O vereador e candidato a deputado federal Rodrigo Vizeu (MDB) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual alega que seu partido estaria “apadrinhando” determinadas candidaturas, e classifica a divisão dos recursos como “covardia política”. Um levantamento feito pelo TEMPO REAL no DivulgaCandContas, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as campanhas, mostra diferenças que vão de R$ 2,85 milhões a candidatos sem repasse de Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o famoso fundo eleitoral.
“Em algumas pesquisas, devido ao nosso trabalho grandioso que a gente faz em prol da população, a gente estava nas cabeças ali no partido, e isso incomodou muita gente”, afirmou Vizeu. Na sequência, o vereador acusou o MDB de escolher quem receberia os maiores aportes. “O partido escolhe apadrinhar algumas pessoas, principalmente os familiares deles”, alegou.
O parlamentar também relacionou diretamente sua reclamação aos valores do fundo eleitoral destinados a outros candidatos. “R$ 2 milhões, quase R$ 3 milhões, R$ 700 mil… É mole? Quero ver trabalhar que nem a gente trabalha”, declarou. A alegação de favorecimento ou apadrinhamento é uma acusação feita pelo candidato e não pode ser concluída apenas pela diferença entre os repasses.
Os números registrados no DivulgaCandContas, no entanto, mostram uma distribuição desigual entre os candidatos do MDB à uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília pelo Rio. Dos R$ 8.447.500 do Fundo Especial identificados no levantamento, R$ 5,05 milhões foram destinados apenas a Gutemberg Reis e Pastor Junior Trovão. Juntos, os dois concentram aproximadamente 59,8% de todo o Fundo Eleitoral identificado entre os 40 candidatos da nominata.
Gutemberg Reis aparece no topo, com R$ 2,85 milhões, equivalente a aproximadamente 33,7% do montante levantado. Pastor Junior Trovão vem em segundo, tendo recebido R$ 2,2 milhões, ou cerca de 26%. Depois deles há uma queda acentuada: Vandrea Furquim aparece com R$ 400 mil, Yara Vellasco com R$ 300 mil e Amanda Santana com R$ 265 mil.
Ao todo, 28 dos 40 candidatos tiveram algum repasse do Fundo Especial identificado, enquanto outros 12 estavam sem Fundo Eleitoral localizado ou com valor zerado. Os números não representam a arrecadação total de cada campanha, já que os candidatos podem receber doações de pessoas físicas, recursos próprios, Fundo Partidário e receitas de outras origens.
Os partidos têm autonomia para definir critérios de aplicação dos recursos, observadas as regras eleitorais e as destinações legalmente obrigatórias. Politicamente, porém, a concentração de recursos se tornou motivo de disputa interna no MDB fluminense em plena campanha.
Ranking do fundo eleitoral do MDB para deputados federais no estado do Rio
1. Gutemberg Reis (1516) — R$ 2.850.000
2. Pastor Junior Trovão (1522) — R$ 2.200.000
3. Vandrea Furquim (1533) — R$ 400.000
4. Yara Vellasco (1530) — R$ 300.000
5. Amanda Santana (1562) — R$ 265.000
6. Aline de Tamoios (1545) — R$ 200.000
6. Helen Barreto (1574) — R$ 200.000
6. La Rubia (1573) — R$ 200.000
9. Professora Ruth Patrocínio (1509) — R$ 190.000
10. Adely Ozon (1537) — R$ 150.000
10. Del Gonçalves (1567) — R$ 150.000
10. Luciano Guerreiro (1515) — R$ 150.000
10. Raquel Wick (1525) — R$ 150.000
Considerando todos os 40 convidados, foram identificados R$ 8.447.500. Os valores se referem exclusivamente ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha identificado no levantamento feito a partir do DivulgaCandContas. Não correspondem necessariamente à arrecadação total dos candidatos e podem sofrer atualização durante a campanha eleitoral.
Comentários 16
Praticamente já está regulamentado. STJ deliberou que condomínios que queira proibir, basta fazer uma AGE e com 2/3 dos votos a favor da proibição, pode fazer a alteração na convenção.
Aqui na minha cidade esse problema de aluguel por temporada virou um problema social. São Sebastião é uma cidade turística com lindas praias. O problema é que quem tem casa para alugar, pessoas de alto poder aquisitivo, querem alugar usando plataformas como airbnb pq ganha muito mais. Com a alta demanda por aqueles que moram e trabalham na região e com a baixa oferta pq ninguém quer alugar anual os preços dispararam… a galera CLT que trabalha não tem onde morar, não consegue alugar nada, a consequência disso é o crescimento acelerado da periferia, total sem controlecom desmatamento, invasões de terra, favelas etc. A regulamentação é uma possibilidade, mas acho que não irá resolver.
Ora, mas isso é capitalismo, é livre iniciativa, é lei da oferta e da procura.
Este fenômeno é mundial e se chama gentriificação
Acho q poderia existir uma regulamentação, sem prejudicar o dono do imóvel afinal ele(a) são proprietários donos, agora cabe ao dono se responsabilizar por qualquer ocorrência q possa vir a acontecer dentro de condomínio agora proibir jamais, nós vivem em um Estado democrático de direito nós temos toda liberdade de escolha desde q seja de acordo com a lei não descumprindo a lei sou a favor do aluguel por temporada até pq tem muita gente q não tem condições de alugar um hotel essa é uma forma de ajudar aqueles q tem o poder aquisitivo menor. Nós não vivemos em uma ditadura, existe uma constituição exatamente para impor normas é o certo?
O Rio de Janeiro com uma rede de hotéis precária, aplicando taxas absurdas pela imensa demanda e falta de serviço e aparece um cidadão deste incomodado e que com certeza deve ter ligação com hotelaria. Isso é como os taxis que queriam impedir Uber.
Isso é capitalismo, é a livre iniciativa, baseada na oferta e na procura.
É ignorante ou está de má fé? Até um analfabeto legislativo sabe que não é de competência da câmara de vereadores legislar sobre matéria de tal natureza. Que se ocupe de problemas reais e de sua esfera de competência.
Plano diretor de um município é vereadores que votam, e sim, podem regulamentar desde que respeitem as Leis e regulamentações vigentes estaduais e federais…
Nenhum vereador quiz regular os preços dos hoteis no RJ antes certo!? Trabalhador CLT nunca pode alugar quarto de hotel na orla. É óbvio que esse cara está levando bola da rede hoteleira. Querem criar reserva de mercado acabando com as outras modalidades de concorrência.
Isso é restrição da liberdade e privação da utilização de bem privado. Um absurdo.
Mais uma vez o estado, através do legislativo, se metendo na área privada. Nunca deu certo. Esse sujeito certamente é bancado pela máfia hoteleira do Rio.
Concordo plenamente com vc
Político é o câncer da nação nào presta para nada.
Só acho que tem que cobrar imposto! Falo isso como anfitriã! Todo mês pago o carne leão e na declaração sempre tenho restituição,
Aparentemente quer aparecer e atender só nicho hoteleiro.
A Lei do inquilinato que regulamenta o aluguel de temporada é FEDERAL.
Quantas pessoas vão perder trabalho com esse projeto?
Caso isso se concretize milhares de pessoas que dependem dos serviços que demandas essas locações ficarão sem trabalho.
Arquitetos
Pedreiros
Pintores
Técnicos de ar
Eletricistas
Faxineiras
Lavanderias
Delivery
Uber
Para centralizar tudo uma rede hoteleira que paga mau seus funcionários e cobra caro pelo serviço.