Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prenderam uma mulher, nesta quarta-feira (4), que planejou o assassinato do próprio marido.
Nilton Miguel Vieira foi morto em fevereiro de 2010, enquanto se dirigia ao local de trabalho. Segundo as investigações, o amante da acusada contratou dois executores e pagou R$ 4 mil. Após o assassinato, os envolvidos comemoraram no mesmo bar em que planejaram o crime.
De acordo com os agentes, a mulher tentou atrapalhar as investigações, ocultou evidências e levantou falsas suspeitas sobre a participação de um ex-amante e de seus filhos no homicídio.
Ainda segundo as investigações, a mulher ganhou uma indenização trabalhista em favor de Nilton, continuava recebendo pensão pela morte dele e detém a posse da residência onde o casal morava.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) determinou a suspensão de uma propaganda eleitoral da campanha de Eduardo Paes (PSD) que fazia associava o candidato ao governo Douglas Ruas (PL) ao crime organizado e a acusações de corrupção na Assembleia Legislativa (Alerj). A decisão liminar foi assinada nesta quinta-feira (24) pela desembargadora eleitoral Maria Paula Gouvêa Galhardo.
A ação foi apresentada pela Coligação “Rio Real”, defendida pelo advogado Tiago Santos, que questionava a propaganda exibida no horário eleitoral obrigatório da TV em 16 de setembro.
Segundo a representação, o vídeo associava o deputado Rodrigo Bacellar (União) ao Comando Vermelho e fazia referência a uma suposta “quadrilha da Alerj”. Na sequência, a peça relacionava Douglas Ruas às acusações e dizia que o candidato “só faz uma coisa desde que entrou para a política: enriquecer”, mencionando um patrimônio de R$ 15,8 milhões.
A desembargadora entendeu, em análise liminar, que a propaganda ultrapassou os limites da crítica eleitoral ao transferir para o candidato acusações criminais atribuídas a terceiros e insinuar enriquecimento ilícito sem provas individuais contra Douglas Ruas.
Outro ponto considerado irregular foi a forma como a propaganda foi apresentada. Segundo a decisão, o programa criticava o adversário sem indicar de maneira clara o nome e o número do candidato responsável pelo espaço.
A legislação eleitoral, conforme apontado na decisão, exige a identificação da autoria das inserções e dos programas eleitorais.
Todo mundo já sabe que a Verônica Costa (PL), a “Mãe Loira do Funk”, está condenada em definitivo por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa — e, até o início da tarde desta quinta (24), se encontra foragida, mesmo que no balanço das horas tudo possa mudar. O que pouca gente se lembra é que essa história começou muito antes de passar por delegacias e tribunais.
Foi no início dos anos 2000. Eu era repórter e fui escalado para entrevistar Priscila Nocetti, que seria apresentada como nova musa da Furacão 2000. Àquela altura, ela já era namorada de Rômulo Costa, o grande empresário do funk. Fiz a entrevista, e a musa foi trocar de roupa para as fotos. Enquanto o fotógrafo aguardava, fiquei trocando uma ideia com Rômulo. Em determinada altura, soltei aquele: “E a Verônica?”. “Eu na minha, ela na dela. Depois que ela me traiu com meu sobrinho na minha cama”, contou o dono da Furacão, com a tranquilidade de quem relata que acabou de chupar um Chicabon.
Traição na própria cama do casal
Tomei um susto, e a pauta mudou na hora, claro. Perguntei a Rômulo se ele estava falando aquilo em on, ou seja, para ser publicado. Ele disse que sim, com a condição de que não misturasse as duas matérias. Priscila era um caso, Verônica outro. Fizemos o acordo de cavalheiros e corri para a redação do jornal. Rômulo contava que tinha acolhido o sobrinho, vindo de Manaus (AM), e levado uma punhalada pelas costas. Na própria cama!
