No palanque lotado por ministros e parlamentares petistas, o deputado federal Caio Vianna (PSD), aliado do prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), foi contar um segredo ao pé do ouvido do presidente Lula (PT) nesta segunda-feira (14).
Disse o moço que o alcaide não era só filho do casal Rosinha e Anthony Garotinho, mas também o futuro vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) na disputa pelo governo do estado. Há testemunha: a deputada federal Laura Carneiro (PSD) viu a cena e ainda botou fé na conversa.
Lula olhou, espantado.
E Wladimir só riu. Não disse que sim, nem que não.
O presidente Lula e o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, conversam no palanque da inauguração do novo campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Campos – Foto: Reprodução das redes sociais
Lula defendeu Wladimir Garotinho das vaias dos petistas
Impossível o Wladimir renunciar para apoiar o herdeiro político do Sérgio Cabral. As práticas são outras. O Eduardo Paes privatizou hospitais como o Souza Aguiar e Andaraí.
Duque de Caxias acaba de realizar uma façanha diplomática: exportou um deputado para os Estados Unidos. Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, nascido na Baixada Fluminense, foi eleito nesta terça-feira (3) para a Câmara dos Representantes da Flórida, pelo Partido Democrata. Recebeu 49.752 votos, equivalentes a 62,41% dos votos, e derrotou a republicana Bonnie Jackson. É o primeiro brasileiro eleito para o Legislativo estadual da Flórida.
A trajetória desafia qualquer roteiro político convencional. Felipe chegou aos Estados Unidos aos 14 anos, viveu cerca de 15 anos sem documentação migratória regular, conquistou a cidadania americana e agora será deputado estadual. Saiu de Caxias, atravessou a burocracia migratória americana e chegou ao Parlamento.
No Brasil, provavelmente ainda estaria tentando descobrir quem controla o diretório municipal do partido.
A eleição também produz um paradoxo para a política americana: enquanto Donald Trump defende o endurecimento das regras migratórias, um brasileiro que já viveu sem documentos acaba de conquistar, pelo voto, uma cadeira no Legislativo de um dos estados mais associados ao trumpismo. E não foi por uma margem apertada: venceu com mais de 62% dos votos.
O caso inaugura uma nova modalidade de exportação brasileira. Depois de petróleo, minério de ferro, café e jogadores de futebol, a Baixada Fluminense passa a fornecer parlamentares para o mercado americano. A diplomacia brasileira ainda não informou se deputados serão incluídos na balança comercial.
O Tempo Surreal não conseguiu confirmar se o Parlamento da Flórida está preparado para receber um deputado de Duque de Caxias. Mas uma coisa é certa: depois de sobreviver à Washington Luís, à imigração americana e a uma eleição nos Estados Unidos, Felipe dificilmente se intimidará com uma sessão legislativa em Tallahassee.
No fim, o sonho americano ganhou uma versão inesperada: o sonho caxiense.
A Baixada, que já exportava trabalhadores, artistas e jogadores, agora também exporta deputados. E, aparentemente, sem precisar de incentivo fiscal.
O prédio histórico da Agência Central dos Correios, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, vai passar por intervenções para conter o avanço da deterioração e viabilizar sua restauração.
A estatal disponibilizou cerca de R$ 1,27 milhão para a reforma emergencial do telhado e a atualização dos projetos de arquitetura e engenharia necessários à recuperação do imóvel histórico após um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
Do total, R$ 570 mil foram destinados, em 18 de setembro de 2026, às intervenções na cobertura. Outros R$ 700 mil foram liberados quatro dias depois para a atualização dos projetos executivos. Os valores e as providências foram comunicados pelos Correios à Justiça Federal.
Imóvel tombado sofre com deterioração
A destinação dos recursos foi viabilizada depois de anos de entraves administrativos e orçamentários que impediram a recuperação do prédio. O processo está na fase de cumprimento de sentença de uma ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2017. Para tentar destravar as obras, o órgão propôs o encaminhamento do caso ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc Ambiental).
