Atenção aos pais de pet da cidade do Rio: o agendamento para castração de cães e gatos foi aberto para vagas de cirurgia no mês de junho. Nesta segunda-feira (27), podem realizar a marcação os protetores de animais cadastrados na Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais. Para a população geral, o agendamento será nesta terça (28), nos horários e endereços listados abaixo. O serviço é gratuito.
Para marcar, é preciso que o tutor tenha mais de 18 anos, seja morador da cidade do Rio, e esteja com a carteira de identidade, CPF e comprovante de residência em mãos (versões originais e cópias dos três documentos).
Os cães devem pesar entre 3,5kg e 25kg, e os felinos a partir de 1,5kg. A idade do animal deve ser de 4 meses a 7 anos. O procedimento não é realizado em braquicefálicos e cachorro Chow-chow. O pet não precisa estar presente no ato da inscrição.
Locais para se realizar o agendamento presencial – Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio
As datas seguem o calendário anual de castração, e sempre são definidas tendo como base o mês seguinte. Confira as próximas datas:
Calendário anual de castração deste ano – Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio
A deputada federal Dani Cunha (PL-RJ) publicou um desabafo público nas redes sociais anunciando o rompimento político com a vereadora carioca Gigi Castilho (também do PL).
No vídeo, gravado dentro de um veículo em movimento, a parlamentar — filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha — criticou duramente as atitudes da agora ex-aliada na Zona Oeste do Rio de Janeiro e classificou a postura da parlamentar municipal como uma “enorme traição”.
Nas redes sociais, Gigi já aparece fazendo campanha para o candidato Marcos Tavares, do PDT, e não para a antiga mentora política. Para estadual, ela pede votos para Leandro do Vaguinho — candidato pelo Republicanos, e não pelo seu PL. Para senador, ela apoia Vaguinho, também do Republicanos.
Dani Cunha ressaltou que foi a principal responsável por lançar Gigi Castilho na política do estado, e disse que esperava, com isso, beneficiar a região de Sepetiba com a eleição de uma representante feminina na Câmara dos Vereadores. Mas, segundo a deputada federal, a vereadora optou por priorizar interesses individuais em em oposição às diretrizes do grupo político que a conduziu ao cargo.
Quebra de valores e autonomia no mandato
Sem poupar críticas, Dani Cunha enfatizou que na política e na vida é preciso cultivar “lado, palavra e gratidão que não prescreve”, afirmando não enxergar mais nenhum desses três princípios nas atitudes de Gigi Castilho.
“Ela optou por seguir o curso do seu mandato por conta própria, com seus objetivos, e não olhar o objetivo de um grupo. Ou seja, houve uma enorme traição. Mas não tem problema, nós seguimos com o nosso trabalho”, declarou a deputada.
A parlamentar fez questão de listar realizações que atribui ao seu próprio mandato na região de Sepetiba e Zona Oeste, para reforçar que sua atuação na área independe da ex-aliada.
Reconhecimento de falhas e aceno aos eleitores
No desabafo, Dani Cunha admitiu que o grupo cometeu erros no processo eleitoral passado ao escolher apoiar a candidatura de Gigi, mas garantiu aos moradores locais que continuará atuando firmemente na região.
Ao finalizar o pronunciamento, a deputada deixou a ex-aliada “com o ônus de suas decisões” e projetou novos caminhos para seu grupo político, prometendo “muita novidade” em breve para a população da Zona Oeste carioca.
Trabalhador de peixaria no Rio é resgatado em condição análoga à escravidão após denúncia do MPT; o homem usava como moradia um caminhão sem energia elétrica
Um trabalhador de uma peixaria na Zona Oeste do Rio foi resgatado de uma situação análoga à escravidão. Ele usava como moradia um caminhão sem energia elétrica, banheiro e chuveiro estacionado em um terreno próximo à residência do responsável pelo estabelecimento. Os pertences pessoais dele foram encontrados dentro do veículo.
A fiscalização ocorreu em 19 de agosto, após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O homem trabalhava como ajudante nas entregas do estabelecimento e foi localizado por Auditores-Fiscais do Trabalho quando retornava de uma delas. O caminhão não tinha vedação capaz de garantir segurança nem condições compatíveis com uma moradia digna.
