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    Candidatos à Câmara dos Deputados tÊm mais recursos de campanha no Rio

    Rick Azevedo, Anielle Franco e Rueda: saiba quem são as 24 novas caras da bancada do Rio na Câmara dos Deputados

    Aldair de Linda e Allyson Elias durante a festa da vitória, que teve xingamentos de apoiadores contra o "aliado" Washington Quaquá

    Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

    Anthony Garotinho durante debate eleitoral no Rio. O candidato desistiu do recurso no TSE, que agora vai ouvir a PGE antes de decidir sobre o pedido — Foto:

    TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

    Plenário da Alerj

    Costenaro, João Pires e mais: conheça os 26 novos deputados da Alerj eleitos em 2026

    Anthony Garotinho

    Garotinho volta a dizer que foi vítima de ‘perseguição’ e que vai deixar eleitorado do Rio ‘arcar com a consequência das suas escolhas’

    Roberto Monteiro e Giselle Monteiro

    Sem dobradinha na família Monteiro: Giselle é reeleita deputada estadual, mas Roberto Monteiro Pai fica como suplente na Câmara dos Deputados

    Anthony Garotinho desiste de recurso, mas ação pode não ter efeito prático no TSE

    Desistência de Garotinho não apaga votos nem muda resultado automaticamente, diz jurisprudência do TSE

    Conrado e Andréa Sorvetão têm uma disputa judicial com a apresentadora Xuxa e já discutiram publicamente com a apresentadora

    Eleitores do Rio dão ‘beijinho, beijinho, tchau, tchau’ para Andréa Sorvetão, ex-paquita desafeto de Xuxa; seu marido, Conrado, também não se elegeu

    Garotinho desiste de recurso no TSE e deixa caminho aberto para que Douglas Ruas seja eleito governador sem segundo turno

    Garotinho desiste de recurso no TSE e deixa caminho aberto para que Douglas Ruas seja eleito governador sem segundo turno

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    Ilha Rasa, sede do Nas Rocas

    Antigo hotel Nas Rocas, em Búzios, vai ganhar cara nova na Ilha Rasa com projeto de mais de R$ 200 milhões para reconstrução

    Banco Master

    Governo do estado do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta

    Ferramenta de apuração do Tempo Real

    Já começou! Acompanhe a apuração das urnas com o TEMPO REAL

    Fernanda Fialho morreu aos 29 anos. Influenciadora, escritora e palestrante, ela se tornou uma referência na produção de conteúdo sobre autismo, neurodivergência e saúde mental. A causa da morte não foi divulgada.

    Morre aos 29 anos Fernanda Fialho, referência na defesa das pessoas autistas e neurodivergentes

    Na eleição de 2022, o Largo de São Francisco da Prainha bombou durante a apuração dos votos; lei seca

    Lei Seca só pra quem dirige: com venda de bebida liberada, bares do Rio terão até samba para acompanhar a apuração dos votos

    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

    Chuva encobre a paisagem do Rio neste sábado (3), primeiro dia do fim de semana. Previsão aponta tempo fechado ao longo do dia e mudança nas condições climáticas no domingo (4), dia da eleição.

    Previsão do tempo: Rio terá chuva no sábado e 30°C no domingo de eleição

    van de transporte escolar

    Vans e ônibus de transporte escolar vão poder usar faixas do BRS no Rio entre 11h e 14h

    Angélica e Eliana gravaram programa do SBT no apartamento que a loura paulista comprou na Lagoa

    Apresentadora Eliana comprou apartamento de cinco suítes na Lagoa e quase gritou ao dar de cara com a vista

  • Transparência
    O Tribunal de Justiça do Rio recebeu crédito suplementar de R$ 462,8 milhões

    De Couto para Couto: governador reforça orçamento do Tribunal de Justiça em R$ 462,8 milhões

    Em mais uma edição do Diário Oficial, o Palácio Guanabara tem mais nomeação que exoneração

    Goleada no Diário Oficial: Ricardo Couto e Casa Civil mantêm ritmo onde nomeações superam exonerações em dia marcado por ‘limpa’ no Detran-RJ

    Exapicor, em Resende, foi um dos eventos contemplados com R$ 500 mil em patrocínio da Secretaria de Estado de Turismo em setembro.

    Com R$ 6,46 milhões liberados em setembro, Secretaria de Estado de Turismo prioriza o Médio Paraíba em nova rodada de patrocínios

    Uruan, o ex-secretário que pode ter que restituir R$ 15,5 milhões

    Sob rolo compressor: TCE-RJ pauta julgamento que cobra R$ 15,5 milhões de ex-secretário por supostas irregularidades em obras de asfalto fino

    Hospital Geral da Japuíba, em Angra dos Reis: unidade está entre as estruturas de saúde afetadas pela situação financeira que levou à contratação emergencial de serviços pela prefeitura.

    Conta salgada de R$ 106 milhões faz atraso da Prefeitura de Angra levar a contrato emergencial para manter hospital funcionando

    Sede da Cedae, no Centro do Rio — companhia é alvo de questionamentos no TCE-RJ sobre a disputa pela licitação de R$ 89 milhões do Novo Guandu.

    Pule de dez? Disputa por licitação de R$ 89 milhões da Cedae para o Novo Guandu chega ao TCE

    O projeto da obra que vai ligara a Estrada da Posse à a Avenida Brasil, na Zona Oeste

    Luz no fim do túnel? Prefeitura do Rio autoriza cessão de contrato de R$ 212,9 milhões para obra de ligação viária na Zona Oeste, mas OECI permanece no negócio

    O deputado estadual Alan Lopes, autor da representação que levou o TCE-RJ a suspender a contratação do novo sistema estadual de bilhetagem sem licitação. Foto: Divulgação/Alerj.

    Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

    Campanhas eleitorais injetaram quase meio bilhão de reais na economia do estado em 2026

    Quem paga a conta? Campanhas no Rio já movimentam R$ 484,5 milhões, e 90% são recursos públicos

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    Transportes serão gratuitos nas eleições; barcas e metrô

    Eleições 2026: metrô terá trens extra e barcas vão operar até 0h no dia da votação; saiba como vão funcionar transportes no domingo (04)

    O caminhão mamógrafo da Fundação Laço Rosa: oferta de 1.500 exames gratuitos

    Caminhão mamógrafo da Fundação Laço Rosa chega ao Rio com 1.500 exames gratuitos

    Famílias atípicas poderão contar com documento emitido pelo Detran-RJ para facilitar a comprovação da condição de cuidador e o acesso a atendimento prioritário.