Em audiência realizada em agosto deste ano, a procuradora da República Luciana Gadelha cobrou a liberação dos recursos e a adoção de medidas para evitar o agravamento dos danos à construção. Na ocasião, a Justiça Federal determinou que a Diretoria de Administração dos Correios informasse quando disponibilizaria os valores para a elaboração do projeto executivo e as intervenções emergenciais.
Na audiência seguinte, em outubro, os Correios confirmaram a obtenção dos recursos e informaram que já haviam iniciado os levantamentos técnicos para contratar as obras. A estatal também comunicou que será necessária a substituição integral do telhado e das telhas. As especificações dos materiais serão definidas em conjunto com o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), para preservar as características históricas do imóvel.
Risco de agravamento dos danos
A urgência das intervenções foi apontada em um laudo técnico dos próprios Correios, que identificou infiltrações graves, deterioração dos revestimentos e risco de colapso parcial do forro do pavimento superior. O projeto emergencial também prevê medidas para proteger a claraboia artística e o vitral do prédio, estruturas de elevado valor histórico.
Datada do início do século XX, a edificação de características neoclássicas e coloniais é tombada pelo patrimônio estadual e representa um marco da memória urbana de Petrópolis.
Para acompanhar o cumprimento das obrigações, a juíza Ana Carolina Vieira de Carvalho estabeleceu prazo de 45 dias para que os Correios comprovem o andamento das contratações do projeto executivo e das intervenções na cobertura.
A dona da maior cobertura do Brasil, que ganhou novos holofotes com o lançamento da série brasileira ‘Dom de Iludir’ na última semana, acredita que a aparição na produção audiovisual da Netflix pode dar um “empurrãozinho” na venda de seu imóvel.
O comprador interessado precisará desembolsar cerca de R$ 50 milhões para adquirir a propriedade que possui uma área de quase 4 mil metros quadrados e que está localizada no Edifício Tucumã, no Flamengo. O triplex inclusive já pertenceu à família Guinle, uma das dinastias mais ricas e influentes da história do Brasil.
Hoje a cobertura é da socialite Angela Fragoso Pires, viúva do empresário José Carlos Fragoso Pires, ex-presidente do Jockey Club Brasileiro. Ela tenta vender o imóvel há mais de cinco anos e vê na série estrelada por Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costta uma oportunidade de colocar ainda mais em evidência seu triplex de cinco suítes, dez banheiros, elevador privativo e garagem para até 12 carros.
À reportagem da Veja Rio, Angela disse que apesar de ter o costume de alugar a propriedade para produções audiovisuais, continua com a vontade de vender o apartamento, que ela considera “um ícone do Rio”.
Além da aparição em “Dom de Iludir”, o imóvel já estrelou produções como as novelas “O Outro Lado do Paraíso” e “Amor de Mãe”, da TV Globo, e as séries “Nada Será Como Antes”, do Globoplay, e “Dom”, do Prime Video.
Dom de Iludir
Na série da Netflix que estreou no dia 28 de outubro, Marieta Severo vive a colecionadora de obras de arte Lúcia Rossetti, que tem uma relação turbulenta com a filha, Maíra (Alice Wegmann). O destino das duas se entrelaça com a misteriosa Irina (Nanda Costa), dando início a uma história de suspense.
O Ibama credenciou o Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu como Área de Soltura de Animais Silvestres. Com cerca de 1.100 hectares de área verde, o espaço foi escolhido por reunir condições ambientais favoráveis à sobrevivência das espécies. A primeira soltura oficial após a habilitação aconteceu nesta quinta-feira (5), com mais de 20 animais, entre aves e répteis.
Foram devolvidos à natureza jacus, canários-da-terra, tizius, coleiros, teiú e jiboia. Antes da soltura, os animais passaram por tratamento e avaliação no Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Seropédica, até serem considerados aptos. Com o credenciamento, Nova Iguaçu passa a integrar uma rede que já contava com outras 28 áreas de soltura no estado do Rio de Janeiro.
“Nova Iguaçu dá um passo importante na proteção da nossa fauna. Há anos atuamos no resgate de animais silvestres mantidos em condições inadequadas e agora temos a satisfação de vê-los retornar à natureza aqui mesmo, no nosso município. Esse reconhecimento reforça a importância da preservação do parque e o nosso compromisso com o meio ambiente”, destacou o secretário interino de Agricultura e Meio Ambiente, Edgar Martins.