No total, a ação alcançou três trabalhadores, todos sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho.
R$ 54,2 mil em direitos trabalhistas assegurados
A Inspeção do Trabalho constatou ainda que o trabalhador prestava serviços sem registro e sem formalização do vínculo, além da ausência de pagamento regular de salário e falta de exames médicos ocupacionais e de treinamentos obrigatórios básicos.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, as irregularidades, consideradas em conjunto, ultrapassavam problemas trabalhistas isolados.
Como resultado das providências adotadas pela fiscalização, o vínculo de emprego do trabalhador resgatado foi formalizado, com registro no eSocial desde a data de admissão e os correspondentes recolhimentos do FGTS e das contribuições previdenciárias.
As verbas trabalhistas destinadas ao trabalhador somam mais de R$ 54 mil. Ele também terá acesso ao seguro-desemprego destinado especificamente a trabalhadores resgatados de condição análoga à de escravo, desde que atendidos os requisitos legais.
A Auditoria-Fiscal do Trabalho informou ainda que serão lavrados autos de infração pelas irregularidades constatadas, entre eles o específico para casos de submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo.
O empregador também foi notificado a interromper as irregularidades e a providenciar a realocação do trabalhador para outra residência.
A Prefeitura de Niterói proibiu a publicidade de plataformas de apostas esportivas e jogos de quota fixa, as chamadas bets, em espaços públicos e na publicidade exterior (como outdoors) de todo o município.
A medida foi publicada nesta quarta-feira (9), por meio de decreto no Diário Oficial, assinado pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), e estabelece prazo máximo de dez dias para a retirada dos anúncios que estejam em desacordo com as novas regras.
Prefeito cita responsabilidade do poder público
A proibição abrange diferentes formas de divulgação das empresas de apostas, incluindo marcas, nomes empresariais, plataformas digitais, sites, aplicativos, promoções, campanhas, bônus e premiações.
Também ficam proibidos logomarcas, símbolos, mascotes, slogans e outros elementos que permitam identificar, direta ou indiretamente, empresas ou plataformas de apostas.
Para Rodrigo Neves, a expansão das apostas on-line é uma realidade que “exige responsabilidade do poder público”. Segundo o prefeito, não se pode naturalizar uma publicidade que chega diariamente a crianças e jovens e que pode estimular comportamentos capazes de provocar dependência, endividamento e sofrimento para muitas famílias.
“Niterói está usando os instrumentos que o município tem para proteger a população e, principalmente, nossas crianças e adolescentes”, afirmou o prefeito.
Um dos principais objetivos da medida é reduzir a exposição da população, especialmente de crianças e adolescentes, à publicidade relacionada a jogos de apostas.
A medida considera os riscos associados ao jogo compulsivo e seus impactos sobre a saúde mental e o bem-estar social, além da necessidade de garantir proteção integral ao público infantojuvenil.
Fiscalização
A fiscalização será feita pela Secretaria de Ordem Pública (Seop), em articulação com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade (SMU). Em caso de descumprimento, empresas anunciantes e responsáveis pela exibição da publicidade poderão sofrer as sanções previstas no Código de Posturas do Município.
Também estão previstas a cassação ou anulação da autorização e a determinação de retirada imediata da peça publicitária irregular.
Dez dias para empresas se adequarem às regras
Anúncios que já estejam instalados terão prazo máximo e improrrogável de dez dias, contado a partir da publicação do decreto, para serem retirados ou adequados. Durante esse período, fica suspensa a aplicação das multas previstas para a infração.
A proibição também se aplica a campanhas publicitárias e eventos contratados, patrocinados ou realizados pela administração municipal, inclusive nos casos em que a propaganda de bets esteja visível a partir da área externa do evento.
Órgãos e entidades da Prefeitura também deverão cumprir as novas regras em contratos, concessões, permissões, autorizações e licenças que envolvam a exploração publicitária em bens e espaços públicos.
