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Política

28/08/24 18:23
  • Reportagem Reportagem

Relator aprova abertura de processo contra Glauber Braga no Conselho de Ética da Câmara

Glauber Braga

Glauber Braga anuncia que quer disputar governo do RJ caso STF decida por eleição direta – Foto: Reprodução

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O deputado Paulo Magalhães (PSD/BA), relator do processo que investiga o colega Glauber Braga (PSOL/RJ) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou pela abertura de processo que analisará a possível perda de mandato do parlamentar. O relatório preliminar foi lido nesta quarta-feira (28), mas um pedido de vista adiou a votação do texto.

O deputado do PSOL sofre um processo por quebra de decoro por ter empurrado e expulsado da Câmara um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), que o havia insultado.

Depois que o relator manifestou sua decisão, Braga acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), de articular a cassação do mandato dele no Conselho de Ética. O psolista chamou Lira de “bandido” e Paulo Magalhães de “mentiroso”.

Após o bate-boca, o deputado Chico Alencar, do mesmo partido de Glauber, pediu vista, adiando a votação por duas sessões da Câmara. O relatório deve voltar à pauta na próxima semana de esforço concentrado dos deputados, de 9 a 11 de setembro.

O parecer sobre o caso do deputado Braga estava previsto para ser analisado nesta terça (27), mas foi adiado para hoje, mesmo dia em que o Conselho de Ética aprovou a recomendação pela perda do mandato de Chiquinho Brazão, réu pelo assassinado da vereadora Marielle Franco (PSOL).

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Deputados eleitos para Câmara e Alerj gastaram cerca de R$ 94 milhões em campanhas no Rio

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 12:22

As campanhas dos 116 deputados federais e estaduais eleitos pelo Rio em 2026 movimentaram aproximadamente R$ 94,1 milhões em despesas contratadas, segundo levantamento feito a partir das prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. Desse total, cerca de R$ 65,28 milhões foram gastos pelos 46 eleitos para a Câmara dos Deputados e outros R$ 28,82 milhões pelos 70 nomes que conquistaram uma cadeira na Alerj.

Os dados financeiros têm como base as informações disponíveis no sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que continua recebendo atualizações das campanhas.

O custo médio das campanhas vencedoras para deputado federal ficou em aproximadamente R$ 1,42 milhão por eleito. Na disputa estadual, a média foi bem menor: cerca de R$ 412 mil por cadeira conquistada. Considerando as duas Casas, cada um dos 116 mandatos correspondeu, em média, a aproximadamente R$ 811 mil em despesas de campanha declaradas.

Quase 70% de todo o dinheiro gasto pelos eleitos ficou concentrado na disputa pelas vagas da Câmara.

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PL puxa a conta para cima

O PL, que saiu das urnas com 15 deputados federais e 21 estaduais eleitos, também aparece com o maior volume de despesas. Somadas, as campanhas dos 36 parlamentares que venceram as eleições pelo partido chegaram a aproximadamente R$ 31,2 milhões, o equivalente a 33% de todos os gastos dos eleitos no Rio.

Foram cerca de R$ 22,64 milhões entre os federais e outros R$ 8,56 milhões na eleição para a Alerj. Na média, o grupo de eleitos do PL gastou aproximadamente R$ 867 mil por mandato conquistado.

Em seguida aparecem, considerando Câmara e Alerj conjuntamente, o PSOL, com aproximadamente R$ 11,05 milhões gastos nas campanhas de nove eleitos; o PT, com R$ 10,38 milhões para 15 cadeiras; e o PSD, cujos 13 eleitos somaram cerca de R$ 8,46 milhões. O PP, com dez parlamentares eleitos nas duas Casas, aparece com aproximadamente R$ 7,22 milhões em despesas.

O custo médio também variou bastante. As campanhas dos nove eleitos do PSOL tiveram média próxima de R$ 1,23 milhão por cadeira. No PL, foram cerca de R$ 867 mil. O PP ficou próximo de R$ 722 mil por eleito, o PT em R$ 692 mil, e o PSD, em aproximadamente R$ 651 mil por mandato.

