A Prefeitura de Paracambi, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, celebrou o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, nesta quarta-feira, anunciando uma série de iniciativas que serão realizadas ao longo do mês de abril. O prefeito Andrezinho Ceciliano (PT) e a secretária Lorena Madrinha estão à frente das ações, que visam promover a inclusão e sensibilizar a população sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Entre as principais atividades programadas está programa Paracambi Anticapacitista. O projeto tem como objetivo conscientizar a população sobre o capacitismo e fomentar a acessibilidade em todos os espaços públicos da cidade. A iniciativa busca transformar Paracambi em um município mais inclusivo, utilizando diversos meios de comunicação para promover informação acessível e respeito à diversidade.
“Estamos empenhados em tornar Paracambi uma cidade mais inclusiva e acessível para todos. O programa Paracambi Anticapacitista é um passo importante nessa direção, promovendo a conscientização e garantindo que todos tenham acesso igualitário aos espaços públicos”, disse a secretária municipal de Direitos Humanos, Lorena Zacarias.
Outra ação relevante é o evento “Vencendo o cansaço e o desafio de uma mãe atípica”, que será realizado no dia 29 de abril. O encontro tem como propósito fortalecer a autoestima dos cuidadores de crianças atípicas, além de oferecer orientações e apoio às famílias, reforçando a importância da rede de suporte para aqueles que convivem diretamente com o TEA.
“Nosso governo está comprometido com políticas públicas que promovam a inclusão e garantam direitos às pessoas autistas e suas famílias. Queremos que Paracambi seja referência em acolhimento e respeito à diversidade”, destacou o prefeito Andrezinho Ceciliano.
Missas, cultos, homenagens e serviços especiais vão marcar o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (02), em cidades da Região Metropolitana do Rio. Em Itaboraí, a programação inclui distribuição de rosas, revoada de balões e atividades religiosas. Já em Niterói, São Gonçalo e Maricá, os cemitérios terão horários ampliado ou ajustes nos horários de visitação para receber familiares e visitantes, além de celebrações em memória dos entes queridos.
Itaboraí terá missas, culto e homenagem na Árvore da Saudade
No Cemitério Parque da Paz, em Itaboraí, a programação especial começa às 07h e seguirá até as 17h, horário previsto para o fechamento dos portões.
As atividades religiosas começam às 08h, com o Terço de São Jorge. Às 09h, será celebrada uma missa pelo padre João Paulo. Já às 12h30, o pastor Izael, da Primeira Igreja Batista de Venda das Pedras, conduzirá um culto.
Após as celebrações, haverá distribuição de rosas e a tradicional revoada de balões, que contará também com um exemplar em formato de terço. Outro destaque será a Árvore da Saudade, espaço destinado ao registro de mensagens em homenagem às pessoas falecidas. O cemitério também preparou um cenário especial para fotografias de familiares e amigos.
A expectativa do grupo OAF Assistencial, responsável pela iniciativa, é receber cerca de quatro mil pessoas ao longo do dia.
A programação contará ainda com aferição de pressão arterial e outras ações de acolhimento aos visitantes.
Niterói amplia horário de funcionamento dos cemitérios
Em Niterói, os três cemitérios municipais terão funcionamento ampliado no Dia de Finados. Maruí, no Barreto; São Francisco Xavier, em Charitas; e São Lázaro, em Itaipu, abrirão das 06h às 18h.
As missas no Cemitério do Maruí serão realizadas às 8h, 10h, 12h e 15h. No Parque da Colina, em Pendotiba, haverá celebrações às 10h e às 16h. Já nos cemitérios São Lázaro e São Francisco Xavier, além do Memorial Campo da Paz, em Várzea das Moças, as missas estão marcadas para as 11h.
A prefeitura também preparou uma operação especial, com reforço na limpeza, equipes de apoio, postos de hidratação e instalação de banheiros, inclusive acessíveis, nos cemitérios municipais.
