Por mais de dez décadas, o antigo Hotel Glória foi uma das referências da arquitetura da região central do Rio. Agora, quatro anos depois do início das obras com um investimento de R$ 400 milhões, o espaço volta a abrir as portas como um condomínio residencial.
O residencial reúne apartamentos de duas, três ou quatro suítes, com até 214 metros quadrados. O projeto também inclui elevador panorâmico, unidades com entradas independentes e apartamentos com até três vagas de estacionamento.
Segundo a construtora Sig Engenharia, das 266 unidades, 73% já foram vendidas, com apartamentos que custam entre R$ 1,8 milhão e R$ 7 milhões.
As primeiras chaves começaram a ser entregues há cerca de duas semanas, e duas famílias já se mudaram para o novo endereço.
Novos espaços no antigo Glória
As 266 unidades estão distribuídas entre três torres: Histórico I, Histórico II e Contemporâneo. Os dois primeiros prédios contam com elevador panorâmico, enquanto o terceiro tem entrada independente. O acesso ao estacionamento será feito por uma das laterais do condomínio.
De acordo com o Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário, entre os compradores, 60% já moram no Rio, 30% vivem em outros estados e 10% são estrangeiros. Pela convenção do condomínio, os imóveis poderão ser alugados, mas não para estadias de curta duração, como as oferecidas pelo Airbnb.

De salão para coletivas de presidentes às festas de moradores
Uma das áreas que ganhou nova função é o antigo salão nobre. Com 244 metros quadrados, o espaço no segundo piso, usado no passado para convenções e coletivas de presidentes da República, virou espaço destinado a festas e poderá ser utilizado pelos moradores no sistema de “pay for use”. O ambiente foi equipado com mesas, sofás e cadeiras, com capacidade para até 250 pessoas.
Também está disponível para ser alugado no rooftop o espaço com churrasqueira e duas cozinhas gourmet.

Fachada histórica preservada
O antigo Hotel Glória foi o primeiro cinco-estrelas do Brasil e recebeu diversas personalidades, como o astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, e presidentes da República, devido à sua proximidade com o Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960.
Por dentro do espaço, tudo é novo. Foi necessário reconstruir as áreas internas do zero, já que o empresário Eike Batista, que comprou o Glória e depois repassou o imóvel, demoliu e se desfez da mobília.

Mas apesar da transformação do prédio em residencial, a fachada do antigo hotel foi mantida. O imóvel é protegido pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), e o tradicional monograma dourado continuará na marquise branca da entrada principal.
Com informações do jornal “O Globo”.






















