A diferença fica ainda mais evidente quando Câmara e Alerj são analisadas separadamente: entre os federais, os quatro eleitos do PSOL somaram cerca de R$ 6,57 milhões, média de aproximadamente R$ 1,64 milhão por deputado. Já os 15 federais do PL gastaram, juntos, R$ 22,64 milhões, ou cerca de R$ 1,51 milhão por cadeira.

No PSD, a média ficou em aproximadamente R$ 1,20 milhão; no PT, também perto de R$ 1,20 milhão; no PP, em torno de R$ 1,06 milhão; e, no PSDB, perto de R$ 755 mil.

Na Alerj, campanhas movimentaram menos

Na Alerj, os valores foram mais baixos. Os cinco eleitos do PSOL somaram aproximadamente R$ 4,48 milhões, uma média de R$ 896 mil por cadeira. No União Brasil, os quatro eleitos gastaram cerca de R$ 460 mil cada, em média.

Entre as maiores bancadas, o PL apresentou custo médio de aproximadamente R$ 408 mil para cada um dos 21 deputados estaduais eleitos; o PSD, R$ 406 mil; o PP, R$ 382 mil; e o PT, cerca de R$ 353 mil.

Os valores representam despesas contratadas informadas pelas próprias campanhas ao TSE e não significam, necessariamente, dinheiro público: os recursos podem ter origem em Fundo Eleitoral, Fundo Partidário, doações de pessoas físicas, recursos próprios ou transferências de partidos e outros candidatos.

Como as prestações de contas ainda podem receber novos lançamentos e ajustes, os valores apresentados correspondem aos dados disponíveis no momento do levantamento e podem sofrer alterações. Os arquivos de receitas e despesas das campanhas de 2026 estão disponíveis no Portal de Dados Abertos do TSE.

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Política

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Duda Goulart

05/10/2026 11:45

Mesmo sem concorrer a nenhum cargo político nas eleições de 2026, o ex-governador Cláudio Castro (PL) tinha duas grandes apostas: Bernardo Rossi e Engenheiro Uruan — ambos não eleitos. A dupla de ex-secretários de Castro, que concorria pelo União Brasil, não conseguiu o número de votos necessário para garantir as cadeiras pelas quais competiam.

O primeiro disputou o cargo de deputado federal, enquanto o segundo concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Rossi terminou a disputa pela Câmara com 48.049 votos, ficando como suplente. Já Uruan recebeu 15.485 votos na corrida por uma vaga como deputado estadual. Para fins de comparação, Índia Armelau (PL), a primeira colocada na corrida pela Alerj, teve 248.504 votos.

A relação dos dois com Cláudio Castro era pública. Bernardo Rossi era secretário estadual do Ambiente, e Uruan, secretário de Infraestrutura e Obras Públicas. Em 2024, o ex-governador disse que eles eram nomes de sua “cota pessoal” no governo.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Defesa de Garotinho pede urgência em julgamento que pode definir governador do Rio; processo é enviado ao TSE

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Redação

05/10/2026 11:40

Com os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) sub judice por conta de uma condenação por improbidade administrativa, a defesa do ex-governador do Rio protocolou às 9h42 desta segunda-feira (05) uma petição pedindo urgência no julgamento sobre sua candidatura, que irá definir os rumos da eleição para o governo do estado.

Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente retirados da contagem, os votos válidos serão recalculados, garantindo a vitória no primeiro turno para Douglas Ruas (PL), que teria 50,88%, contra 44,16% de Eduardo Paes (PSD).

Conforme apuração da TV Globo, até o início da manhã, o processo de registro de Garotinho ainda constava no sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Diante disso, a defesa pediu o envio do processo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o recurso deverá ser analisado.

Depois da petição, o TRE-RJ remeteu o processo ao TSE às 10h37. O processo tem como relator o ministro Floriano Marques.

