A candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado do Rio nas eleições de 2026 é alvo de mais uma ofensiva jurídica — dessa vez de um até então recente aliado.
O advogado Victor Rosa Travancas, que nesta semana comunicou formalmente a renúncia a todos os mandatos que recebeu de Garotinho em processos judiciais e administrativo, protocolou uma notícia de inelegibilidade no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), alegando que o ex-governador está com os direitos políticos suspensos e agindo de “má-fé” para enganar a Justiça e os eleitores.
A ação foi feita após Garotinho acusar Travancas de vazar detalhes de uma ação a rivais do candidato em transmissão ao vivo feita no Instagram, nesta quarta (19). No dia anterior, Travancas teria declarado apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD).
“Garotinho foi responsável por um rombo nos cofres públicos de mais de R$ 2 bilhões, em valores atualizados. Isso é 5 vezes o valor do Ceperj. Ele deveria está preso”, afirmou o Victor Travancas.
Antigo advogado de Garotinho diz que o candidato está inelegível desde 2020
Segundo a petição protocolada por Travancas, Garotinho estaria “absoluta e constitucionalmente inelegível” devido a uma condenação por improbidade administrativa que suspendeu seus direitos políticos pelo prazo de oito anos.
Travancas argumenta, amparado por certidões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo histórico de recursos, que a punição transitou em julgado em maio de 2020 e, portanto, segue em pleno vigor até maio de 2028.
O advogado é direto em sua acusação ao afirmar no documento: “O Sr. Anthony Garotinho está com os Direitos Políticos Suspensos desde 2020, e está de má-fé burlando o sistema democrático”.

Além do impedimento legal para disputar as eleições, a petição também chama a atenção para o impacto financeiro da condenação. O ex-governador foi condenado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 234 milhões, além do pagamento de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.
Segundo Travancas, com a correção monetária e a incidência de juros ao longo de quase duas décadas desde a prática dos ilícitos, a dívida, que permanece sem quitação, já teria ultrapassado a casa dos bilhões de reais.
Travancas classifica candidatura de Garotinho como ‘natimorta’
Diante do que apontou como gravidade do cenário, o advogado elencou uma série de recomendações drásticas e urgentes ao TRE-RJ para frear o que classifica como uma candidatura “natimorta”, que sequer deveria existir.
Entre os pedidos emergenciais estão o cancelamento imediato do título de eleitor de Garotinho, o bloqueio total e imediato de repasses de recursos públicos (como os fundos partidário e eleitoral) e a proibição de sua aparição no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Por fim, diante da dívida bilionária com o Estado e da suposta tentativa de fraude ao sistema eleitoral, Travancas pede até mesmo a apreensão imediata do passaporte do ex-governador.

























