    Detran-RJ regulamenta emissão do Documento de Identificação da Mãe Atípica

    Transporte será gratuito nas eleições

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    Vans municipais vão integrar o Sistema de Transporte Unificado Complementar

    Prefeitura do Rio cria Sistema de Transporte Unificado Complementar para integrar vans ao Bilhete Único e ao sistema Jaé

    Corpo de Bombeiros, taxa de incêndio

    Corpo de Bombeiros divulga valores da taxa de incêndio e datas para 2027

    Ao entrar no site do MetrôRio, o usuário encontra no canto direito da tela o ícone de tradução para Libras

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    Linha Amarela

    Linha Amarela terá série de interdições para manutenção até domingo (20)

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    Bora lá: antes de ir às urnas, carioca pode aproveitar Festival do Rio, Rio Gastronomia e exposição inédita; confira dicas para fim de semana

    Marvvila, Ananda e Yan são as atrações principais da edição especial do Casarão do Firmino, que acontece nesta sexta-feira (2), na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, no Andaraí. A programação começa às 18h, com abertura do Grupo BatuQG e DJ Nicolle Neumann nos intervalos.

    Casarão do Firmino faz edição especial na quadra do Salgueiro com shows de Marvvila, Yan e Ananda

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    Cachaça, samba e história: evento na Lapa terá debate sobre a relação da bebida com a cultura carioca

    Emicida, Fernanda Abreu e Leci Brandão

    Bora lá: semana no Rio termina com circo, samba e shows de Emicida, Fernanda Abreu e Leci Brandão 

    O Theatro Municipal do Rio recebe a quarta edição do Festival Oficina de Ópera, que aposta na formação de novos talentos da música lírica

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    Tony Tornado

    Alerj aprova Medalha Tiradentes para Tony Tornado

  • Opinião
    Flávio Bolsonaro participa de ato de campanha na reta final da eleição; religião ganhou espaço na disputa nos últimos dias

    A fé de Flávio

    Lula durante ato de campanha. A uma semana da eleição, o presidente colocou no centro do debate um tema que mistura futebol, economia e política: a proibição das bets.

    A aposta de Lula

    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

    Quem ganha quando o STF perde?

    sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

    Robôs no palanque: as novas regras do TSE para a IA nas eleições

    Entre flores e velas: enquanto homenagens se multiplicam no 8 de março, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade no Brasil.

    Entre flores e velas: o Brasil das mulheres  

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Rio

14/05/24 14:05
  • Fabiana Paiva Fabiana Paiva

‘Tropa de choque’ assume frente da CPI da Transparência da Alerj

‘Tropa de choque’ assume frente da CPI da Transparência da Alerj

CPI da Transparência: Alan Lopes (centro) é o presidente, Poubel (esq) é o vice e Rodrigo Amorim ( à direita) o relator

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A temida CPI da Transparência, já batizada de CPI do Fim do Mundo, foi oficialmente instalada na Assembleia Legislativa, no início da tarde desta terça-feira (14), com a eleição do trio conhecido como “tropa de choque” nas principais funções.

Autor do pedido de comissão para investigar a falta de transparência do governo do estado, Alan Lopes (PL) será o presidente. Filippe Poubel ficou na vice, e a relatoria com Rodrigo Amorim (União).

“Estamos diante de uma questão crucial que afeta o povo: a transparência. Relatórios da controladoria do estado apontam omissão das informações. O povo tem o direito de saber onde estão sendo gastos os recursos públicos”, iniciou Lopes.

Foi endossado por Poubel, que lembrou a atuação do trio na Comissão de Combate à Desordem Urbana: “Os nossos mandatos sempre foram pautados nas fiscalizações. Já passamos por máfias dos hospitais de campanha, OS, máfia do reboque. Se tentam enganar o parlamentar, imagina o cidadão comum com relação aos gastos”, disparou Poubel.

Os demais membros da CPI explosiva são Marcelo Dino (União), Thiago Rangel (PRTB), Yuri (PSOL) e Márcio Canela (União).

Apoio da base

A CPI, que começou fazendo barulho antes mesmo de começar, recebeu a assinatura de 54 deputados — entre eles, muitos integrantes da gigantesca base do governador Cláudio Castro (PL), que chegou a tentar barrar a investigação dos contratos com organizações sociais em algumas pastas do estado.

Sem querer correr riscos, a cúpula do governo tentou fazer com que os deputados da base retirassem as suas assinaturas — mas ficou a ver navios, já que o regimento interno da Assembleia não permite.

A CPI provocou até a sessão mais rápida da história da Alerj, em 30 de abril, quando Pedro Brazão encerrou a Ordem do Dia em segundos, só para evitar para evitar bate-boca e repercussão da comissão.

Escrito por:

Fabiana Paiva Fabiana Paiva Ver publicações

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Berenice Seara

Família Quaquá perde para antigos aliados dentro de casa; Horta tem o triplo dos votos de Diego em Maricá

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

06/10/2026 07:19

Washington Quaquá não saiu derrotado das urnas neste domingo (4). Longe disso. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT elegeu o filho deputado federal, viu a ex-mulher renovar o mandato na Assembleia Legislativa e continuará sendo um dos principais líderes políticos do estado. Além de um personagem de peso na direção nacional do partido.

Mas, dentro de casa…

Diego Quaquá (PT) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 68.798 votos. Em Maricá, porém, recebeu apenas 16.304. Quem passeou pelas urnas da cidade foi Fabiano Horta (PT), ex-prefeito, antigo aliado e hoje um desafeto: foram 50.396 votos.

É mais do que o triplo.

A diferença entre os dois chegou a 34.092 votos justamente na cidade que concentra o poder político construído por Quaquá ao longo de quase duas décadas. Horta governou Maricá por oito anos, de 2017 a 2024, sucedendo o próprio Quaquá. Diego foi seu vice no segundo mandato. Mas romperam.

No estado, Horta também ficou na frente: recebeu 82.902 votos, contra os 68.798 de Diego.

A expectativa do grupo de Quaquá era colocar o rebento entre os três petistas mais votados para a Câmara no Rio. Ele terminou em quinto lugar entre os seis eleitos.

E quem apareceu no topo foi justamente Lindbergh Farias, adversário de Quaquá nas disputas internas do PT e protagonista da recente briga pelo número 1313, que acabou entregue a Diego. Lindbergh recebeu 181.768 votos. Depois vieram Marcelo Freixo, com 172.969, Anielle Franco, com 149.726, e Fabiano Horta. Só então apareceu Diego, seguido por Nísia Trindade, com 67.350.

O resultado de Anielle também tem seu tempero. Ela e Quaquá já protagonizaram embates públicos dentro do partido e foi justamente a ex-ministra quem ocupou o lugar entre os três primeiros que o grupo do prefeito esperava ver reservado ao filho.

Nem Lula escapou das urnas implacáveis de Maricá

A votação para presidente acrescentou outro número incômodo ao domingo petista.

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Lula (PT) em Maricá. O senador do PL recebeu 69.193 votos, ou 49,82% dos válidos, contra 59.972, ou 43,18%, de Lula. A diferença passou de 9 mil votos na cidade comandada pelo coordenador da campanha do presidente à reeleição.