Eleição para governador do Rio pode acabar no 1º turno

A corrida eleitoral para o governo do estado do Rio terminou com uma indefinição sobre o resultado. Apesar de os sistemas do TSE terem apontado 2º turno entre Ruas e Paes, a disputa pode ser encerrada com o candidato do PL declarado vencedor caso a candidatura de Garotinho seja indeferida em definitivo.

Os 274.411 votos que Garotinho recebeu, ou 3,17% dos válidos, seriam definitivamente invalidados, elevando o percentual obtido por Douglas Ruas.

Segundo o calendário eleitoral, a campanha de 2º turno no rádio e televisão será iniciada nesta sexta-feira (09).

No domingo (04), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os votos dados a Garotinho fossem “considerados no cálculo dos percentuais obtidos por cada concorrente ao pleito majoritário, até que seja proferida decisão colegiada pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Com informações do portal “g1”. 

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Rio

Antigo hotel Nas Rocas, em Búzios, vai ganhar cara nova na Ilha Rasa com projeto de mais de R$ 200 milhões para reconstrução

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Redação

05/10/2026 11:32

A Ilha Rasa, que fica a apenas 700 metros da costa de Armação dos Búzios, deve ganhar uma “cara nova” com a reconstrução do antigo hotel Nas Rocas. O grupo Resid Club & Hotels foi o responsável por comprar o empreendimento.

O projeto tem um investimento de mais de R$ 200 milhões e deve contar com clube privado, hotel e vilas. Até o momento, duas de cinco etapas de captação de investimentos já foram realizadas. A primeira delas já foi inaugurada, com a abertura do clube. A expectativa é que o restante do Nas Rocas fique pronto até 2031.

Com capacidade para até 500 associados, a ala social do empreendimento adota uma estratégia de comercialização em etapas, acompanhando o ritmo de avanço das obras. A primeira fase, lançada em maio do ano passado com 150 títulos a R$ 150 mil cada, esgotou rapidamente. Antes da inauguração oficial, outros 30 títulos foram liberados e, agora, um novo lote de 50 unidades chega ao mercado por R$ 300 mil.

Na frente hoteleira, a estrutura contará com 40 acomodações voltadas ao público geral, sem a obrigação de aquisição de títulos para hospedagem. Os membros do clube, no entanto, terão prioridade nas reservas.

O projeto inclui ainda 10 vilas residenciais destinadas a investidores. Nesse formato, os proprietários mantêm o imóvel e têm a opção de rentabilizá-lo por meio do programa de locação gerenciado pela própria operadora do hotel. Das 10 unidades disponíveis, sete já foram vendidas, e a entrega das primeiras casas está prevista para o final de 2027.

Área construída será maior que a original do hotel Nas Rocas

A taxa de ocupação da ilha será menor, cerca de 5%, comparada aos 6,02% do hotel original. Porém, a área construída será maior, com a construção de um primeiro pavimento de até 30% da área do térreo, como uma espécie de mezanino.

Aproximadamente 85% da ilha será mantida como área preservada, e as novas construções ficarão concentradas onde já havia ocupação. Antes, a Ilha Rasa era marcada pelos bangalôs, já demolidos, mas resíduos de cimento e cerâmica foram triturados e reaproveitados na obra. Tubulações de água e energia deixadas pelo antigo hotel estão sendo recuperadas.

Outros 100,7 mil m², equivalentes a 85% da ilha, serão mantidos como área preservada, e as novas construções ficarão concentradas onde já havia ocupação, na área que ainda guarda tantas lembranças.

Com informações do portal “Metro Quadrado”.

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Berenice Seara

Certo de que não haverá segundo turno para o governo do estado, Flávio Bolsonaro nomeia Douglas Ruas o coordenador de sua campanha no Rio

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Berenice Seara

05/10/2026 11:08

A confiança no PL é tão grande na anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro já designou Douglas Ruas para a coordenação de sua campanha no Rio

Se o Tribunal Superior Eleitoral considerar nulos os 274.411 votos do ex-governador, Ruas já alcançou mais de 50% no último domingo (4). A anulação, aliás, foi requerida ao TSE pelo adversário Eduardo Paes (PSD).

