Um grupo de banhistas perseguiu uma tartaruga marinha na Prainha de Arraial do Cabo, Região dos Lagos do Rio. Um vídeo flagrou a cena, que aconteceu no último dia 18, mas viralizou nesta segunda-feira (27).
O autor do vídeo é Tarcísio Santiago e a página Blitz RJ repostou as imagens. Segundo relato do cinegrafista amador, o animal conseguiu escapar. Os banhistas estariam tentando tirar uma “selfie” com a tartaruga.
É importante frisar que proteção à fauna e à flora é uma obrigação do poder público e está prevista no artigo 225 da Constituição Federal. São proibidas práticas que possam submeter animais à crueldade e colocá-los em perigo.
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) vai abrir uma investigação para apurar ofensas racistas à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. A denúncia foi feita pela própria filha de Marielle, Luyara Franco, que viu a ofensa num grupo de WhatsApp.
“”Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar. Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio”, afirmou Luyara, em postagem compartilhada como Intituto Marielle Franco.
De acordo com a jovem, uma pessoa no grupo teria usado ofensas racistas para se referir a Marielle como “macaca” e questionado como a vereadora assassinada teria pagado as mensalidades da faculdade. A vereadora morta em 2018 estudou Sociologia na PUC.
“A pessoa se sentiu confortável para, em um grupo de WhatsApp, chamar a minha mãe de macaca e questionar como ela conseguiu pagar a própria faculdade. A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo”, diz Luyara.
A PUC-Rio informou em nota ter aberto a investigação assim que recebeu a denúncia.
“A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial. Como universidade confessional e comunitária, a PUC-Rio emitiu uma nota de repúdio, divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco”, diz a universidade.
Enquanto o governo do estado defende o rigor orçamentário e o controle dos gastos públicos, quatro representantes da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade tiveram as viagens internacionais autorizadas pela Casa Civil para Antália, na Turquia, a fim de participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 31).
A soma das despesas estimadas nos ofícios encaminhados à Casa Civil é de R$ 125.179,84.
Pelos processos administrativos da secretaria, a delegação será composta pelo titular da pasta, o secretário Rodrigo Tostes; pela subsecretária de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade, Silvia Marie Ikemoto; e por dois superintendentes: Larissa Ferreira da Costa e Telmo Borges Silveira Filho.
O período de afastamento aprovado para todos eles vai de 7 a 15 de novembro de 2026. A maior fatia do montante estimado corresponde às passagens aéreas, orçadas em um total de R$ 124.020,42:
• O bilhete do secretário Rodrigo Tostes foi cotado em R$ 43.272,74.
• A passagem da subsecretária Silvia Marie Ikemoto foi estimada em R$ 22.185,24.
• As passagens dos superintendentes Larissa Ferreira da Costa e Telmo Borges Silveira Filho foram orçadas em R$ 19.281,22 cada uma.
Para cobrir as despesas de estadia fora do país, a pastra estabeleceu um total de R$ 40.487,77 em diárias e traslados nos quatro expedientes. O secretário tem R$ 10.799,01 previstos sob essa rubrica, enquanto a subsecretária conta com R$ 9.896,20 e cada um dos dois superintendentes tem previsão de R$ 9.897,28 (havendo ainda memória de cálculo individual que indica R$ 9.973,78 no caso de Telmo).
O planejamento financeiro dos ofícios inclui ainda R$ 1.250,71 destinados à contratação de seguro-viagem.
Dotações e fontes de custeio apontados pela Secretaria do Ambiente
Conforme discriminado nos ofícios assinados pelo próprio secretário e enviados à Casa Civil, as despesas do titular da pasta correrão pelo Programa de Trabalho PT 2401.18.122.002.2016. Já as despesas referentes à subsecretária e aos dois superintendentes foram alocadas na dotação orçamentária do PT 2401.18.541.0494.5645.
Nos despachos internos de encaminhamento das áreas técnicas, indicou-se que as viagens de Silvia Marie Ikemoto e Telmo Borges Silveira Filho teriam como base de custeio o “Projeto Conexão Mata Atlântica” (processo SEI-070001/003568/2025).