A escolha do parque ocorreu após vistorias e avaliações técnicas do Ibama, que avaliou a oferta de alimentos, água, abrigos naturais e condições de segurança para os animais. Localizada no maciço do Gericinó-Mendanha, a unidade de conservação abriga remanescentes de Mata Atlântica e integra um conjunto de áreas protegidas.
A analista ambiental do Ibama Cássia Santos Camillo, lotada em Seropédica, disse que o bom estado de conservação da área foi determinante para o credenciamento.
“Escolhemos o parque porque é uma área bem preservada, onde os animais estarão seguros. Antes de cadastrar uma área de soltura, fazemos uma vistoria para verificar se existem condições de abrigo, alimentação e hidratação para que os animais consigam sobreviver sozinhos na natureza. O parque reúne todas essas qualidades”, explicou.
A quinta e última etapa da Campanha Anual de Vacinação Antirrábica gratuita para cães e gatos, promovida pela Prefeitura do Rio por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA), está marcada para este sábado (7) na Zona Oeste da cidade.
Ao todo, serão 88 postos de vacinação gratuita, das 9h às 17h, nos bairros de Santa Cruz, Paciência, Palmares, Jesuítas, Urucânia, Sepetiba, Guaratiba, Pedra de Guaratiba e Barra de Guaratiba.
A relação completa dos locais de campanha podem ser encontrados clicando aqui.
Orientações aos tutores
Para garantir a segurança dos animais, dos tutores e das equipes de vacinação, a prefeitura orienta que os cães sejam levados aos postos com coleiras e guias curtas. Já os gatos devem ser transportados em caixas apropriadas, também com coleiras.
Os animais agressivos devem utilizar obrigatoriamente focinheira e guia curta. A prefeitura também estabelece que o responsável pelo animal seja maior de 18 anos.
Não serão vacinados animais com menos de três meses de idade e também não serão fornecidas doses para aplicação por terceiros. A vacinação deverá ser realizada exclusivamente nos postos oficiais da campanha.
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói receberá uma instalação artística que convida visitantes a subirem em sua cobertura para apreciação da Baía de Guanabara e da “Cidade Sorriso”. A experiência será oferecida a partir deste sábado (07) e estará disponível até o dia 22 de novembro, data de aniversário da cidade.
A instalação “De onde não se vê”, desenvolvida e montada pelo estúdio de arquitetura gru.a e assinada pelo arquiteto Pedro Varella, transforma o teto do museu em um espaço de experiência em que os turistas terão a oportunidade de redescobrir Niterói por outro ângulo.
MAC completa 30 anos
Esta não é primeira vez que a cobertura do icônico cartão-postal niteroiense estará aberta a visitações. Em 2017, o MAC também recebeu a obra imersiva, que agora retorna ao mesmo espaço como parte da programação que celebra os 30 anos do museu projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
O Museu de Arte Contemporânea foi inaugurado em setembro de 1996 e tornou-se um marco da arquitetura moderna mundial, sendo considerado uma das sete maravilhas do Mundo em museus pela mídia especializada.
Ingressos serão distribuídos presencialmente
As visitas vão estar disponíveis de terça a domingo e serão divididas em grupos de 15 pessoas, com duração de 15 minutos cada. Haverá intervalos de dez minutos entre as subidas, que começam às 10h e terminam às 17h20 (com pausa de 13h às 14h). As senhas serão distribuídas presencialmente em quatro horários: 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30, por ordem de chegada.
Em caso de chuva ou ventos fortes, as visitações poderão ser suspensas. É proibida a entrada de menores de 12 anos e adolescentes de 12 a 17 anos só podem participar na presença ou com autorização do responsável.
Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada) e incluem visita a outras exposições em cartaz no museu.
