Dois presos estrangeiros fugiram do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, o Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, na sexta-feira (26). O holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez conseguiram escapar da unidade, mas foram recapturados pouco tempo depois.
A fuga mobilizou equipes das polícias Penal, Civil e Federal. Juan foi localizado primeiro, enquanto Palm foi encontrado depois com o apoio de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil.
Os dois estavam presos por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e são considerados de alta periculosidade.
O holandês Gerel Lusiano Palm estava na lista de procurados da Interpol e foi condenado a 20 anos de prisão em seu país, enquanto o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos pela morte de um policial na Colômbia.
Como foi a fuga
Os presos renderam um policial penal que trabalhava pelo Regime Adicional de Serviço (RAS). Um deles aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” no agente e tomou a arma que estava com ele.
Em seguida, os dois abordaram outro policial que estava em uma guarita nos fundos da unidade. Eles conseguiram acessar a estrutura e escapar do presídio utilizando uma corda improvisada, conhecida no sistema prisional como “tereza”.
A fuga terminou em uma área externa próxima a um lixão. Um policial penal ficou ferido durante a ação.
De acordo com as investigações, havia uma estrutura preparada do lado de fora para auxiliar na fuga. Cinco carros ligados ao Comando Vermelho estariam posicionados na região. A suspeita é de que Palm seria levado para o Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.
A movimentação foi interrompida pela ação das forças de segurança, que conseguiram localizar os dois presos.
Quem são os presos
Gerel Lusiano Palm, de nacionalidade holandesa, foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca. Ele estava na lista de procurados da Interpol e também era procurado pela DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas.
Palm foi condenado na Holanda a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo. Ele estava preso no Rio enquanto aguardava o processo de extradição para o país europeu.
O holandês era classificado como “faxina”, o que permitia que exercesse atividades de trabalho dentro do presídio.
Já o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos de prisão na Colômbia pelo assassinato de um policial, em 2010. Segundo investigações das polícias Civil e Federal, ele teria ligação com o Cartel de Medellín e seria responsável por fazer a ligação entre integrantes da organização e traficantes brasileiros.
Juan foi preso na comunidade da Muzema, também na Zona Oeste, em uma operação que envolveu as polícias Civil e Federal e a Interpol.
Investigação vai apurar falhas
A Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal vai instaurar um procedimento para investigar as circunstâncias da fuga.
Entre os pontos que deverão ser analisados estão a forma como os presos conseguiram acessar a guarita, a abordagem aos policiais e as condições que permitiram a fuga de dentro da unidade.
O caso também deverá esclarecer como Palm, considerado de alta periculosidade e alvo de um processo de extradição, estava autorizado a exercer atividades dentro do presídio.
A defesa do holandês nega que ele tenha ligação com o Comando Vermelho ou com outras organizações criminosas do Rio. Os advogados também contestam a extradição e afirmam que Palm sofre agressões no sistema penitenciário.
Com informações do “G1”.




















