São Gonçalo terá celebrações em diferentes cemitérios da cidade
Em São Gonçalo, o Cemitério Municipal funcionará das 07h às 17h, enquanto o Cemitério Municipal São Miguel abrirá das 08h às 17h. O Memorial Parque Nycteroy, no Laranjal, terá horário ampliado, das 07h às 18h.
A programação religiosa inclui missas em diferentes pontos da cidade. No Parque Nycteroy, as celebrações serão às 08h, 10h e 16h. No Parque da Paz, no Pacheco, haverá missas às 10h e às 15h.
No Cemitério Municipal de Ipiíba, em Santa Izabel, a programação começa às 09h. Já nos cemitérios São Miguel e São Gonçalo, as celebrações estão previstas para as 8h30, 10h30 e 15h.
Maricá terá missa no Cemitério Municipal
Já em Maricá, a homenagem aos fiéis falecidos será marcada por uma missa às 09h no Cemitério Municipal Campo Santo Cônego Batalha. A celebração integra a programação divulgada pela Arquidiocese de Niterói para o Dia de Finados.
Com a expectativa de receber milhares de pessoas, os cemitérios da Região Metropolitana devem concentrar o movimento ao longo de toda a segunda-feira (02). A recomendação é que os visitantes verifiquem os horários de funcionamento e das celebrações antes de sair de casa, para organizar a visita e prestar suas homenagens com tranquilidade.
Os botos-cinza estampam o brasão da capital do estado do Rio há mais de 120 anos. Nesse intervalo de tempo, a população real dessa espécie nas águas fluminenses enfrentou altos e baixos, mas segue resistindo. No começo de 2026, dois novos filhotes foram avistados na Baía de Guanabara, apesar dos índices de declínio populacional.
Mesmo ameaçados pela poluição na baía e em risco de extinção, os botos-cinza resistem e intrigam até mesmo os pesquisadores.
O pesquisador, porém, destaca que o nascimento dos botos-cinza é um fenômeno anual e que não necessariamente significa que estão menos ameaçados. Filhotes continuam nascendo, mas nem todos sobrevivem ao longo do tempo até que cheguem em idade reprodutiva. A espera é de, no mínimo, seis anos até que os animais estejam maduros o suficiente.
“Os potenciais poluidores da Baía de Guanabara têm caráter químico de diferentes fontes e sonoro. Isso para os botos pode ser crucial para a degradação e perda de habitats importantes para a sua sobrevivência, já que são residentes”, disse o biólogo.
Grupo de botos-cinza na Baía caiu de 400 para 30 em quatro décadas
A primeira estimativa populacional da espécie aconteceu em 1980, quando a população chegava aos 400 habitantes na Baía de Guanabara. Quatro décadas depois, em 2023, eles não ultrapassavam 30. De acordo com o MAQUA-UERJ, a população de botos-cinza da baía é a mais ameaçada de toda a distribuição da espécie.
A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, atualizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima em julho, mudou a classificação dos botos-cinza de “vulnerável” para “em perigo”, uma classificação mais crítica.
A situação é agravada pela poluição da Baía de Guanabara. De acordo com Rafael Carvalho, diferentes atividades na superfície contínua de água, das recreativas às industriais, afetam diretamente a qualidade da Baía.
“As áreas que cercam a baía junto com sua bacia de drenagem compõem diferentes municípios, áreas historicamente ocupadas de forma desordenada e, posteriormente desassistidas pelo poder público, com deficiência em saneamento básico, descarte clandestino de lixo, escoamento de rejeitos industriais, entre outros. Tudo isso tem potencial de terminar na Guanabara, através de escoamento fluvial”, relata o pesquisador.
A poluição sonora também é um fator que prejudica a espécie. Os ruídos subaquáticos causam alterações nas emissões sonoras de cetáceos como os botos-cinza e, por isso, fundeios de navios, trânsito de embarcações, terminais, entre outros, podem prejudicar a vida desses animais.
