Imagens mostram que as grades do equipamento, que deveria ser uma proteção aos pedestres, estão enferrujadas e soltas. Assim, aumentando a insegurança de quem passa pelo local.
Ainda estão lá cartazes de outra instalação: em homenagem a policiais assassinados em 2024. No entanto, a tendência é que sejam removidos em breve.
Cartazes em homenagem a policiais continuam no local, mas podem ser retirados em breve – Foto: Enviada pelo leitor do Tempo Real
O prefeito Eduardo Paes (PSD), na época, confirmou que mandou retirar os cartazes das crianças, que tinham sido colocados pela ONG Rio de Paz. Disse também que a homenagem aos policiais também poderia ser revista.
“Não dá para cada organização de cariocas indignados achar que vai fazer uma exposição em área pública do Rio de Janeiro — por mais justa que possa ser a homenagem e o registro — e instalar onde bem deseja na cidade”, afirmou, na ocasião.
A Secretaria municipal de Conservação procurou o TEMPO REAL, após a publicação deste texto, e informou que o reparo dos guarda-corpos começará amanhã.
O governador eleito Douglas Ruas (PL) anunciou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (3), os três primeiros nomes que vão compor seu secretariado. As escolhas incluem Anderson Monteze, para a Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação; Maria Gabriela Bessa, que assumirá a Casa Civil e Governança; e a vice-governadora eleita Fernanda Louback, à frente da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher.
Anderson Monteze: Planejamento, Gestão e Inovação
Policial rodoviário federal de carreira e especialista em administração pública, Anderson Monteze foi escolhido para comandar a nova Secretaria de Planejamento, Gestão e Inovação do governo de Douglas Ruas. Ele tem experiência em áreas de planejamento e orçamento do governo estadual e foi subsecretário de Planejamento e Orçamento durante as gestões de Wilson Witzel (Democratas) e Cláudio Castro (PL), entre 2020 e 2023.
Ao comentar a escolha de Monteze, Douglas Ruas destacou a experiência do futuro secretário.
“Eu vejo o Anderson como aquele técnico que sempre teve a oportunidade de compor a equipe ali, mas muitas vezes não teve a oportunidade de implementar as suas ideias, as suas convicções por conta de estar sempre abaixo de um quadro da política”, disse Ruas.
Desde dezembro de 2024, atuava como assessor especial de Planejamento, Orçamento e Gestão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na gestão de Rodrigo Bacellar, implantou uma assessoria de Planejamento, Orçamento e Finanças na Casa. Monteze também foi diretor do departamento de Concursos e Seleções da Fundação Ceperj, entre 2019 e 2020.
Maria Gabriela Bessa: Casa Civil e Governança
Maria Gabriela Bessa foi escolhida para comandar a Secretaria da Casa Civil e Governança, uma das principais pastas da estrutura administrativa do governo estadual. A secretaria é responsável pela articulação entre as diferentes áreas da administração e pelo acompanhamento de ações e decisões do Executivo.
Gestora pública, socióloga e especialista em Política e Planejamento Urbano, ela assumiu a Secretaria das Cidades após Douglas Ruas deixar o comando da pasta para disputar as eleições. Com experiência na liderança de projetos estruturantes e iniciativas estratégicas, ela ficará à frente da pasta responsável pela articulação entre os diferentes setores da administração.
“Teremos uma secretaria da Casa Civil num formato diferente do que nós vimos nos últimos anos aqui no estado do Rio. Nós vimos um modelo de Casa Civil muito inchado, com muitas políticas públicas embaixo, e nós vamos ter um modelo mais enxuto, que verdadeiramente vai se preocupar com a coordenação dos projetos estratégicos para o governo e também vai se dedicar a promover a integração das diversas pastas que vão compor o nosso governo a partir de janeiro de 2027”, ressaltou o governador eleito.
Fernanda Louback: Políticas Inclusivas e da Mulher
Vereadora de Niterói desde 2025, Fernanda Louback foi escolhida para acumular a função de vice-governadora do estado com o comando da Secretaria de Políticas Inclusivas e da Mulher no governo de Douglas Ruas. A futura secretária tem atuação ligada à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e dos indivíduos com transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente a partir de sua experiência como mãe de duas meninas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Ter a Fernanda à frente dessa pasta é a certeza de que nós teremos esses temas garantidos, presentes em todas as políticas públicas do nosso governo”, afirmou Ruas.