E não é a primeira vez.

Em 2022, quando Lula voltou à Presidência da República, Bolsonaro (neste caso, o Jair) também ganhou em Maricá. No segundo turno, o adversário do PT teve 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% de Lula.

A peculiaridade é que, naquele mesmo ano, Washington Quaquá foi disparado o candidato a deputado federal mais votado no município, com 29.766 votos.

Ou seja: Maricá pode ser o principal enclave municipal do PT no estado, governado pelo partido desde 2009. Mas seu eleitor já demonstrou, mais de uma vez, que não segue o que o seu líder político mandar.

A briga chegou também à Alerj

Outro antigo aliado apareceu no caminho da família Quaquá na eleição para a Assembleia Legislativa.

Allyson Elias (PT), filho do presidente da Câmara Municipal de Maricá, Aldair de Linda (PT), recebeu 16.256 votos na cidade. Zeidan (PT), ex-mulher de Quaquá e mãe de Diego, teve 15.183.

A diferença foi pequena — 1.073 votos —, mas carregada de história recente.

Na reta final da campanha, vereadores e lideranças da base municipal retiraram apoio a Allyson e passaram para Zeidan. Aldair reagiu publicamente e acusou Quaquá de estar por trás da debandada. Chegou a afirmar que Maricá vivia uma ditadura. Quaquá divulgou seus candidatos a deputado estadual sem incluir Allyson.

A urna resolveu à sua maneira: os dois foram eleitos.

Mas a trégua não veio com a vitória. Na comemoração de Allyson, Aldair voltou a atacar Quaquá; o prefeito respondeu nas redes sociais dizendo que havia se livrado das “cangalhas”. Para dois grupos que até recentemente estavam do mesmo lado, a reconciliação parece não ter entrado na apuração.

A turma não chegou inteira

Quaquá trabalhou para eleger um grupo mais amplo de aliados, e nem todos conseguiram atravessar a linha.

O ex-ministro Celso Pansera, parceiro de partido e de governo em Maricá, uma das grandes apostas do prefeito, ficou com 36.045 votos e em décimo lugar na lista dos candidatos do PT à Câmara dos Deputados. Quarto suplente. Dimas Gadelha (PT), que tentava reeleição também com o apoio de Quaquá, recebeu 45.520 votos e ficou com a terceira suplência.

Adilson Pires (PT) teve destino melhor. Com 42.467 votos, não esteve entre os campeões da Alerj, mas garantiu uma cadeira na próxima legislatura.

Zeidan também assegurou o quarto mandato, com 43.115 votos no estado. Portanto, apesar dos percalços, a família política de Quaquá terá representantes tanto em Brasília quanto no Palácio Tiradentes.

 

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Transparência

De Couto para Couto: governador reforça orçamento do Tribunal de Justiça em R$ 462,8 milhões

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Redação

06/10/2026 07:00

O governo do estado publicou no Diário Oficial a liberação de um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões ao orçamento do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), na rubrica de pessoal e encargos sociais. De acordo com o estado, o crescimento das receitas em 2026 abriu espaço para o reforço no caixa do tribunal.

Ainda segundo o governo, a Receita Corrente Líquida (RCL), estimada em R$ 91,8 bilhões no fim de 2025, já havia superado os R$ 100 bilhões em meados deste ano — e é esperado que a arrecadação continue crescendo e possa superar R$ 114 bilhões até dezembro.

O governo destacou que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece para o Judiciário estadual o limite de despesa total com pessoal equivalente a 6% da Receita Corrente Líquida. Em termos simples, quanto maior a RCL, maior, em valores absolutos, é o teto previsto pela LRF. O argumento do estado é, portanto, que o aumento da receita ampliou a margem existente dentro desse limite e permitiu reforçar a dotação destinada ao tribunal. A íntegra da nota do governo está publicada ao fim da reportagem.

A explicação responde como pode existir espaço fiscal para a suplementação, mas não esclarece, porém, por que ela se tornou necessária. Os 6% previstos na LRF constituem um limite máximo de despesa com pessoal, e não uma obrigação de utilização de todo o espaço disponível. O crescimento da RCL pode aumentar a distância em relação ao teto legal, mas isso, isoladamente, não demonstra a necessidade de acrescentar R$ 462,8 milhões ao orçamento do Judiciário.

Esse ponto não foi esclarecido na manifestação do estado. A resposta não informa qual despesa provocou a insuficiência da dotação originalmente aprovada para 2026. Não diz, por exemplo, se o reforço está relacionado ao pagamento ordinário de servidores e magistrados, reajustes, gratificações, progressões, retroativos, aposentadorias, encargos, novas contratações ou outra obrigação. Também não informa qual era a dotação inicial, quanto dela já foi empenhado e qual é a projeção de despesas até dezembro.

Há ainda uma diferença conceitual importante nos números apresentados. A nota começa tratando da Receita Corrente Líquida, indicador utilizado pela LRF para calcular o limite de despesa com pessoal, mas posteriormente afirma que a “arrecadação do estado” poderá superar R$ 114 bilhões. Arrecadação total e Receita Corrente Líquida não são necessariamente a mesma coisa. Para relacionar a projeção de R$ 114 bilhões ao limite de 6%, seria necessário esclarecer se esse valor também corresponde à RCL calculada segundo as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O governo informou ainda que, com o aumento das receitas, outros órgãos e entidades também passaram a avaliar reforços ou antecipações de dotações para despesas previstas em seus orçamentos. A informação indica que a movimentação não estaria necessariamente restrita ao Judiciário, mas também não responde à questão específica do TJ: qual despesa concreta tornou necessária uma suplementação de R$ 462,8 milhões na rubrica de pessoal e encargos sociais?

Assim, a resposta do estado apresenta uma justificativa para a existência de fonte de recursos e de margem em relação ao limite da LRF, mas não explica a origem da necessidade de quase meio bilhão de reais adicionais na dotação do tribunal. Também é importante destacar que a abertura de crédito suplementar representa autorização orçamentária adicional; o impacto efetivo sobre as contas dependerá da execução desses recursos.

A questão central, portanto, permanece sem resposta: por que a dotação de pessoal e encargos sociais aprovada para o Tribunal de Justiça em 2026 tornou-se insuficiente e quais despesas justificam os R$ 462,8 milhões adicionais?

O que diz o estado sobre o crédito suplementar ao Tribunal de Justiça

Segue a íntegra da nota do governo do estado:

“O orçamento do Judiciário para despesas com pessoal e encargos sociais considera o limite de 6% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para o exercício de 2026, foi estimada, ao final de 2025, uma RCL de R$ 91,8 bilhões. Por medidas adotadas pela atual gestão do Governo do Estado, em meados de 2026 a arrecadação do Estado superou a estimativa inicial, alcançando mais de R$ 100 bilhões. Esse aumento da receita, de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação à previsão inicial, ampliou a margem para adequações orçamentárias, inclusive para o reforço das dotações destinadas ao Poder Judiciário, que poderá contar com crédito suplementar de R$ 462,8 milhões.

