Com 43 presentes, o texto foi aprovado por 27 votos a favor e 8 contra.
A Câmara do Rio aprovou, nesta quinta-feira (12), o projeto que altera a lei de criação da Controladoria-Geral do Município (CGM), abrindo caminho para Rosemary Carvalho assumir a pasta no quarto mandato de Eduardo Paes (PSD). A mudança — tramitada em tempo recorde —retira a exigência de registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), antes obrigatório para o cargo.
Embora seja formada em Direito, Rosemary Carvalho não tem o registro.
A forma da votação — numa sessão extraordinária híbrida — incomodou a oposição. Isso porque existe um acordo feito com os líderes, de que temas “polêmicos” só podem ser votados em uma sessão ordinária presencial. Ou se houver acordo entre todos.
“Votação a jato”, classificou Luciana Boiteux (PSOL).
Pedro Duarte (Novo), um dos mais contrários à alteração, chamou a proposta de “capricho do prefeito” e afirmou que Paes só encaminha “bombas” para serem votadas.
“É preciso saber se o prefeito manda da forma como quer na Câmara ou não.”, criticou.
Já Edson Santos (PT) — inimigo do estilo low profile no plenário — defendeu a alteração, e fez questão de reforçar que para exercer o cargo não deveria ser necessário ter diploma.
“O cargo de controlador é um cargo de confiança do prefeito. […] Não é um diploma de contador que vai nortear a função do controlador. Nós poderíamos ter um secretário de saúde que não fosse médico.”, afirmou.
O comentário recebeu fortes vaias dos membros da diretoria do Conselho Regional de Contabilidade que estavam presentes nas galerias do Palácio Pedro Ernesto.
O presidente do conselho, contador Rafael da Silva Machado, enviou na quarta-feira (11) um ofício ao presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), solicitando esclarecimentos adicionais sobre as razões específicas que justificam a alteração na lei e seus possíveis impactos no desempenho das funções da Controladoria-Geral do Município.
No documento, Machado destacou o compromisso da autarquia com a transparência, ética e excelência na gestão pública, além de solicitar o agendamento de uma reunião para discutir o desencontro entre o projeto e a legislação vigente antes de sua votação.
O fim da concessão da SuperVia, em maio deste ano, abriu uma disputa sobre uma dívida de R$ 1,9 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O financiamento foi contratado pela própria concessionária para a compra de 30 trens e, segundo documentos públicos, o débito era tratado pelo banco como uma obrigação da empresa.
Agora, com a saída da SuperVia do sistema, o BNDES sustenta que o Estado do Rio deve assumir a dívida que, por sua vez, questiona a transferência. Segundo o Executivo, até o momento n]ao existe um documento documento público que determine que o passivo passe automaticamente para os cofres estaduais.
Dívidas podem afetar o funcionamento do sistema ferroviário
Além da dívida bilionária em discussão, a SuperVia teria encerrado a concessão deixando débitos com fornecedores e empresas responsáveis pela manutenção de vagões, fabricação de peças, sinalização e outros serviços.
Para o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Dionísio Lins (Progressistas), o cenário exige atenção para evitar que problemas financeiros da antiga concessionária acabem afetando a operação do sistema ferroviário e a qualidade do serviço prestado aos passageiros.
Segundo o parlamentar, somente em maio, as dívidas com fornecedores diretos chegavam perto de R$ 15 milhões. Para ele, a falta de pagamento pode comprometer a manutenção da estrutura e dos equipamentos utilizados diariamente por milhares de passageiros.
“Se o fornecedor não recebe, ele não entrega a peça e não faz manutenção; e quem acaba pagando a conta é o trabalhador”, alerta Dionísio.
Escadas rolantes sem funcionar
Um dos problemas que já chegaram à Comissão de Transportes é o abandono das escadas rolantes em diversas estações. Diante das reclamações de usuários, Dionísio encaminhou nesta segunda-feira (21) um ofício ao presidente da Trens Rio, atual concessionária, cobrando informações sobre a situação dos equipamentos.
