As lojas do Jaé vão funcionar excepcionalmente nesta quinta-feira (20), ponto facultativo de Corpus Christi, das 9h às 13h.
As exceções são as unidades de Botafogo (sede da RioLuz), Campo Grande (Rua Aurélio de Figueiredo, 41, loja D), Nave do Conhecimento do Engenhão (Engenho de Dentro), Nave do Conhecimento de Padre Miguel (Rua Bom Sossego, 380), Santa Cruz (Terminal BRT) e o anexo do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova, que não funcionarão nesta quinta.
O atendimento normal será retomado na sexta-feira (21).
A prefeitura reforça a orientação para que os usuários façam o cadastro por meio do aplicativo e solicitem a entrega do cartão Jaé em casa. A taxa de entrega é de R$ 7,95, com isenção para pessoas acima de 65 anos.
Endereços das lojas do Jaé que vão funcionar nesta quinta das 9h às 13h
Terminal BRT Alvorada – Av. das Américas, s/nº – Barra da Tijuca
Terminal BRT Jardim Oceânico – Av. Armando Lombardi, 705 – Barra da Tijuca
Terminal BRT Paulo da Portela (Madureira) – Rua Padre Manso, s/nº, EF 203 – Madureira
Terminal BRT Deodoro – Estrada do Camboatá, 46 – Deodoro
Terminal Pingo D’Água – Estrada da Pedra – Guaratiba
Terminal Gentileza – Avenida Francisco Bicalho – São Cristóvão – Loja 32
Estácio – Rua Ulysses Guimarães, 16 – loja A (em frente ao metrô da Estácio) – Cidade Nova (Serviço disponível: retirada dos cartões agendados para a loja da sede da prefeitura – CASS)
A votação do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras no exterior já terminou em alguns países, com vitórias tanto do presidente Lula (PT) quanto do senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto Lula venceu na Nova Zelândia, na Coreia do Sul, na China, em Cingapura e na Austrália, Flávio foi o mais votado no Japão, na Malásia, nas Filipinas, na Tailândia, nos Emirados Árabes Unidos e na Indonésia.
Quase 919 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país neste domingo (25). A votação no exterior termina apenas à noite, no Canadá, onde o horário local permite que o processo se estenda por mais de 29 horas, considerando a diferença de fuso em relação ao Brasil.
A Nova Zelândia foi o primeiro país a encerrar a votação, às 17h no horário local (1h de Brasília). Após o fechamento das urnas, os primeiros boletins de urna indicaram que Lula recebeu 418 votos, contra 101 de Flávio.
Em cidades europeias, como Paris, Lisboa e Londres, a votação foi marcada por filas. Também houve manifestações em algumas localidades.
Onde Lula venceu
Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 101. Na Coreia do Sul, o presidente somou 148 votos, contra 82 do adversário. Na China, foram 502 votos para Lula e 267 para Flávio.
Em Cingapura, Lula venceu por 213 votos a 121. Na Austrália, a diferença foi maior: o presidente recebeu 6.017 votos, enquanto o candidato do PL teve 3.465.
Onde Flávio Bolsonaro venceu
O Japão registrou a maior votação entre os países listados em que Flávio Bolsonaro saiu vitorioso: o senador recebeu 28.538 votos, contra 7.098 de Lula. Na Malásia, Flávio teve 44 votos, enquanto Lula recebeu 41. Nas Filipinas, o resultado foi de 39 votos para o candidato do PL e 27 para o petista. Na Tailândia, Flávio venceu por 60 a 56.
Nos Emirados Árabes Unidos, Flávio recebeu 772 votos, contra 643 de Lula. Na Indonésia, foram 23 votos para o senador e 15 para o presidente.
Voto brasileiro no exterior
Ao todo, 918.911 eleitores estão aptos a votar no exterior em 2026. A votação ocorre em 1.361 seções eleitorais, distribuídas por 134 países, com 1.407 urnas eletrônicas.
Para que uma seção eleitoral seja instalada fora do Brasil, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos na localidade. O número de brasileiros registrados para votar no exterior cresceu 31,8% em relação a 2022 e alcançou o maior patamar desde 1989. Na eleição presidencial anterior, 697.078 eleitores estavam aptos a votar fora do país.
A chuva que atinge o Rio neste domingo (25) e o movimento atípico por causa do segundo turno das eleições têm provocado transtornos no trânsito em diferentes regiões da cidade durante a manhã.
