, tendo vinculado esse apelido à sua carreira política, iniciada em 2016, quando foi eleito vereador de Niterói.
Na ocasião, o parlamentar federal alegou na Vara Cível que o apelido vinha sendo prejudicado por polêmicas e manchetes negativas associadas a Renan. Carlos chegou a sustentar que só havia “permitido” a utilização do apelido em pleitos anteriores sob condição de “bom comportamento”.
A investida cível de Carlos, no entanto, bateu na trave: a Justiça negou o pedido, lembrando que ninguém detém o monopólio de apelidos ou tratamentos públicos e destacando que eventuais controvérsias sobre o nome de urna deveriam ser resolvidas na Justiça Eleitoral.
Convenção do PL também oficializou duelo na família Jordy
Realizada no mês passado, a convenção do PL havia oficializado as candidaturas de Lais Jordy — esposa do deputado federal Carlos Jordy (PL) — e do deputado estadual Renan, irmão do parlamentar. Os dois estariam na disputa por uma vaga na Alerj.
Carlos havia apostado na eleição da esposa, enquanto, paralelamente, o irmão tentava renovar o mandato na Alerj.
Recentemente, porém, a escolha de Carlos pelo PL para disputar o Senado também mudou os planos eleitorais de sua mulher, que deixou a corrida por uma vaga de deputada estadual para concorrer a uma cadeira na Câmara do Rio.
Dessa forma, o eleitor da família não terá de escolher um lado — pelo menos não nessa eleição.

























