No caso da superintendente Larissa Ferreira da Costa, o encaminhamento da subsecretaria apontou o “Programa Ambiente Resiliente Adaptação Climática das Cidades Fluminenses” (processo SEI-070001/001623/2024).
Todos os quatro processos tiveram os pedidos de afastamento formalmente autorizados no dia 26 de outubro de 2026 pelo secretário estadual da Casa Civil, Flávio Willeman.
Deu ruim para os robôs! Pelo menos se for mesmo para valer a regra, que passou a vigorar nesta segunda-feira (2), obrigando empresas de setores regulados pelo governo federal, como telecomunicação, energia elétrica, aviação e bancos, a dar o direito ao consumidor de falar com um ser humano entre 8h e 20h, todos os dias da semana.
A regra também passa a valer para canais digitais, entre eles chats em sites e aplicativos e serviços de mensagem. As regras foram publicadas em decreto no Diário Oficial da União em 13 de outubro, substituindo o regulamento em vigor desde 2022.
O decreto ainda autoriza robôs e sistemas de inteligência artificial fazendo triagem e mesmo solucionando problemas. Mas o cliente precisa ter a opção de falar com um humano. A empresa não pode exigir que o consumidor informe dados antes de encaminhá-lo a um atendente.
Quando forem situações urgentes, envolvendo risco ao consumidor, o atendimento humano por telefone deverá ser feito imediatamente, a qualquer hora.
O decreto estipula que o atendimento deve acontecer em 20 segundos em pelo menos 80% das ligações, e em até cinco minutos nas outras. Tanto no telefone quanto no chat, o consumidor terá de ser informado do tempo estimado de espera.
Se a ligação cair, a empresa será obrigada a retornar em até cinco minutos. Na regra anterior, a ligação de retorno só era obrigatória quando a própria empresa encerrava a chamada, e não havia prazo.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) aplicou uma multa de R$ 4.989.669,69 à Construtora Metropolitana S.A. por descumprimento de obrigações contratuais nas obras de macrodrenagem e urbanização de trechos dos rios Registro e Viegas, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
A penalidade corresponde a 20% do saldo de R$ 24.948.348,43 do contrato firmado em 2021.
A punição é mais um capítulo de uma história marcada por problemas na execução das obras, que já renderam uma advertência à empresa e levaram o contrato à mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), por suspeitas de superfaturamento de aproximadamente R$ 14,4 milhões.
Em abril de 2025, o Inea havia advertido a Construtora Metropolitana pelo descumprimento de cláusulas contratuais. Na ocasião, a fiscalização constatou que os serviços avançavam em ritmo mais lento do que era previsto no cronograma.
Diante das observações do tribunal, o Inea propôs mudanças que reduziriam o valor do contrato em aproximadamente R$ 11,1 milhões. A construtora não aceitou a proposta e pediu a suspensão dos serviços até que o TCE-RJ tomasse uma decisão definitiva.
A fiscalização do instituto, entretanto, posicionou-se contra a paralisação. Em janeiro de 2025, os responsáveis pelo acompanhamento das obras informaram que boa parte da canalização dos rios Registro e Viegas já estava concluída, mas ainda faltava construir o reservatório de amortecimento de cheias, considerado essencial para o funcionamento completo do sistema de drenagem.
Os fiscais também alertaram que a interrupção poderia comprometer parte dos serviços já executados.
A nova multa foi aplicada com base na cláusula de sanções administrativas do contrato nº 41/2021, que prevê a elaboração do projeto executivo e a execução das obras, e na Lei Federal nº 8.666/1993.
O despacho que formalizou a penalidade, no entanto, não especifica quais obrigações foram descumpridas nem estabelece relação direta entre a multa de quase R$ 5 milhões e os indícios de superfaturamento investigados pelo TCE-RJ.
Duas pessoas morreram após um acidente numa tentativa de pouso de asa-delta em São Conrado, na Zona Sul, na manhã desta segunda-feira (2). Elas seriam um instrutor e um aluno. Os dois teriam batido numa parede. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas chegaram a ser socorridas em estado grave, ambas em parada cardiorrespiratória. Em agosto, um coronel morreu voando de parapente na região.
Três equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para atender às vítimas, o 25º Grupamento de Bombeiro Militar (Gávea), o Grupamento de Operações Aéreas (GOA) e o 3º Grupamento Marítimo (3º GMAR). O instrutor e o aluno foram levados para o Hospital Miguel Couto de helicóptero.
Novos saltos da Pedra Bonita foram interrompidos após o acidente. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas, que foram levadas para o Hospital Miguel Couto.
No último dia 29, duas pessoas também se feriram após acidente num voo duplo de parapente. O piloto perdeu altitude durante uma manobra de aproximação para pouso duplo, e o equipamento acabou atingindo o calçadão próximo à ciclovia.
Duas pessoas caíram durante uma salto asa-delta em São Conrado, na Zona Sul do Rio, nesta segunda-feira (2). O Corpo de Bombeiros foi acionado até o local de pouso. As vítimas, que teriam batido em uma parede ao tentar pousar, foram socorridas em estado grave. Mais tarde, a Secretaria de Saúde do estado confirmou que ambos não resistiram e vieram a óbito nesta tarde.
Novos saltos da Pedra Bonita foram interrompidos após o acidente. Um helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas, que foram levadas para o Hospital Miguel Couto. A unidade informou, por volta das 12h50, que ambos chegaram em parada cardiorrespiratória e não resistiram.
Em agosto, um coronel morreu voando de parapente na região. No último dia 29, duas pessoas também se feriram após acidente num voo duplo de parapente. O piloto perdeu altitude durante uma manobra de aproximação para pouso duplo, e o equipamento acabou atingindo o calçadão próximo à ciclovia.
Moradores e turistas que fazem caminhadas e corridas na Praia das Conchas, em Cabo Frio, têm relatado um desafio particular na hora de praticar atividade física na orla: a presença de cães soltos na areia, que, segundo os frequentadores, já atacaram e morderam várias pessoas no local.
Os episódios se tornaram tão frequentes que banhistas e corredores já acionaram a Prefeitura de Cabo Frio e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pelo Parque Estadual da Costa do Sol, para alertar sobre o assunto.
Os cães circulam principalmente no trecho entre a Cabana do Pescador e o costão da Praia das Conchas. Eles se alimentam nos quiosques e também nas tendas instaladas na região, que substituíram as barracas derrubadas por determinação da Justiça Federal.
O medo dos ataques já estaria mudando a rotina de frequentadores e, segundo os relatos, alguns corredores deixaram de praticar a atividade na Praia das Conchas por causa da presença dos animais. Além disso, os cães também também perseguem o quadriciclo do Projeto Albatroz, que, com patrocínio da Petrobras, realiza o monitoramento de animais marinhos que chegam, vivos ou mortos, à praia.
Embora a Lei Estadual nº 4.808, de 2006, proíba a circulação e a permanência de animais nas areias das praias de todo o estado do Rio, moradores afirmam que os órgãos locais não têm realizado ações efetivas para o recolhimento dos animais que vivem soltos na Praia das Conchas.
Presença dos cães na Praia das Conchas também pode facilitar proliferação de doenças
Além do perigo de mordidas e ataques, a presença de cães soltos na areia também acende um alerta de saúde. Veterinários alertam que as fezes dos animais podem contaminar a areia e transmitir doenças, já que a areia da praia pode oferecer condições favoráveis à sobrevivência de determinados parasitas.
“Há um cenário sanitário que já apresenta riscos, como a presença de parasitas zoonóticos em fezes de cães em praias, evidenciada em estudos”, afirma a médica-veterinária Carla Roberta Willemann, que orientou estudo da Universidade Federal de Santa Catarina sobre o tema.
Para moradores e frequentadores, a situação exige uma ação urgente e coordenada das autoridades.
“Os cachorros estão expulsando as pessoas das caminhadas. É um absurdo tudo isso. Isso já ocorre há bastante tempo e, como ninguém faz nada, o problema só vem crescendo. Não dá para caminhar tranquilamente porque os cães avançam para morder”, lamenta Maria de Lourdes Henriques, moradora do Peró.
A fuga e a posterior carta golpista divulgada pelo candidato derrotado na eleição presidencial Flávio Bolsonaro (PL) não param de virar motivo de esculacho. A mais recente aconteceu na “Dança dos famosos”. O ator Junno Andrade, namorado da apresentadora Xuxa, se autoproclamou “campeão”, numa clara alusão ao fato de Flávio ter se declarado presidente eleito, ao ser eliminado da atração.
“Agora, eu não concordo com uma coisa. Eu vou me autoproclamar campeão da ‘Dança dos Famosos’”, discursou Junno, enquanto agradecia por sua participação no quadro do “Domingão com Huck” e arrancava gargalhadas da plateia. Até o apresentador Luciano Huck riu um pouquinho.
Junno disputou a repescagem na competição com mais cinco participantes. O ator, a apresentadora Ticiane Pinheiro, a atriz Rita Guedes e a dançarina Gracyanne Barbosa deixaram a atração.
“Não aceito resultado”, brincou Junno.
Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos depois de o Supremo Tribunal Federal determinar que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O candidato derrotado é investigado em dois inquéritos. Um deles por lavagem de dinheiro usando plataformas de apostas. Outro pelo financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, com dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, outro que está na cadeia, mas por causa do escândalo do Banco Master.
Desde a publicação da carta, já em solo americano, Flávio, que até apagou e reescreveu depois (mas o print é eterno!), virou chacota nas redes sociais. O humorista Marcelo Adnet já se declarou prefeito de Nova Friburgo. A popstar Anitta se autodeclarou “sem celulite”. A empresária Paula Lavigne se autodeclarou ministra da Defesa (e do Ataque). A lista é imensa.
Inaugurado no início do século XX, o Cine Íris, na Rua da Carioca, Centro do Rio, atravessou mais de um século de transformações urbanas, mudanças de público e diferentes fases da indústria cinematográfica. Agora, o cinema mais antigo ainda em funcionamento no Rio se prepara para uma nova fase; conhecido pela programação com filmes pornô, o Íris também vai receber visitas guiadas para quem quiser conhecer o prédio.
Na esteira dessa mudança, que promete levar mais movimento para a Rua da Carioca, o Cine Íris vai passar a oferecer as visitas com valor colaborativo, iniciativa que permite ao público conhecer a história e os detalhes arquitetônicos de um dos cinemas de rua mais antigos do país.
Para Mica Siqueira, graduando em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e integrante do IMAGHU, Laboratório de Imagem e História Urbana vinculado à universidade, a abertura do espaço ao público é uma oportunidade de aproximar os visitantes de um patrimônio que corre o risco de ter sua história esquecida.
“Seria ótimo passar por uma revitalização de alguma forma, porque ainda tem muito potencial lá dentro, ainda tem muita coisa histórica”, afirma.
Cinema funciona desde 1909
O Cine Íris foi fundado em 30 de outubro de 1909 por João Cruz Júnior e segue em funcionamento no mesmo espaço até hoje — Foto: Reprodução/Rio Memórias
A história do Cine Íris começa em 1909, durante a chamada “belle époque” carioca. O período foi marcado por reformas urbanas e pelo esforço de aproximar a então capital federal dos padrões de modernidade europeus. O espaço foi inaugurado em outubro daquele ano com o nome de “Cinematographo Soberano”, uma homenagem a um cavalo de corrida do fundador, e capacidade inicial para 200 espectadores.
O surgimento da sala ocorreu em meio à expansão das exibições cinematográficas no Rio — entre 1907 e 1911, mais de cem salas foram abertas na cidade. Na época, os cinemas eram vistos não apenas como espaços de entretenimento, mas também como ambientes capazes de contribuir para a educação da população e difundir referências de refinamento e cultura.
Localizado entre o Largo da Carioca e a Praça Tiradentes, o Íris nasceu em uma região que concentrava atividades comerciais e culturais, com cafés, livrarias, teatros e outros pontos de encontro. A arquitetura ornamentada do prédio acompanhava esse contexto, em que os cinemas começavam a ocupar lugar de destaque na vida urbana.
O edifício preserva elementos característicos do estilo art nouveau, como detalhes ornamentais e vitrais. No interior, os espelhos belgas e as pinturas decorativas remetem à proposta original de oferecer uma experiência luxuosa aos espectadores.
Do cinema ao teatro e de volta para o cinema — para adultos
O Cine Íris sobreviveu com transformações ao longo dos anos — Foto: Reprodução/Rio Memórias
Durante a Primeira Guerra Mundial, a interrupção ou redução da produção de filmes prejudicou a programação das salas do cinema. Para continuar funcionando, o estabelecimento passou a receber espetáculos teatrais e adotou o nome Theatro Vitória, com apresentações de companhias nacionais e internacionais.
Entre 1919 e 1921, uma reforma marcou a reinauguração do espaço como Cine-Theatro Íris, marcando um novo período de grande popularidade, com filas na entrada e procura intensa por sessões. A fase de ouro, segundo Siqueira, se estendeu até a década de 1930.
Passado o novo período de alta, o Cine Íris voltou a decair a partir da consolidação da Cinelândia como principal polo cinematográfico do Rio. Mais distante desse circuito, o casarão histórico perdeu espaço entre os frequentadores que buscavam as salas concentradas na região.
Na década de 1960, a programação passou a incluir filmes pornográficos, além de produções de kung fu e faroestes, que estavam em alta. A mudança ajudou a manter o estabelecimento em funcionamento enquanto outras salas tradicionais da cidade fechavam as portas ou tinham seus imóveis destinados a novas atividades.
Ao longo das décadas seguintes, o cinema consolidou sua atuação no segmento adulto, perfil que mantém até hoje. A programação mudou, mas o prédio continuou aberto, preservando uma atividade que desapareceu de muitos dos antigos cinemas de rua do Centro.
Rua da Cerveja pode trazer novo movimento ao Cine Íris
A abertura das visitas ao Íris surgiu em um momento de mudanças na Rua da Carioca, com iniciativas voltadas à retomada do movimento comercial e à criação da chamada Rua da Cerveja.
De olho nesse novo potencial, o espaço passou a ampliar seus serviços para além das sessões de filmes adultos, criando a possibilidade de visitas guiadas, exibição de filmes de época e até a própria venda de cerveja.
Tombado como patrimônio histórico pelo Iphan em 1982, o Cine Íris não pode sofrer alterações estruturais que descaracterizem sua arquitetura original. Por isso, a ideia da família que administra o espaço é focar em sua importância histórica para atrair o público.
Somado ao Íris, o pesquisador Mica Siqueira lembra que a rua reúne edifícios antigos e estabelecimentos tradicionais, que ajudam a contar a história cultural do Centro. Entre eles estava o Zicartola, bar ligado ao sambista Cartola, que funcionou nas proximidades do cinema e teve importância para a música popular brasileira. As lojas de instrumentos musicais também fazem parte dessa identidade.
A possibilidade de entrar no cinema, conhecer sua arquitetura e ouvir as histórias de quem trabalha ali também pode ajudar a preservar uma memória que, segundo o pesquisador, corre o risco de desaparecer se o espaço continuar sendo tratado apenas como um prédio antigo e pouco conhecido.
Mais de cem anos depois de sua inauguração, o Cine Íris segue em funcionamento.
Um gigante do mar deu trabalho nesta segunda-feira (2) em sua última viagem. Para deslocar o navio-plataforma P-35, da Petrobras, até o estaleiro onde será desmontado, foi mobilizada uma operação envolvendo Marinha do Brasil, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Petrobras e Corpo de bombeiros, envolvendo cerca de cem profissionais.
A P-35 tem 330 metros de comprimento, 56 de altura e pesa 27 mil toneladas. O navio-plataforma estava na Zona Portuária do Rio e passou a mais ou menos seis metros da Ponte Rio-Niterói, sob o vão central. Antes da operação, ela passou por um desmonte parcial, por causa da altura. Será rebocada por sete navios. Seu destino é o Estaleiro Clip.
Antes desta última viagem, o navio-plataforma passou pela Base Naval da Marinha. O equipamento operou por 27 anos no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.