A cidade costeira de Macaé, no Norte Fluminense, foi invadida por um tsunami de fofoca depois que o vereador Rond Macaé (PSDB) comemorou a aprovação de uma lei municipal que, entre outras coisas, que restringe o uso de banheiros femininos públicos e privados a “mulheres biológicas”. A mulher trans Gabrielly Fernandes aproveitou a onda de exposed que começou nas eleições e foi às redes protestar e publicou um print que supostamente seria de uma conversa privada com o político.

“Sério, se eu fosse ele, eu pegava esse documento, eu rasgava, entendeu? E ó, esquece as trans pra lá, porque ele se meteu, meu amor, num ninho que ele não tem nem noção do tamanho da p…. Tem certeza que vocês querem as trans usando banheiro masculino? Vão se arrepender amargamente”, provocou Gabrielly.
No print onde aparece a suposta conversa com o vereador, está uma mensagem atribuída a ele dizendo: “descostas (sic) você é muito bonita”. O vereador foi procurado pelo TEMPO REAL para falar sobre a polêmica. Uma funcionária do seu gabinete disse que ele seria informado sobre o assunto.
A polêmica gira em torno da lei municipal 5.632/2026, sancionada pelo prefeito Welberth Rezende (PSD) e publicada no Diário Oficial, que institui uma Política Municipal de Proteção da Mulher. A criação e posterior sanção da lei geraram críticas de vários setores na cidade. A lei prevê fiscalização dos banheiros por parte da prefeitura e também a realização de ações educativas.
Gabrielly faz sucessos com seus posts provocativos. Ela costuma postar frases como “para ser galinha tem que nascer pinto” e “na selva é a leoa que caça”.
Rond Macaé se apresenta no Instagram como cristão, casado e pai de dois filhos. Ele festejou a aprovação do projeto e se disse “defensor da família”, o que justificaria sua argumentação em favor de reservar o banheiro feminino apenas às “mulheres biológicas”.
“Foi sancionada a Lei de 5.632 de 2026, onde institui a política municipal de proteção às mulheres. É uma causa que eu luto, presidente, tá? É uma causa em qual eu acho que é o defensor da família. Então, esse é um direito meu, hoje, parlamentar, e eu mantenho. Agradeço ao prefeito por implantar essa lei em nosso município, e assim nós vamos permanecer até o final, votando junto. A lei garante a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas, resguardando seus direitos e evitando qualquer tipo de constrangimento, importunação e insegurança”.
Como quem já prevê polêmica no caminho, o vereador fez questão de dizer que não é preconceituoso:
“Eu também não posso agradar a um, desagradar a outro, porque as mulheres biológicas, elas também se sentem lesadas nesse caso. E aí quem vai amparar? Não temos a intenção de causar nenhum constrangimento ou discriminação às mulheres trans. Queremos apenas preservar o direito das mulheres biológicas”.




















