Botos-cinza vivem melhor em área de proteção
Resistir diante de tamanhas dificuldades é um desafio para a espécie que representa tanto para a cidade do Rio. Hoje a baía tem duas áreas de preservação ambiental: a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim (APA Guapimirim) e a Estação Ecológica da Guanabara (ESEC Guanabara). A APA Guapimirim tem sido o lugar preferido dos botos, uma região na qual as águas são menos sujas e há menos ruído.
Criar ou aumentar esses espaços pode ser importante para que os botos-cinza consigam, enfim, garantir que seus filhotes consigam chegar à idade reprodutiva.
Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara
Mesmo assim, de um turno para outro, ele cresceu bem menos do que o presidente reeleito em algumas das regiões onde venceu, como é o caso de Silva Jardim.
Por lá, Flávio Bolsonaro recebeu exatamente um voto a mais do que havia conquistado no primeiro turno. Nem dois, nem dez, nem cem. Um.
No domingo do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 8.932 votos no município. Três semanas depois, em 25 de outubro, terminou a apuração com exatos 8.933.
Enquanto isso, Lula saltou de 4.450 para 5.434 votos — um crescimento de 984 votos, ou 22,1%.
Diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro diminuiu em Silva Jardim
A diferença entre os dois candidatos, que era de 4.482 votos no primeiro turno, caiu para 3.499 no segundo. O percentual de Lula subiu de 31,16% para 37,82% dos votos válidos.
Já Flávio Bolsonaro passou de 62,55% para 62,18%, apesar do voto adicional. A pequena diferença percentual acontece porque o número de eleitores diminuiu de um turno para outro: foram 14.909 eleitores votando na primeira rodada e 14.805 na segunda, uma redução de 104 pessoas.
Mesmo assim, por lá, Flávio saiu campeão nas urnas de Silva Jardim, situação que não conseguiu repetir em todo o país. Ele obteve 48,21% dos votos válidos de todo o país, contra 51,79% de Lula.
Um dos mais importantes patrimônios paisagísticos do Rio de Janeiro vai se transformar em galeria a céu aberto a partir do dia 29 de novembro. O Sítio Roberto Burle Marx, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, receberá uma exposição do projeto “ABERTO”, com cerca de 90 obras de mais de 65 artistas brasileiros e estrangeiros.
A mostra reúne trabalhos, em sua maioria inéditos, de nomes como Adriana Varejão, Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Lygia Pape, Tunga e Vik Muniz, em uma proposta que aproxima arte contemporânea, arquitetura e natureza.
Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, o sítio foi residência e espaço de experimentação do paisagista Roberto Burle Marx, referência internacional na valorização da flora brasileira. Com mais de 3.500 espécies de plantas tropicais e subtropicais, o local oferece um cenário singular para a exposição, que ocupará diferentes ambientes do complexo e estabelecerá conexões entre as obras e a paisagem criada pelo artista.
O projeto, idealizado por Filipe Assis, tem como proposta transformar espaços de relevância arquitetônica em locais de encontro com a arte. A iniciativa busca apresentar ao público construções históricas e seus elementos arquitetônicos por meio de intervenções e exposições de artistas contemporâneos.
Filipe Assis, fundador da ABERTO, no Sítio Burle Marx, em Guaratiba — Foto: Divulgação
A curadoria da mostra é assinada por Filipe Assis, Kiki Mazzucchelli e Claudia Moreira Salles, que também responde pela cenografia. Lauro Cavalcanti, diretor da Casa Roberto Marinho, participa como curador convidado.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontou um prejuízo de aproximadamente R$ 22,8 milhões em contratos do programa Asfalto na Porta 2, da antiga Secretaria de Estado de Obras (Seobras). As irregularidades foram identificadas em obras de pavimentação e recapeamento realizadas em 2012 e incluem desde pagamentos por serviços executados em quantidade inferior à contratada até cobranças em duplicidade.
O caso foi julgado pelo plenário do TCE-RJ em 5 de agosto de 2026. Em 23 de outubro de 2026, o tribunal publicou, no Diário Oficial, editais que comunicam os atos processuais decorrentes da decisão e abrem prazos para manifestações dos responsáveis.
