O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), revogou, no Diário Oficial desta terça-feira (28), a cessão de militares do Corpo de Bombeiros para órgãos dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, além de autarquias e entidades de diversas esferas administrativas. O estado calcula que quase 500 bombeiros voltem aos quartéis.
A medida, que entra em vigor imediatamente, foi tomada devido ao grave déficit de efetivo na corporação, o que, segundo Castro, tem prejudicado o desempenho das atividades nas unidades de bombeiros.
A cessão ocorre quando um militar é transferido temporariamente para trabalhar em outro órgão ou instituição fora de sua corporação original. Durante o processo, ele continua vinculado à sua força, mas presta serviços a outra entidade pública.
Com a revogação, os militares cedidos devem retornar ao Corpo de Bombeiros e se apresentar em até cinco dias úteis no Quartel Central, localizado no Centro do Rio. Aqueles que não cumprirem a determinação dentro do prazo estarão sujeitos a sanções administrativas.
A fuga e a posterior carta golpista divulgada pelo candidato derrotado na eleição presidencial Flávio Bolsonaro (PL) não param de virar motivo de esculacho. A mais recente aconteceu na “Dança dos famosos”. O ator Junno Andrade, namorado da apresentadora Xuxa, se autoproclamou “campeão”, numa clara alusão ao fato de Flávio ter se declarado presidente eleito, ao ser eliminado da atração.
“Agora, eu não concordo com uma coisa. Eu vou me autoproclamar campeão da ‘Dança dos Famosos’”, discursou Junno, enquanto agradecia por sua participação no quadro do “Domingão com Huck” e arrancava gargalhadas da plateia. Até o apresentador Luciano Huck riu um pouquinho.
Junno disputou a repescagem na competição com mais cinco participantes. O ator, a apresentadora Ticiane Pinheiro, a atriz Rita Guedes e a dançarina Gracyanne Barbosa deixaram a atração.
“Não aceito resultado”, brincou Junno.
Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos depois de o Supremo Tribunal Federal determinar que ele entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O candidato derrotado é investigado em dois inquéritos. Um deles por lavagem de dinheiro usando plataformas de apostas. Outro pelo financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, com dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, outro que está na cadeia, mas por causa do escândalo do Banco Master.
Desde a publicação da carta, já em solo americano, Flávio, que até apagou e reescreveu depois (mas o print é eterno!), virou chacota nas redes sociais. O humorista Marcelo Adnet já se declarou prefeito de Nova Friburgo. A popstar Anitta se autodeclarou “sem celulite”. A empresária Paula Lavigne se autodeclarou ministra da Defesa (e do Ataque). A lista é imensa.
Inaugurado no início do século XX, o Cine Íris, na Rua da Carioca, Centro do Rio, atravessou mais de um século de transformações urbanas, mudanças de público e diferentes fases da indústria cinematográfica. Agora, o cinema mais antigo ainda em funcionamento no Rio se prepara para uma nova fase; conhecido pela programação com filmes pornô, o Íris também vai receber visitas guiadas para quem quiser conhecer o prédio.
Na esteira dessa mudança, que promete levar mais movimento para a Rua da Carioca, o Cine Íris vai passar a oferecer as visitas com valor colaborativo, iniciativa que permite ao público conhecer a história e os detalhes arquitetônicos de um dos cinemas de rua mais antigos do país.
Para Mica Siqueira, graduando em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e integrante do IMAGHU, Laboratório de Imagem e História Urbana vinculado à universidade, a abertura do espaço ao público é uma oportunidade de aproximar os visitantes de um patrimônio que corre o risco de ter sua história esquecida.
“Seria ótimo passar por uma revitalização de alguma forma, porque ainda tem muito potencial lá dentro, ainda tem muita coisa histórica”, afirma.
Cinema funciona desde 1909
O Cine Íris foi fundado em 30 de outubro de 1909 por João Cruz Júnior e segue em funcionamento no mesmo espaço até hoje — Foto: Reprodução/Rio Memórias
A história do Cine Íris começa em 1909, durante a chamada “belle époque” carioca. O período foi marcado por reformas urbanas e pelo esforço de aproximar a então capital federal dos padrões de modernidade europeus. O espaço foi inaugurado em outubro daquele ano com o nome de “Cinematographo Soberano”, uma homenagem a um cavalo de corrida do fundador, e capacidade inicial para 200 espectadores.