Para o PL, se os dois lados concordam, não há o que discutir. Garotinho está fora — e Douglas Ruas está dentro. Do Palácio Guanabara.

Material de campanha só de Flávio Bolsonaro

Então o presidente estadual do partido, o deputado federal reeleito Altineu Côrtes; o municipal, Bruno Bonetti, e o próprio Ruas já nem estão mais usando o material de campanha para o governo do estado.

Os três já posaram, na calçada em frente à sede do PL, no Centro do Rio, com os adesivos de Flávio Bolsonaro.

E só.

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Política

Sobrenome não pesou: herdeiros de famílias conhecidas da política fluminense ficam fora da Câmara e Alerj

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Redação

05/10/2026 10:53

O peso de sobrenomes conhecidos da política fluminense não foi suficiente para garantir uma cadeira a alguns candidatos nas eleições deste domingo (04). Filhos de ex-governadores, ex-prefeitos e parlamentares tradicionais terminaram a disputa como suplentes tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa (Alerj).

Um dos casos de maior destaque é o de Leonardo Picciani (PV). Filho do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, o ex-deputado federal recebeu 56.757 votos, mas ficou como suplente. Ele já havia exercido quatro mandatos na Câmara e também não conseguiu se eleger diretamente em 2018 e 2022.

Desta vez, o resultado da família foi equilibrado: enquanto Leonardo ficou de fora, seu irmão, Rafael Picciani (União), recebeu 46.686 votos e foi eleito deputado estadual.

Outro sobrenome tradicional que não voltou ao Parlamento foi o de Marco Antônio Cabral (Solidariedade). Filho do ex-governador Sérgio Cabral, ele recebeu 20.433 votos para deputado estadual e ficou na suplência. Marco Antônio chegou à Câmara dos Deputados em 2014, quando recebeu 119.584 votos, mas não conseguiu repetir o desempenho nas eleições seguintes.

Herdeiros ficam pelo caminho

No Norte Fluminense, Caio Vianna (PSDB) também ficou fora das vagas para deputado federal. Filho do ex-prefeito de Campos e ex-deputado federal Arnaldo Vianna, o político recebeu 19.335 votos e terminou como suplente. Ele já havia ficado na suplência em 2018 e 2022 e chegou a exercer o mandato na atual legislatura em períodos de afastamento de titulares.

Na disputa pela Alerj, Júnior da Lucinha (PSD), filho da deputada estadual Lucinha, também não conseguiu uma das 70 cadeiras. Vereador da capital, ele recebeu 25.836 votos e ficou na suplência do PSD.

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Política

Bancada da bala: Rio elege ex-secretários de Polícia e delegado que participaram de megaoperação no Alemão e na Penha

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Felipe Galeno

05/10/2026 10:45

O Rio de Janeiro elegeu dois deputados estaduais e um deputado federal envolvidos na megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro do ano passado, que deixou 122 mortos. Os nomes renovam a famosa “bancada da bala” — frente parlamentar ligada à segurança pública — na Alerj e na Câmara dos Deputados.

Os ex-secretários de Polícia Militar e Civil — Coronel Menezes (PL) e Felipe Curi (PP) — que organizaram a ação foram eleitos na Alerj e na Câmara. Além deles, um dos policiais feridos no episódio, o delegado Bernardo Leal (PP), também foi eleito.

Pelo PP, Felipe Curi assumirá cadeira na Câmara dos Deputados

O ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi foi eleito com 1,51% dos votos para a Câmara (133.626 votos). Ele faz sua estreia no Legislativo federal após comandar a Polícia no estado do Rio durante boa parte da gestão de Cláudio Castro (PL).

Curi assumiu a secretaria em 2024, como sexto empossado durante o governo Castro (PL), substituindo o ex-secretário Marcus Amin. Ele já tinha 20 anos de experiência na Polícia Civil e, antes de ser escolhido como secretário, atuou como diretor em delegacias especializadas. Ele estava em uma das delegacias que organizaram a Chacina do Jacarezinho em 2021. Na época, defendeu em coletivas de imprensa a execução de 28 pessoas na operação.