Por consequência do incremento da receita do Estado, devido às medidas adotadas pela atual gestão, outros órgãos e entidades também passaram a avaliar a necessidade de reforço ou antecipação de dotações para despesas já previstas em seus respectivos orçamentos. Essas medidas permitem adequar a execução orçamentária à evolução efetiva da arrecadação, sempre observados os critérios legais e a disponibilidade de recursos. A expectativa do Governo do Estado é de que a arrecadação continue crescendo e possa superar R$ 114 bilhões até o final do exercício, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas”.

Quais foram as perguntas feitas ao governo do estado

A partir da análise do decreto estadual nº 50.480, de 18 de setembro de 2026, publicado no Diário Oficial de 21 de setembro, e da nota técnica da subsecretaria de Orçamento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) que fundamenta o decreto, identificamos a abertura de um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões para o Tribunal de Justiça, destinado à ação “Pessoal e Encargos Sociais – TJ”.

A nota técnica informa que os recursos são provenientes de excesso de arrecadação e vincula o crédito ao processo SEI-120001/002315/2026.

Para esclarecer a operação, solicitamos o posicionamento do governo sobre os seguintes pontos:

1. Por que o governo do estado autorizou um crédito suplementar de R$ 462,8 milhões para o Tribunal de Justiça? Qual foi a necessidade apresentada pelo TJ?
2. Para quais despesas específicas serão destinados os R$ 462,8 milhões, já que o crédito está registrado como “Pessoal e Encargos Sociais – TJ”?
3. O governo informa que os recursos são provenientes de excesso de arrecadação. Qual receita apresentou arrecadação acima do previsto e quanto desse excesso permitiu a abertura do crédito para o TJ?
4. O valor de R$ 462,8 milhões será utilizado ainda em 2026? Há previsão de novas suplementações para o tribunal até o fim do ano?
5. O governo pode disponibilizar a justificativa e a memória de cálculo apresentadas pelo Tribunal de Justiça no processo SEI-120001/002315/2026, que fundamentaram o pedido dos R$ 462,8 milhões?

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Rick Azevedo, Anielle Franco e Rueda: saiba quem são as 24 novas caras da bancada do Rio na Câmara dos Deputados

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Gabriele Maia

05/10/2026 20:31

A bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados também vai mudar de perfil a partir de 2027. A eleição deste domingo (04) levou para Brasília nomes que vêm de trajetórias bastante diferentes: há quem tenha construído carreira no Executivo municipal, quem tenha ficado conhecido nas redes sociais e até quem deixou recentemente um ministério.

Entre os eleitos, também estão políticos que já ocuparam uma cadeira na Câmara e agora retornam ao Congresso, além de nomes que deixam prefeituras para estrear na política federal.

Confira, a seguir, quem são esses nomes, em ordem de votação, e conheça a trajetória de cada um:

1. Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos

A discussão sobre a escala 6×1 transformou Rick Azevedo em um dos nomes mais conhecidos da nova esquerda nas redes sociais. Antes da política, ele trabalhava como balconista de farmácia e criou o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que ganhou alcance nacional ao defender a redução da jornada semanal.

Em 2024, foi eleito vereador do Rio pelo PSOL. Dois anos depois, deixou a Câmara Municipal para conquistar uma cadeira em Brasília com a segunda maior votação entre os deputados federais eleitos no estado.

2. Freixo (PT) — 172.969 votos

Marcelo Freixo está longe de ser um novato na política federal. Ele volta à Câmara depois de já ter exercido dois mandatos como deputado federal e de ter passado pela Assembleia Legislativa do Rio. E foi na Alerj que ganhou projeção nacional ao presidir, em 2008, a CPI das Milícias.

Freixo também disputou duas vezes a Prefeitura do Rio e uma vez o governo do estado. Agora, retorna ao Congresso pelo PT.

3. Rueda (União Brasil) — 155.836 votos

Presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda construiu sua carreira principalmente nos bastidores partidários, com influência sobre articulações no Congresso e dentro da própria legenda. Ele contou com o forte apoio político de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e concentrou parte expressiva de sua votação na Baixada Fluminense.

4. Anielle Franco (PT) — 149.726 votos

Depois do assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, em 2018, Anielle recebeu reconhecimento internacional por atuar publicamente na defesa de pautas relacionadas à igualdade racial e aos direitos humanos.

Em 2023, assumiu o Ministério da Igualdade Racial no governo Lula, cargo que ocupou até abril deste ano.

5. Delegado Felipe Curi (PP) — 133.626 votos

Felipe Curi é delegado e foi secretário estadual de Polícia Civil durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Ele estava no comando da corporação quando ocorreu a Megaoperação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, que terminou com 122 mortos.

6. Manoela Peres (PL) — 117.648 votos

Manoela Peres foi prefeita de Saquarema, na Região dos Lagos, por dois mandatos e recebeu forte aprovação popular.

7. Julia de Castro (PL) — 103.880 votos

Aos 24 anos, Julia de Castro entra para a bancada fluminense como uma das representantes da nova geração da direita. Influenciadora, ela ocupa a vice-presidência nacional do “PL Jovem” e ganhou projeção com conteúdo político “antifeminista” nas redes sociais. Sua candidatura contou com o apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).

8. Elias Jabbour (PCdoB) — 103.219 votos

Elias Jabbour é geógrafo e professor associado de economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre 2023 e 2024, trabalhou em Xangai como assessor especial e consultor sênior da presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira dos Brics. No Rio, presidiu o Instituto Pereira Passos por cerca de um ano.

9. Diogo Balieiro Diniz (PL) — 102.026 votos

Foi prefeito de Resende por dois mandatos consecutivos, de 2017 a 2024. Na reeleição, em 2020, recebeu 82,57% dos votos válidos. Durante os oito anos no comando do município, ficou associado a projetos em diferentes áreas da administração, entre eles a criação do Hospital Veterinário Municipal 24 horas.

10. Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos

Vereador do Rio em primeiro mandato, Rafael Satiê construiu boa parte de sua projeção política nas redes sociais. De perfil conservador, ele se apresenta como um “negro de direita” e mantém uma atuação política alinhada à família Bolsonaro.

11. Renato Cozzolino (PP) — 84.516 votos

Renato Cozzolino foi prefeito de Magé por dois mandatos e, em 2024, foi reeleito para o cargo com 88,74% dos votos válidos. Antes disso, exerceu dois mandatos como deputado estadual, entre 2015 e 2020. Ligado a uma família tradicional da política da região, ele agora volta ao Legislativo, desta vez em Brasília.