A cidade costeira de Macaé, no Norte Fluminense, foi invadida por um tsunami de fofoca depois que o vereador Rond Macaé (PSDB) comemorou a aprovação de uma lei municipal que, entre outras coisas, que restringe o uso de banheiros femininos públicos e privados a “mulheres biológicas”. A mulher trans Gabrielly Fernandes aproveitou a onda de exposed que começou nas eleições e foi às redes protestar e publicou um print que supostamente seria de uma conversa privada com o político.
Gabrielly, que costuma se afrontosa nas redes sociais, jogou polêmica no ventilador. Foto: Reprodução
“Sério, se eu fosse ele, eu pegava esse documento, eu rasgava, entendeu? E ó, esquece as trans pra lá, porque ele se meteu, meu amor, num ninho que ele não tem nem noção do tamanho da p…. Tem certeza que vocês querem as trans usando banheiro masculino? Vão se arrepender amargamente”, provocou Gabrielly.
No print onde aparece a suposta conversa com o vereador, está uma mensagem atribuída a ele dizendo: “descostas (sic) você é muito bonita”. O vereador foi procurado pelo TEMPO REAL para falar sobre a polêmica. Uma funcionária do seu gabinete disse que ele seria informado sobre o assunto.
A polêmica gira em torno da lei municipal 5.632/2026, sancionada pelo prefeito Welberth Rezende (PSD) e publicada no Diário Oficial, que institui uma Política Municipal de Proteção da Mulher. A criação e posterior sanção da lei geraram críticas de vários setores na cidade. A lei prevê fiscalização dos banheiros por parte da prefeitura e também a realização de ações educativas.
Gabrielly faz sucessos com seus posts provocativos. Ela costuma postar frases como “para ser galinha tem que nascer pinto” e “na selva é a leoa que caça”.
Rond Macaé se apresenta no Instagram como cristão, casado e pai de dois filhos. Ele festejou a aprovação do projeto e se disse “defensor da família”, o que justificaria sua argumentação em favor de reservar o banheiro feminino apenas às “mulheres biológicas”.
“Foi sancionada a Lei de 5.632 de 2026, onde institui a política municipal de proteção às mulheres. É uma causa que eu luto, presidente, tá? É uma causa em qual eu acho que é o defensor da família. Então, esse é um direito meu, hoje, parlamentar, e eu mantenho. Agradeço ao prefeito por implantar essa lei em nosso município, e assim nós vamos permanecer até o final, votando junto. A lei garante a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas, resguardando seus direitos e evitando qualquer tipo de constrangimento, importunação e insegurança”.
Como quem já prevê polêmica no caminho, o vereador fez questão de dizer que não é preconceituoso:
“Eu também não posso agradar a um, desagradar a outro, porque as mulheres biológicas, elas também se sentem lesadas nesse caso. E aí quem vai amparar? Não temos a intenção de causar nenhum constrangimento ou discriminação às mulheres trans. Queremos apenas preservar o direito das mulheres biológicas”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a condenação de Washington Reis (MDB) decorrente de crime ambiental. Na sessão plenária desta quinta-feira (5), a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Corte, Edson Fachin, acompanharam o relator, ministro Flávio Dino, e votaram contra o recurso apresentado pela defesa do ex-prefeito de Duque de Caxias. Com isso, o placar ficou em 6 a 3 pela manutenção da condenação.
Cármen Lúcia acompanhou integralmente o relator, Flávio Dino. Ao justificar o voto, afirmou que os danos ambientais foram comprovados por documentos e laudos técnicos anexados ao processo e que a defesa não conseguiu afastar essas evidências.
A ministra também citou um entendimento apresentado anteriormente por Gilmar Mendes, segundo o qual a redução da faixa de amortecimento prevista em resolução do Conama não descaracterizou o crime.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou em seu voto que a materialidade dos crimes ambientais foi amplamente demonstrada ao longo do processo, por meio de laudos técnicos, relatórios de fiscalização e perícia da Polícia Federal.
Fachin também rejeitou o argumento da defesa de que as intervenções ocorreram apenas em uma área periférica da unidade de conservação. Segundo o ministro, as provas técnicas demonstram que o loteamento atingiu de forma relevante a própria área protegida.