Rômulo e Priscila vivem romance desde o início dos anos 2000 – Foto: Divulgação
Foi uma correria danada. Escrever as duas matérias separadamente e, claro, procurar Verônica Costa, na época vereadora. Ela foi informada por telefone sobre o assunto e topou me receber pessoalmente em seu escritório. Disse, olhando nos meus olhos, que era tudo mentira de Rômulo, que estava contando essa história para não ficar mal com os funkeiros, já que, na época, ela era uma celebridade respeitada e adorada no meio. Ficou o dito pelo não dito, cada um com sua versão, até porque traição não é crime previsto no Código Penal. Com a opinião pública é outra história, mas isso não conta para os tribunais.
Denúncia de tortura com ácido e possível execução
Eis que em fevereiro de 2011, quem aparece dizendo que tinha se separado de Verônica Costa após um casamento conturbado? Ele mesmo, Márcio Costa. Seria apenas uma fofoca velha, se Márcio não tivesse procurado a polícia para dizer que foi torturado por Verônica e quatro parentes dela, numa dia de terror que se estendeu por 20 horas. Márcio contou ter sido amarrado e queimado com ácido.
“Além da tortura, haveria execução. Isso só não aconteceu porque eu consegui fugir”, disse Márcio na época.
Márcio contou na época que foi torturado por Verônica e parentes dela — Foto: Reprodução
O caso se arrastou. Em 2019, Verônica e seus quatro parentes foram condenados a cinco anos e dez meses de prisão, em regime semiaberto. A polícia recorreu, e o processo foi correndo por várias instâncias. Em 2023, a “Mãe Loira” teve a pena aumentada para 10 anos e 8 meses de prisão pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Isso ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a sentença de 1ª instância.
Verônica diz que apenas pagou na mesma moeda
Verônica sempre negou o crime e também diz que não foi a primeira a trair. Sustenta que apenas deu o troco em Rômulo Costa, a quem acusa de tê-la traído com Priscila, que já era funcionária da Furacão 2000 na época. A ex-vereadora falou ao podcast Papagaio Falante sobre o assunto no ano passado. Com detalhes.
“Quando eu saí dali (da relação), estava muito gorda, fragilizada. Me chamavam de Fusquinha, dizendo que ele tinha me trocado por uma Ferrari. Eu estava muito ferida e pense: ‘Tenho que ficar com alguém que machuque ele'”, disse.
Sedução por vingança e garrafa de vinho
A “Mãe Loira” disse no podcast que tomou a iniciativa de seduzir Márcio:
“Cheguei pra ele e perguntei: ‘Você me acha bonita? Ficaria comigo?’ Ele me disse que sim. Eu não bebo, mas nesse dia bebi uma garrafa de vinho e fiquei com ele”.
Verônica lembrou ainda no podcast que não basta se vingar, tem que espezinhar.
“No mesmo dia, liguei pra ele e disse: ‘Rômulo, você pode espalhar pra todo mundo que a Mãe Loira agora tem amante’. E ele: ‘É mesmo? Quem é seu amante?’. Eu falei: ‘Seu sobrinho’.
Na mesma entrevista, Verônica disse que se arrependeu:
“Não me senti bem fazendo isso. No mesmo dia tive uma crise de choro. Mas eu me arrependo muito, porque isso isso me custou muito caro”.
‘Tem que ter disposição, sua piranha’
Ao longo dos anos, o assunto rendeu. Em 2016, “vazou” um áudio de Verônica numa briga com Priscila Nocetti. Tirem as crianças da sala!