A empresa terá 15 dias para informar quantas escadas rolantes estão paradas, qual empresa é responsável pela manutenção, o valor do contrato e quais medidas estão sendo adotadas para acelerar os reparos, além de garantir a vistoria e o funcionamento dos equipamentos.
“Não dá mais para ficarmos vendo diariamente pessoas idosas e com dificuldade de mobilidade sofrerem para embarcar nas estações. É desumano o que o usuário vem passando em estações como Madureira e Méier, onde as escadas simplesmente não funcionam”, afirma Dionísio.
O deputado também cobra atenção para que os problemas financeiros deixados pela antiga concessionária não afetem a operação da nova empresa. Após 27 anos à frente do sistema ferroviário do Rio, a SuperVia encerrou a concessão, enquanto a Trens Rio, administrada pelo consórcio Nova Via Mobilidade, assumiu a operação.
Apesar de não ser uma estatal, a nova operadora atua sob um contrato de permissão regulado pelo governo estadual.
Problemas de segurança nas estações
Outro ponto de preocupação levantado pelo presidente da comissão é a segurança. Segundo informações da própria Trens Rio, cerca de 14 estações estariam sob influência do crime organizado — malha ferroviária atravessa 179 comunidades controladas por esses grupos.
Dionísio confia que o governo estadual está atento à situação e deverá intervir quando necessário. Segundo ele, os passageiros não podem ser penalizados duas vezes, tanto pela violência quanto pelo descaso com o serviço.
Caso a resposta da concessionária ao ofício não seja considerada consistente, a Comissão de Transportes pretende recorrer ao Ministério Público para pedir uma apuração sobre as condições do serviço. A realização de uma audiência pública também está sendo avaliada.
A Secretaria Estadual da Mulher e de Políticas Inclusivas determinou a suspensão cautelar do Termo de Fomento nº 005/2026, firmado com a Associação Faculdade Instituto Universitário do Rio de Janeiro (AFIURJ), para apurar possíveis irregularidades no processo de contratação.
A medida, publicada no Diário Oficial, interrompe o projeto de R$ 43 milhões destinado à implantação e modernização de 20 Salas Lilases e três Centros Especializados de Atendimento à Mulher.
As unidades são voltadas ao atendimento psicológico e social contínuo de vítimas de violência doméstica e sexual do estado.
Verba cortada pode afetar atendimentos
Com a suspensão, ficam proibidos novos repasses financeiros, a emissão de Ordem de Serviço, a contratação de equipes e a realização de obras até a conclusão das apurações administrativas.
O contrato prevê dois anos de execução para estruturar e administrar as unidades em diferentes regiões do estado. Para iniciar a parceria, a secretaria destinou R$ 15 milhões do orçamento previsto para o programa estadual “Antes que Aconteça”.
Segundo a apuração, o projeto já havia sido anulado em uma tentativa anterior de contratação, por meio de um chamamento público. Na ocasião, a própria Superintendência de Enfrentamento às Violências (SUPEV) apontou a falta de uma pesquisa de preços adequada na fase de planejamento.
Indícios de irregularidades
A falha foi considerada um vício insanável, pois impedia a secretaria de verificar se os custos previstos eram compatíveis com os preços de mercado. Após a revisão do projeto e a abertura de um novo processo de contratação, a parceria foi firmada com a AFIURJ.
Além do órgão escolhido, a habilitação da entidade também foi questionada durante a seleção. Concorrentes apontaram que o perfil institucional e o estatuto da AFIURJ são voltados prioritariamente à educação superior, e não ao atendimento social e pericial de urgência previsto para as Salas Lilases e os centros especializados.
Os documentos do processo também apontam possíveis inconsistências no planejamento da contratação. O projeto não estava previsto originalmente no Plano de Contratações Anuais (PCA) da secretaria e só foi incluído posteriormente.
Outro ponto observado foi que a contratação da gestão externa avançou enquanto o decreto estadual que regulamentaria o programa “Antes que Aconteça” ainda estava sendo elaborado.
Quem passeou pelas ruas mais famosas de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, na tarde deste domingo (20), pode ter ouvido gritos e cantos de torcida típicos dos bares e restaurantes da região.