O ministro Luiz Fux, que havia pedido vista e interrompido a análise do caso no início do ano, acompanhou a divergência de Mendonça nesta quinta. Em seu voto, afirmou que a condenação não decorreu de dano causado diretamente a uma unidade de conservação, mas de intervenções em uma área que, à época, integrava a zona de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá.
Fux argumentou que as alterações nas normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em 2010, não representaram apenas uma mudança administrativa, mas modificaram a extensão territorial abrangida pela proibição penal. O ministro Kassio Nunes Marques, que votou logo após Fux, acompanhou o entendimento do colega e de Mendonça, sem se estender em seu voto.
O ministro Dias Toffoli não participa do julgamento por ter declarado suspeição.
Washington Reis recorre após condenação pela Segunda Turma do STF
O recurso de Washington Reis tentou reverter a decisão da Segunda Turma do STF, que o condenou por crime ambiental no caso da criação do loteamento Vila Verde, executado entre 2005 e 2009 na zona de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá.
A defesa do ex-prefeito de Caxias defendeu que a conduta de Reis teria deixado de ser crime após alterações em normas do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) em 2010, que reduziram de 10 km para 3 km a faixa de amortecimento ao redor da unidade de conservação.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) negou pedido do PL para tirar do ar o canal de WhatsApp “Exército do Dudu”, que pede a realização de segundo turno na eleição para governador do Rio. O candidato do PL, Douglas Ruas, venceu no primeiro turno após a retotalização dos votos, depois que a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) foi indeferida.
Na decisão, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas, corregedor do TRE-RJ, entendeu que as ações do canal estão amparadas na liberdade de expressão:
“As manifestações ocorreram todas depois da votação de 4 de outubro. Como o resultado já foi homologado e proclamou Douglas Ruas vencedor, a circulação de opiniões no WhatsApp não tem poder real de influenciar a vontade já depositada pelos eleitores nas urnas nem altera por si só a decisão jurisdicional”, escreveu o desembargador.
Ele acrescentou, ainda, que “derrubar um canal com cerca de 60 mil membros calaria indiscriminadamente manifestações legítimas dos cidadãos”.
Mesmo tendo negado o pedido, o desembargador aceitou iniciar o processo de investigação contra Eduardo Paes e seus apoiadores.
Em seu pedido, o PL argumentou que o canal foi usado para mobilizar apoiadores de Paes e divulgar conteúdos que questionam a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno. A ação inclui ainda entre os investigados o deputado federal eleito Renan Ferreirinha (PSD), o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, e a deputada estadual eleita Joyce Trindade (PSD).
Na ação, o partido de Douglas Ruas também pediu a retirada das publicações que a Justiça considerar irregulares. O partido solicitou ainda que a Meta, proprietária do WhatsApp, preserve os registros do canal e forneça informações que ajudem a identificar seus criadores e administradores.
Felipe Sousa-Lazaballet, nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi eleito deputado por um distrito da Flórida, nos Estados Unidos, e será o primeiro brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado norte-americano.
O caxiense deixou o Brasil aos 14 anos, rumo a Miami, sem saber inglês e sem documentos de imigração, em busca do sonho americano. Apesar de ter alcançado muito além de seus objetivos iniciais, o fluminense terá uma remuneração como deputado norte-americano muito menor do que receberia caso tivesse sido eleito em seu estado de nascimento.
Pelo novo cargo, Felipe vai receber US$ 29.697 por ano, o equivalente a cerca de R$ 163,6 mil. O valor está congelado desde 2010 e representa pouco mais de um terço da remuneração anual dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que recebem R$ 452 mil anuais, levando em consideração o salário bruto.
A diferença é de aproximadamente R$ 288 mil — ou 2,76 vezes menor — por ano. Em dólares, enquanto um parlamentar da Flórida recebe o equivalente a US$ 29,7 mil anuais, um deputado estadual fluminense ganha cerca de US$ 82,7 mil.
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Impossível o Wladimir renunciar para apoiar o herdeiro político do Sérgio Cabral. As práticas são outras. O Eduardo Paes privatizou hospitais como o Souza Aguiar e Andaraí.