As publicações estabelecem prazos de 15 dias para determinadas citações e notificações e de 30 dias para a apresentação de recursos contra a decisão que julgou irregulares as contas.
Cinco irregularidades e R$ 22,8 milhões de prejuízo
A investigação teve origem em uma auditoria governamental que resultou na instauração de uma tomada de contas especial. No acórdão nº 026503/2026, referente ao processo nº 114182-6/2018, o TCE-RJ relacionou cinco irregularidades que, juntas, provocaram um dano de aproximadamente R$ 22,8 milhões.
A maior parcela do prejuízo, estimada em R$ 19,1 milhões, decorreu da utilização de quantidade inadequada de CAP, material empregado na composição do asfalto.
Outra irregularidade envolveu o cálculo das distâncias percorridas no transporte de massa asfáltica. Segundo o tribunal, foram consideradas distâncias superiores às devidas, o que resultou em uma diferença de aproximadamente R$ 2,26 milhões.
O TCE-RJ também identificou a medição em duplicidade de serviços de espalhamento manual de concreto betuminoso em dois contratos, além de medições que apontavam uma espessura de recapeamento superior à efetivamente executada.
A quinta irregularidade foi o pagamento, em um contrato posterior, por um serviço defeituoso que já havia sido objeto de outro contrato. Os valores correspondentes a essas três ocorrências foram individualizados no voto que fundamentou a decisão.
Multas ultrapassam R$ 4,3 milhões
Além de apurar o prejuízo, o tribunal aplicou multas individuais a oito responsáveis. Os valores variam de R$ 77,4 mil a mais de R$ 1 milhão:
Responsável
Multa
Luís Antônio Vasques
R$ 1.021.947,73
José Antônio de Melo Portela Filho
R$ 1.021.947,73
Gaspar Antunes de Oliveira Neto
R$ 745.412,14
Carlos Henrique Marcelini Caldeira
R$ 536.179,91
Humberto Dias da Costa
R$ 439.968,46
Sebastião Hygino Rodrigues de Faria
R$ 353.211,28
Osman Duarte de Oliveira
R$ 130.661,88
Carlos Soutinho de Mello
R$ 77.471,88
Total
R$ 4.326.800,01
As multas, que somam R$ 4.326.800,01, não se confundem com os valores que deverão ser ressarcidos aos cofres públicos. A responsabilidade pelo ressarcimento foi distribuída de acordo com as irregularidades, os contratos e os grupos de responsáveis identificados no acórdão.
O TCE-RJ determinou a cobrança executiva dos valores devidos e autorizou o encaminhamento para inscrição em dívida ativa caso os pagamentos não sejam realizados dentro do prazo regulamentar.
A Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, no Centro do Rio, terá uma programação especial para o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (02). A partir das 12h15, será realizada uma missa solene presidida pelo padre Victor Hugo Nascimento, com participação do Coral Astorga e Orquestra, que apresentarão o Réquiem do padre José Maurício.
Para a celebração, a igreja localizada na Rua do Ouvidor, 35, receberá uma decoração inspirada no estilo barroco. O espaço será ornamentado com panos pretos, tocheiros de ouro e prata acesos e incensos, criando a ambientação tradicional das celebrações em memória dos mortos.
Segundo Claudio André Castro, provedor da Irmandade da Lapa dos Mercadores, a cerimônia resgata uma tradição religiosa centenária e também destaca a importância histórica do templo, construído no século XVIII e considerado um dos tesouros arquitetônicos do Centro do Rio.
“O Dia de Finados é celebrado pela Igreja desde o século XI. A igrejinha foi erguida no século XVIII e é um dos tesouros do Centro do Rio. A cerimônia é aberta ao público e, além dos cariocas, muitos turistas virão para assistir à emocionante celebração”, afirmou.
Imagens de uma câmera corporal revelam a agressão e ameaça de morte feitas por policiais militares contra um adolescente de 16 anos durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro do ano passado. O jovem estava dormindo em um cômodo próximo à localidade da Vacaria quando agentes do Batalhão de Choque entraram no local.