“Quero te falar o seguinte, eu não preciso de fazer nada disso pra voto não, meu amor, eu tenho 70 leis aprovadas. Sabe o que é 70 leis? Tem que ter disposição, sua piranha. Eu vou te falar uma coisa, se existe jovens aprendiz hoje na cidade do Rio, é a lei do primeiro emprego da Mãe Loura Verônica Costa. Se você não sabe, jovens aprendiz é algo assim que muda a vida dos jovens, sua piranha. Se você não sabe, sua puta, a lei dos empacotadores é uma lei que gera emprego pra terceira idade, sua vagabunda. Não fale mais de mim, vai limpar essa sua boca. Vai tomar juízo, parar de trair seu marido. Eu sempre fui uma mulher muito correta, sua filha da puta. Chega pra qualquer funkeiro, chega…”
Acusação de ser dançarina em local de programas sexuais
E não parou por aí:
“Você era dançarina da Love Story em São Paulo, uma casa de programa, e você veio para o Rio. Na porta do Castelo da Pedras, pediu para trabalhar para mim. Você disse que era minha mãe e conquistou a minha confiança. Sua bandida, suja, dissimulada. Você conquistou o meu marido. Perdi o Rômulo para você, sim. Você destruiu o meu casamento, acabou com a minha vida no sentindo emocional. Você é uma mulher imunda, que vive humilhando o Jonathan, a Jeniffer (filhos do ex-casal). Você tem um problema comigo que, na verdade, você precisa nascer mil vezes para chegar perto do meu coração. Eu sou incapaz de chegar perto de alguém casado. Sua bandida!”.
De funkeiro a jogador de futebol: ‘sua imunda!’
E “pera” que teve mais:
“A massa funkeira sabe qual é a sua. O maior castigo do Rômulo é o Rio de Janeiro saber que o Rômulo perdeu uma mulher como eu. Todo mundo sabe que você é uma mulher que sai com geral, desde funkeiro a jogador de futebol. Agora pergunta aos meus representantes de galera, qual foi o dia que a ‘Mãe Loira’ pegou algum funkeiro? A única coisa que eu tenho de mais valor é a minha moral, sua imunda. Vai aprender a ser mulher! Até hoje você mora na minha casa. Uma mulher nobre nunca moraria nessa casa. A casa está no meu nome. Para mim, você é a pior espécie do mundo”.
‘Trocar uma Mercedes por um Fusca não dá’
Priscila não deixou barato:
“Eu tô rindo até 2050. Quando você acha que já viu de tudo nessa vida, vem uma louca em busca de voto, achando que funkeiro é burro, querendo ser vítima. Como sempre, né? Acho que as pessoas esqueceram a historia do Márcio, que ela pegou o sobrinho do marido na casa dela, na cama dela, não respeitou nem os filhos pequenos. Enquanto ela se faz de vítima, está querendo casar de novo com o Rômulo. Só que avisa a ela gente, que o Rômulo é casado. E meu amor, trocar uma Mercedes por um Fusca não dá, não é verdade? Só se ele fosse muito burro. Sem contar que ela está casada, né? A hashtag tem que que ser ‘o marido não está dando conta’ ou então ‘vamos arrumar um vibrador pra Mãe Loira'”.
Rômulo Costa foi procurado pelo TEMPO REAL para comentar o assunto. Ainda não retornou. Enquanto isso, aguardamos as cenas dos próximos capítulos.
Professores da rede municipal do Rio que atuam em funções de gestão escolar poderão receber gratificação de até R$ 1 mil mesmo quando a carga horária efetiva for inferior a 40 horas semanais.
A medida foi publicada nesta quinta-feira (24) pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) no Diário Oficial da cidade e faz parte de um pacote de mudanças na remuneração de profissionais da Educação, que inclui equiparação de reajustes de salários entre temporários e efetivos.
A gratificação será paga enquanto o professor estiver no exercício da função e não representa alteração definitiva da jornada de trabalho. Segundo o prefeito, a medida alcança parte dos cerca de 4.500 gestores da rede municipal.
Requisitos para a gratificação
Para receber o benefício, o servidor deverá ser formalmente requisitado para exercer as atribuições de Professor Articulador, conforme as regras definidas pela Secretaria Municipal de Educação, e estar efetivamente desempenhando a função em uma creche municipal ou em um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI).