Durante o mandato na Câmara de Niterói, Fernanda apresentou projetos que deram origem a leis voltadas à inclusão no ambiente escolar. Entre eles está a Lei Municipal 4.155/2026, que garante adaptações nas escolas públicas e privadas de Niterói para crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento. Também é de sua autoria a Lei 4.122/2026, que permite a estudantes autistas a dispensa do uso de uniformes escolares em casos de sensibilidade sensorial.
Antes de ingressar na política, Fernanda trabalhou como professora, empresária, atriz e modelo. Sua entrada na vida pública foi motivada por um episódio envolvendo seu negócio em Niterói: obras realizadas na Rua Moreira César, atual Rua Paulo Gustavo, prejudicaram o funcionamento de sua loja. A experiência despertou o interesse em participar mais diretamente das decisões do poder público.
Ruas ainda não fechou o tamanho do secretariado, mas afirmou que pretende reduzir o número de secretarias em relação à estrutura atual do governo.
“Nós ainda não temos o número definido, mas é certo que teremos uma significativa redução em relação ao número que nós temos hoje”, garantiu o governador eleito.
O governo do estado do Rio de Janeiro prorrogou, em caráter excepcional, a suspensão cautelar dos descontos em folha de pagamento ligados a produtos financeiros do Banco Master S.A. e da PKL One Participações S.A. (Credcesta). A medida, formalizada por decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (03), passa a valer também para a folha de pagamento referente a novembro de 2026.
Com a atualização da norma, servidores ativos, inativos, pensionistas e ex-participantes da Previ-Banerj ganharam mais tempo para formalizar queixas.
Prazo para o servidor
Até 6 de novembro de 2026 para apresentar o requerimento administrativo de contestação na Unidade de Gestão de Pessoas (RH) do órgão ao qual está vinculado.
Envio pelos órgãos
Os setores de RH devem remeter os processos já instruídos à subsecretaria de Gestão de Pessoas da Secretaria de Planejamento até o dia 11 de novembro de 2026 (data improrrogável).
Requerimentos enviados após essa data seguirão o fluxo padrão de ressarcimento previsto na resolução Sefaz nº 230/2018.
Volume expressivo de reclamações
Segundo o texto oficial assinado pelo governador em exercício Ricardo Couto, a prorrogação foi motivada pelo alto fluxo de denúncias: a administração estadual vem recebendo uma média de 600 requerimentos por dia desde 6 de outubro.
Além do tratamento individual de cada caso, a prorrogação busca garantir tempo hábil para o cruzamento de dados com as informações fornecidas pelo Liquidante do Banco Master S.A., permitindo identificar inconsistências contratuais antes da retomada de qualquer cobrança em folha.
O mês de novembro começou com o mesmo ritmo das últimas semanas nos bastidores do governo do estado: movimentação intensa de cargos, com decisões do governador em exercício Ricardo Couto e do secretário da Casa Civil.
No balanço geral das pastas, as nomeações levaram a melhor, com 30 admissões contra 25 exonerações. O saldo positivo, porém, não se repetiu em todos os setores, e algumas áreas da administração pública registraram uma verdadeira onda de demissões, como é o caso da Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas
Na pasta, as exonerações superaram as nomeações com 12 desligamentos contra seis nomeações. As mudanças atingiram equipes de apoio e cargos operacionais ligados ao Enfrentamento à Violência contra a Mulher e à Subsecretaria de Políticas Inclusivas.
Mas enquanto a Secretaria da Mulher e a pasta de Desenvolvimento Econômico registraram mais exonerações do que nomeações, órgãos como Inea e Detran e outras secretarias como Educação, Fazenda e Agricultura concentraram as admissões e garantiram o saldo positivo no balanço geral do estado.
As mudanças também chegaram a cargos de chefia, com a saída de ocupantes da superintendência da Fazenda e da chefia de gabinete do Proderj, indicando que a reorganização de funções no governo de Ricardo Couto continua neste início de novembro.
O tradicional Colégio Cruzeiro, fundado em 1862 pela colônia alemã, no Rio, anunciou uma revisão no percentual de reajuste das mensalidades para 2027. A instituição, que havia previsto um aumento de 9,5%, agora pretende aplicar uma correção de 14,9%.