A medida está restrita às competências do município sobre publicidade exterior e utilização de espaços públicos e não interfere na autorização ou no funcionamento das empresas de apostas, atividade regulamentada pela União.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) abriu o prazo de três dias para Rebeca Ramagem, candidata a deputada federal pelo PL do Rio, explicar a condenação do marido Alexandre Ramagem nos atos golpistas de 8 de janeiro, no processo de registro de sua candidatura. A Justiça Eleitoral quer avaliar se os crimes do ex-chefe da Abin impedem a mulher de disputar a eleição de outubro.
A decisão considera a condenação de Ramagem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Rebeca, que estreia na política, terá três dias para apresentar os esclarecimentos. O prazo foi estabelecido em despacho assinado nesta semana pelo desembargador eleitoral Paulo Cesar Salomão Filho, que também determinou que ela se manifeste sobre uma regra da Constituição que proíbe partidos políticos de manter ou utilizar organizações paramilitares, forças armadas paralelas criadas para fins ilegais.
Depois da manifestação da defesa, o processo segue para análise da Procuradoria Regional Eleitoral.
Além dos números da campanha
Em sua declaração de bens, Rebeca informou um patrimônio modesto de R$ 542,1 mil, concentrado quase todo em aplicações de renda fixa, fundos e previdência privada. Mas o patrimônio declarado expõe apenas uma parte da situação que cerca sua estreia eleitoral.
A outra está no processo de registro da candidatura, agora sob análise do TRE-RJ devido as condenações de Alexandre Ramagem.
Com informações da coluna do jornalista Guilherme Amado no “Amado Mundo”.
Quatro ônibus foram usados como barricadas no Complexo do Chapadão, em Anchieta, nesta quarta-feira (09), durante uma operação da Polícia Militar. A Rio Ônibus, consórcio patronal das empresas de transporte do município, afirmou que 12 linhas da região tiveram os itinerários afetados.
A ação do 41º BPM (Irajá) tem como um de seus objetivos justamente retirar barricadas que impedem a circulação. Além desse, combater roubos de veículos e cargas também está entre as metas.
Os veículos atravessados pertencem às linhas 399 (Pavuna x Passeio), 793 (Pavuna x Sulacap), SP795 (Pavuna x Terminal Deodoro). A última teve dois automóveis sequestrados.
Alfeu Valença é ex-presidente da Petrobrás e fundador da CONPET - Consultoria e Engenharia de Petróleo.
09/09/2026 10:00
O agronegócio brasileiro costuma se apresentar como o grande motor da economia nacional, responsável por parcela expressiva do PIB, das exportações e da geração de divisas. A imagem de “celeiro do mundo” reforça a ideia de um setor pujante, moderno e autossuficiente. No entanto, por trás desse discurso de força, existe uma dependência estrutural que raramente aparece nas campanhas publicitárias: o denominado Plano Safra.
Esse plano, um dos maiores programas de crédito subsidiado do planeta, injeta, anualmente, centenas de bilhões de reais em financiamentos agrícolas com juros inferiores aos praticados no mercado. Daí surge o questionamento: se o agro é tão lucrativo, por que não se financia sozinho? Por que o Estado precisa assumir parte do risco e oferecer condições especiais que nenhum outro setor econômico recebe?
A resposta começa pelo fato de que o agronegócio não é homogêneo. A narrativa do “agro gigante” costuma esconder que boa parte dos produtores brasileiros não são grandes conglomerados exportadores, mas agricultores familiares, responsáveis por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Esses produtores operam com margens estreitas, enfrentam maior vulnerabilidade climática e têm dificuldade de acessar crédito privado. Sem juros subsidiados, muitos não conseguiriam sobreviver, o que afetaria diretamente o abastecimento interno.
Além disso, o risco agrícola é estruturalmente alto. Nenhum outro setor depende tanto de variáveis incontroláveis como chuva, pragas e oscilações internacionais de preço. Bancos privados evitam esse tipo de exposição ou cobram juros proibitivos para compensá-la. O Estado, então, intervém para evitar que a produção caia, que o preço dos alimentos dispare ou que a inflação se descontrole, prejudicando a população financeiramente mais carente.
Assim, o Plano Safra funciona como uma espécie de seguro coletivo, uma proteção que garante previsibilidade mínima em um ambiente naturalmente imprevisível.