Entre as ocorrências registradas pelo Centro de Operações Rio (COR-Rio), estão o tombamento de uma carreta na Avenida Brasil, acidentes na Linha Vermelha e em outras vias, além de um carro que ficou enguiçado no Túnel Rebouças.
Três acidentes na Avenida Brasil
Na Avenida Brasil, uma carreta tombou no início da manhã, na altura de Santa Cruz, ocupando uma faixa no sentido Centro. Um reboque foi enviado ao local para auxiliar na ocorrência.
Mais tarde, outro acidente, envolvendo um carro na altura do Atacadão, em Benfica, também provocou a interdição de uma faixa no sentido Centro. Segundo a atualização mais recente do COR-Rio, a via já havia sido liberada por volta das 10h30 e o trânsito apresentava boas condições no trecho.
Ainda na via expressa, uma queda de moto na altura do BRT Irajá ocupava uma faixa da pista central, no sentido Zona Oeste, por volta das 11h. O trânsito apresenta retenções desde a altura de Parada de Lucas. Agentes da CET-Rio e do Corpo de Bombeiros estão no local.
Impactos na Linha Vermelha, Recreio dos Bandeirantes e na Zona Norte
Um acidente envolvendo um carro e uma moto ocupa uma faixa da Linha Vermelha no final desta manhã na altura do Galeão, no sentido Centro. O trânsito está lento desde a Cidade Universitária.
No Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, um carro invadiu a calha do BRT na Avenida das Américas, na altura da estação Recanto das Garças, no sentido Guaratiba. O trecho foi liberado após a retirada do veículo, mas o trânsito seguia lento na região.
Nem os motoristas que trafegam pela Zona Norte escaparam dos impactos no trânsito: um acidente envolvendo um ônibus e um carro ocupou uma faixa da Estrada Adhemar Bebiano, na altura da Avenida Pastor Martin Luther King Jr, no Engenho de Rainha, no sentido Inhaúma. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter um princípio de incêndio.
No Rio Comprido, um acidente envolvendo um carro ocupa uma faixa da Avenida Paulo de Frontin, no sentido Túnel Rebouças, na altura da Rua Haddock Lobo.
Na Zona Oeste, um acidente entre um caminhão e uma moto interditou parcialmente duas faixas da Estrada da Paciência, na altura do número 460. O Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal foram acionados. De acordo com a atualização do COR-Rio, os veículos foram retirados e a via foi liberada, com boas condições de trânsito.
O Centro de Operações orienta os motoristas a redobrar a atenção durante os deslocamentos. Com a chuva, as pistas molhadas podem ficar escorregadias e aumentar o risco de acidentes.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio abriu um processo seletivo para escolher a organização da sociedade civil que ficará responsável pela gestão compartilhada do Hospital Federal Cardoso Fontes e do Centro de Emergência Regional (CER) de Jacarepaguá.
O contrato terá duração inicial de dois anos, com investimento estimado em R$ 561,1 milhões para operacionalizar, modernizar e manter o funcionamento das duas unidades.
Melhorias nas unidades hospitalares
A parceria busca manter e ampliar os serviços oferecidos à população da Zona Sudoeste do Rio. Entre as medidas previstas no plano de trabalho está a ampliação do atendimento oncológico, com capacidade para receber mais 212 pacientes por mês. O planejamento também inclui o reforço dos serviços de urgência e emergência 24 horas no CER Jacarepaguá.
No Hospital Cardoso Fontes, estão previstas obras de infraestrutura, como a reforma das enfermarias e a construção de passarelas e a instalação de elevadores para conectar os diferentes blocos da unidade.
Os atendimentos continuarão sendo realizados integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita para a população.
As organizações interessadas deverão entregar as propostas técnicas e os documentos de habilitação em 23 de novembro de 2026, às 10h, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Cidade Nova.
A escolha da entidade vencedora levará em conta a experiência comprovada em gestão hospitalar de média e alta complexidade, a qualidade do plano de trabalho e a proposta econômica apresentada.
Antes de seguir para a seção eleitoral, o petista conversou com apoiadores e jornalistas e afirmou que nunca havia recebido tanto carinho durante uma campanha presidencial.
Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva; do vice-presidente e candidato a vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB); do ex-ministro Fernando Haddad (PT); da ex-ministra Simone Tebet (PSB); da ministra Marina Silva (Rede); e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Breve conversa com a imprensa
Lula afirmou para jornalistas presentes que, apesar de participar da vida política há cinco décadas e de ter acompanhado todas as campanhas presidenciais desde 1989, nunca havia presenciado manifestações de apoio como as registradas neste segundo turno.
“Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 1989, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, declarou.
O petista citou manifestações em estados como Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais, além do ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no sábado (24).
“Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público”, afirmou.
Emocionado, Lula disse que iria às urnas agradecido pelo apoio recebido dos eleitores durante a campanha.
“O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, disse.
Muito antes de o Rio ganhar os contornos que hoje percorrem o mundo todo por meio das fotografias — e, mais recentemente, das redes sociais —, um pequeno teleférico começou a transportar passageiros entre a Praia Vermelha e o alto do Pão de Açúcar. Inaugurado em 1912, o Bondinho, primeiro teleférico do Brasil e terceiro do mundo, completa 114 anos na próxima terça-feira (27) com uma trajetória que se confunde com a própria história do turismo carioca e atravessa avanços tecnológicos, mudanças na paisagem da cidade e, claro, a vista, que continua sendo unanimidade entre moradores e visitantes.
A ideia de construir um “caminho pelo ar” surgiu em 1908, quando o engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos participou da organização da Exposição Nacional. O projeto parecia ousado para a época: vencer os paredões de pedra para conectar os três pontos por meio de um sistema de cabos suspensos. As obras começaram em 1910, com o trabalho de centenas de operários, que precisaram transportar materiais por terrenos íngremes e de difícil acesso.
O engenheiro civil Augusto Ferreira Ramos foi o idealizador do Bondinho — Foto: Reprodução
Em 27 de outubro de 1912, o primeiro trecho do Bondinho entrou em funcionamento, ligando a Praia Vermelha ao Morro da Urca. Mas só em 1969 a Companhia do Pão de Açúcar foi autorizada a duplicar a linha. Depois dessas reformas, os bondinhos também foram trocados, passando para a capacidade de 75 passageiros.
A terceira parte do trajeto, que iria ligar o Bondinho ao Morro da Babilônia, nunca chegou a ser feita. A primeira e a segunda parte possuem 600 e 850 metros de extensão, respectivamente, e estão ativas até hoje no passeio.
De acordo com o historiador Carlos Ditadi, do Arquivo Nacional, o Bondinho foi uma iniciativa privada e, até hoje, pertence à mesma família do construtor.
“O bondinho foi construído por alpinistas suíços especialmente treinados que levaram as peças nas costas em escaladas super perigosas. Estima-se que, ao todo, carregaram quatro toneladas de equipamentos. Os dois bondinhos de madeira maciça, feitos na Alemanha, com capacidade para 22 passageiros, foram içados por cabos de aço e um guincho manual desmontável construído no topo do Morro da Urca”, disse o historiador.
Bondinho em 1940 — Foto: Reprodução
Cinema e música marcam a história do Bondinho
Na época, as cabines eram diferentes das atuais e também transportavam menos passageiros. Mas o sistema passou por uma grande modernização em 1972, quando os antigos bondinhos deram lugar a cabines maiores, com laterais transparentes, ampliando a capacidade de transporte através da oferta de uma nova experiência para quem fazia o trajeto: além de chegar ao alto dos morros, o visitante passou a ter uma visão ainda mais ampla da cidade durante a subida.
A história do bondinho também se cruza com momentos que “furam a bolha” e ultrapassam os limites do turismo. Em 1979, o teleférico foi cenário de produções internacionais, como o filme 007 Contra o Foguete da Morte, de 1979. da franquia James Bond, além de receber personalidades como Albert Einstein, em 1925; Marie Curie, em 1926; o ex-presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, em 1941; e Bob Marley, em 1980.
Alguns anos antes, em 1973, o conjunto formado pelos morros do Pão de Açúcar, da Urca, Cara de Cão e Babilônia — complexo geográfico e histórico na Zona Sul do Rio — foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em reconhecimento à sua importância para a paisagem do município.
O Morro da Urca também ganhou “vida própria” para além do embarque e desembarque dos passageiros e em 1980 passou a receber o projeto Noites Cariocas, idealizado pelo produtor Nelson Motta, que levou artistas e shows ao espaço e ajudou a consolidá-lo como um verdadeiro palco da música brasileira.