O surgimento da sala ocorreu em meio à expansão das exibições cinematográficas no Rio — entre 1907 e 1911, mais de cem salas foram abertas na cidade. Na época, os cinemas eram vistos não apenas como espaços de entretenimento, mas também como ambientes capazes de contribuir para a educação da população e difundir referências de refinamento e cultura.
Localizado entre o Largo da Carioca e a Praça Tiradentes, o Íris nasceu em uma região que concentrava atividades comerciais e culturais, com cafés, livrarias, teatros e outros pontos de encontro. A arquitetura ornamentada do prédio acompanhava esse contexto, em que os cinemas começavam a ocupar lugar de destaque na vida urbana.
O edifício preserva elementos característicos do estilo art nouveau, como detalhes ornamentais e vitrais. No interior, os espelhos belgas e as pinturas decorativas remetem à proposta original de oferecer uma experiência luxuosa aos espectadores.
Do cinema ao teatro e de volta para o cinema — para adultos
O Cine Íris sobreviveu com transformações ao longo dos anos — Foto: Reprodução/Rio Memórias
Durante a Primeira Guerra Mundial, a interrupção ou redução da produção de filmes prejudicou a programação das salas do cinema. Para continuar funcionando, o estabelecimento passou a receber espetáculos teatrais e adotou o nome Theatro Vitória, com apresentações de companhias nacionais e internacionais.
Entre 1919 e 1921, uma reforma marcou a reinauguração do espaço como Cine-Theatro Íris, marcando um novo período de grande popularidade, com filas na entrada e procura intensa por sessões. A fase de ouro, segundo Siqueira, se estendeu até a década de 1930.
Passado o novo período de alta, o Cine Íris voltou a decair a partir da consolidação da Cinelândia como principal polo cinematográfico do Rio. Mais distante desse circuito, o casarão histórico perdeu espaço entre os frequentadores que buscavam as salas concentradas na região.
Na década de 1960, a programação passou a incluir filmes pornográficos, além de produções de kung fu e faroestes, que estavam em alta. A mudança ajudou a manter o estabelecimento em funcionamento enquanto outras salas tradicionais da cidade fechavam as portas ou tinham seus imóveis destinados a novas atividades.
Ao longo das décadas seguintes, o cinema consolidou sua atuação no segmento adulto, perfil que mantém até hoje. A programação mudou, mas o prédio continuou aberto, preservando uma atividade que desapareceu de muitos dos antigos cinemas de rua do Centro.
Rua da Cerveja pode trazer novo movimento ao Cine Íris
A abertura das visitas ao Íris surgiu em um momento de mudanças na Rua da Carioca, com iniciativas voltadas à retomada do movimento comercial e à criação da chamada Rua da Cerveja.
De olho nesse novo potencial, o espaço passou a ampliar seus serviços para além das sessões de filmes adultos, criando a possibilidade de visitas guiadas, exibição de filmes de época e até a própria venda de cerveja.
Tombado como patrimônio histórico pelo Iphan em 1982, o Cine Íris não pode sofrer alterações estruturais que descaracterizem sua arquitetura original. Por isso, a ideia da família que administra o espaço é focar em sua importância histórica para atrair o público.
Somado ao Íris, o pesquisador Mica Siqueira lembra que a rua reúne edifícios antigos e estabelecimentos tradicionais, que ajudam a contar a história cultural do Centro. Entre eles estava o Zicartola, bar ligado ao sambista Cartola, que funcionou nas proximidades do cinema e teve importância para a música popular brasileira. As lojas de instrumentos musicais também fazem parte dessa identidade.
A possibilidade de entrar no cinema, conhecer sua arquitetura e ouvir as histórias de quem trabalha ali também pode ajudar a preservar uma memória que, segundo o pesquisador, corre o risco de desaparecer se o espaço continuar sendo tratado apenas como um prédio antigo e pouco conhecido.
Mais de cem anos depois de sua inauguração, o Cine Íris segue em funcionamento.