Há ainda um componente estratégico. O Brasil escolheu, ao longo das décadas, um modelo de desenvolvimento baseado no aumento de produtividade e na competitividade internacional. O Plano Safra é parte dessa engrenagem. Ele sustenta o modelo agroexportador ao garantir crédito barato, estimular investimentos e manter o país competitivo em mercados globais altamente disputados. Sem esse apoio, o custo do financiamento subiria, a produção poderia encolher e, fatalmente, os produtos encareceriam. O Brasil perderia espaço no comércio internacional.
Tudo isso é muito verdadeiro, mas não elimina alguns críticos do programa, que insistem em perguntar: se o setor é tão lucrativo, por que não reinveste seus próprios ganhos para reduzir a dependência do Tesouro? Para alguns economistas, seria socialmente mais justo que o agroexportador internalizasse seus riscos e liberasse recursos públicos para áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana. Outros, menos radicais, defendem uma transição gradual, preservando o apoio à agricultura familiar, mas reduzindo subsídios para grandes produtores e estimulando mecanismos privados de seguro rural, crédito verde e fundos de investimento.
Esse é um assunto interessante que poderia ser colocado nas entrevistas e debates entre os candidatos à presidência da República, substituindo as perguntas que mais interessam ao Ministério Público do que aos eleitores, como tem acontecido frequentemente.
A concessionária de transporte ferroviário MRS foi autuada na última sexta-feira (04) após uma grande quantidade de pó de minério de ferro atingir residências em condomínios de alto padrão no bairro Sahy, em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. Três trens da empresa foram vistoriados e irregularidades foram constatadas no transporte e no armazenamento do produto.
Os técnicos da Secretaria Municipal de Ambiente, responsáveis pela vistoria, foram acionados pelos próprios moradores. Em uma das composições, foi encontrado minério de ferro in natura sendo transportado a céu aberto, sem lona ou qualquer proteção.
A fiscalização flagrou o vento espalhando o material para áreas vizinhas, cobrindo piscinas, bebedouros, áreas comuns e espaços infantis. Em um condomínio, a área de lazer teve que ser interditada.
Foi constatado, ainda, que o material era transportado acima da capacidade permitida.
A Prefeitura de Mangaratiba disse que permanecerá acompanhando a situação, que deve ser encaminhada ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Se antes o Diário Oficial vinha recheado de cortes e exonerações, o cenário desta quarta-feira (09) mostra uma mudança de ritmo que vem se tornando comum no Palácio Guanabara. A rodada de atos assinados pelo governador em exercício Ricardo Couto e pela Casa Civil foi dominada pelas nomeações, sinalizando uma retomada na recomposição dos quadros e na ocupação de cargos estratégicos do governo estadual.
Na conta do dia, foram 21 nomeações contra 10 exonerações. A movimentação alcançou diferentes áreas da administração, com destaque para o Detran-RJ e para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
No órgão de trânsito, a principal mudança foi registrada na cúpula, com a nomeação de Ana Margareth Moreira Mendes Cosenza para a Diretoria Geral de Apoio Operacional. A rodada também trouxe novas nomeações e reestruturações de coordenadorias dentro do Detran-RJ.
Reforço no time do Desenvolvimento Econômico
A pasta de Desenvolvimento Econômico também ganhou reforços, ampliando a movimentação de cargos estratégicos na estrutura do Executivo. A secretaria registrou a nomeação de Henrique Rego Monteiro da Hora para o cargo de superintendente, somada às nomeações dos novos coordenadores Fabrício Bonecini de Almeida e Guilherme Papoula de Carvalho.
Ao todo, as 21 nomeações se espalharam por pastas estratégicas da gestão estadual como Fazenda, Governo, Educação, Saúde, Infraestrutura e Junta Comercial (Jucerja), consolidando a mudança de fase do governo estadual, que deixa os cortes para trás e acelera a ocupação das cadeiras na máquina pública.