Segundo a direção, a mudança está relacionada à necessidade de “adequação às novas exigências legais”, fazendo referência ao fim da escala 6×1 e aprovação da 5×2, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O novo percentual representa um aumento de 5,4 pontos percentuais em relação ao índice anunciado anteriormente. A revisão também provocou comparações com os reajustes previstos por outras instituições de ensino da cidade, com listas de percentuais circulando nas redes sociais.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
Um acidente com uma asa-delta em São Conrado, na Zona Sul do Rio, nesta segunda-feira (02), terminou com duas pessoas mortas, o instrutor de voo Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos, de 45 anos, e o turista argentino Adrian Guillermo Arismendi, de 26. Na aproximação para o pouso, os dois colidiram com a mureta de concreto que separa a areia da praia do calçadão, um desnível de aproximadamente 2,5 metros.
O acidente foi o segundo em quatro dias envolvendo voos na Pedra Bonita. Na última quinta-feira (29) duas mulheres, uma instrutora e sua passageira, tiveram fraturas após saltarem de parapente da rampa. Na aproximação para o pouso, elas perderam altitude e bateram no calçadão. Entre janeiro e outubro, segundo o Corpo de Bombeiros, foram 15 atendimentos a praticantes de voo livre no município, média de um a cada 20 dias.
Mas, apesar da frequência nos acidentes, os voos não têm fiscalização. A Agência Nacional de Aviação (Anac) regulamenta, mas não controla a prática. Para a Anac, o “voo livre em asa-delta ou parapente é considerado uma modalidade de esporte radical e de alto risco e fortemente dependente das condições meteorológicas e geográficas locais”.
O órgão federal apenas define alguns limites das áreas de voo, para não haver problemas de invasão de rotas usadas por aviões e outras aeronaves, além de cobrar um cadastro do piloto de voo livre em associações credenciadas por ela, como a Confederação Brasileira de Voo Livre, que tem parceria com o Clube São Conrado de Voo Livre, responsável por administrar a rampa da Pedra Bonita.
A Anac proíbe a comercialização de voos panorâmicos de asa-delta. A agência, porém, permite os voos duplos de instrução, pelos quais turistas pagam cerca de mil reais no local. Da rampa da Pedra Bonita, instalada no Parque Nacional da Tijuca, são feitas 60 mil decolagens por ano.
Depois do acidente, as atividades de voo livre foram suspensas por tempo indeterminado em São Conrado. O equipamento vai passar por perícia e testemunhas estão sendo ouvidas.
Portinho está há seis anos no posto, desde que assumiu o mandato no lugar do senador Arolde de Oliveira, eleito em 2018 e morto, dois anos depois, durante a pandemia da Covid-19. Sempre como um fiel defensor do seu partido — e do bolsonarismo.
Neste período, foi de suplente desconhecido a campeão de votos (foram 4.264.932).
E diz que chegou a hora de partir para novas missões.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) determinou a suspensão imediata da licitação para a construção de uma nova sede para a Câmara de Maricá. O projeto tem o orçamento estimado em R$ 68,47 milhões.
A decisão cautelar foi tomada pela corte após a empresa Heeco Engenharia Ltda. entrar com uma representação, que apontou possíveis irregularidades nas exigências do edital.
O corpo técnico do TCE-RJ identificou problemas nos critérios de qualificação técnica exigidos dos participantes, e o Ministério Público de Contas concordou com a concessão da medida cautelar. O mérito da representação ainda vai ser analisado.
Análise do TCE-RJ encontrou problemas em critérios do edital
Um dos problemas apontados está nos critérios de comprovação da experiência das empresas interessadas. O edital relaciona dez parcelas consideradas de maior relevância técnica, mas os quantitativos mínimos aparecem expressamente definidos apenas para os quatro primeiros itens.
Para os outros seis, há campos sem preenchimento, enquanto outra regra do documento exige comprovação de 50% de todas as parcelas. Segundo a análise técnica, essa contradição gera dúvidas sobre os requisitos que os concorrentes precisam cumprir.
Outro questionamento envolve a exigência de comprovação de experiência própria da construtora na instalação de elevadores. O corpo técnico avaliou que a restrição ao uso da capacidade técnica de uma empresa subcontratada especializada precisa de justificativa consistente, sob risco de criar uma barreira indevida à concorrência.
O tribunal também apontou a necessidade de justificativas técnicas individualizadas para classificar determinados serviços como parcelas de maior relevância da obra.