Segundo a análise da organização internacional Human Rights Watch (HRW), um sargento deu um soco no rosto do rapaz, enquanto outro policial afirmou: “vai morrer”.
A gravação, feita às 10h20, mostra ainda outro momento da abordagem, em que um dos policiais pergunta o que o adolescente tem para oferecer aos agentes. “Me mata não”, responde o jovem, enquanto oferece o celular e outros aparelhos. Às 11h36, ele aparece sendo levado junto com um grupo de pessoas detidas.
O caso integra um conjunto de episódios examinados pela HRW a partir de 4,4 mil horas de gravações de câmeras corporais utilizadas por policiais militares durante a operação, que deixou 122 mortos — 117 suspeitos e cinco agentes de segurança.
Na análise também foram identificados outros registros de violência contra moradores e falhas nos equipamentos e nos procedimentos de gravação, que dificultaram a reconstrução das circunstâncias da ação policial.
Na região da mata da Vacaria, onde ocorreu a maior parte das mortes, as gravações começaram a apresentar lacunas justamente no período de intensificação dos confrontos. Por volta de 12h11, 55% dos registros analisados já haviam sido interrompidos ou apresentavam hiatos significativos, segundo a HRW.
As interrupções dificultam o esclarecimento do que aconteceu durante os confrontos e a identificação das circunstâncias em que os policiais e os suspeitos foram atingidos. Na análise apresentada pela organização, não há gravações que mostrem diretamente a morte de qualquer pessoa durante a operação.
A Prefeitura de São João da Barra está respondendo na Justiça por supostas irregularidades na estrutura de sua Guarda Municipal. O Ministério Público do Rio (MPRJ) acusa a corporação de desrespeitar o estatuto geral das Guardas Municipais por não manter órgãos de controle e os níveis de representatividade feminina estabelecidos pela legislação.
Atualmente, o efetivo em São João da Barra é composto por 78 servidores efetivos. Cinco são mulheres; os outros 73 são homens. O município não tem regras específicas para vagas femininas na pasta. A legislação federal prevê que existam regras para percentual mínimo de mulheres em todos os níveis da carreira.
Ainda segundo o MPRJ, a guarda do município no Norte Fluminense também opera sem Corregedoria própria para controle interno. Um órgão para apurar infrações disciplinares internas é obrigatório para guardas com efetivos superiores a 50 agentes. Além disso, o órgão não tem ouvidoria autônoma para receber denúncias.
MPRJ cobra que Prefeitura de São João da Barra crie lei para regularizar a guarda
As supostas irregularidades motivaram uma ação judicial do MPRJ, que tramita com pedido de urgência. O órgão cobra que a prefeitura envie à Câmara de São João da Barra, no prazo de 60 dias, projetos de lei para adequar o efetivo feminino, criar a corregedoria e instituir a ouvidoria. A Justiça ainda vai analisar a ação.
Em junho, o Ministério Público já tinha emitido um ofício de recomendação, com prazo de 90 dias, cobrando as mudanças, mas, segundo o MPRJ, a administração municipal encerrou o prazo em setembro sem adotar as providências recomendada.
A folia do carnaval de 2027 já começa a ganhar forma na Marquês de Sapucaí, e quem sonha em cruzar a avenida ao lado de uma escola de samba já pode se preparar: agremiações do Rio anunciaram a venda de fantasias para alas comerciais, que oferecem ao público a oportunidade de participar dos desfiles através da compra do figurino.
Entre as escolas que já anunciaram opções estão Beija-Flor e Portela, pelo Grupo Especial, e Estácio de Sá, pela Série Ouro. As agremiações também divulgaram contatos para quem deseja consultar os modelos e garantir uma vaga na avenida.
Os interessados devem ficar atentos aos valores, às formas de pagamento, à retirada das fantasias e às regras estabelecidas por cada escola.
Veja as opções já disponíveis:
Beija-Flor
A escola de Nilópolis anunciou a venda de fantasias de oito alas e um grupo para o carnaval de 2027. Os interessados devem consultar as informações pelo telefone (21) 99838-7116 ou pelo e-mail phillipe@beija-flor.com.br. Segundo a diretoria, esses são os únicos canais autorizados para a comercialização das fantasias.
Ala 2 — Raízes Ancestrais: faz referência à ascendência indígena de Zeneida, por parte do avô materno, descendente do povo Sakaka, da Ilha do Marajó;
Ala 3 — Agotime: A Herança da Realeza Africana: aborda a ligação ancestral com Agotime, rainha do Daomé, preservada nas histórias contadas pela avó paterna de Zeneida;
Ala 4 — As Borboletas Azuis: representa as borboletas que, na narrativa do enredo, anunciaram a ligação de Zeneida com o mundo dos encantados antes de seu nascimento;
Ala 7 — Pajerama: Flechada por Anhangá: retrata o chamado espiritual para a pajelança, simbolizado pela flechada de Anhangá, entidade associada à proteção da natureza;
Ala 8 — Mestre Mundico: homenageia o mestre responsável por reconhecer o chamado de Zeneida e iniciá-la nos conhecimentos da pajelança;
Ala 9 — O Tauari Sagrado que Assenta o Destino: representa a defumação com o fumo sagrado que marca a consagração de Zeneida como pajé;
Ala 13 — Instrumentos Sagrados: Forças que Guardam os Ritos: faz referência aos instrumentos usados nos rituais de proteção e cura, como o Kaitó-otó e os maracás;
Ala 20 — Um Filme Encantado: reúne elementos do cinema e da natureza do Marajó em referência ao filme “Encantados”, inspirado na trajetória de Zeneida;
Grupo — Caruana Beija-Flor: representa o ser encantado ligado às águas que, no universo espiritual apresentado pelo enredo, acompanha e protege os pajés.
Portela
Entre as opções divulgadas pela Portela em seu perfil no Instagram está a fantasia da Ala Raízes da Portela, que faz referência ao enredo apresentado por Monarco em 1966, quando ele passou pela Unidos de Padre Miguel. Os interessados em adquirir o figurino e participar do desfile podem entrar em contato com Luciano, pelo telefone (21) 99370-4080, ou Andrea, pelo número (21) 97009-5772.
Outra opção é a fantasia da Ala Amor e Paz (23), que levará à avenida o figurino intitulado “Coração de Avô Repleto de Ternura”. Para adquirir a fantasia e obter informações sobre a participação no desfile, os interessados podem entrar em contato com Marianna pelo telefone (21) 99119-8498, pelo e-mail amariannatavares@gmail.com ou pelo Instagram @mariannatavares.
Já a fantasia “Divino Espírito Santo”, da Ala 25, é comercializada pela Ala Sambola. Os responsáveis pela organização e venda são Fernanda Bilbao, que atende pelo telefone (21) 98349-6167, e Léo Samico, pelo número (21) 96448-0769. Mais informações também podem ser obtidas pelo Instagram da ala, no perfil @ala.sambola.
No Instagram da Portela há ainda outras alas disponíveis.
Estácio de Sá
Na Série Ouro, a Estácio de Sá também entrou na lista de escolas que já disponibilizaram fantasias para o Carnaval 2027. A agremiação levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Centenário do Berço do Samba: Onde o Samba Virou Escola e o Brasil se Fez Carnaval”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo.
Entre as opções anunciadas está a fantasia “O Boi Dá Bode”, da Ala Vipalu. Quem deseja adquirir o figurino pode entrar em contato com Nancy dos Santos, responsável pelas vendas, pelo telefone (21) 99733-6903.
A escola também oferece a fantasia “Orfeu do Carnaval”, da Ala 13. Para consultar valores e garantir uma vaga no desfile, os interessados devem procurar Agnaldo Rodrigues pelo telefone (21) 99519-7422.