Um gigante do mar deu trabalho nesta segunda-feira (2) em sua última viagem. Para deslocar o navio-plataforma P-35, da Petrobras, até o estaleiro onde será desmontado, foi mobilizada uma operação envolvendo Marinha do Brasil, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Petrobras e Corpo de bombeiros, envolvendo cerca de cem profissionais.
A P-35 tem 330 metros de comprimento, 56 de altura e pesa 27 mil toneladas. O navio-plataforma estava na Zona Portuária do Rio e passou a mais ou menos seis metros da Ponte Rio-Niterói, sob o vão central. Antes da operação, ela passou por um desmonte parcial, por causa da altura. Será rebocada por sete navios. Seu destino é o Estaleiro Clip.
Antes desta última viagem, o navio-plataforma passou pela Base Naval da Marinha. O equipamento operou por 27 anos no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.
No Dia de Finados, celebrado neste domingo (02), o Cemitério dos Ingleses, na Gamboa, é um dos lugares do Rio que ajudam a contar como a cidade lidava com a morte há mais de dois séculos. Fundado no início do século XIX, o espaço é a necrópole a céu aberto mais antiga ainda em atividade no país e preserva túmulos históricos, árvores antigas e uma capela mortuária.
O cemitério particular, tombado pelo Iphan como patrimônio cultural, está aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e faz parte de um movimento crescente no Rio: o “necroturismo”.
Cemitério dos Ingleses foi criado durante o Brasil império
Localizado na Rua da Gamboa, na Zona Portuária do Rio, o cemitério foi criado para atender à comunidade protestante vinda do Reino Unido que vivia na cidade.
A chegada da Corte portuguesa, em 1808, e a abertura dos portos ao comércio com outras nações ampliaram a presença de estrangeiros no Rio, que ainda tinha o costume de realizar sepultamentos dentro das igrejas.
Sua criação está ligada às relações entre Portugal e Inglaterra. Em 1810, o Tratado de Amizade e Comércio entre os dois países estabeleceu condições para o sepultamento de súditos britânicos em território português. O local foi instalado em terras associadas à concessão do príncipe regente Dom João ao representante britânico Lord Strangford.
Embora documentos históricos apontem a implantação do espaço por volta de 1809, registros patrimoniais e históricos indicam 1811 como o ano de sua inauguração. O cemitério passou a receber também estrangeiros de outras nacionalidades e religiões, diante da escassez de locais destinados a pessoas que não seguiam o catolicismo.
Na época, a área ficava em uma encosta voltada para o mar. O terreno elevado, que hoje integra a paisagem urbana da Gamboa, tinha uma relação direta com a região portuária.
Segundo o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), da Prefeitura do Rio, a beleza do lugar e seu caráter bucólico foram registrados por viajantes europeus que passaram pela cidade.
Patrimônio histórico
O Cemitério dos Ingleses foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), com proteção provisória em 1985 e definitiva em 1988. O reconhecimento levou em conta sua importância histórica, arquitetônica e cultural.
O conjunto mantém características de um cemitério-jardim, com caminhos que acompanham o declive do terreno, vegetação frondosa e lápides de diferentes épocas. A capela mortuária é a única edificação identificada no terreno pelo guia de bens tombados do IRPH.
De acordo com a Rio Film Commission, órgão ligado à Prefeitura do Rio, o espaço tem cerca de 11 mil metros quadrados e continua em funcionamento, com quadras de jazigos ativas. A estrutura e a vegetação centenária fazem do local também um cenário utilizado em produções audiovisuais.
‘Necroturismo’ transforma cemitérios em roteiros de história
As visitas ao Cemitério dos Ingleses podem ser incluídas em um novo movimento cultural que tem crescido no Rio de Janeiro, o chamado “necroturismo”, ou “necrotours”, em que os visitantes aprendem mais sobre a história da cidade por meio dos túmulos e das personalidades sepultadas.
Os necrotours são visitas guiadas que percorrem túmulos e construções funerárias para apresentar episódios históricos e aspectos culturais que nem sempre são conhecidos pelo público.
Um dos locais que recebem esse tipo de atividade é o Cemitério de São Francisco de Paula, no Catumbi. A programação do projeto Necrotour RJ, divulgada na plataforma oficial Visite Museus, vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), inclui visitas guiadas à necrópole.
No caso do Cemitério dos Ingleses, a própria origem do espaço ajuda a compreender a presença estrangeira na cidade e as mudanças nas práticas de sepultamento desde o período colonial.
Atenção para o consumo de água! A Cedae vai realizar, nesta terça-feira (3), a partir das 4h, manutenção do Sistema Guandu. A distribuição ficará suspensa. Serão afetados os municípios do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Queimados e São de Meriti.
A conclusão do trabalho, que tem como objetivo preparar a estação de tratamento de água para a alta demanda do verão, tem previsão de término às 4h desta quarta-feira (4).
A Cedae prevê uma grande operação, mobilizando 500 funcionários em mais de cem frentes de trabalho. Eles vão realizar serviços de vistoria, limpeza e manutenção preventiva. O Sistema Guandu produz, em média, 43 mil litros de água por segundo e abastece cerca de nove milhões de pessoas na capital e na Baixada Fluminense.
A Cedae recomenda que os consumidores façam reserva de água para o período e adiem tarefas que exijam grande consumo.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, fez duras críticas aos principais institutos de pesquisa do país após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (25). Em publicações no X, Roman afirmou que o receio de sofrer represálias judiciais e de enfrentar uma CPI das pesquisas levou os institutos a superestimarem o desempenho do candidato bolsonarista.
Segundo Roman, Quaest e Datafolha utilizaram modelos equivocados de eleitor provável, ignorando o crescimento da mobilização lulista na reta final da campanha. O executivo também reconheceu um erro da própria AtlasIntel: a coleta de dados durante cinco dias teria diluído a tendência de aproximação entre os candidatos. Segundo ele, o monitoramento mais recente da empresa apontava uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual, contra os 1,6 ponto divulgados anteriormente.
O pesquisador ainda elogiou a concorrente Futura, afirmando que ela teve mais coragem que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas. Para Roman, a pressão política e judicial comprometeu a independência dos levantamentos. Ele defendeu uma profunda reforma e despolitização da Justiça brasileira, além do impeachment de ministros, mas não apresentou, nas publicações, provas de que as pressões mencionadas tenham efetivamente alterado os resultados das pesquisas.
A manifestação ocorre após uma eleição em que Lula contrariou as projeções de vitória de Flávio Bolsonaro e conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. As declarações de Roman, à frente de um dos principais institutos de pesquisa do país, reacendem a discussão sobre a precisão dos levantamentos e os efeitos da judicialização sobre a atividade dos pesquisadores.
Pelo menos 12 imóveis na comunidade Rio do Ouro, em Irajá, na Zona Norte do Rio, foram interditados pela Defesa Civil após serem atingidos por um alagamento nesta segunda-feira (02). Uma tubulação da rede que atende à região se rompeu durante a madrugada e invadiu os imóveis da comunidade.
A tubulação de grande porte da concessionária Águas do Rio se rompeu por volta de 1h30, segundo relatos dos moradores. Ainda não se sabe o que provocou o rompimento. Nesta manhã, equipes da Prefeitura do Rio e da Águas do Rio atuam no local. A concessionária disse que enviou uma equipe a Irajá ainda durante a madrugada e que está fazendo o reparo da tubulação.
A deputada federal Benedita da Silva (PT), derrotada na disputa por uma vaga no Senado, é pule de dez. Além de companheira de longa data no patido, Bené foi fiel e atuante durante toda a campanha — inclusive no segundo turno, quando já estava fora dos palanques.
Benedita é uma unanimidade, defendida por integrantes todas as correntes petistas.
E quem conhece o partido, sabe que isso não é pouca coisa.
O desembargador Antônio Carlos Amorim, ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), morreu neste domingo (01), aos 96 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Estava internado no Samaritano. O velório será nesta segunda, das 9h às 12h, na capela 2 do Cemitério São João Batista, em Botafogo.
Amorim foi presidente do TJRJ no biênio 1993-1994, e também presidiu o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) entre 1995 e 1997. Ele graduou-se em Ciência Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC), em 1954. Dedicou-se ao exercício da advocacia e também atuou como jornalista no Tribuna da Imprensa.
Foi nomeado desembargador do TJ-RJ pelo quinto constitucional, tomando posse em 10 de agosto de 1984. Integrou a 4ª Câmara Cível e a 3ª Câmara Cível, além de presidir a 4ª Câmara Criminal. Foi eleito ainda para o Conselho da Magistratura, cumprindo o mandato de 1987 a 1988. Aposentou-se em 1997.
Natural de São Jerônimo (RS), recebeu o título de cidadão do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios de Miguel Pereira e Cabo Frio. Dá nome ao Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, localizado no 4º andar do Fórum Central.
Guanabara Tour: sob a justificativa de intercâmbio sobre segurança, oficiais da PM têm viagem de R$ 41,6 mil autorizada para a final da Libertadores no Uruguai
Enquanto o governo do estado prega rigor fiscal e contingenciamento de despesas, três oficiais superiores da Polícia Militar (PM) foram autorizados a viajar a Montevidéu, no Uruguai, para acompanhar presencialmente a final da Copa Libertadores da América.
A missão internacional, autorizada pela Casa Civil, custará R$ 41.687,51 aos cofres públicos.
De acordo com os autos do processo SEI-350016/019834/2026, a comitiva será integrada pelo coronel Ricardo Alexandre da Cruz Aguiar, comandante de Policiamento Especializado (CPE), pelo coronel Sandro Aguiar dos Santos, comandante do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) e pelo tenente-coronel Guylherme Lima Nogueira de Freitas, subcomandante administrativo do Bepe.
Inicialmente, o comandante do CPE cotado era o coronel Aristheu de Góes Lopes, substituído após mudança interna na unidade.
Passagens aéreas representam a maior parte das despesas
A maior fatia dos gastos será consumida pelas passagens aéreas de ida e volta, estimadas no valor total de R$ 22.812,21. Cada bilhete custará R$ 7.604,07. O processo prevê ainda o desembolso de R$ 564,90 para o seguro-viagem internacional do trio, equivalendo a R$ 188,30 por policial militar.
Para a cobertura das despesas com estadia, alimentação e deslocamento durante os cinco dias de afastamento — de 26 a 30 de novembro de 2026 —, o estado reservou R$ 18.310,40 em diárias e traslados. O cálculo baseou-se no cômputo de quatro diárias e dez cotas de traslado para cada agente.
O coronel Ricardo Alexandre da Cruz Aguiar terá direito a quatro diárias de US$ 280,00 (totalizando R$ 5.801,60 pelo câmbio fixado a R$ 5,18), somadas a R$ 440,00 em traslados urbanos (10 cotas de R$ 44,00), o que resulta em R$ 6.241,60.
Já os oficiais do Bepe, receberão quatro diárias de US$ 270,00 cada (R$ 5.594,40 por servidor), acrescidas dos mesmos R$ 440,00 de traslados urbanos, totalizando uma despesa individual de R$ 6.034,40 para cada um.
Cobrança da Casa Civil e justificativa técnica da PM
A liberação da despesa enfrentou questionamentos antes do aval definitivo. O secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, chegou a travar o andamento da autorização ao apontar que a documentação inicial carecia de detalhamento técnico, assemelhando-se a um simples acompanhamento esportivo presencial.
A pasta exigiu a apresentação de programação formal, demonstração de interlocução institucional com autoridades uruguaias e justificativa para a presença simultânea de três comandantes.
Para destravar o processo, a PM acionou a Embaixada do Uruguai e o Ministério do Interior do país vizinho, obtendo uma agenda preliminar de visitas e intercâmbio. Em sua defesa, a cúpula da segurança sustentou que a missão visa a estudar o planejamento operacional, o controle de acessos, a gestão de multidões e a atuação integrada no Estádio Centenário.
A corporação argumentou que o aprendizado servirá para atualizar protocolos de segurança em praças esportivas fluminenses — como o Maracanã e o Estádio Nilton Santos — e preparar o efetivo para os desafios da Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027.
Com a complementação, a Casa Civil autorizou formalmente o afastamento e a viagem.
Comentários 1
Duvido ele fazer isso na POLÍCIA Militar e Civil.