Roberto Monteiro-Pai e Giselle Monteiro, candidatos à reeleição como deputado federal e estadual pelo PL, destinaram pelo menos R$ 348 mil em verbas eleitorais a assessores nomeados nos gabinetes de pai e filha. Além do cruzamento de verbas, uma empresa contratada para uma das campanhas foi criada nos últimos meses por um ex-integrante do gabinete de Roberto.
O levantamento no DivulgaCand, a plataforma com as informações sobre as candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou dados das campanhas dos parlamentares até o último dia 27. Ao todo, foram R$ 2.336.061,32 em despesas declaradas e contratadas.
A contratação de funcionários dos gabinetes, como pessoas físicas, para campanha
Roberto Monteiro-Pai representa a maior parte dos gastos. São ao menos oito secretários parlamentares de seu gabinete que receberam para trabalhar na campanha à reeleição para a Câmara dos Deputados. Do gabinete de Giselle, são também oito assessores da Alerj trabalhando na campanha de Roberto.
Pelo menos três dos assessores do deputado federal trabalham no gabinete em Brasília como secretários parlamentares, mas estão recebendo para trabalhar como motoristas por menos de dois meses na campanha eleitoral. Neste caso, o valor mais significativo foi o recebido por Marcelo de Oliveira Pinto: R$ 27 mil no período de 17 de agosto a 03 de outubro.
Mas, o que mais faturou pelos serviços, de acordo com a prestação de contas ao TSE, foi Christofer de Almeida, com R$ 60 mil para uma atuação como coordenador financeiro.
Já Diego Xavier Coelho Ruscy, chefe de gabinete de Giselle, recebeu R$ 25 mil para atuar no administrativo da campanha de Roberto. Ao todo, foram mais de R$ 180 mil destinados pelo deputado federal a funcionários nomeados por sua filha.
Em meio às movimentações, foi identificado, ainda, Marcio Andre Boaventura de Siqueira, nomeado como secretário parlamentar do deputado federal na última quarta-feira (30). Alex Carlos Pinto de Castro seguiu o caminho inverso: está trabalhando na campanha do parlamentar, mas saiu do gabinete no dia 03 de agosto, duas semanas antes, segundo o TSE.
Na campanha à Alerj, Giselle também contou com assessores do pai, mas apenas dois deles. Nenhum funcionário de seu próprio gabinete consta nas despesas do TSE. Os gastos com secretários parlamentares de Roberto foram significativamente menores: R$ 27.600.
Empresa aberta em abril também recebeu dinheiro de Roberto Monteiro-Pai
Uma das contratações para a campanha de Roberto Monteiro-Pai foi Rick Dantas, registrado como MEI para produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Rick foi secretário parlamentar de Roberto até 2025, quando foi exonerado.
Foram R$ 30 mil recebidos pela empresa, aberta em abril deste ano.
Maiores gastos das campanhas foram com impulsionamento de conteúdos e advogados
Mesmo com os gastos com pessoal, o maior percentual das despesas de ambos os candidatos foram com impulsionamento de conteúdos. Roberto gastou R$ 390 mil, enquanto sua filha desembolsou R$ 91,5 mil. Logo em seguida, vieram os gastos de R$ 280 mil com serviços advocatícios.
No caso de Roberto, há ainda entre os gastos a empresa FNC Fretamento e Turismo Ltda, com serviços de transportes no valor de R$ 35.000. A sociedade empresarial limitada foi criada em maio de 2025.