Investigação da PF apura uso de bens milionários por ex-gestores do governo de Cláudio Castro, entre eles uma mansão, lancha e helicóptero que juntos somam R$ 17,8 milhões
A investigação da Polícia Federal em meio a Operação Sem Refino 2 sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e fraudes em licenças ambientais envolvendo o ex-governador Cláudio Castro e o grupo econômico da Refit aponta para o favorecimento de empresas por ex-gestores do governo estadual e revelam um rastro de bens milionários que, segundo os investigadores, pertenceriam a pessoas envolvidas no caso.
Entre os patrimônios citados no relatório estão uma mansão avaliada em R$ 12 milhões, uma lancha de R$ 4 milhões e um helicóptero negociado por R$ 1,8 milhão. Segundo a PF, os bens estariam ligados aos nomes do ex-secretário do Ambiente Bernardo Rossi e do ex-presidente do Inea Renato Bussiere.
Investigação da PF mira bens em Angra dos Reis
A cidade de Angra dos Reis, na Costa Verde, foi um dos locais-alvo da Polícia Federal na operação. Durante a ação, os agentes encontraram uma lancha avaliada em cerca de R$ 4 milhões. A polícia suspeita que a embarcação pertença a Rossi e Bussiere. Os dois são investigados por suspeitas de terem atuado em defesa da Refit,da Companhia Siderúrgica Nacional e do passivo ambiental das duas empresas.
Bussieri também aparece na investigação como suposto proprietário de uma casa em Angra dos Reis, em um condomínio de luxo. O imóvel, com mais de mil metros quadrados de área construída, é avaliado em cerca de R$ 12 milhões. Metade da propriedade foi adquirida por uma empresa patrimonial ligada ao ex-gestor.
Segundo os investigadores, mensagens obtidas pela PF reforçam a suspeita de que Bussieri seria o dono de fato do imóvel. Nas conversas, ele se referia à casa como “sua” e chegou a convidar pessoas para uma festa de aniversário no local.
Helicóptero de R$ 1,8 milhão
Ainda de acordo com a investigação, pouco depois da compra do imóvel, Bussieri também passou a negociar um helicóptero Robinson R44 por R$ 1,8 milhão, embora a aeronave não estivesse formalmente registrada em seu nome.
Os registros financeiros relacionados ao helicóptero também levam a outro nome: o de Bernardo Rossi. O ex-secretário do Ambiente também não aparece como proprietário formal da aeronave, mas, segundo a PF, sua presença nos controles financeiros indica que ele teria algum vínculo com a utilização do helicóptero ou com a estrutura econômica responsável por sua manutenção.
Bens no nome de Antonio Carlos da Conceição Santos, o Pipo
As apurações da PF também aproximaram Bussiere do advogado Antônio Carlos da Conceição Santos, conhecido como Pipo, apontado pelos investigadores como suspeito de ocupar uma posição central em um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele teria atuado como possível laranja na aquisição de bens e no pagamento de despesas pessoais de terceiros. Entre os episódios investigados está a compra de cerca de R$ 10 mil em caviar para o ex-governador Cláudio Castro, paga por uma empresa ligada ao advogado.
A investigação também cita uma festa de aniversário de Castro, realizada em 2024, em uma mansão em Angra dos Reis. Segundo a PF, o então governador teria chegado ao local de helicóptero, enquanto Pipo teria sido o anfitrião da comemoração.
Agora, os investigadores analisam documentos apreendidos no escritório de advocacia de Pipo. Para a PF, o material indica a possível existência de uma estrutura voltada à administração, movimentação e exploração de ativos, como imóveis e veículos, que não estariam restritos ao patrimônio do advogado e poderiam estar relacionados também a terceiros.
A Operação Sem Refino 2 investiga suspeitas de lavagem de capitais, gestão fraudulenta, evasão de divisas, crimes contra a ordem econômica e corrupção.
O que dizem as defesas
O ex-governador Cláudio Castro afirmou que participou, em 2024, de uma comemoração de aniversário em Angra dos Reis, realizada em um imóvel de terceiros, e negou ter sido proprietário da casa mencionada pela PF. Sobre os deslocamentos aéreos durante sua gestão, Castro disse que todos foram realizados dentro da legalidade.