Pelo texto, os servidores do quadro do Magistério requisitados para atuar como Professores Articuladores receberão R$ 1.093,86 por mês quando a atuação for de 40 horas semanais. Para quem cumprir carga inferior, o valor será proporcional. No caso de 22,5 horas semanais, a gratificação será de R$ 615,30.
O valor não será incorporado ao vencimento ou à aposentadoria e também não servirá de base para o cálculo de outras vantagens.
O decreto também impede o recebimento acumulado com outra gratificação por encargos especiais ou com valores decorrentes do exercício de cargo em comissão ou função gratificada.
Pagamento começa em novembro
A nova gratificação será concedida somente dentro do limite orçamentário destinado a esse tipo de pagamento na Secretaria Municipal de Educação. A pasta ainda deverá regulamentar o número máximo de servidores que poderão receber o benefício.
O decreto entra em vigor na data da publicação, mas os efeitos financeiros começam a partir da competência de novembro de 2026.
Segundo Cavaliere, 525 Professores Articuladores das creches e EDIs passarão a receber a mesma gratificação dos coordenadores pedagógicos das demais unidades. Esses profissionais atuam no planejamento pedagógico, na formação das equipes e no acompanhamento das turmas.
Mudanças para professores temporários
Outra mudança anunciada pelo prefeito envolve a remuneração dos professores temporários da Educação municipal. Segundo Eduardo Cavaliere, a medida permitirá equiparar o salário desses profissionais ao valor pago aos servidores efetivos que exercem a mesma função.
Atualmente, de acordo com o prefeito, a remuneração dos temporários não é atualizada automaticamente quando há reajustes para os servidores efetivos. A ideia é permitir a equiperação ao valor recebido dos ativos na mesma função sem precisar esperar um ano para prorrogar o contrato e aí sim equiparar os salários.
“Quem entra numa escola todos os dias sabe o tamanho da responsabilidade de quem coordena uma equipe, acompanha professor, organiza a rotina e cuida para que cada criança tenha uma educação melhor. São mudanças concretas na vida de quem trabalha pela educação pública do Rio”, escreveu Cavaliere.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) foi muito aplaudido, nesta quarta-feira (23), no evento do presidente Lula (PT) na Fundição Progresso. Contou que a cidade do Rio foi a primeira a proibir os anúncios de bets nas ruas e defendeu os investimentos no carnaval, citando o retorno que a festa traz ao Rio.
Música aos ouvidos da esquerda e dos artistas.
Mas o amor só durou até ele pedir votos para Pedro Paulo (PSD), companheiro de chapa da petista Benedita da Silva ao Senado.
Mal conseguiu terminar o discurso. Deixou o palco sob sonora vaia, puxada, principalmente, pelo pessoal do PSOL, que tem como candidata a vereadora Monica Benício. Apesar de não estar na coligação para o governo do estado, Monica e o PSOL têm feito dobradinha com Bené e pedido o segundo voto para ela.
Curiosamente, depois de vaiar Cavaliere, a maioria dos psolistas abandonou o evento e não viu Lula fazer (mais uma vez) uma veemente defesa da candidatura de Pedro Paulo.
“Quando anunciaram o Pedro Paulo, muita gente não gostou”, disse Lula. “O governador do estado não cria caso para o presidente. Mas o senador atrapalha muito a vida do presidente. Quem quiser errar que erre, mas vai pagar o preço de ter um cara oito anos infernizando a vida do governo. É muito sério. Se a gente não fizer maioria no Senado, corre o risco deste país entrar numa crise sem precedentes”.
O portão de acesso ao Parque Municipal Sustentável da Gávea, Zona Sul do Rio, previsto como contrapartida para a construção de um condomínio na Rua Marquês de São Vicente, permanece fechado desde a entrega do residencial, em dezembro do ano passado — e os primeiros moradores já chegaram.
