Ouvi conhecido analista político dizer que ficou surpreso por Flávio Bolsonaro superar Lula no primeiro turno da eleição presidencial. Surpresa pra você também? Então, amigo, você não teve tempo ou interesse para acompanhar os acontecimentos, ou não teve acesso às informações isentas dos radicalismos ideológicos das bolhas. Porque, meu caro, a única surpresa é ainda ter analistas políticos achando que Flávio ganhou quando, na verdade, a campanha do Lula foi que jogou para perder. E isso já saltava aos olhos de quem analisasse os fatos com sobriedade e racionalidade.
E, por favor, não venha me dizer que o marqueteiro do PT foi incompetente, porque só quem não conhece Lula acredita que ele aceita alguma ideia que não seja dele próprio. Talvez aceite se vier da Janja, que, por mais inteligente ou intelectualmente preparada, não tem a menor experiência ou traquejo para deslizar entre as velhas raposas felpudas da política brasileira.
Desde o lançamento do candidato do PL, já se sabia da brutal influência dos pastores das igrejas neopentecostais sobre os seus fiéis seguidores, além da “viralização” boca a boca — sem deixar rastros em redes sociais — de boatos maledicentes, criados por uns poucos pastores mal-intencionados, como o de que “Lula é representante de Satanás e vai oficializar o aborto”.
E qual foi a declaração enfática do candidato do PT para negar aquele absurdo? Alguém ouviu alguma? Durante todo o seu mandato, poucas vezes o governo se aproximou das igrejas, de qualquer igreja, de qualquer religião. Queria o que?
Os lulistas sempre acharam que Flávio seria um candidato incompetente, com um currículo cheio de escândalos desabonadores por demais conhecidos. Por conta disso, talvez com alguma arrogância, não combateram e até estimularam a sua candidatura, deixando-a crescer para evitar o aparecimento de outro candidato mais competente.
“Vamos deixar ele ir tranquilamente até o final da campanha e, aí, nós vamos expor à nação todo o seu passado”, alguém pensou, propôs e foi aceito. Erro crasso. Todo o seu passado era por demais conhecido e foi amainado pela máxima “todos os políticos são iguais”.
Flávio teve a habilidade de esconder o presidente do seu partido e entregar a coordenação da campanha a um político hábil e experiente, que cuidou discretamente de toda a articulação política. Do outro lado, quem era essa figura ao lado do incumbente? Nobody knows, dirão os seguidores de Trump.
A menção ao presidente americano me fez lembrar das conversas à boca pequena de que ele iria influenciar na eleição brasileira. Mais uma vez, a arrogância petista se fez ouvir. “Ninguém vai se meter com a nossa soberania”, disseram, sem se dar conta de que as redes sociais são americanas e apoiadoras do atual governo dos EUA. Como influenciariam? Há mil maneiras para fazer isso, a começar com os mais rudimentares impulsionamentos digitais.
Todos viam que o PL usava as redes sociais para jogar os problemas do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master no colo do Lula, e nada foi feito pela campanha petista para esclarecer que o ministro do STF não era candidato do PT — e que, na verdade, o candidato envolvido com o Master era o Flávio Bolsonaro, que mentiu diversas vezes, dizendo desconhecer Daniel Vorcaro, a quem, comprovadamente, pediu dinheiro e visitou mais de uma vez.
Lula e seus apoiadores ficaram o tempo inteiro lembrando coisas que ele fez em seus governos: Fies, Pronatec, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Farmácia Popular, Luz Para Todos, Bolsa isso, Bolsa aquilo… ou seja, coisas que os eleitores já têm. E eles querem mais! Muito mais! Esses programas já são deles!
Em contraponto, o Flávio, sem passado dignificante, apenas projetou o futuro, prometendo muitas coisas sem, em nenhum momento, detalhar como fazê-lo. “Vou baixar os juros, vou baixar os preços dos alimentos, vou melhorar a saúde…”, sem esquecer o falacioso “vou devolver a liberdade aos brasileiros”. Lula prometia o que os eleitores já tinham, o outro prometia sonhos. E o povo adora sonhar. Deu no que deu.
Agora, com o resultado das eleições para Senado e Câmara Federal, mesmo se ganhar no segundo turno, Lula não governará. O Congresso eleito, mais conservador e extremista do que o anterior, já tinha aprendido a governar por delegação do Jair Bolsonaro e, agora, governará por escolha democrática do povo. Além de não conseguir aprovar nada no Legislativo, Lula poderá sofrer impeachment por alguma “pedalada” inventada.
A extrema direita ideológica está vencendo novamente.
Da última vez ficaram no poder de 1964 a 1985.
Comentários 8
Simples, enquanto não é criado uma lei para atender a demanda , que as autoridades, através da PM e GM, façam a repressão necessária para acabar a bagunça, pois, infelizmente, outras muitas vidas vão ser perdidas por causa desses ciclomotores. Os que usam, não tem a menor noção e condição de andarem no meio do trânsito…
Nuncca vi ciclomotor tirando vida nenhuma, isso é balela. Quem tirou a vida da motorista de ciclomotor e do filho foi o motorista de onibus que passou por cima dela, e ainda disse que foi um carro que fechou ela, fato desmentido nos videos divulgados posteriormente,
Sempre fixam leis sem consultar jurídico e sem embasamento constitucional. Autopropelidos e bicicletas elétricas estão já normatizados pelo Contran norma de número 996 . Autopropelidos com velocidade de até 32km, entre eixos de 1,30 metros e 70 cm ente ponta a ponta do guidão não será submetido a emplacamento e nao necessitará de habilitação. Bicicleta elétrica com pedal não necessitam de emplacamento ou habilitação. No tocante onde podem transitar ,ai sim , essa norma pode ser fixada pelas prefeituras. Ou seja ,se você for parado e quererem impor tal norma municipal de exigir emplacamento ou habilitação, explique ao Guarda a norma Federal que se sobrepõe a municipal norma Contran 996.
Infelizmente duas pessoas morreram andando na rua de veículo autopropelido. A solução da prefeitura para o caso foi tirar os veículos auto propelidos da ciclovia e colocar todo mundo na rua. Será que impedirá que novas mortes aconteçam?
Vão tirar das ciclovias os ciclomotores e vão colocar aonde a mulher e a criança foram atropelados. Não consigo ver a lógica nisso. Era sim para proibir de transitar em ruas aonde tivessem ciclovias e não proibir aonde tem ciclovias, querem o que? Mais mortes? Ainda bem que não sou do município do Rio. Espero que outros prefeitos do Estado não façam essa burrada do filhote do Paes.
Infelizmente a prefeitura como sempre está pensando apenas em arrecadação! E nem procurou saber juridicamente se pode. Como sempre fazendo besteira!
Tudo que está ocorrendo mostra a necessidade de ter políticos melhores. A maioria é ignorante não tem estudos e criam leias que vão mudar a vida do nosso povo. O problema está na qualidade dos políticos. Enquanto não resolver isso a coisa só piora
Primeira mente, a condutora da motinha elétrica, estava sem capacete, andando no lado direito, segundo estava com uma criança na garupa tbm sem capacete, pra finalizar não tinha nenhum carro preto conforme foi anunciado, simplesmente ela se assustou e desequilibrou, simplesmente ela foi imprudente. Eu tenho motinha elétrica a dois anos ,nunca sofri um acidente sequer ,andando no máximo a 32 km ,sempre no lado direito e usando sempre capacete ,mais uma vez ela ignorou sua própria segurança e do filho ,resultando nessa tragédia causada por ela ,não tem outra explicação.