A defesa do ex-secretário do Ambiente Bernardo Rossi afirmou que ele não é e nunca foi proprietário do helicóptero citado nas investigações. Segundo os advogados, trata-se de uma aeronave compartilhada, disponibilizada mediante pagamento pelo uso. Rossi teria utilizado o helicóptero poucas vezes, e a presença de seu nome em uma planilha de despesas, de acordo com a defesa, estaria relacionada apenas aos custos desses deslocamentos, sem indicar participação na aquisição da aeronave. A defesa também afirmou que “repudia a tentativa de atribuir ao ex-secretário participação em qualquer esquema de lavagem de dinheiro”.
Já o ex-presidente do Inea Renato Bussiere negou ser proprietário da lancha mencionada pela PF. Segundo ele, o barco nunca esteve em seu nome e sua relação com a embarcação se limitava ao rateio de despesas nos períodos em que a utilizava.
Sobre a casa no condomínio, Bussiere afirmou que frequenta o imóvel desde 2022 e que arcava com despesas relacionadas ao uso do local.
Fé no voto, fome no caixa: Republicanos escanteia parlamentares ligados à Igreja Universal e direciona recursos para as novas apostas da direção partidária
A distribuição dos recursos para as campanhas eleitorais também está criando tensão no Republicanos no Rio. Danniel Librelon, Carlos Macedo e Tia Ju, todos deputados estaduais ligados à Igreja Universal e candidatos à reeleição, receberam valores muito inferiores aos destinados a algumas apostas da direção partidária.
Tia Ju recebeu R$ 7.862,04 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Carlos Macedo ficou com R$ 3.931,02; enquanto Librelon, R$ 5 mil, considerando ainda o fundo partidário.
Em contraste, as sem mandato Lisiany Braga e Professora Adriana França receberam R$ 95.248 cada; Dani Martins, R$ 90.413,46; Delegada Tatiana Queiroz, R$ 39.310,20; e Rebeca Pestana, R$ 31.448,16.
Pelo menos até agora, o Republicanos priorizou candidatos sem mandato
Entre os homens da nominata, Clayton Oliveira, sem histórico eleitoral anterior e articulado em dobradinha com o deputado federal Hugo Leal, do PSD de Eduardo Paes, recebeu R$ 50 mil (R$ 39.310,20 do fundo eleitoral e R$ 10.689,80 do partidário). Cleiton Silva levou R$ 39.310,20 do eleitoral..
A diferença chama atenção porque Librelon, em seu segundo mandato e apontado como uma das promessas do partido para ultrapassar os 100 mil votos, recebeu apenas a conta mínima do fundo eleitoral. Carlos Macedo, que tenta o quarto mandato, também. Tia Ju, outra que está em busca do quarto mandato, ficou com R$ 7.862,04.
Os números reforçam entre os parlamentares a percepção de que a direção estadual decidiu priorizar candidaturas sem mandato ou nomes com bases eleitorais geograficamente localizadas.
Ou acha que a Universal, sozinha, é capaz de reeleger seus três parlamentares.
O Republicanos fluminense é presidido por Luis Carlos Gomes, também ligado à igreja.
No PSD, a falta de recursos já provocou uma baixa
No PSD, a falta de recursos está atrapalhando a campanha do candidato a governador, Eduardo Paes — que só recebeu, até agora, R$ 10 milhões, enquanto seu principal adversário, Douglas Ruas, do PL, nada de braçadas com mais de R$ 17 milhões.
Mas é nas nominatas para as eleições proporcionais que a sistuação está mais complicada. Os candidatos a deputado estadual estão à míngua. Entre os federais, há até desistência.
Sem dinheiro, o ex-vereador Eduardo do Blog anunciou, nas redes sociais, a retirada de sua candidatura. Em 2022, pelo Republicanos, ele foi o candidato a deputado federal mais votado de Petrópolis, com 17.347 votos.
“Eu não sou mais candidato a deputado federal. O PSD do estado do Rio de Janeiro decidiu não honrar a palavra dada e, infelizmente, distribuiu de maneira injusta e irresponsável o Fundo Partidário. Enquanto alguns candidatos receberam milhões, nós não recebemos nada. Isso mesmo, zero, nem básico para contador, advogado e material”, disse o agora ex-candidato em vídeo publicado nas redes sociais.