A área, que faz parte do terreno do antigo laboratório Moura Brasil, deveria ter acesso público diário, conforme determina a Lei Complementar nº 228/2021, sancionada para viabilizar o empreendimento.
A situação vem gerando discussão entre moradores do bairro, que também apontam questões de segurança e estrutura do condomínio. Segundo moradores do novo residencial, o parque ainda está em obras e não há estrutura de segurança suficiente para receber visitantes.
Acesso ao público é definido por lei, mas não é cumprido
A Lei Complementar 228 define o chamado Parque Municipal Sustentável da Gávea como um espaço público de propriedade privada, com função ecológica e de lazer.
A legislação determina que o proprietário implante as estruturas necessárias e garanta “acesso público diário para livre fruição”.
O texto também prevê que essas condições sejam registradas em Termo de Compromisso e estabelece multa diária em caso de descumprimento. O documento, segundo a lei, é condição para a obtenção do habite-se e o licenciamento de novas edificações.
A legislação ainda determina, no artigo 8º, que a administração do residencial afixe uma placa ou cartaz em local visível informando sobre a liberação do acesso ao parque para a população e indicando um canal para denúncias.
Como o parque foi previsto na lei
O terreno foi dividido pela legislação em três setores. O Setor A, próximo à Rua Marquês de São Vicente, permite usos residencial, comercial e de serviços e prevê uma alameda central de ligação com o Setor B.
É no Setor B que está prevista a área do parque, com trilhas ecológicas e acesso livre ao público. A legislação permite apenas o fechamento do espaço durante o período noturno.
Já o Setor C, localizado na parte mais alta do terreno, não permite edificações e é destinado a atividades de estudo e pesquisa, sem acesso público.
Procurada pelo jornal O Globo, a Secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU) informou que a legislação “resguarda a livre circulação da população no espaço”. Segundo a pasta, agentes de fiscalização farão uma vistoria para verificar se a determinação legal está sendo cumprida.
Depois de dias de céu fechado, chuva e umidade, o Data Surreal — Instituto de Pesquisas do Tempo Surreal — foi às ruas medir o sentimento da população sobre a ausência prolongada do principal símbolo climático do Rio.
O resultado entrou para a história das pesquisas de opinião: 100% dos cariocas entrevistados afirmaram que já está na hora de o sol dar as caras.
O índice representa uma rara convergência entre moradores da Zona Sul, Zona Norte, Zona Oeste, Barra e Centro, grupos que tradicionalmente não conseguem chegar a consenso nem sobre praia, trânsito, futebol ou onde começa e termina a Tijuca.
O Data Surreal informa que a pesquisa tem margem de erro de zero ponto percentual, porque ninguém aguenta mais. Nem os estatísticos (??) que trabalham no instituto.
Apenas em 2026, o serviço de teleatendimento da Prefeitura do Rio recebeu 144.794 queixas de estacionamento irregular até a última terça-feira (22) — uma média de 548 por dia. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 8,2%.
A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) contratou oito reboques para enfrentar o desafio de encarar a frota de cerca de 3,6 milhões de veículos na capital fluminense. Uma empresa recém-contratada assumiu o lugar do prestador emergencial anterior, multado e advertido reiteradamente por descumprir a meta contratual de manter 33 reboques em circulação.
Apesar da promessa feita em dezembro pelo secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, de licitar 40 reboques, o plano não foi mantido. A Seop justificou, em nota, que o novo dimensionamento da frota baseou-se em estudos técnicos voltados a otimizar a eficiência operacional e o tempo de resposta do serviço.
Além disso, consideram que os reboques só são deslocados depois que as equipes de fiscalização vão até o local e confirmam a veracidade da denúncia. Em certas situações, os guardas avaliam que não é necessário rebocar o veículo e optam apenas pela multa. A Seop argumenta, ainda, que agora a frota está disponível 24 horas por dia, com motoristas terceirizados se revezando em turnos de 12 horas cada um.
