Moradores de conjuntos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, relatam que estão sendo expulsos de seus apartamentos por integrantes de uma milícia da região. As denúncias são de que o grupo paramilitar cobra uma taxa mensal de R$ 100 aos moradores e ameaça vender as unidades daqueles que acumulam dívidas.
A milícia já atuava na região, mas, segundo os relatos, o comando teria mudado nos últimos três anos e, agora, o grupo estaria responsável pela administração dos condomínios.
Denúncias são de envolvimento de policiais
De acordo com relatos, uma mulher vai aos apartamentos acompanhada de três homens armados para fazer as cobranças. Viaturas de policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) estariam acompanhando o grupo.
A Polícia Civil disse que ainda não houve registro de ocorrência com essas características na delegacia da área.
Em 2025, Justiça Federal já interviu na situação
Em setembro de 2025, a Justiça Federal determinou que a União, o Banco do Brasil e a Prefeitura do Rio adotassem medidas para garantir, no prazo de seis meses, o direito à moradia de famílias prejudicadas por invasões criminosas no conjunto Vila Carioca, também na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste.
A decisão atendia ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinava que a atuação deve ser coordenada. De acordo com a sentença, os beneficiários selecionados pelo programa Minha Casa, Minha Vida vêm sendo impedidos de morar nos imóveis desde 2018, em razão de ocupações irregulares por grupos criminosos.
O juiz destacou que todos os réus reconheceram a existência do problema, mas não adotaram providências eficazes, configurando omissão persistente e falha na implementação da política habitacional.
Com informações de g1.





















