A ação no Jacarezinho foi a mais letal da história do Rio até então, mas foi superada pela megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha em 2025.

Coronel Menezes e delegado que perdeu perna em operação vão integrar ‘bancada da bala’ na Alerj

Já na Alerj, Marcelo Menezes foi eleito deputado estadual, alguns meses após deixar o comando da Polícia Militar em razão da desincompatibilização exigida para disputar as eleições. Ele ficou quase dois anos à frente da secretaria, também sob a gestão de Castro, e escolheu o partido do ex-governador para disputar a vaga na Alerj.

Além dele, pelo PP, a Alerj também terá em sua “bancada da bala” Bernardo Leal, que atuava como delegado-assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) quando participou da megaoperação.

Durante a ação, Bernardo foi atingido por um disparo de fuzil na perna direita. O tiro atingiu a veia femoral e provocou uma grave hemorragia. Por conta dos ferimentos, os médicos precisaram amputar o membro. O delegado permaneceu internado por cerca de sete semanas e recebeu alta em 13 de dezembro.

Além deles, Márcio Gualberto e Delegado Carlos Augusto também foram reeleitos

Os policiais que participaram da megaoperação não serão os únicos policiais na Alerj na próxima legislatura. O deputado Márcio Gualberto (PL), policial civil de carreira há 20 anos, e o Delegado Carlos Augusto (PL) também são nomes ligados à Polícia que foram releitos.

Gualberto assumirá seu terceiro mandato consecutivo. Atualmente, ele preside a Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia e é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj. Carlos também vai para o terceiro mandato; ele estreou na Alerj em 2018 e foi candidato a Prefeitura de Nova Iguaçu nas eleições municipais de 2016 e 2020, mas não foi eleito.

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (aqui é só humor): no café do Talho Capixaba, Couto analisa a eleição no Rio e crava que ‘nem com astróloga dava pra prever’

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

05/10/2026 10:45

A manhã desta segunda-feira (5) começou com análise política de alto nível no tradicional Talho Capixaba, no Leblon. Diante de números, percentuais, votos sub judice e de um segundo turno que embaralhou boa parte das previsões feitas ao longo da campanha, o governador em exercício Ricardo Couto resumiu o cenário eleitoral do Rio de Janeiro com uma conclusão definitiva: “Nem com a astróloga dava pra prever isso.”

A frase veio depois de uma tentativa de organizar o quebra-cabeça deixado pelas urnas. Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno à frente de Eduardo Paes (PSD), levando a eleição para uma nova rodada, enquanto a votação de Anthony Garotinho e sua situação judicial acrescentaram ao resultado uma camada que nem mapa astral, búzios ou Mercúrio retrógrado parecem capazes de esclarecer.

Entre uma mordida e outra, Couto ainda tentou encontrar lógica nos números das pesquisas, nas projeções partidárias e no desempenho das chapas proporcionais. Desistiu. No Tempo Surreal, a avaliação é que, para o segundo turno, institutos de pesquisa talvez devam acrescentar uma nova metodologia: margem de erro, intenção de voto e ascendente dos candidatos.

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Política

Hora de arrumar as malas: renovação de 54% tira nomes conhecidos como Otoni de Paula, Rosângela Gomes e Hugo Leal da bancada do Rio na Câmara dos Deputados

Foto de Redação
Redação

05/10/2026 10:20

Os eleitores do Rio decretaram, neste domingo (4), o fim da mesmice na Câmara. Dos 46 deputados federais do estado, apenas 21 foram reeleitos — 54,3% de renovação, ou mais da metade da bancada fluminense. Vinte e cinco cadeiras serão ocupadas por nomes novos.

Entre os parlamentares que tentaram continuar em Brasília, mas que vão ter que tomar o rumo de casa, estão figuras já bem conhecidas na política fluminense.