Mas quem esperava encontrar um grupo de torcedores de algum time carioca ou até mesmo da Argentina — uma vez que 11% da cidade é composta por hermanos, além de ser um ponto turístico bastante visitado pelos argentinos — pode ter se surpreendido com o que encontrou.
Um grande grupo de torcedores do Baltimore Ravens, time de futebol americano da NFL (National Football League), lotou o restaurante Pátio Michou, na Rua das Pedras, como se fosse uma torcida local acompanhando seu time.
Com bastante animação, o grupo, formado em sua maioria por estadunidenses já na terceira idade, acompanhou a partida durante a viagem a um dos lugares mais paradisíacos do estado fluminense.
Torcendo no estilo estadunidense em terras brasileiras
A Ravens Flock, nome dado aos torcedores do time roxo da NFL, estava bem à vontade: pendurou bandeiras no restaurante, cantou músicas e aplaudiu em conjunto enquanto assistia à transmissão do jogo — diretamente de um canal de esportes norte-americano, em plena terra tupiniquim.
Com o jeito acolhedor que somente o Rio de Janeiro proporciona, o simpático grupo de torcedores sentiu um pouquinho de sua terra natal em plena Região dos Lagos, em um lugar já acostumado a dividir torcidas no futebol (tradicional) entre brasileiros e argentinos. Sempre cabe espaço para mais um!
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a suspensão cautelar de um lote da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A liberação do lote 110426L5 foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21).
Segundo a Anvisa, a medida foi revista depois que análises de contraprova apresentaram resultado microbiológico satisfatório.
No início de setembro, a agência havia determinado a interdição preventiva diante de resultados iniciais insatisfatórios dos exames feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ).
Entretanto, o mesmo laboratório realizou duas contraprovas: o ensaio microbiológico e a análise da mostra testemunho. Ambos resultados foram satisfatórios e testificaram a qualidade da água mineral.
Com a nova resolução, deixa de valer a interdição determinada pela agência.
O site do MetrôRio passa a oferecer uma ferramenta de acessibilidade digital voltada à adaptação dos conteúdos para diferentes necessidades dos usuários.
Desenvolvida pela Hand Talk, a solução inclui tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e recursos direcionados a pessoas surdas, com dislexia, deficiência visual ou daltonismo, além de usuários com transtornos neurocognitivos, pouco conhecimento de navegação na internet e dificuldades com leitura de textos em geral.
A tradução é realizada pela tradutora virtual Maya, que foi personalizada com uniforme do MetrôRio. A ferramenta disponibiliza tradução automática de textos para Libras, ajustes visuais para facilitar a leitura e a navegação e funcionalidades que tornam os conteúdos mais acessíveis para diferentes perfis de usuários.
Como funciona a ferramenta
Ao entrar no site do MetrôRio, o usuário encontra no canto direito da tela o ícone de tradução para Libras. Ao acioná-lo, a personagem virtual Maya aparece para fazer a tradução dos conteúdos.
A ferramenta também reúne outros recursos de acessibilidade — chamados de assistivos — organizados em duas categorias: controle de fonte, com opções como ajuste do tamanho e espaçamento do texto, destaque de letras, modo daltônico e bloqueio de sons; e navegação, que inclui leitor de sites, máscara de leitura, destaque de links, lupa, ajuste de contraste, modo leitura, estrutura de página, controle de imagens e animações, entre outras funções.
A falsificação de assinaturas físicas em contratos sociais e alterações empresariais é um problema recorrente e pode alimentar fraudes como a inclusão de “sócios-laranjas”, a usurpação de quadros societários e a sonegação fiscal.
Para acelerar a proteção das vítimas e desburocratizar o processo, a Junta Comercial do Rio (Jucerja) publicou, no Diário Oficial, uma nova regra, que cria um procedimento administrativo para suspender e cancelar atos considerados fraudulentos, sem a necessidade de que a vítima ingresse previamente com uma ação judicial.
Mais agilidade no combate a fraudes
Diante dos prejuízos causados pelo uso indevido de nomes e CPFs, a regulamentação busca dar uma resposta mais rápida aos casos.