12. Fabiano Horta (PT) — 82.902 votos

Prefeito de Maricá por dois mandatos, entre 2017 e 2024, ele ficou associado a políticas municipais que ganharam repercussão fora do estado, como a tarifa zero nos ônibus municipais, os chamados “vermelhinhos”, e a moeda social Mumbuca.

13. Poubel (PL) — 81.960 votos

Filippe Poubel teve dois mandatos na Alerj e ganhou notoriedade por ações de fiscalização e pela atuação em pautas relacionadas à segurança pública. Entre os projetos dos quais participou está o chamado Estatuto das Blitzes.

14. Wladimir Garotinho (PL) — 81.797 votos

Filho do ex-governador Anthony Garotinho, Wladimir Garotinho comandou Campos dos Goytacazes por dois mandatos consecutivos. A família mantém uma longa trajetória política no Norte Fluminense, região onde o ex-prefeito construiu sua principal base eleitoral.

15. Douglas Gomes (PL) — 80.310 votos

Foi o vereador mais votado do PL na cidade de Niterói por defender pautas conservadoras e chegou a ocupar uma cadeira na Alerj como suplente.

16. Márcio Rezende (PSD) — 75.148 votos

Márcio Rezende fez parte da administração municipal de Macaé como secretário de Infraestrutura durante a gestão do irmão, o prefeito Welberth Rezende (PSD).

17. Leniel Borel (PP) — 72.658 votos

A defesa dos direitos das crianças se tornou a principal bandeira pública de Leniel Borel após a morte de seu filho Henry Borel, de 4 anos, em 2021. Depois do caso, ele passou a atuar na discussão sobre violência infantil e se elegeu vereador do Rio de Janeiro.

18. Luis Carlos Gomes (Republicanos) — 70.331 votos

Radialista, pastor e presidente estadual do Republicanos no Rio, Luis Carlos Gomes já passou pela Câmara dos Deputados. Na legislatura anterior, exerceu o mandato como suplente de Rosângela Gomes. Desta vez, foi eleito diretamente pelo eleitorado fluminense para ocupar uma cadeira titular na Casa.

19. Diego Quaquá (PT) — 68.798 votos

Diego Quaquá é presidente estadual do PT e tem sua trajetória política fortemente ligada a Maricá. Foi vice-prefeito da cidade e também secretário municipal de Economia Solidária. Filho do prefeito Washington Quaquá e da deputada estadual Zeidan.

20. Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos

Vereador do Rio em segundo mandato, Marcio Ribeiro atua como líder do governo de Eduardo Cavaliere na Câmara Municipal. Antes de chegar ao Legislativo, foi subprefeito da Grande Tijuca.

21. Thiago Gagliasso (PL) — 67.700 votos

Thiago Gagliasso — conhecido nacionalmente por ser irmão do ator Bruno Gagliasso — troca a Alerj pela Câmara dos Deputados. Eleito deputado estadual em 2022, construiu sua atuação política a partir de posições conservadoras e forte presença nas redes sociais.

Na campanha deste ano, Thiago recebeu apoio de Nikolas Ferreira (PL-MG).

22. Nísia Trindade (PT) — 67.350 votos

Nísia Trindade chega à Câmara depois de uma carreira construída na ciência e na gestão pública. Pesquisadora da Fiocruz, ela presidiu a instituição durante a pandemia de Covid-19 e, em 2023, tornou-se a primeira mulher a comandar o Ministério da Saúde, onde permaneceu até março de 2025.

23. Jorge Miranda (PL) — 67.298 votos

Jorge Miranda foi prefeito de Mesquita por dois mandatos, entre 2017 e 2024. Começou sua trajetória eleitoral pelo PSDB e posteriormente migrou para o PL. A cidade que administrou por oito anos também foi seu principal reduto eleitoral na disputa pela Câmara dos Deputados, concentrando parte expressiva de sua votação.

24. Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos

Vereadora do Rio e ex-subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo ganhou projeção principalmente nas redes sociais, com vídeos sobre segurança pública e criminalidade na Zona Oeste.

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Política

Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

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João Arruda

05/10/2026 18:48

Nem a vitória, ou melhor, as vitórias, nas urnas sossegam o clima político em Maricá. Na festa por ter conquistado a vaga de deputado estadual, Allyson Elias (PT) viu seu pai, o presidente da Câmara dos Vereadores, Aldair de Linda, criticar duramente o prefeito Washington Quaquá (PT), a quem acusou de ter ganhado a eleição passada “viajando, sem fazer um comício”.

Até não muito tempo atrás eram todos aliados. Mas informações de bastidores dão conta de que Quaquá orientou vereadores da base a direcionarem seu apoio à candidatura de Zeidan (PT), abandonando Allyson. Fato é que os dois candidatos do partido se elegeram. Mas isso diminuiu a treta? Parece só ter aumentado…

Antes mesmo de as urnas serem abertas, Aldair já estava esbravejando contra Quaquá. Ele se dirigiu aos vereadores que supostamente teriam pulado do barco da candidatura de Allyson batendo duro no aliado/adversário.

“Entendo vocês. Sei que não é da vontade de vocês deixar de apoiar meu filho […] Mas entendo. Hoje em Maricá a gente não vive uma democracia, a gente vive uma ditadura”.

Já na hora da festa de Allyson, apoiadores criaram aquele “clima ameno” de arquibancada ao gritar: “Ei, Quaquá, vai…”. Sabemos que o pelotão da torcida organizada Raça Rubro-Negra apoiou o deputado eleito. Agora, se eles influenciaram nas “palavras de ordem”, não dá para afirmar. Mas que o coro estava ensaiadinho, ah, isso estava.

Acha que ainda está pouco de treta? Washington Quaquá queria muito eleger o filho, Diego (PT), deputado federal. Para isso, segundo os bastidores da política de Maricá, teria tentado convencer seu então aliado, Fabiano Horta (PT), a sair candidato a senador. Fabiano não ouviu o canto da sereia e resolveu que ia concorrer à Câmara dos Deputados. Inevitavelmente, disputando território com o filho seu aliado. Podia dar bom? Até podia, tanto que deu. Os dois foram eleitos. Sinal de paz em Maricá? Pelo retrospecto, complicado de afirmar…

Tanto que ontem, no fim da tarde, Washington Quaquá gravou um vídeo, sem citar nomes, dizendo que se livrou das “más companhias”.

“Me livrei das cangalhas que eu tinha que carregar. Que vinham cheias de esgoto. Esse turma que só quer mamar na teta vai se ferrar”, atacou o prefeito, que disse estar “melhor só do que mal acompanhado”.

 

Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que "se livrou das cangalhas"
Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que “se livrou das cangalhas”. Foto: Reprodução

A propósito, Allyson Elias, aquele lá do começo do texto, tem 32 anos e é empresário. Na Justiça Eleitoral, declarou-se quilombola. Ele é neto de Romilda Nunes, notória figura política e vereadora de Maricá, que ficou conhecida como Dona Linda.

