ATUALIZAÇÃO, às 8h10, com nota da Secretaria Estadual de Cultura.
A secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, subiu no palanque, neste fim de semana, para fazer campanha pela candidatura do irmão, o deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade) à reeleição. Até aí, nada demais. Não fosse o fato de o governador em exercício Ricardo Couto ter orientado o seu primeiro escalão a manter neutralidade nestas eleições.
E Danielle não ficou só no evento. Em ao menos três publicações nas redes sociais, entre sábado (22) e domingo (23), a secretária associou sua atuação à do parlamentar — e não foi exatamente discreta. Em um dos vídeos, ao lado do irmão, ela fala diretamente sobre a área que comanda no governo antes de pedir apoio ao candidato:
“Cultura no estado do Rio de Janeiro tem nome e tem número: Áureo Ribeiro”, afirmou.
Na legenda, a secretária também não deixa dúvida sobre o apoio. “Um mandato que defende a cultura. E que verdadeiramente está ao lado do povo”, escreveu.
Secretária de Cultura sobreviveu à mudança de governo
Danielle Barros foi uma das poucas exceções na varredura geral que Couto aplicou no primeiro escalão. Ele exonerou quase todos os secretários, mas a moça — que conquistou o cargo ainda no governo Wilson Witzel, por indicação exclusivamente política do irmão, presidente estadual do partido Solidariedade — escapou.
A orientação do governador aos integrantes do primeiro escalão foi direta: eles poderiam ter suas preferências políticas — direito que, claro, é de qualquer cidadão. Mas não era para subir em palanque eleitoral nem pedir votos. Muito menos usar a máquina.
E Danielle fez as três coisas.
As publicações ligam diretamente sua atuação na secretaria de Cultura à candidatura de Áureo e trazem nome, número de urna e pedido de voto para o deputado.
O que diz Danielle
A assessoria da Secretaria Estadual de Cultura enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, esclarece que sua participação em atos de campanha ocorreu exclusivamente fora do seu horário de expediente, em caráter estritamente pessoal e no pleno exercício de seus direitos políticos como cidadã, para apoiar a candidatura de seu irmão, o deputado federal Áureo Ribeiro.
A atuação autorizada pelo governador, compreendendo o limite entre o exercício da função pública e a liberdade de manifestação individual em redes sociais privadas e eventos fora do horário de trabalho.
A Secretária reitera que nenhum recurso ou estrutura do Governo do Estado foi utilizado na ação e que a manifestação não configura qualquer ilegalidade. A associação citada reflete a atuação parlamentar histórica do deputado Áureo Ribeiro em prol do setor cultural no Estado do Rio de Janeiro — como coautor da Lei Aldir Blanc, autor da emenda de prorrogação da Lei Paulo Gustavo e autor do Projeto de Lei nº 3.090/2023 (Desenrola da Cultura)”.
Comments 1
Vai ser a maior derrota da direita no Brasil inteiro, com essa chapa Douglas Ruas e Rogério Lisboa. Ao Cláudio castro, pode dar adeus a sua tão sonhada vaga na câmara Alta, mesmo estando liderando as pesquisas. Alguém tem dúvidas que esquerda ” sem Flavio concorrendo a reeleição” não vai fazer um senador? A soberba dos dirigentes que comandam o estado, achando que indicando qualquer um , os eleitores da direita os seguiram. Temo que essa teimosia em manter nomes sem expressão política, pra concorrer as eleições seja ela indireta e direta custe cara a candidatura majoritária pra presidência da República. Enquanto isso, Filipe Cury, pavimentando seu nome com atitudes , e respeito dos policiais, que não tem o mesmo apreço pelo governador.