A partir de agora, a própria pessoa lesada, seus herdeiros ou o Ministério Público poderão solicitar diretamente à Jucerja o cancelamento do registro suspeito.
O principal avanço é a possibilidade de suspensão cautelar imediata do documento. Com a apresentação de um Boletim de Ocorrência e de uma declaração formal de falsidade, a Junta poderá suspender os efeitos do registro por até 90 dias.
Durante esse período, novos arquivamentos vinculados ao ato ficam bloqueados e um alerta sobre a suspeita passa a constar de todas as certidões emitidas para a empresa.
Medidas para comprovar o golpe sofrido pela vítima
Caso a vítima ainda não tenha um laudo comprovando que a assinatura foi falsificada, feito pela Polícia Civil ou por um perito credenciado pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), a própria Jucerja poderá providenciar a análise.
Para isso, a vítima deverá comparecer presencialmente à autarquia para fornecer um padrão de assinatura e prestar depoimento formal, ciente de que uma falsa alegação de fraude pode configurar crime.
Para evitar pedidos de má-fé, a deliberação também estabelece responsabilidade financeira para o denunciante. Se a perícia concluir que a assinatura é verdadeira, o solicitante terá de arcar com os custos do exame, que poderão ser cobrados judicialmente pela própria Jucerja.
A norma determina ainda que, quando o ato cancelado tiver uma “Declaração de Autenticidade” assinada por advogado ou contador, cópias do processo sejam encaminhadas aos respectivos órgãos de classe, OAB e CRC. Os documentos também serão enviados às autoridades policiais e fazendárias.
A Deliberação nº 174/2026 já está em vigor e se aplica imediatamente aos casos que estão em andamento na Junta.
Por mais de dez décadas, o antigo Hotel Glória foi uma das referências da arquitetura da região central do Rio. Agora, quatro anos depois do início das obras com um investimento de R$ 400 milhões, o espaço volta a abrir as portas como um condomínio residencial.
O residencial reúne apartamentos de duas, três ou quatro suítes, com até 214 metros quadrados. O projeto também inclui elevador panorâmico, unidades com entradas independentes e apartamentos com até três vagas de estacionamento.
Segundo a construtora Sig Engenharia, das 266 unidades, 73% já foram vendidas, com apartamentos que custam entre R$ 1,8 milhão e R$ 7 milhões.
As primeiras chaves começaram a ser entregues há cerca de duas semanas, e duas famílias já se mudaram para o novo endereço.
Novos espaços no antigo Glória
As 266 unidades estão distribuídas entre três torres: Histórico I, Histórico II e Contemporâneo. Os dois primeiros prédios contam com elevador panorâmico, enquanto o terceiro tem entrada independente. O acesso ao estacionamento será feito por uma das laterais do condomínio.
De acordo com o Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, entre os compradores, 60% já moram no Rio, 30% vivem em outros estados e 10% são estrangeiros. Pela convenção do condomínio, os imóveis poderão ser alugados, mas não para estadias de curta duração, como as oferecidas pelo Airbnb.
Sala com varanda da unidade 1008 do Edifício Histórico II — Foto: Reprodução/Glória Residencial
De salão para coletivas de presidentes às festas de moradores
Uma das áreas que ganhou nova função é o antigo salão nobre. Com 244 metros quadrados, o espaço no segundo piso, usado no passado para convenções e coletivas de presidentes da República, virou espaço destinado a festas e poderá ser utilizado pelos moradores no sistema de “pay for use”. O ambiente foi equipado com mesas, sofás e cadeiras, com capacidade para até 250 pessoas.
Também está disponível para ser alugado no rooftop o espaço com churrasqueira e duas cozinhas gourmet.
Fachada histórica preservada
O antigo Hotel Glória foi o primeiro cinco-estrelas do Brasil e recebeu diversas personalidades, como o astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, e presidentes da República, devido à sua proximidade com o Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960.
Por dentro do espaço, tudo é novo. Foi necessário reconstruir as áreas internas do zero, já que o empresário Eike Batista, que comprou o Glória e depois repassou o imóvel, demoliu e se desfez da mobília.
