As 120 famílias que ocuparam o antigo prédio do Inmetro, no Rio Comprido, desde a madrugada desta sexta (07) receberam a visita da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio na tarde de hoje. Além disso, a vereadora Maíra do MST também esteve no local. De acordo com apuração do TEMPO REAL RJ, o clima é de tranquilidade na região
Segundo o técnico Alexandre Rinaldi, integrante da Comissão, o que acontece no prédio é reflexo da demora de ação por parte do Governo Federal. Ele acrescenta que o desejo dos moradores da Rua Santa Alexandrina é pela revitalização do espaço.
“Antes da ocupação, foi feita uma reunião entre os moradores da Rua Santa Alexandrina junto com representantes da Prefeitura do Rio e da Superintendência de Patrimônio da União para limpar o terreno até passar para o Arquivo Nacional. Mas o Governo Federal demorou tanto para agir que hoje aconteceu essa ocupação. O desejo dos moradores daqui é pela revitalização do prédio com essa nova função”, comentou.
Integrante de movimento afirma que ocupação aconteceu após quatro despdejos
Integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), dona Enita afirmou que o grupo de ocupantes chegou ao atual prédio depois de sofrer quatro despejos.
“Nós já sofremos quatro despejos. O objetivo da ocupação é justamente dar ao imóvel uma função social que atenda as necessidades básicas das famílias. Desde que eu entrei no MLB nunca faltou comida. Só o que falta mesmo é um teto, um lar para morar. Queremos fazer valer um direito constitucional que nunca foi cumprido”
A Central de Movimentos Populares do Rio de Janeiro (CMPRJ) emitiu nota de apoio e solidariedade e lembrou que as famílias lutam há anos pelo direito à moradia com organização e resistência.
“Sabemos que a moradia é a base de tudo. Quando um movimento ocupa um imóvel abandonado ou subutilizado, mais do que dar um teto, o que já é fundamental, ele devolve esperança e perspectiva de vida para centenas de pessoas, sobretudo para as crianças”, destacou.
Moradores da Rua Santa Alexandrina opinam sobre ocupação
O portal TEMPO REAL RJ conversou com dois moradores da Rua Santa Alexandrina. Leonardo Cruz explicou que chegou a sentir “que o clima ficou um pouco tenso” antes das 6 horas devido à aglomração de quem chegava ao local. Mas pontuou que a situação seguiu com tranquilidade.
“Por volta das 5:40 a situação ficou um pouco tensa por causa da aglomeração. Alguns moradores ficaram receosos por causa da presença de pessoas em situação de rua. Até houve um pequeno tumulto. Mas por volta das 8 horas, o clima era de tranquilidade total”, comentou.
Outro morador, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que os moradores que integram o Conselho Comunitário de Segurança do bairro chegaram a chamar policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar, de São Cristóvão, para reforço da segurança. Além disso, destacou as reuniões que já fizeram sobre o destino do imóvel.
“A SPU vêm prometendo colocar a segurança patrimonial em todas as reuniões e até o momento não fez a implantação alegando problemas com a empresa de segurança. O Arquivo Nacional chegou entrar com um pedido de posse do imóvel e estava na fase final de análise. Agora com a entrada da ocupação não sabemos como vai ficar a situação”, informou esse morador.
Agentes da Secretaria de Ordem Pública também acompanharam a movimentação. Até a publicação deste texto, não houve registros de ocorrência e nem de tumultos.
Posicionamento da SPU
A Secretaria de Patrimônio da União informou que tem acompanhado a situação. Leia a nota na íntegra.
“A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informa que acompanha, desde a manhã desta sexta-feira (7/8), a ocupação do prédio da União que abrigou a sede do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Rio de Janeiro pelo Movimento de Luta por Moradia nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), com vistas à uma solução negociada e pacífica.
A superintendência da SPU no Rio de Janeiro irá se reunir neste sábado (8/8) com os interlocutores do movimento de ocupação do prédio para negociar a desocupação do imóvel, que está em processo de destinação ao Arquivo Nacional. Em razão das etapas a serem cumpridas para a destinação legal e adequada do prédio, não é possível estabelecer neste momento um prazo para a conclusão do processo”
Comments 7
Parabéns pela nova frota e desejo muitas melhorias na vida dos usuários no dia a dia. Melhorias sempre.
Só ônibus ? novo não resolve tudo mas vale muito. Tem que acabar proibir esses pms’s de ficar obstruindo Av Brasil e focar em fazer a segurança nos coletivos principalmente entre Coelho Neto e Campo Grande, e não esquecer do brt largado vagabundos roubando na mão ✋️ Grande.
Nenhum ônibus elétrico? Várias capitais eletrificando a frota e o RJ contratando, no mínimo, 10 anos de ônibus poluidores na cidade.
Só falta melhorar a frota da empresa campo grande, ônibus caindo aos pedaços, porta do ônibus que cai na Avenida Padre Guilherme Decaminada,
Parabéns a melhoria do trasporte da zona oeste prefeito Eduardo paz é secretaria municipal de transporte do município do Rio de janeiro
Não vai adiantar elevar as quantidades de ônibus se não houver combate maciço ao transporte irregular e regulamentação de vans. O que se vê hoje é que estes bandidos, muitos inclusive Ex-Policiais, Milicianos e Traficantes loteam e prejudicam o transporte público com violência, queima de veículos e até com covardes assassinatos. A rua Campo Grande, Praça Raul Boaventura, Estação de Campo Grande está dominada por estes “bandidos” só não vê quem não quer inclusive basta ficar atento ao movimento de carros particulares que as tardes passam para recolher propinas ali perto do Supermercado Guanabara,Rodoviária de Campo Grande, frente da Estação etc muitos com Policiais dentro notório desvio de função:quem devia combater é parte do esquema criminoso.
As linhas da rua Campo grande, só vive atrasado, sem ponto de parada. Serviços péssimos das linhas: 893, 869, 842…nós pobros sem cobertura é no sol é na chuva. Anos assim e não muda.