O Bondinho completa 114 anos na próxima terça (27) — Foto: Divulgação/Parque Bondinho Pão de Açúcar
Modernização ao longo de uma história que se confunde com a do próprio Rio
Ao longo das décadas, o Bondinho passou por modernizações para acompanhar os avanços tecnológicos e ampliar a segurança da operação. Em 2008, as cabines foram substituídas por modelos fabricados na Suíça, com recursos como sistema digitalizado, controle automatizado do trajeto e painéis que monitoram fatores como o vento e a pressão dos freios. O processo de modernização incluiu ainda a implantação de um novo sistema de esgoto, trazendo mais eficiência e suporte à operação do atrativo.
Quatro anos depois, no centenário do teleférico, o Rio recebeu da Unesco o título de Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Cultural, que reconhece e contempla a relação entre a natureza e a ocupação humana na cidade, incluindo áreas como a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e a orla de Copacabana.
De acordo com informações divulgadas pelo Parque Bondinho Pão de Açúcar, mais de 50 milhões de visitantes passaram pelo local desde a inauguração, em 1912.
Disputa pela tirolesa no Pão de Açúcar
Mas a relação entre turismo e preservação da paisagem, que acompanha a história do Bondinho, também está no centro de uma disputa mais recente na Justiça. O projeto de instalação de uma tirolesa entre os morros da Urca e do Pão de Açúcar provocou questionamentos sobre os impactos da estrutura em uma das áreas mais emblemáticas do Rio.
A concessionária do parque tentou retomar os planos para a atração, mas o Tribunal Regional Federal manteve a paralisação e a exigência de que a empresa apresente um plano de recuperação da área degradada. Isso porque o projeto é alvo de críticas sobre os impactos ambientais provocados pelo corte das rochas.
O projeto da Tirolesa do Parque Bondinho foi aprovado em maio de 2022 e, desde então, passou por sucessivas paralisações e tentativas de retomada. Segundo a concessionária do parque, a nova atração teria quatro linhas de 755 metros, por onde os visitantes poderiam atingir uma velocidade máxima de 100 km/h em menos de um minuto.
Obras no Parque Bondinho — Foto: Reprodução/MPF
Novo posicionamento de marca nos 114 anos
A tentativa de ampliar as experiências oferecidas aos visitantes não é a única novidade do Bondinho. O parque também passa por uma renovação de imagem, com o lançamento do novo posicionamento de marca: Original do Rio, que procura destacar a relação da atração centenária com a identidade da cidade.
O conceito faz referência tanto ao pioneirismo do parque, primeiro atrativo turístico do Brasil, criado a partir de uma ideia visionária, quanto à essência carioca que inclui criatividade, simpatia e a capacidade de ainda se surpreender com a beleza do Rio — mesmo já acostumado com a paisagem.
O posicionamento também destaca que, embora seja um cartão-postal visitado por turistas de todas as partes do mundo, o Parque Bondinho é genuinamente carioca. Essa identidade também se expressa na relação do parque com a cultura, a música e outras expressões culturais do Rio.
Programação especial para o dia 27
Além do trajeto entre os morros, o Parque Bondinho mantém uma programação que inclui atividades culturais, ações ligadas à natureza e iniciativas voltadas à memória do local. Entre elas estão o projeto Amanhecer no Parque Bondinho, o Bem-Estar no Parque Bondinho, o Bosque das Artes e o Espaço de Memória Cocuruto.
Ao longo de 114 anos, o teleférico passou por mudanças tecnológicas e acompanhou as transformações do Rio, mas manteve o percurso que o tornou conhecido.
A vista da cidade a partir dos morros da Urca e do Pão de Açúcar continua sendo uma das principais atrações para quem visita o local e, para marcar o aniversário na próxima terça-feira (27), o parque preparou uma programação com atividades culturais, música e experiências para diferentes faixas etárias. Confira:
10h: recepção dos visitantes do Parque Bondinho com mate, Biscoito Globo e exposição;
De 10h às 17h: oficina de personalização de cartões-postais;
14h: apresentação do grupo de passinho “Charme Du Bom”;
15h: hora do “parabéns” no Espaço Maria Ercília para celebrar os 114 anos do parque;
Nascido e criado no Rio, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou no início da manhã deste domingo (25), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte.
O senador chegou por volta das 8h20, um pouco depois da abertura dos portões, repetindo o horário em que compareceu às urnas no primeiro turno. Ele votou na seção 170.
Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda, e do governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL). Na saída do local de votação, o candidato fez um breve pronunciamento e afirmou que o país precisa de uma mudança de rumo.
“Eu acho que chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim no 1º turno, que seja no 2º. O Brasil não aguenta mais quatro anos do jeito que está”, declarou.
Breve conversa com a imprensa
Depois de votar o candidato deu uma breve declaração para a imprensa, em que criticou a situação econômica e a segurança pública do país, afirmando que os brasileiros enfrentam dificuldades financeiras e vivem com medo da violência.
“A vida de todo mundo piorou. Então, não tem por que continuar insistindo no erro. A esperança virou medo — medo de andar na rua de noite, medo de ter o celular roubado, medo de ter a moto roubada, medo da geladeira vazia, medo de não conseguir pagar as contas que estão atrasadas”, afirmou.
Ao comentar a campanha no segundo turno, o candidato afirmou estar satisfeito com as atividades realizadas nas ruas e destacou a participação de apoiadores no Rio de Janeiro, ao lado de Douglas Ruas.
“Levamos alegrias às ruas, [foi] uma campanha leve, uma campanha limpa, felicidade no rosto de quem estava com a gente nas ruas aqui no Rio de Janeiro, com o Douglas”, disse.
Na saída, Flávio também convocou os eleitores a comparecerem às urnas: “faça chuva ou faça sol, bora sair de casa para votar, que o Brasil vai mudar e vai vencer”.
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) assinou um novo contrato de Seguro de Responsabilidade Civil de Administradores e Diretores (conhecido no mercado como Seguro D&O). O valor da contratação é de R$ 730 mil com a empresa Allseg Seguradora S.A., com validade de 12 meses.
A ideia é proteger o patrimônio pessoal de conselheiros, diretores, administradores e outros gestores da Cedae no exercício de suas funções. A apólice garante cobertura de até R$ 20 milhões para o pagamento de custos de defesa (como honorários advocatícios e despesas processuais), indenizações e acordos decorrentes de processos judiciais, administrativos, arbitrais ou investigações promovidas por órgãos de fiscalização e controle (como Ministério Público, Tribunal de Contas, CVM e Poder Judiciário).
Está expressamente excluída a cobertura para atos dolosos, fraudes ou crimes contra a administração pública.
A evolução dos valores
O processo administrativo mostra que o valor do prêmio pago pela Cedae para manter essa proteção caiu significativamente ao longo dos anos, principalmente após o processo de concessão de parte dos seus serviços de saneamento à iniciativa privada, o que reduziu o perfil de risco da empresa:
Com o término da vigência limite de 60 meses do contrato antigo em agosto de 2026, a Cedae precisou fazer uma nova licitação para evitar a interrupção da cobertura.
Durante a fase de planejamento e pesquisa de preços no mercado, a empresa enfrentou baixa adesão de seguradoras (apenas duas apresentaram propostas válidas: Zurich por R$ 830,5 mil e Fator por R$ 1,3 milhão).
Seguindo orientação do Tribunal de Contas da União (TCU) para mercados restritos, a diretoria fixou o preço de referência da licitação em R$ 830.555,56.
Ao fim do pregão eletrônico nº 0053/2026, a vencedora Allseg Seguradora S.A. assinou a nova apólice pelo valor final de R$ 730 mil, gerando economia em relação ao teto orçamentário previsto.
A Prefeitura do Rio estima captar R$ 2,75 bilhões em operações de crédito em 2027, como novos empréstimos e financiamentos, voltados para obras de infraestrutura, transporte e modernização da cidade.
O valor representa um aumento de 17% em relação aos R$ 2,35 bilhões previstos no orçamento de 2026. O crescimento foi identificado em um levantamento realizado pelo gabinete do vereador Fernando Armelau (PL), que comparou as estimativas de receitas e despesas para os dois exercícios, com base nos projetos de lei enviados pelo Executivo municipal à Câmara do Rio.
De acordo com os dados compilados pela equipe de Armelau, a prefeitura contratou cerca de R$ 8 bilhões em operações de crédito desde 2021.
O documento estima ainda que os compromissos relacionados à dívida consolidada do município poderão representar aproximadamente R$ 25 bilhões em pagamentos até 2048.