O que diz o prefeito de Maricá, Washington Quaquá

A assessoria de imprensa do prefeito de Maricá enviou posicionamento oficial sobre a reportagem. Eis a íntegra da nota:

“Quem levou os vereadores para apoiar o Alysson fui eu. Tirei os que eu mesmo trouxe, depois que vimos que ele estava fazendo campanha fora do combinado. Tiro um peso das minhas costas e uma erva daninha de dentro da máquina pública”

Mas o rompimento fará bem para Maricá e para o nosso governo”

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Política

TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

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Redação

05/10/2026 18:14

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (05) que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifeste sobre o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio.

A PGE terá dois dias para apresentar o parecer. A decisão significa que o pedido de Garotinho não foi homologado de imediato pelo TSE.

A defesa do ex-governador protocolou às 14h09 desta segunda-feira um termo de desistência do recurso. No documento, os advogados afirmam que a decisão foi “livre, expressa, consciente e irretratável” e pedem o encerramento do processo.

Garotinho também havia solicitado ao TSE uma tutela de urgência para manter os direitos relacionados à candidatura enquanto o recurso estivesse em análise. Segundo Floriano Marques, porém, esse pedido perdeu o objeto após a realização do primeiro turno.

Votos podem mudar resultado

Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos para governador.

Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27%, enquanto Eduardo Paes (PSD) teve 42,76%. Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente retirados da base de votos válidos e ocorra uma nova totalização, Ruas ultrapassa os 50% necessários para a eleição em primeiro turno.

A definição, porém, ainda depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido de desistência e dos efeitos sobre a totalização dos votos.

Registro foi indeferido

O TRE-RJ indeferiu por unanimidade o registro da candidatura de Garotinho por entender que ele não preenchia as condições de elegibilidade e que havia incidência de causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.

Na sexta-feira (02), Floriano Marques já havia determinado que os votos dados a Garotinho fossem registrados como “anulados sub judice”, enquanto o recurso contra o indeferimento estivesse em análise.

Com informações do g1

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Política

Costenaro, João Pires e mais: conheça os 26 novos deputados da Alerj eleitos em 2026

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Gabriele Maia

05/10/2026 17:36

A eleição deste domingo (04) renovou parte da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para a próxima legislatura. Dos 70 deputados estaduais eleitos, 26 nunca exerceram mandato na Casa e chegarão ao Palácio Tiradentes pela primeira vez a partir de 2027.

O grupo reúne vereadores, ex-prefeitos, ex-secretários, empresários, influenciadores e nomes ligados a famílias tradicionais da política fluminense.

A renovação corresponde a 37% das cadeiras da Alerj. Outros 42 deputados foram reeleitos e dois ex-parlamentares — Márcio Canella (União) e André Ceciliano (PT) — conseguiram retornar à Assembleia.

Confira quem são os 26 estreantes, em ordem de votação:

1. Costenaro (Novo) — 121.780 votos

Gabriel Costenaro foi o estreante mais votado para a Alerj. Natural de Nova Iguaçu, ganhou projeção nacional após um episódio envolvendo o deputado federal Glauber Braga (PSOL), que o expulsou de dentro da Câmara a chutes após se sentir pessoalmente ofendido. Costenaro iniciou sua trajetória política no Movimento Brasil Livre (MBL), do qual se desligou em 2025. Ele já disputou uma vaga de vereador pelo Rio em 2024 mas terminou como suplente, com 12.018 votos. Neste ano, recebeu apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e conseguiu se eleger com vantagem.

2. Dra. Gabriela (PL) — 96.267 votos

Gabriela Azevedo é médica cardiologista e irmã do prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL). Ela concentrou sua campanha em pautas relacionadas à saúde pública e em demandas da Região dos Lagos. Foi a segunda estreante mais votada e terminou entre os dez candidatos com maior votação para deputado estadual.

3. João Pires (PSD) — 90.195 votos

Conhecido nas redes sociais como “o cara do posto”, João Pires ganhou projeção com ações de fiscalização em postos de combustíveis e críticas ao que chama de “máfia dos combustíveis”. Ele foi secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, no Procon Carioca, e é economista pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

4. Alexandre Isquierdo Malafaia (PL) — 83.461 votos

Empresário e ex-vereador do Rio, Alexandre Isquierdo exerceu três mandatos consecutivos na Câmara Municipal, entre 2013 e 2024. Em 2026, passou a usar oficialmente o sobrenome “Malafaia” nas urnas para ser o sucessor político de Samuel Malafaia, que não disputou a reeleição para a Alerj.

5. Fernanda Neves (PDT) — 83.326 votos

Fernanda Neves é pedagoga, professora concursada da rede pública há mais de 30 anos e mulher do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Ela construiu sua trajetória política ao lado de projetos ligados à educação e a políticas sociais. Foi a deputada estadual mais votada da história de Niterói e chega à Alerj para seu primeiro mandato.

6. Léo Vieira Filho (PSDB) — 72.939 votos

Leonardo Vieira é empresário e filho do prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira (PSDB). Na campanha, apresentou propostas voltadas principalmente para jovens em situação de vulnerabilidade e para a prevenção da entrada de adolescentes e jovens no crime organizado.

7. Nelsinho Ruas (PL) — 70.552 votos

Nelson Ruas é vereador de São Gonçalo, filho do prefeito Capitão Nelson (PL) e irmão de Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj e candidato ao governo do estado.

8. Rodrigo Medeiros (PL) — 65.530 votos

Rodrigo Medeiros foi prefeito de Tanguá por dois mandatos. Eleito pela primeira vez em 2020, foi reeleito em 2024 com 80,2% dos votos válidos – 16.831 votos. Deixou o comando do município para disputar uma cadeira na Alerj.

9. Felipe Pampolha (PP) — 61.589 votos

Felipe Pampolha é primo do ex-vice-governador Thiago Pampolha, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

10. Delegado Bernardo Leal (PP) — 57.254 votos

Delegado da Polícia Civil, Bernardo Leal ganhou notoriedade após ser baleado durante a chamada Megaoperação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, ficou em coma e teve a perna direita amputada.

11. Allyson Elias (PT) — 51.145 votos

Allyson Elias é filho do presidente da Câmara de Maricá, Aldair de Linda (PT), e neto da ex-vereadora Linda. Ele se autodeclara quilombola e é o primeiro representante da categoria a ser eleito para a Alerj.

12. Leandro do Waguinho (Republicanos) — 49.013 votos

Leandro é aliado do ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos), grupo político pelo qual ganhou espaço na administração municipal. Ele ocupou o cargo de secretário de Compras e Suprimentos e disputou sua primeira eleição em 2026.