Outro problema é a distância dos depósitos, apenas dois em todo o município, o que pode acarretar em dezenas de quilômetros percorridos por alguém que teve seu carro rebocado.
A empresa GKF Good Kick Serviços Ltda, vencedora do pregão econômico, tem um contrato com a prefeitura que prevê o pagamento de R$ 29,7 milhões por 36 meses de vigência, independentemente do número de veículos rebocados. O processo de licitação, no entanto, gerou divergências no Tribunal de Contas do Município (TCM), quando os técnicos estranharam que a Seop excluiu das planilhas o orçamento de menor valor.
Embora o valor inicial do edital (R$ 33 milhões) fosse quase R$ 2 milhões inferior ao calculado pelo TCM, os conselheiros liberaram a licitação por considerarem a diferença irrelevante no prazo de 36 meses, recomendando apenas o uso de todas as cotações em futuros processos. Em nota, a Seop informou ter atendido às orientações do tribunal e destacou que o valor final contratado ficou abaixo do teto previsto no edital.
A Assembleia Legislativa (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (24), a criação do Dia Estadual de Combate ao Racismo no Esporte no Rio. A norma, que ainda vai passar pela análise do governo do estado, define o dia 21 de maio como data dedicada a ações de conscientização sobre a discriminação no esporte.
De autoria do ex-deputado e atual prefeito de Mangaratiba Luiz Cláudio Ribeiro (Republicanos), a iniciativa busca estimular políticas públicas preventivas e debates sobre a discriminação racial em diversas modalidades esportivas.
O texto também prevê que o Executivo promova fóruns, seminários e conferências no Dia Estadual de Combate ao Racismo. O projeto de lei segue para o gabinete do governador.
A Polícia Civil do Rio está nas ruas, na manhã desta quinta-feira (24), para cumprir um mandado de prisão contra a empresária e ex-vereadora Verônica Costa (PL), conhecida como “Mãe Loira do Funk”, condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. Os agentes estiveram em diversos endereços ligados à ex-parlamentar, mas ela não foi encontrada e é considerada foragida da Justiça.
Os policiais foram a um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. No local, os agentes encontraram o imóvel vazio e dois cachorros abandonados.
ATUALIZAÇÃO ÀS 9h45: Em nota, o Banco Genial disse que “Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição”. A nota completa da instituição está no final desta matéria.
O Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto, com mandados de busca e apreensão em diferentes estados; quatro deles estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro.
A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis na aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.
Um dos endereços nos quais os agentes cumprem os mandados fica no Leblon, na Zona Sul do Rio, onde moram Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. Outros quatro endereços de empresas ligadas à distribuição de combustíveis também são alvo das buscas.
As investigações do MPSP revelam que o grupo teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. Mesmo sendo apontados como chefes, nenhum dos dois é alvo das buscas desta manhã.
O quarto alvo da operação é Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, operador financeiro de Vorcaro. Freixo assinou uma delação premiada sobre o Caso Master e foi também responsável pelo envio dos milhões de reais para o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente da República Jair Bolsonaro.
Ao todo, a ação cumpre mandados de busca e apreensão em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. Participam da operação a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Secretaria Estadual da Fazenda de São Paulo.
Conforme a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPSP, a compra da Terrana foi realizada por meio de fundos e empresas criados exclusivamente para essa operação — como os fundos Radford, Derby 44 e Los Angeles 01, e as empresas Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda., fundadas poucos meses antes do negócio.
O Ministério Público aponta que mais de R$ 120 milhões circularam por uma rede de “contas de passagem”, transitando por firmas como Aster Petróleo, SM Serviços Empresariais, Duvale Distribuidora e Usina Itajobi até atingirem a estrutura responsável pela aquisição.
O que diz o Banco Genial
O Banco Genial enviou uma nota à imprensa. Eis a íntregra:
“O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.
Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.
No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.
A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.
Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.
A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”