Otoni de Paula (PSD)

O pastor evangélico de 49 anos nasceu em Niterói, iniciou a trajetória eletiva como vereador do Rio e chegou à Câmara dos Deputados em 2019, pelo PSC. Foi reeleito em 2022 pelo MDB e, em 2026, filiou-se ao PSD.

Ligado à Assembleia de Deus e à Frente Parlamentar Evangélica, Otoni construiu sua atuação política principalmente em torno de pautas conservadoras e religiosas — e bolsonaristas. Durante o governo Jair Bolsonaro, chegou a exercer a vice-liderança do governo na Câmara. Mas trocou de lado. Nos últimos anos, construiu uma aproximação com Eduardo Paes (PSD) e diálogo com o governo Lula (PT).

O eleitor conservador não perdoou.

Hugo Leal (PSD)

O advogado e economista de 64 anos é deputado federal desde 2007 (são cinco mandatos). Experiente, ocupou variados cargos no governo fluminense, entre eles os de presidente do Detran-RJ, secretário estadual de Administração e Reestruturação, de Justiça e Direitos do Cidadão e, mais recentemente, de Energia e Economia do Mar.

Na Câmara, foi relator-geral do Orçamento da União de 2022 e teve atuação especialmente ligada às áreas de orçamento, trânsito e segurança viária. Hugo Leal foi o relator da medida provisória que deu origem à Lei Seca, sancionada em 2008, uma das marcas de sua trajetória parlamentar.

Reimont (PT)

O petista Reimont estava só no exercício do seu primeiro mandato na Câmara, iniciado em 2023, mas teve um desempenho reconhecidamente atuante. Foi atropelado por nomes novos do PT e não conseguiu a reeleição.

Eduardo Bandeira de Mello (PV).

O administrador de 73 anos também está em seu primeiro mandato. Antes de entrar para a política partidária, construiu carreira de mais de três décadas no BNDES e ganhou projeção nacional como presidente do Flamengo, cargo que ocupou por dois mandatos, entre 2013 e 2018.

É reconhecidamente o responsável  pela reorganização financeira do clube.

Bandeira de Mello concentrou parte de sua atuação parlamentar em temas ligados ao esporte, além de meio ambiente e desenvolvimento econômico. Na Câmara, integrou comissões como as de Esporte, Constituição e Justiça, Minas e Energia e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Rosângela Gomes (Republicanos).

A deputada federal de 59 anos está em seu terceiro mandato consecutivo na Câmara, para a qual foi eleita em 2014, 2018 e 2022. Advogada, iniciou a trajetória política em Nova Iguaçu, onde exerceu três mandatos de vereadora, antes de se eleger deputada estadual em 2010.

Na Câmara, tornou-se, em 2021, a primeira mulher negra a integrar a Mesa Diretora, ao assumir a quarta-secretaria.

Durante o atual mandato, licenciou-se para comandar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio. Sua atuação política tem passagem por áreas como direitos das mulheres, combate à discriminação racial, direitos humanos e políticas sociais.

E mais

Também não foram reeleitos para a Câmara dos Deputados Dimas Gadelha (PT), Sargento Portugal (Podemos) e Murillo Gouvêa (PSDB), entre outros.

Rogéria Bolsonaro fica sem vaga

Além dos deputados que perderam o mandato, a eleição produziu derrotas de candidaturas que chegaram às urnas cercadas de atenção. Uma delas foi Rogéria Bolsonaro (PL), ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Rogéria teve o apoio declarado dos filhos, recursos do partido e super exposição em palanques e eventos ao lado do candidato à presidência Flávio Bolsonaro, mas teve 65.496 votos e ficou como segunda suplente do PL.

E a derrota ainda chama mais a atenção porque o PL teve um fortíssimo desempenho no estado. O partido conquistou 15 das 46 vagas de deputado federal pelo Rio, formando a maior bancada fluminense na Câmara.

Laís Jordy está fora; marido vai para o Senado

Outra derrota que chama atenção também ocorreu no PL. Laís Jordy, mulher do deputado federal Carlos Jordy, concorreu a uma vaga na Câmara com o número 2288, mas não conquistou a vaga.