13. Coronel Menezes (PL) — 46.700 votos

Marcelo de Menezes é coronel da Polícia Militar e foi secretário estadual de Polícia Militar durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Ele ganhou projeção por participar do planejamento da Megaoperação Contenção.

14. Luciana Boiteux (PSOL) — 44.928 votos

Advogada, pesquisadora e professora concursada de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciana Boiteux tem trajetória ligada à defesa dos direitos humanos e à reforma da política de drogas. Ela ganhou projeção eleitoral ao concorrer como vice-prefeita do Rio em 2016 e, posteriormente, assumiu uma cadeira na Câmara Municipal do Rio.

15. Leonel de Esquerda (PT) — 44.597 votos

Vereador do Rio em primeiro mandato, Leonel de Esquerda ganhou projeção nacional após ser agredido durante as eleições municipais de 2024. Ele filmava o então candidato a prefeito Rodrigo Amorim (PL) na Praça Varnhagen, na Tijuca, quando foi atacado. Leonel sofreu traumatismo craniano leve e fraturas no nariz e nos dentes.

16. Serginho (PDT) — 43.664 votos

Sergio Alberto Corrêa da Rocha, conhecido como Serginho, é vereador de Duque de Caxias e teve uma das maiores votações da história da Câmara Municipal. Sua principal base eleitoral está concentrada no município e na Baixada Fluminense.

17. Ana Paula Mendes (PSD) — 43.356 votos

Jornalista, Ana Paula Mendes ficou conhecida na Região dos Lagos por sua atuação como apresentadora de telejornais locais da InterTV, afiliada da TV Globo.

18. Poubel Filho (PL) — 42.871 votos

Kauan Poubel, de 23 anos, é filho do deputado federal eleito Filippe Poubel (PL). Ele entrou na política com o apoio do pai, que deixou a Alerj para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

19. Daniel Marques (PL) — 42.768 votos

Advogado e ex-vereador de Niterói, Daniel Marques também foi secretário municipal de Meio Ambiente. Na eleição estadual, contou com o apoio de setores ligados ao bolsonarismo e do grupo político de Douglas Ruas (PL).

20. Adilson Pires (PT) — 42.467 votos

Um dos fundadores do PT no Rio, Adilson Pires tem longa trajetória na política carioca. Foi vereador da capital por seis mandatos e vice-prefeito durante o segundo mandato de Eduardo Paes. Ao longo da carreira, também ocupou as secretarias estadual de Assistência Social, municipal de Desenvolvimento Social, de Integração Racial e de Direitos Humanos. Agora, retorna ao Legislativo, desta vez para seu primeiro mandato na Alerj.

21. Felipe Tropa (PL) — 41.293 votos

Felipe Ferreira, conhecido como Felipe Tropa, é empresário e influenciador digital ligado à direita na Baixada Fluminense. Aos 45 anos, construiu seu público nas redes sociais falando sobre segurança pública.

22. Vantoil Martins (PSB) — 39.179 votos

Vantoil Martins foi prefeito de Iguaba Grande por dois mandatos e também exerceu quatro mandatos como vereador do município. Bacharel em Direito e servidor público concursado, deixou a prefeitura após dois mandatos para disputar uma vaga na Assembleia.

23. Soldado Tobias (PRD) — 37.969 votos

Tobias é policial militar e advogado. Após disputar eleições anteriores sem conseguir uma cadeira, foi eleito deputado estadual em 2026 e compõe a chamada “bancada da bala”.

24. Joyce Trindade (PSD) — 37.088 votos

Joyce Trindade ganhou projeção ao assumir a pasta de Políticas para Mulheres da Prefeitura do Rio. Eleita vereadora em 2024, construiu sua atuação política em pautas relacionadas às mulheres, ao combate ao feminicídio e à autonomia econômica feminina.

25. Raone Ferreira (PT) — 28.377 votos

Professor de História e doutor em Educação, Raone Ferreira foi vereador de Volta Redonda e reeleito para a Câmara Municipal em 2024. Ele chega à Alerj como o único nome do PT no Sul Fluminense.

26. Carlos Russo (DC) — 27.447 votos

Vereador de Araruama, Carlos Russo foi reeleito em 2024 para seu quarto mandato na Câmara Municipal. Comerciante, construiu sua base política na Região dos Lagos. Em 2026, enfrentou uma disputa judicial relacionada à troca de partido, mas conseguiu manter sua candidatura e foi eleito para a Alerj.

A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. Isso significa que as cadeiras não são distribuídas apenas pela votação individual: o desempenho dos partidos e federações também entra no cálculo, e os candidatos mais votados dentro das legendas que conquistam vagas são eleitos. Por isso, a quantidade de votos necessária para conseguir uma cadeira varia de acordo com o desempenho de cada partido.

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Política

Garotinho volta a dizer que foi vítima de ‘perseguição’ e que vai deixar eleitorado do Rio ‘arcar com a consequência das suas escolhas’

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Redação

05/10/2026 16:59

Pouco após anunciar que desistiu do recurso no TSE contra sua inelegibilidade, Anthony Garotinho (Republicanos) convocou uma entrevista coletiva para comentar a decisão — que pode abrir caminho para uma recontagem dos votos e facilitar a possível eleição de Douglas Ruas (PL) sem um segundo turno.

Na entrevista, ele afirmou que não deve apoiar Ruas nem Eduardo Paes (PSD) em um segundo turno. Em carta lida por ele durante a coletiva, o ex-governador disse que “não restou outra decisão jurídica a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável” do recurso para deixar o “povo do nosso Estado arcar com as consequências das suas escolhas”.

Na carta, Garotinho diz que o eleitorado escolheu “milicianos, corruptos, que ostentam fazendas e mansões, políticos bandidos aliados do tráfico” e voltou a alfinetar o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar.

“O Ministério Público sabe de tudo. A Justiça Eleitoral sabe de tudo, as Polícias Civil e Federal sabem de tudo. Hoje, uma parte expressiva do Estado disse: “Parabéns, Rodrigo Bacellar e sua gangue… Parabéns, Cláudio Castro e sua quadrilha”, escreveu.

Garotinho fala que foi perseguido pela Justiça

Além das críticas a outros políticos, Garotinho também insinua, na carta, que a Justiça Eleitoral perseguiu sua campanha. O candidato teve seu registro de candidatura anulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

“Não perderei tempo reclamando da Justiça Eleitoral, pois a imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim, tão clara como a luz do sol”, disse.

Nesta segunda (05), Douglas Ruas disse que confia que será declarado eleito governador ainda no primeiro turno com a anulação dos votos. Mesmo com a desistência de Garotinho no recurso, a realização ou não de um segundo turno vai depender da decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro e sobre o próprio pedido de desistência.