Receitas de capital crescem 13%
Além das operações de crédito, o levantamento aponta mudanças em outras fontes de receitas de capital, utilizadas para financiar investimentos e outras despesas dessa natureza. No conjunto, a previsão dessa categoria passa de R$ 3,02 bilhões em 2026 para R$ 3,41 bilhões em 2027, crescimento de aproximadamente 13%.
As transferências de capital, que incluem recursos recebidos para investimentos, aumentam 31%, de R$ 457,94 milhões para R$ 600,43 milhões. Já a previsão de receita com alienação de bens cai 74%, passando de R$ 216,83 milhões para R$ 56,06 milhões.
A arrecadação com amortização de empréstimos também apresenta aumento, de R$ 197,8 mil para R$ 300 mil (variação de 52%).
As receitas correntes, que incluem a arrecadação de tributos, contribuições e transferências regulares, devem passar de R$ 49,39 bilhões em 2026 para R$ 51,80 bilhões em 2027.
Entre os componentes dessa categoria, as transferências correntes apresentam uma das maiores altas em valores absolutos. A previsão passa de R$ 16,39 bilhões para R$ 18,61 bilhões, enquanto a arrecadação com impostos, taxas e contribuições de melhoria deve crescer 4%, alcançando R$ 21,30 bilhões.
As outras receitas correntes têm alta prevista de 19%, chegando a R$ 2,37 bilhões, enquanto a receita industrial cresce 20%, para R$ 14,75 milhões. As contribuições avançam 2%, alcançando R$ 7,62 bilhões.
ISS continua como principal fonte de arrecadação tributária
Dentro da previsão de R$ 21,30 bilhões em impostos, taxas e contribuições de melhoria, o Imposto sobre Serviços (ISS) permanece como a principal fonte de arrecadação tributária do município. A estimativa passa de R$ 10,40 bilhões em 2026 para R$ 10,75 bilhões em 2027.
A receita com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deve crescer 5%, de R$ 5,44 bilhões para R$ 5,70 bilhões. Para o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), a previsão é de aumento de 8%, de R$ 1,59 bilhão para R$ 1,73 bilhão.
Já a arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) apresenta queda estimada de 2%, passando de R$ 2,13 bilhões para R$ 2,09 bilhões.
O orçamento também incorpora uma nova rubrica relacionada ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), instituído no contexto da reforma tributária, com previsão inicial de R$ 9,17 milhões.
Orçamento prevê R$ 5,26 bilhões em investimentos
O projeto de lei orçamentária reserva R$ 5,266 bilhões para investimentos no exercício do próximo ano. Entre as áreas contempladas, Urbanismo concentra a maior parcela, com R$ 2,253 bilhões, seguida por Transportes, com R$ 1,085 bilhão.
Para Educação, estão previstos R$ 272,6 milhões, enquanto a Saúde tem R$ 83,49 milhões destinados a investimentos. Na Segurança Pública, a previsão é de R$ 33,24 milhões.
Na justificativa encaminhada aos vereadores, a Prefeitura afirma que a captação de recursos por meio de operações de crédito é voltada a obras de infraestrutura necessárias à manutenção e à modernização da cidade.
O Executivo também informa que a proposta foi elaborada com base nas receitas realizadas nos últimos exercícios, na arrecadação do primeiro semestre de 2026, nas metas fiscais e nos efeitos esperados de mudanças na legislação e de medidas de aperfeiçoamento da administração tributária.
Cidade do Rio aparece como boa pagadora no cenário nacional
A previsão de aumento nas operações de crédito é feita em um cenário no qual o município apresenta indicadores de endividamento abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e com uma melhora recente em sua classificação de risco.
Segundo a justificativa do próprio projeto orçamentário, a dívida consolidada bruta do Rio caiu de R$ 19,139 bilhões no fim de 2024 para R$ 16,220 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo período, a dívida consolidada líquida, que considera as disponibilidades de caixa e outros haveres financeiros, recuou de R$ 16,964 bilhões para R$ 13,245 bilhões.
Em agosto de 2026, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou o rating nacional de longo prazo do município de AA+(bra) para AAA(bra), a nota máxima da escala nacional. A agência também aumentou o Perfil de Crédito Individual do Rio de BB para BB+, destacando a melhora das contas públicas e a posição de liquidez da cidade.