O resultado da candidata contrastou com o desempenho do marido.

Carlos Jordy foi eleito senador com 3,9 milhões de votos.

Mas Laís, que teve a candidatura lançada para ocupar a vaga que Jordy deixou, não teve sucesso.

 

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Política

Urnas ‘pregam peça’ nas pesquisas: líderes em levantamentos, Paes e Benedita ficam longe do resultado previsto

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Redação

05/10/2026 09:49

As pesquisas divulgadas no último fim de semana acertaram parte do desenho da disputa no Rio, mas ficaram longe de reproduzir o tamanho das forças que apareceram nas urnas. Para o governo do estado, Datafolha, Paraná Pesquisas e Gerp apontavam Eduardo Paes (PSD) na liderança, com vantagem entre nove e 13 pontos sobre Douglas Ruas (PL). Com 100% das urnas apuradas, no doming (04), o cenário foi bem diferente: Ruas terminou na frente, com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Paes.

O Datafolha dava 47% para Paes e 35% para Ruas — uma vantagem de 12 pontos para o candidato do PSD. Nas urnas, porém, Ruas abriu 6,51 pontos sobre Paes. O Paraná Pesquisas apontava cenário semelhante, com 47,9% a 34,4% para o ex-prefeito do Rio, distância de 13,5 pontos.

Enquanto isso, o Gerp era o levantamento que mostrava uma disputa mais apertada, mas ainda assim colocava Paes na frente, por 47% a 38%. Na prática, os três institutos não apenas subestimaram o desempenho de Ruas — em até 14,9 pontos percentuais — como também indicaram, às vésperas da votação, uma ordem inversa entre os dois principais candidatos ao governo do estado.

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Benedita se manteve na liderança nas últimas pesquisas

No Senado, a divergência apareceu de outra maneira. As pesquisas utilizavam metodologias distintas, o que impede uma comparação direta dos percentuais, especialmente porque o eleitor podia escolher dois candidatos. Ainda assim, há uma diferença objetiva na ordem dos candidatos.

No Datafolha da última sexta-feira (02) Benedita da Silva (PT) liderava com 19%, enquanto Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, tinham 13% cada. O Gerp também colocava Benedita à frente, com 45%, seguida por Portinho, com 27%, e Jordy, com 24%.

Já no sábado, de acordo com o levantamento do Datafolha, considerando os votos válidos, Benedita aparecia com ainda mais vantagem: 26%; contra 19% de Portinho e 18% de Jordy.

As urnas, porém, inverteram esse quadro. Carlos Portinho foi o mais votado, com cerca de 26,77% dos votos válidos, e Carlos Jordy ficou em segundo, com 24,56%, garantindo ao PL as duas vagas do Rio no Senado.

Benedita, que aparecia na liderança nas últimas pesquisas, terminou em terceiro, com 20,22%, e ficou fora do Senado. Pedro Paulo (PSD) recebeu aproximadamente 11,95%, e Mônica Benício (PSOL), 9,66%.

Urnas mudaram o roteiro

Os números mostram que as pesquisas da reta final conseguiram identificar os principais nomes competitivos, mas não captaram a movimentação decisiva do eleitorado nos últimos dias — ou não conseguiram medi-la com precisão. Na disputa pelo governo do estado, a discrepância foi relevante: Ruas, que aparecia atrás em todos os levantamentos, terminou a votação na liderança.

No Senado, o nome de Benedita, que liderava as pesquisas, terminou sem garantir uma das duas vagas, enquanto os dois candidatos do PL transformaram uma disputa que parecia aberta em uma dobradinha nas urnas.

O contraste não significa, por si só, que uma pesquisa tenha sido tecnicamente “errada”: levantamentos são fotografias de determinado momento, trabalham com margens de erro e metodologias específicas. Mas, quando pesquisas divulgadas 48 horas antes da votação mostram um candidato com vantagem de até 13,5 pontos e as urnas entregam o adversário 6,5 pontos à frente, a distância entre a fotografia publicada e o resultado efetivo se torna, inevitavelmente, parte da análise da eleição.

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