As antigas estações da Estrada de Ferro Rio D’Ouro vão voltar a receber passageiros quase 150 anos depois de ajudarem a conectar Nova Iguaçu ao Rio e acompanharem transformações que marcaram o desenvolvimento da Baixada Fluminense.
Os prédios históricos de Tinguá, Rio D’Ouro e Vila de Cava estão sendo recuperados pela Prefeitura de Nova Iguaçu para se transformarem em espaços dedicados à cultura, à memória e à valorização da identidade da cidade.
Reestruturação de estações históricas
Batizado de Estações da Cultura, o projeto, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, prevê a restauração dos três imóveis e a criação de centros permanentes de conhecimento, pertencimento e preservação da história local.
Os espaços vão receber exposições, atividades educativas, cursos, apresentações culturais e ações voltadas à valorização do patrimônio, aproximando moradores de diferentes gerações de um passado que ajudou a moldar a cidade.
As intervenções seguem as características originais das construções e as normas de preservação do patrimônio histórico tombado.
“A região da antiga Vila de Iguassú guarda uma história muito rica e que precisa ser valorizada. Nós já demos um grande passo com a inauguração do primeiro Museu de Arqueologia e Etnologia do Estado do Rio de Janeiro e, agora, avançamos na recuperação dessas três antigas estações ferroviárias”, destacou o prefeito Dudu Reina (PP).
A primeira estação dessa nova etapa já está pronta. A Estação de Tinguá foi totalmente recuperada e está aberta à visitação. Já a Estação de Rio D’Ouro passa por obras, com previsão de conclusão nos próximos dois meses. Vila de Cava será a próxima a receber as intervenções.
“Quando recuperamos um patrimônio como esse, não estamos apenas restaurando um imóvel. Estamos devolvendo à população um pedaço da sua própria história”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro.
Exposições contam a história de Nova Iguaçu
A Estação de Tinguá já abriga três exposições que apresentam diferentes capítulos da trajetória de Nova Iguaçu. Uma delas é “Dadinho, o escultor das cidades imaginárias”, dedicada à obra de Geraldo Marçal dos Reis.
O espaço também conta com uma linha do tempo sobre a vida e o legado do cordelista José Rodrigues de Oliveira, um dos principais nomes da cultura popular do município, além da exposição “Imagens de Nova Iguaçu na coleção Arruda Negreiros”, que reúne registros fotográficos históricos da cidade e de localidades que, ao longo dos anos, fizeram parte do território iguaçuano.
A história das estações
Construída em 1876, a Estrada de Ferro Rio D’Ouro, conhecida como Ferrovia das Águas, foi criada para apoiar as obras de abastecimento de água do Rio de Janeiro, levando trabalhadores e materiais das nascentes de Tinguá até a capital.
Com o tempo, a ferrovia também passou a transportar passageiros, contribuindo para a integração e o desenvolvimento da região. O serviço foi encerrado em 1964, mas as antigas estações permaneceram como marcos da história de Nova Iguaçu.
Agora, além da revitalização dos imóveis, a Secretaria Municipal de Cultura estuda reativar o ramal Vila de Cava-Tinguá como percurso de um trem turístico até a antiga Vila de Iguassú, ampliando o acesso à região histórica e o potencial turístico do município.
Comments 8
Ontem mesmo, voltou a bagunça no calçadão de campo grande. Está horrível aquilo lá, tudo desordenado.
Se o governo do nosso país não dificultasse tanto a vida dos empreendedores, trabalhadores, comerciantes, com tanta burocracia, impostos e taxas tão altas sobre quase tudo que envolve o comércio, tenho certeza que não precisaria de uma ação como essa, entendo o lado de quem paga tudo de forma totalmente legalizada e tem o senso de justiça sobre isso, porém todo mundo está lutando pelo pão de cada dia arduamente, tentando sobreviver principalmente agora na situação financeira que nos encontramos, muito bonito mostrar uma notícia dessa força tarefa que é o trabalho também da fiscalização, mas são muitas famílias que perderão seu sustento, se nosso sistema tivesse pelo menos um pouco de humanidade não estaríamos nessa situação tendo tantas riquezas como temos.
Comentário impecável, excelente posicionamentos.
Vamos organizar , Santa cruz na Felipe Cardoso ,está precisando!!
Tinha que fazer essa limpeza em Madureira. Acho que é o bairro mais bagunçado do Rio de Janeiro. Lá e no Centro do Rio a pirataria rola solta e o Prefeitinho não toma atitude nenhuma.
Em 2002 Quando inspetor cmt da decima terceira inspetoria, mantive sempre ordenado o rio cidade (calçadao), mais com um bom efetivo de guardas e o vai e vem, era tranquilo!
Gostei, porém só muda na hora depois volta tudo denovo,fora os buracos que temos que desviar,tá insuportável andar no calçadão de Campo Grande,as lojas voltaram a colocar araras de roupas na frente da loja impedindo a passagem dos pedestres ,falta organização e disciplina.
ACHO QUE DEVE TIRAR TODOS OS CAMELÔS DO CALÇADÃO DE CAMPO GRANDE RJ. NÃO ENTENDI, PASSEI AGORA DIA 14 DE ABRIL DE 2026, EM FRENTE A RECEITA FEDERAL E AINDA TEM UMA BARRACA DE FRUTAS, INCOMODANDO O IR E VIR, USO BENGALA E SOU IDOSA. NA RUA DO SUPERMERCADO PREMIUM, PELA MANHÃ AINDA HÁ UMA BARRACA NA CALÇADA DA FARMÁCIA CUMANI, VENDENDO CAFÉ E PÃO COM QUEIJO, SEM REFRIGERAÇÃO. E. A CALÇADA DO SUPERMERCADO PREMIUM, HÁ 2 BARRACAS, UMA DE BANANA E OUTRA DE CONDIMENTOS. E O CALÇADÃO AGORA A TARDE, CONTINUA A BAGUNÇA DOS CAMELOS. TEM QUE IR NO SUPERMERCADO GUANABARA, POIS NA CALÇADA, TEM 7 CAMELOS, DIFÍCIL DEMAIS, A. BAGUNÇA É TOTAL……PELO AMOR DE DEUS TIREM TODOS OS CAMELÔS DE CAMPO GRANDE RJ…. AGUARDO BOA NOTÍCIAS