Tempo Surreal (Alerta de humor): Secretaria de Segurança ainda não foi unificada, mas já conseguiu produzir sua primeira ocorrência, a crise de autoridade
A futura Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro já apresenta resultados antes mesmo de começar a funcionar. Sem prédio, secretário, orçamento ou organograma, a pasta conseguiu registrar sua primeira ocorrência: uma crise de autoridade entre os parlamentares que mais defendem a disciplina e a hierarquia.
A confusão começou quando integrantes da chamada bancada da bala descobriram que o governador eleito Douglas Ruas (PL) pretende recriar uma Secretaria de Segurança, com as polícias Civil e Militar subordinadas a um comando central. A proposta causou desconforto entre deputados que, embora acostumados a defender a cadeia de comando, não esperavam descobrir que também poderiam ficar fora dela.
O problema ganhou contornos ainda mais graves quando surgiram informações de que o futuro secretário não deverá ser um parlamentar. A notícia provocou um fenômeno até então pouco estudado pelas academias de polícia: a indignação preventiva por ausência de nomeação.
Bancada da bala pede criação de delegacia especializada em políticos que não foram consultados. A nova unidade teria investigadores dedicados a apurar reuniões realizadas sem a presença de deputados. Entre os crimes investigados estariam a omissão de convites, o silêncio em grupos de WhatsApp e a realização de encontros estratégicos sem autorização prévia dos interessados.
A delegacia também contaria com um setor de perícia especializado em identificar quem visualizou mensagens e não respondeu, além de uma central de denúncias para parlamentares que descobriram decisões importantes pela imprensa.
Outra proposta em análise no universo surreal é a criação de um protocolo de segurança institucional para proteger autoridades contra o risco de não serem lembradas na distribuição de cargos.
Enquanto a população aguarda soluções para a violência, e a bancada da bala enfrenta um desafio igualmente complexo: descobrir quem vai mandar em quem.
Por unanimidade, o plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) aprovou parecer prévio contrário à aprovação das contas do ex-prefeito de Teresópolis Vinícius Claussen, referentes ao exercício de 2024. A decisão seguiu o voto do conselheiro-relator Christiano Lacerda Ghuerren e recomenda que a Câmara de Vereadores da cidade mantenha a reprovação no julgamento político do caso.
A rejeição do balanço anual foi motivada por duas irregularidades consideradas graves pelo tribunal. A primeira delas foi o descumprimento do limite constitucional para a Educação. A prefeitura aplicou 23,52% das receitas resultantes de impostos e transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino, ficando abaixo do piso mínimo obrigatório de 25% exigido pelo artigo 212 da Constituição Federal.
A segunda falha determinante foi a falta de repasse integral das contribuições ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), incluindo valores cobrados da parte patronal e verbas que haviam sido descontadas diretamente do pagamento dos servidores públicos.
Além das razões principais para o parecer contrário, o relatório apontou falhas de gestão e gargalos fiscais que comprometeram o encerramento do mandato. A administração fechou o ano com um déficit financeiro acumulado de aproximadamente R$ 9,8 milhões.
O documento também registrou um aumento expressivo no pagamento de dívidas judiciais — os gastos com precatórios saltaram de R$ 5,8 milhões em 2021 para R$ 86,9 milhões em 2024.
O tribunal criticou ainda a falta de eficácia na arrecadação tributária local, apontando a ausência de mecanismos de cobrança via protesto em cartório, deficiência na fiscalização do ISS e falta de atualização da planta de valores para o IPTU, além do fato de o Conselho Municipal de Saúde não ter emitido parecer sobre a totalidade das contas do setor no ano.
O lado correto da gestão
Por outro lado, o relatório registrou o cumprimento de outras obrigações legais.
Na área da Saúde, Teresópolis investiu 22,66% das receitas próprias, superando o piso mínimo de 15%. Os gastos com pessoal do Poder Executivo fecharam o último quadrimestre em 53,50% da Receita Corrente Líquida, dentro do teto máximo de 54% estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já quanto aos recursos do Fundeb, a prefeitura destinou 100% da verba elegível para a remuneração dos profissionais da educação básica, atendendo com folga o mínimo legal de 70%.
Os próximos passos em Teresópolis
Com a emissão do parecer pelo TCE-RJ, o processo segue para a Câmara de Teresópolis, órgão competente para julgar em definitivo as contas do ex-gestor.
O tribunal determinou também o envio de notificações com os achados da auditoria ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ao Ministério da Saúde e à Secretaria do Tesouro Nacional.