A demissão em massa de cerca de 460 funcionários da Rio + Saneamento nesta sexta-feira (07) provocou reação do Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento Básico do Rio de Janeiro (SINTSAMA), que classificou a medida como irregular e anunciou que acionará o Ministério Público do Trabalho (MPT) para tentar reverter as dispensas.
O presidente do sindicato, Vitor Duque, esteve em frente à unidade da empresa, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, para se reunir com trabalhadores e representantes da concessionária em busca de esclarecimentos sobre as demissões.
Demissões sem negociação prévia
Segundo a associação dos trabalhadores, a dispensa em massa ocorreu sem negociação prévia com a entidade, o que, na avaliação da categoria, desrespeita a legislação trabalhista.
“Isso é uma verdadeira covardia. Na véspera do Dia dos Pais, a empresa coloca na rua centenas de chefes de família. Além disso, qualquer demissão deve ser negociada com o sindicato da categoria, e isso não ocorreu”, afirmou Vitor Duque.
O sindicato informou que protocolará ainda nesta sexta-feira uma denúncia no Ministério Público do Trabalho pedindo a anulação das demissões e a reintegração dos trabalhadores dispensados.
Além da medida judicial, o SINTSAMA convocou uma assembleia para a próxima quarta-feira (12), às 10h, em frente à sede da Rio + Saneamento, em Santa Cruz, para discutir os próximos passos da mobilização.
“Independentemente do resultado da conversa de hoje, vamos lutar pela manutenção dos empregos e pelo direito dos trabalhadores. A categoria não vai aceitar demissões sem diálogo”, disse o presidente do sindicato.























