Mas apesar da transformação do prédio em residencial, a fachada do antigo hotel foi mantida. O imóvel é protegido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), e o tradicional monograma dourado continuará na marquise branca da entrada principal.
Durante a mobilização, Paes cantou o jingle de Ceciliano e pediu votos para o candidato a deputado estadual.
Adilson é um dos homens de confiança de Paes. Foi líder do governo na Câmara Municipal durante o primeiro mandato do prefeito (2009-2012) e vice-prefeito na gestão seguinte (2013-2016). Além disso, comandou três secretarias municipais ao longo das administrações do candidato do PSD.
Estagiária sob supervisão de Bruno Quintella e Berenice Seara.
Defesa de Rueda diz que MPE tenta criar ‘inelegibilidade reflexa’, cita o apoio de ‘envolvidos com o crime’ a outros candidatos e protesta contra o novo parecer
Os advogados do candidato a deputado federal Antônio Rueda (União) apresentaram ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) uma manifestação contra o novo parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE), que passou a recomendar o indeferimento do registro de sua candidatura.
A defesa, liderada pelo advogado Lauro Rabha, afirma ter recebido com “profunda perplexidade” a mudança de entendimento, alegando que não houve alteração nas provas reunidas no processo nem apresentação de novos elementos contra o candidato.
Para defender Rueda, os advogados também usam como exemplo outros candidatos que tiveram os registros barrados pelo TRE-RJ por supostos vínculos com organizações criminosas ou paramilitares, mas que continuam aparecendo em alianças, palanques e materiais de campanha. O argumento é que, se o simples apoio ou proximidade com esses candidatos fosse suficiente para “contaminar” uma candidatura, a mesma lógica teria de atingir também quem recebe apoio deles, como Eduardo Paes ou Pedro Paulo, que disputam o governo e o Senado pelo PSD.
Novo entendimento do MPE opina pela rejeição da candidatura de Rueda
O MPE avaliou que a candidatura de Rueda se beneficiou da capacidade de mobilização territorial e de coerção exercida por lideranças políticas na Baixada Fluminense que foram condenados por serem articuladores ou integrantes de organizações paramilitares ou milícias.
A defesa sustenta que a responsabilização eleitoral exige uma conduta própria do candidato, e afirmou que a mudança de entendimento da procuradoria cria uma “inelegibilidade reflexa”.
“A restrição de direitos políticos é personalíssima e exige fato próprio. O que o parecer propõe é uma extraconstitucional inelegibilidade reflexa: o impugnado seria alcançado não por algo que fez, mas por publicações que terceiros fizeram, unilateralmente, em seus próprios perfis, sem que se alegue solicitação, ajuste, pagamento, coordenação ou aceitação”, diz a contraposição de Rueda.
Segundo os advogados, Rueda estaria sendo responsabilizado por atos de terceiros, entre eles publicações de apoio feitas nas redes sociais por pessoas que respondem a processos e a aliança política, conhecida como “dobradinha”, com o candidato a deputado estadual Márcio Canella (União).
Defesa cita diligências feitas pelo próprio TRE
Os advogados destacam os resultados das diligências determinadas pelo TRE-RJ para verificar possíveis vínculos de Rueda com organizações criminosas ou paramilitares.
Segundo a defesa, as 153ª, 154ª e 155ª Zonas Eleitorais de Belford Roxo não encontraram registros de ameaça, violência, coação de eleitores, impedimento de propaganda, exclusividade territorial ou uso de homens armados em benefício das campanhas de Rueda e Márcio Canella.
Ela também afirma que Rueda nunca integrou a administração municipal, citando que a prefeitura informou que dois agentes citados no processo foram exonerados em 29 de setembro de 2025 e não têm vínculo com o município desde então. As peças de processos criminais, por sua vez, dizem respeito a terceiros e não fariam referência ao candidato.
Para os advogados, as diligências não trouxeram novas provas contra Rueda: “mudou a valoração; não mudou a prova”.
Defesa questiona vínculo por apoio de terceiros
Outro ponto central da manifestação é a interpretação do MPE de que Rueda teria se inserido em uma estrutura ligada a organizações criminosas por ter feito uma “dobradinha” com Canella e recebido manifestações de apoio de terceiros.
