A disputa eleitoral de 2026 no Rio de Janeiro revela um retrato profissional bastante diversificado entre os candidatos, mas com alguns grupos ocupando um espaço maior que outros.
Um levantamento realizado com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, entre as 2.016 candidaturas do estado, a categoria isolada mais numerosa é a genérica “Outros”, com 323 nomes.
Profissões mais declaradas
Entre as ocupações definidas mais frequentes, os empresários lideram a lista, com 253 candidatos (12,55%), seguidos pelos advogados, que somam 138 registros (6,84%).
Os dados também mostram a forte presença de profissionais já inseridos em cargos políticos eletivos: 84 candidatos declararam a ocupação de deputado e 65 a de vereador.
O número de policiais militares da ativa na lista chega a 62 candidatos e, ao considerá-los juntos de policiais civis, bombeiros militares e militares reformados, o grupo ligado à segurança reúne pelo menos 123 candidatos, o equivalente a 6,1% do total.
| Ocupação declarada |
Candidatos |
% das 2.016 candidaturas |
| Demais ocupações |
682 |
33,83% |
| Outros |
323 |
16,02% |
| Empresário |
253 |
12,55% |
| Advogado |
138 |
6,84% |
| Deputado |
84 |
4,17% |
| Estudante/bolsista/estagiário |
66 |
3,27% |
| Vereador |
65 |
3,22% |
| Policial militar |
62 |
3,07% |
| Aposentado, exceto servidor |
61 |
3,03% |
| Comerciante |
61 |
3,03% |
| Servidor público estadual |
56 |
2,78% |
| Servidor público municipal |
54 |
2,68% |
| Médico |
40 |
1,98% |
| Administrador |
36 |
1,79% |
| Militar reformado |
35 |
1,74% |
| TOTAL |
2.016 |
100% |
Empresários dominam as candidaturas
Os empresários lideram com folga a lista das ocupações declaradas ao TSE. São 253 candidatos, enquanto outros 61 se identificaram como comerciantes.
Juntos, os dois grupos somam 314 candidaturas, o equivalente a 15,6% da base analisada.
Forças armadas na disputa eleitoral
A segurança pública também aparece como uma das principais portas de entrada para a política fluminense em 2026.
Além dos 62 candidatos que se declaram policiais militares da ativa, outros 35dizem ser militares reformados. Ao incluir policiais civis e bombeiros militares, o número chega a pelo menos 123 candidaturas diretamente vinculadas às corporações de segurança ou às Forças Armadas.
A influência militar não se limita ao campo da ocupação. Uma busca textual nos nomes registrados para a urna identificou referências frequentes a patentes e cargos, como coronel, major, sargento, delegado, capitão e tenente.
Em muitos casos, a trajetória profissional transforma-se em um dos principais elementos da estratégia eleitoral.
Advogados, professores e médicos mantêm espaço tradicional
Profissões historicamente associadas à vida pública continuam ocupando posições relevantes na disputa eleitoral.
Os advogados representam o terceiro maior grupo, com 138 candidatos, o equivalente a 6,8% do total analisado. A área da educação reúne pelo menos 73 candidaturas relacionadas à docência, enquanto 40 candidatos se declararam médicos.
Nesses casos, a profissão funciona como uma credencial política e ajuda a reforçar a imagem que o candidato pretende transmitir ao eleitor.
A estratégia também aparece nos nomes de urna. O levantamento identificou 109 ocorrências de termos como “Dr.”, “Dra.”, “Doutor” e “Doutora”, além de 58 referências a “Professor” e “Professora”. Também foram registradas 31 candidatos com as credenciais de “Pastor” e “Pastora”.
A reorganização das ocupações em grandes grupos permite visualizar, com mais clareza, quais segmentos concentram o maior número de candidaturas nas eleições fluminenses. Confira:

Comments 2
Opinião:
O “nervosinho” surtou de novo. Chamando os outros de delinquentes, como se ninguém lembrasse quem segurou sua mão lá atrás. O desespero bate quando a casa começa a cair — e o tom sobe pra tentar desviar o foco.
Só falta agora ele mirar no próprio criador… aquele que teve que engolir o orgulho e entubar o ex-pupilo em nome da tal fidelidade partidária. Mas, verdade seja dita, talvez tenha sido o primeiro a sacar que o “moço” era só mais um falso amigo cuidando do próprio umbigo.
Quem conhece os bastidores sabe: não é a primeira vez que ele cospe no prato que comeu. Nem será a última.
Segundo a revista Veja, os filhos do Eduardo Paes foram estudar em um dos colégios mais caros do mundo, nos EUA. E ele não processou a revista, porque é a pura verdade.