Câmara de Maricá tem 15 dias para se manifestar
Com a decisão, a Câmara de Maricá deve manter a licitação suspensa e não pode adjudicar o objeto, homologar o resultado ou assinar o contrato. O presidente da casa tem 15 dias para se manifestar sobre os questionamentos e informar se foram adotadas providências em relação ao procedimento.
Em 2025, o prefeito Washington Quaquá (PT) autorizou a desapropriação de um terreno de 2.180,18 m² para ampliar a sede da Câmara de Maricá. Na época, ele justificou a mudança dizendo que a atual sede da casa legislativa não “não atende plenamente às demandas institucionais, operacionais e funcionais” dos vereadores.
ATUALIZAÇÃO, às 18h50, com nota da Secretaria estadual de Cultura. A íntegra está no fim da reportagem.
Apesar da redução no uso das aeronaves oficiais após a saída de Cláudio Castro (PL) do posto de governador do Rio, os registros mais recentes mostram a presença recorrente de certos integrantes do secretariado do governador em exercício Ricardo Couto nos helicópteros estaduais.
Entre julho e setembro, dois nomes se destacam na planilha disponibilizada pelo governo: Danielle Barros, da Cultura, e Roberto Leão, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Juntos, eles voaram em nove dos 14 registros de deslocamentos disponíveis no período.
O próprio Ricardo Couto só aparece como passageiro em um dos voos, junto de Roberto Leão.
Secretária de Cultura, Danielle Barros viajou quatro vezes entre julho e agosto
E, apenas nos registros de julho a agosto, ela aparece em quatro deslocamentos de helicóptero oficial.
Em 12 de julho, a secretária viajou do Heliporto da Lagoa, na Zona Sul do Rio, para Nova Friburgo, com parada registrada no 11º Batalhão de Polícia Militar. Duas semanas depois, em 28 de julho, embarcou para Pádua. No dia seguinte, aparece em outro registro com saída de Pádua, passagem pelo Heliporto da Lagoa e destino final no 16º Grupamento de Bombeiro Militar, em Teresópolis.
O quarto registro é de 14 de agosto, em um deslocamento do Heliporto da Lagoa para Itaocara.
Na planilha disponibilizada pelo Portal da Transparência do governo estadual, os quatro deslocamentos têm como justificativa “transporte do secretário”, sem detalhamento dos compromissos que motivaram as viagens de Danielle.
Nomeado por Couto, chefe do GSI viajou a quatro destinos no estado
Delegado de polícia, Roberto Lisandro Leão foi nomeado por Ricardo Couto para chefiar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em 31 de março, poucos dias depois de o desembargador assumir interinamente o governo do estado. Em abril, ele chegou a responder interinamente pela Secretaria de Estado de Governo (Segov) e, em julho, pelo Instituto Rio Metrópole.
Roberto Leão – Foto: Reprodução
Na planilha de deslocamentos oficiais, Leão aparece em quatro registros de viagens que foram do helioponto da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, até Itatiaia, Campo Grande e Pinheiral.
Em 26 de setembro, ele também viajou para Saquarema, acompanhado do próprio governador Ricardo Couto e do desembargador José Roberto, do Tribunal de Justiça. A justificativa informada para esse deslocamento foi “transporte do governador”. Nos demais registros, a planilha também indica “transporte do secretário”, sem detalhar os compromissos.
Operação Foco, ministra e Defesa Civil também usaram helicópteros oficiais
Fora os deslocamentos dos secretários estaduais, a planilha lista duas viagens de equipes da Operação Foco, iniciativa do governo do Rio voltada ao combate à sonegação fiscal. Ambas ocorreram em 1º de julho: uma teve destino em Itatiaia; a outra incluiu passagens por Levy Gasparian e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
A relação também inclui uma viagem, em 13 de agosto, para transportar a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, o presidente do Incra, Cesar Aldrighi, e uma assessora a Campos dos Goytacazes.
Já o secretário estadual de Defesa Civil, Tarciso Salles Junior, aparece em dois deslocamentos em agosto: um para Quissamã, no dia 7, acompanhado de três integrantes do Corpo de Bombeiros, e outro no dia 14, sem destino detalhado na planilha.
O que diz a Secretaria de Cultura
A comunicação da pasta enviou uma nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECECRJ) esclarece que a utilização de transporte oficial é voltada exclusivamente para o acompanhamento presencial de projetos e políticas públicas viabilizados pelo Fundo Estadual de Cultura, pela Lei de Incentivo à Cultura e pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), executados em municípios de todas as regiões fluminenses.