A defesa afirma que não existe, na Constituição ou na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), hipótese de inelegibilidade baseada exclusivamente em ato de terceiro ou em uma aliança eleitoral.
Os advogados também lembram que o próprio acórdão do TRE-RJ que determinou as diligências havia delimitado como ponto central do julgamento a existência de prova de que uma organização criminosa ou paramilitar teria efetivamente promovido apoio à candidatura e de que o candidato teria conhecimento, solicitado, aceitado, coordenado ou conscientemente utilizado esse apoio.
Medida que valeria para todos
A manifestação também questiona as consequências que a tese do MPE poderia produzir para outros candidatos. Segundo os advogados, se uma publicação espontânea de terceiro for suficiente para inviabilizar uma candidatura, qualquer político poderá ficar sujeito às ações de pessoas que decidam apoiá-lo, inclusive de forma deliberada para prejudicá-lo.
Para sustentar que o critério adotado pelo MPE precisaria ser aplicado de maneira geral, a defesa apresenta uma relação de candidatos que tiveram seus registros indeferidos pelo TRE-RJ com base na tese relacionada à chamada “milícia de gravata”.
O documento aponta que praticamente todos os 15 candidatos mencionados dividiram palanques, carreatas, materiais de campanha ou peças nas redes sociais com outros candidatos que tiveram seus registros deferidos, inclusive candidatos ao governo do estado, ao Senado e à Presidência da República.
A defesa sustenta ainda que, levada às últimas consequências, a interpretação do MPE poderia atingir partidos e chapas inteiras que tiveram candidatos com registros indeferidos pela mesma fundamentação, inclusive candidaturas majoritárias.
No trecho da manifestação, a defesa de Rueda questiona se toda pessoa que foi elogiada por uma pessoa condenada estaria associada a ela — Foto: Reprodução
NFL no Maracanã: prefeitura divulga esquema especial de trânsito, reforço no policiamento e regras de acesso ao estádio para jogo no próximo domingo (27)
A Prefeitura do Rio divulgou, nesta segunda-feira (21), uma operação especial de trânsito para receber a partida da NFL entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, no Maracanã, no próximo domingo (27). O esquema também prevê reforço no policiamento e orientação para que os torcedores priorizem metrô e trens. Os portões serão abertos às 13h25.
A região do Maracanã terá restrições de estacionamento, com sinalização específica que será instalada ao longo da semana. Além das proibições de estacionamento já existentes, novas restrições entrarão em vigor das 19h até duas horas após o término da partida.
Durante a operação, o trânsito no sentido Méier será desviado pela Rua Ceará. Já os veículos que seguirem em direção à Tijuca deverão utilizar a Rua Mariz e Barros.
Metrô: desembarque em estações diferentes
A CET-Rio recomenda o uso do metrô e dos trens urbanos para o deslocamento até o estádio.
O metrô funcionará das 7h às 23h no domingo. Para distribuir o fluxo de pessoas no entorno do estádio, a orientação é que os passageiros desembarquem em estações diferentes, de acordo com o portão de entrada:
Portões A e B: estação Maracanã/Rei Pelé, da Linha 2;
Portão C: estação São Francisco Xavier/Tijuca, da Linha 1;
Portões D e E: estação São Cristóvão, da Linha 2.
A recomendação é que os torcedores utilizem o pagamento por aproximação diretamente nas catracas ou recarreguem antecipadamente o cartão Jaé.
Batalhões especializados
A Polícia Militar ficará responsável pela escolta das delegações e pela manutenção da ordem pública no entorno do evento, especialmente na região do Maracanã.
O esquema será coordenado pelo Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe), com apoio do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). Também participarão agentes da Diretoria-Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (DGTIC), do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e de batalhões responsáveis pela região.
A Polícia Civil também terá reforço de efetivo durante a operação.
Regras de acesso ao estádio
De acordo com a organização do evento, somente bolsas transparentes serão permitidas no estádio, medida que visa facilitar a inspeção do conteúdo pelos agentes de segurança.
Entre os objetos cuja entrada será proibida estão: