A Prefeitura do Rio remanejou R$ 43,3 milhões do orçamento de diferentes secretarias e órgãos municipais para reforçar os recursos destinados ao pagamento da dívida interna do município.
A medida foi estabelecida por decreto publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (20), e provocou críticas do vereador Fernando Armelau (PL), integrante da maior bancada de oposição ao governo municipal.
O remanejamento de recursos é um procedimento habitual na execução do orçamento público, especialmente nos últimos meses do ano, quando a administração ajusta suas contas. Verbas que não foram integralmente usadas por determinadas áreas podem ser transferidas para outras que precisam de reforço financeiro para cumprir suas obrigações.
Isso não significa, necessariamente, que serviços serão interrompidos ou projetos, abandonados. Mas a origem dos recursos transferidos chamou a atenção de Armelau, que questiona as prioridades da prefeitura.
Entre as áreas que tiveram dotações reduzidas está a Assistência Social, com um total de quase R$ 10 milhões. Desse montante, R$ 5,7 milhões estavam previstos para a Proteção Social Básica e R$ 4,1 milhões para a reorganização da rede municipal de acolhimento, voltada, entre outros públicos, a pessoas em situação de rua e famílias em condições de vulnerabilidade.
Na Conservação e Infraestrutura, o remanejamento ultrapassou R$ 7,8 milhões. A maior parcela, de R$ 7,6 milhões, saiu da dotação destinada à revitalização de espaços e equipamentos públicos, como praças, parques e outras áreas de uso coletivo.
Também foram transferidos R$ 8,5 milhões anteriormente previstos para operações de trânsito e sinalização semafórica. Já a Guarda Municipal teve uma redução de R$ 2,2 milhões na dotação destinada ao apoio operacional.
Outras áreas entraram na redistribuição dos recursos. A Integração Metropolitana, responsável pelo programa Embaixadas Cariocas, teve R$ 6,9 milhões remanejados. Na Riotur, foram R$ 2,3 milhões de recursos vinculados ao carnaval.
A Secretaria de Trabalho e Economia Solidária teve uma redução de R$ 1,5 milhão em dotações para programas de empregabilidade e geração de renda. Na Cultura, o ajuste foi de R$ 1 milhão em recursos destinados à revitalização do Centro.
O decreto também alcançou, em valores menores, dotações relacionadas à prevenção da violência contra a mulher, à inclusão de pessoas com deficiência, a creches institucionais e a mecanismos de transparência pública.
Oposição questiona prioridades
Para Fernando Armelau, a transferência de recursos de áreas sociais e de serviços urbanos para o pagamento da dívida representa uma escolha equivocada da administração municipal.
“É inaceitável ver a Prefeitura sacrificar serviços essenciais e a proteção da nossa população vulnerável para cobrir rombos financeiros. Cortar verbas da assistência social, da segurança e da manutenção dos bairros para pagar dívida demonstra uma clara inversão de prioridades que penaliza quem mais precisa do poder público no dia a dia”, criticou o vereador.
Comentários 9
Essa área desde qdo foi loteada , sabe.se lá como , os moradores afirmavam que alagava e isso a mais de 30 anos
..qu.conhece a área sabe ..quem vendeu lotes , ficou rico ? Tinha apoio político? Ganhou votos ? Se elegeu ? Após tudo isso , o dinheiro público será gasto no local, e quem enriqueceu? Vai pagar alguma coisa a Prefeitura? Nunca culpam essa classe que só destrói.
Olá Roberto, a título de informações: O loteamento é inscrito junto a Secretária Municipal de Habilitação sob o número 71, ou seja, é um loteamento legalizado e inclusive paga seu IPTU. Inclusive essas informações são públicas e está no Diário Oficial, basta procurar! Ah, sim! É o segundo maior loteamento da América Latina com 14 mil lotes com terrenos (9×25); isso está no Diário Oficial no ano de 1953. Enfim, em ano de eleição vale tudo! Agora é torcer para que a obra saia do papel.
Roberto .
Tente se informar um pouco mais sobre o bairro.
Lá tem muita casas que tem documento rgi, taxa de incêndio dentre outros.
Além de pessoas que merecem dignidade.
Nao seja hipócrita.
Ate pelo menos a decada de 60/70 a lei permitia implantar loteamentos sem infraestrutura , assim foi feito em toda Zona oeste e Baixada .
Olá, gostaria de esclarecer que esses são os recursos destinados ao Jardim Maravilha. São dados públicos!
Considerando a divulgação oficial da aplicação de R$ 300 milhões oriundos dos recursos da CEDAE, conforme publicação anexa;
Considerando a contratação de empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor de R$ 950 milhões, conforme publicação anexa;
Considerando a destinação de R$ 340 milhões provenientes do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, conforme publicação anexa;
Total divulgado de R$ 1,6 bilhão em recursos anunciados pela Prefeitura para obras de infraestrutura, urbanização e proteção contra enchentes no
Jardim Maravilha. Até agora só chegou R$ 50,9 milhões; CADÊ O DINHEIRO?
Bom dia. Boa tarde. Boa noite. O que falta no Jardim maravilha, é : Boa vontade dos políticos, no caso do Jardim maravilha, o prefeito Eduardo paes, e educação de Boa parte dos moradores, que transforma o local numa imundice. Sem contar a poluição sonora, não respeitam o descanso nem o sono alheio
Boa tarde moro em Bangu , tem um rio que passa próximo a minha casa eles fizeram a obra porém não deram continuidade e está abandonada o Rio se chama sarapui só fizeram no início de e não deram continuidade na parte da avenida Carlos Sampaio Correia está largada. Gostaria q eles finalizassem a obra e muito triste .
Boa tarde moro em Bangu , a obra porém não deram continuidade e está abandonada o Rio se chama sarapui só fizeram no início de e não deram continuidade na parte da avenida Carlos Sampaio Correia está largada. Gostaria q eles finalizassem a obra e muito triste .
Bom dia. Boa tarde. Boa noite. O que falta no Jardim maravilha, é : Boa vontade dos políticos, no caso do Jardim maravilha, o prefeito Eduardo paes, e educação de Boa parte dos moradores, que transforma o local numa imundice. Sem contar a poluição sonora, não respeitam o descanso nem o sono alheio