O desempenho do presidente Lula (PT) no segundo turno foi dez, nota dez, se levadas em considerações as seções eleitorais nos entornos da quadras das escolas de samba do Rio. Um levantamento feito pelo jornalista Lucas Pratas Fortes, o Caju, revela que o candidato da esquerda teve grande vantagem sobre o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) na maior parte dos “territórios do samba”.
No entono da Estácio de Sá, um dos berços do carnaval carioca, a diferença foi gritante: 29,94% favor do petista.
O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT) não ficou surpreso com o resultado:
“A Mangueira, a Tuiuti, a Estácio e a Império Serrano se manifestaram publicamente a favor do Lula. A Mangueira, de forma muito corajosa, na quadra, abertamente. E isso teve impacto no entorno. Então, as escolas entenderam o seu papel e chegaram a um lugar que nunca tinham ido antes. Dessas escolas onde o Lula teve boa votação, a maioria se posicionou”, disse Freixo.
Entorno da escola de São Cristóvão deu vitória ao presidente Lula — Foto: Divulgação
De fato, nas proximidades das quadras de Paraíso do Tuiuti e Mangueira, que manifestaram apoio à reeleição do presidente, Lula teve vantagens de 26,23% e 25,24%, respectivamente. Um fato curioso é que os percentuais são o terceiro e o quarto da lista.
Em segundo lugar, aparece o entorno da quadra da Unidos da Tijuca (vantagem de 27,84% para Lula), que fica no Santo Cristo. Será que a proximidade com São Cristóvão e a Mangueira ajudou?
Vila Isabel (24,24%) e Salgueiro (23,79%) também deram a vitória a Lula no segundo turno. Esperado; quem andava pela região, incluindo o Andaraí, via um verdadeiro mar vermelho nas ruas no dia da votação do segundo turno.
Vitória do petista em Ramos e no Barreto, em Niterói
Outras vantagens significativas de Lula em relação a Flávio Bolsonaro foram registradas em Ramos, nas proximidades da quadra da Imperatriz Leopoldinense (17,04%) e no Barreto, em Niterói, área da Viradouro (14,96%).
A menor vantagem foi nas imediações da Porto da Pedra (1,66%). Mesmo assim, chama atenção. Afinal de contas, a escola fica em São Gonçalo, onde Flávio Bolsonaro venceu nos dois turnos, com diminuição da vantagem no segundo: 255.685 votos contra 236.201.
No entorno da União de Maricá, vantagem apertada
No reduto da União de Maricá, que vai estrear no Grupo Especial no desfile do ano que vem, a vantagem de Lula para Flávio Bolsonaro foi apertada (3,35%). Diferente do resto do município, que deu vitória a Flávio Bolsonaro: 50,78% contra 49,22%.
Flávio Bolsonaro venceu nos entornos da Grande Rio (1,59%), União da Ilha (2,56%), Mocidade Independente de Padre Miguel (6,77%), Unidos de Padre Miguel (7,81%) e Beija-Flor. A vitória em Nilópolis foi a mais expressiva: 12,34%.
No caso das seções instaladas dentro da próximas quadras, Lula venceu em todas: Vila Isabel, Império Serrano, Portela e Grande Rio. Nesta última, a vantagem foi de apenas 17 votos.
Freixo com as rainhas Evelyn Bastos, da Mangueira, e Mayara Lima, do Tuiuti: novo entendimento — Foto: Divulgação
Marcelo Freixo avalia que um novo entendimento da esquerda pôde ser sentido no resultado. E que a luta continua.
“Eu tenho falado, há muito tempo, sobre a importância da nova base social. Lembra do Mano Brown falando que o PT tem que voltar pra base? A base não é mais sindical, é diferente. Eu acho que essa base está mais nos territórios da cultura. Não é à toa que, quando a gente fez aquele ato do samba, que o Leandro Vieira (o carnavalesco) puxou comigo, a gente botou 60 mil pessoas na rua na Lapa”.
O jornalista Caju explicou a metodologia. Os dados foram levantados num raio de dois quilômetros das quadras, em linha reta. Os números foram calculados sobre os votos válidos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).