A fiscalização in loco, a entrega de equipamentos culturais e o diálogo constante com os municípios fazem parte das atribuições administrativas essenciais da pasta, assegurando rigor técnico e transparência na aplicação dos recursos públicos.
A SECECRJ reforça que atua há quase sete anos com absoluta lisura, eficiência e em estrito cumprimento aos trâmites legais”.
A Prefeitura de São Fidélis, no Norte Fluminense, tenta negociar com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) um plano para enfrentar o déficit atuarial de R$ 543,9 milhões do Fundo de Previdência dos Servidores Municipais. A proposta prevê a capitalização gradual dos recursos previdenciários ao longo de 25 anos, mas esbarra em um modelo semelhante que já foi considerado inadequado pelo tribunal.
Em decisão assinada no dia 22 de outubro, o presidente do TCE-RJ, conselheiro Márcio Pacheco, admitiu preliminarmente a proposta, mas abriu caminho para que o município faça ajustes antes da análise de mérito. Isso significa que o plano ainda não foi aprovado.
Apresentada pelo prefeito José William (PL), a proposta estabelece que, a partir do segundo semestre de 2026, o município passe a reter 2% das contribuições patronais e dos servidores ativos para a capitalização do fundo. O percentual aumentaria dois pontos percentuais a cada semestre, até chegar a 100% em 25 anos.
Enquanto isso, a prefeitura ficaria responsável por cobrir, com recursos do Tesouro Municipal, a insuficiência financeira restante da previdência.
A justificativa apresentada pelo município é que a aplicação imediata das regras de capitalização poderia obrigar a prefeitura a bancar praticamente toda a folha de aposentados e pensionistas. Segundo a avaliação atuarial de 2026 citada no processo, essa despesa está estimada em R$ 27,7 milhões.
Um precedente que complica os planos de São Fidélis
O problema é que o TCE-RJ já analisou uma proposta semelhante, apresentada pela Prefeitura de Santo Antônio de Pádua, e não gostou do que viu.
Em julho deste ano, ao julgar o mérito daquele caso, o plenário considerou inadequado o modelo que começava com a capitalização de apenas 2% das contribuições, seguida de aumentos semestrais durante 25 anos.
Segundo a análise acolhida pelos conselheiros, o mecanismo poderia descapitalizar o regime previdenciário, transferir obrigações para administrações futuras e comprometer a eficácia das medidas destinadas a corrigir o desequilíbrio atuarial.
São Fidélis apresentou o mesmo modelo, sem incorporar os ajustes exigidos pelo tribunal no julgamento anterior.
O TCE-RJ também encontrou problemas em outra cláusula da proposta, que previa a suspensão de multas, medidas coercitivas e da emissão de parecer prévio contrário nas contas anuais do município.
A redação foi considerada ampla demais. Para o tribunal, os efeitos do acordo precisam ficar restritos às obrigações expressamente previstas no termo.
Além de rever esses pontos, a prefeitura terá que apresentar documentos exigidos pelo regimento do TCE-RJ, entre eles um parecer da assessoria jurídica sobre a viabilidade do acordo e, quando cabível, uma declaração do ordenador de despesas atestando a possibilidade de cumprir as metas nos prazos estabelecidos.
Com a decisão, o prefeito José William será comunicado sobre o julgamento de Santo Antônio de Pádua e poderá reformular a proposta antes de uma análise definitiva.
A própria admissibilidade do pedido de São Fidélis ainda terá que passar pelo plenário do TCE-RJ.
Um vendedor de balas salvou a tarde de dois passageiros de ônibus que iam perder seus celulares em São Cristóvão, nesta segunda-feira (2). Ele viu o roubo, correu atrás do suspeito, alertou policiais militares e ajudou a enquadrar o homem, que realmente estavam os dois aparelhos.
A cena, ocorrida na Avenida Francisco Bicalho, foi filmada por curiosos. Nas imagens é possível ver o suspeito sendo revistado, enquanto o vendedor incentiva os policiais a procurar os celulares no bolso dele.
O vendedor grita irritado com o suspeito e ainda reclama do fato de ele estar atrapalhando a vida de quem quer trabalhar.
“Depois não deixam a gente subir no ônibus. Por causa de gente como você. Cadê o celular da tia?”, gritava o vendedor.
O roubo aconteceu num ônibus da linha 249, que faz o trajeto Água Santa-Carioca.