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Berenice Seara

Bênção do pastor já não garante mandato: grandes igrejas perdem força nas urnas do Rio

Foto de Berenice Seara
Berenice Seara

05/10/2026 16:57

As eleições deste domingo (4) mexeram numa engrenagem que, durante anos, funcionou com eficiência de relógio suíço na política do Rio: a capacidade das grandes igrejas evangélicas de transformar sua força religiosa e sua estrutura institucional em votos para candidatos escolhidos pelas denominações.

Não significa que o eleitor evangélico tenha perdido peso — muito menos que tenha abandonado a política.

O que as urnas de 2026 mostram é algo diferente: algumas das igrejas que historicamente construíram bancadas próprias sofreram derrotas importantes e perderam representantes.

Na Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo, o recado das urnas foi mais contundente.

A denominação chegou à eleição com quatro deputados federais do Rio identificados com a igreja: Rosangela Gomes, Luis Carlos Gomes, Jorge Braz e Marcelo Crivella. Todos pelo Republicanos.

Na nova bancada fluminense, a presença diminuiu. Só Luis Carlos Gomes conseguiu se eleger.

Nem a relação familiar com a Igreja Universal foi suficiente

Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo e um dos nomes de maior projeção política da história da Universal, disputou uma das duas vagas do Rio no Senado. O ex-prefeito do Rio terminou a eleição com pouco mais de 500 mil votos (cerca de 3,4%). Muito, mas muito distante dos eleitos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, que ultrapassaram a marca dos 3,9 milhões de votos.

A votação ganha dimensão justamente pela trajetória de Crivella. Ele já ocupou uma cadeira no Senado e, em 2016, foi eleito prefeito do Rio com 1,7 milhão de votos no segundo turno.

Desta vez, nem o peso de seu sobrenome dentro da Universal nem a estrutura política construída ao longo de décadas foram suficientes para colocá-lo perto da disputa por uma das duas vagas.

Os filhos de R.R. Soares ficam sem mandato

Na Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada pelo missionário R.R. Soares, o resultado também foi ruim.

Dois filhos do líder religioso concorreram no Rio pelo PSDB e nenhum conseguiu se eleger.

Marcos R.R. Soares tentou permanecer na Câmara dos Deputados, enquanto Filipe R.R. Soares buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Os dois ficaram na suplência.

É uma mudança importante para uma família que, durante anos, conseguiu manter representação política associada diretamente ao nome do fundador da Igreja da Graça.

Madureira também perde uma cadeira de peso

Uma das mais tradicionais denominações do universo pentecostal fluminense, a Assembleia de Deus de Madureira também sofreu uma derrota relevante.

Otoni de Paula (PSD), pastor e um dos deputados evangélicos de maior exposição política do Rio nos últimos anos, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal.

Otoni havia recebido apoio de lideranças da Assembleia de Deus de Madureira e chegou à eleição depois de dois mandatos na Câmara. Sua trajetória política foi marcada inicialmente pela forte identificação com o bolsonarismo, mas, nos últimos anos, o deputado se aproximou de Eduardo Paes e abriu diálogo com o governo Lula.

Mas a igreja não ficou sem representação. Rosenverg Reis (MDB) conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa, com 139.866 votos.

Malafaia, a exceção que confirma a regra, passa praticamente ileso

Se Universal, Igreja da Graça e Madureira têm motivos para fazer as contas depois das urnas, o grupo político-religioso mais próximo de Silas Malafaia atravessou a eleição em situação diferente.

Dois nomes fortemente associados ao pastor foram eleitos.

Sóstenes Cavalcante (PL), pastor licenciado da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja comandada por Malafaia, garantiu novo mandato de deputado federal. Sóstenes é uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso e teve atuação destacada na articulação política do campo bolsonarista durante a campanha. A ligação política e religiosa entre os dois é antiga e continuou explícita durante o processo eleitoral de 2026.

Na Assembleia Legislativa, Alexandre Isquierdo (PL) usou até Malafaia no nome de urna — e também conquistou a sua cadeirinha.

 

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Política

Sem dobradinha na família Monteiro: Giselle é reeleita deputada estadual, mas Roberto Monteiro Pai fica como suplente na Câmara dos Deputados

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

05/10/2026 16:12

A família do ex-vereador Gabriel Monteiro terminou o domingo (04) a apuração das eleições de 2026 dividida — ao menos nas urnas. Enquanto Roberto Monteiro Pai (PL), que tentava um novo mandato na Câmara dos Deputados, não garantiu a reeleição, sua filha, a deputada estadual Giselle Monteiro (PL), conseguiu a cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelos próximos quatro anos.

Roberto conquistou 38.036 votos e ficou como suplente. Já sua filha, Giselle Monteiro, teve mais votos que seu pai — 44.532 — e vai para o segundo mandato.

De acordo com um levantamento do TEMPO REAL, Roberto contratou ao menos oito secretários parlamentares de seu gabinete para trabalhar na campanha. Do gabinete de Giselle, são também oito assessores da Alerj trabalhando na campanha de Roberto.

O investimento da campanha de Roberto foi  de R$ 2.395.127,10. A campanha de sua filha teve um gasto mais singelo, com R$ 234.829,22 em despesas, mas conseguiu atrair mais votos.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Desistência de Garotinho não apaga votos nem muda resultado automaticamente, diz jurisprudência do TSE

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 15:21

A desistência apresentada por Anthony Garotinho (Republicanos) após a realização do primeiro turno não produz, por si só, o efeito jurídico de anular os votos recebidos pelo candidato ou alterar o resultado da eleição para o Governo do Rio.

A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera que, depois de realizada a votação, estão em jogo interesses que ultrapassam a vontade individual do candidato, porque envolvem a manifestação dos eleitores e a legitimidade do pleito.

O TSE já decidiu expressamente que, realizadas as eleições, o candidato não pode desistir de recurso em processo de registro com o objetivo de, “por vontade própria”, tornar nulos os votos que recebeu. Em março deste ano, no AgR-REspEl 0600297-91, relatado pela ministra Estela Aranha, a Corte voltou a afirmar que a desistência posterior ao pleito pode ser inadmissível quando interfere na vontade popular, por envolver direito indisponível e matéria de ordem pública. O entendimento repete precedentes de 2013 e 2012.

No caso das eleições majoritárias, as próprias regras de totalização do TSE reforçam que os votos de candidatura com registro ainda sob recurso permanecem anulados sub judice e sua situação definitiva depende do desfecho judicial. A anulação definitiva ocorre quando o indeferimento ou cancelamento do registro se torna definitivo ou é confirmado na forma prevista pela Justiça Eleitoral — e não simplesmente porque o candidato decidiu abandonar a disputa judicial depois de os eleitores terem votado.

Assim, Garotinho não tem poder para, unilateralmente, retirar seus votos da conta eleitoral depois da votação. O efeito desses votos — e, consequentemente, qualquer repercussão sobre a realização ou não do segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) — dependerá da decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro e sobre o próprio pedido de desistência.

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