Tempo Real
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    Aldair de Linda e Allyson Elias durante a festa da vitória, que teve xingamentos de apoiadores contra o "aliado" Washington Quaquá

    Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

    Anthony Garotinho durante debate eleitoral no Rio. O candidato desistiu do recurso no TSE, que agora vai ouvir a PGE antes de decidir sobre o pedido — Foto:

    TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

    Plenário da Alerj

    Costenaro, João Pires e mais: conheça os 26 novos deputados da Alerj eleitos em 2026

    Anthony Garotinho

    Garotinho volta a dizer que foi vítima de ‘perseguição’ e que vai deixar eleitorado do Rio ‘arcar com a consequência das suas escolhas’

    Roberto Monteiro e Giselle Monteiro

    Sem dobradinha na família Monteiro: Giselle é reeleita deputada estadual, mas Roberto Monteiro Pai fica como suplente na Câmara dos Deputados

    Anthony Garotinho desiste de recurso, mas ação pode não ter efeito prático no TSE

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    Conrado e Andréa Sorvetão têm uma disputa judicial com a apresentadora Xuxa e já discutiram publicamente com a apresentadora

    Eleitores do Rio dão ‘beijinho, beijinho, tchau, tchau’ para Andréa Sorvetão, ex-paquita desafeto de Xuxa; seu marido, Conrado, também não se elegeu

    Garotinho desiste de recurso no TSE e deixa caminho aberto para que Douglas Ruas seja eleito governador sem segundo turno

    Garotinho desiste de recurso no TSE e deixa caminho aberto para que Douglas Ruas seja eleito governador sem segundo turno

    Dr. Luizinho

    Bye bye neutralidade: PP já volta a acenar para Douglas Ruas e Dr. Luizinho coloca bancada eleita pelo partido para a Alerj à disposição

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    Ilha Rasa, sede do Nas Rocas

    Antigo hotel Nas Rocas, em Búzios, vai ganhar cara nova na Ilha Rasa com projeto de mais de R$ 200 milhões para reconstrução

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    Governo do estado do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta

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    Já começou! Acompanhe a apuração das urnas com o TEMPO REAL

    Fernanda Fialho morreu aos 29 anos. Influenciadora, escritora e palestrante, ela se tornou uma referência na produção de conteúdo sobre autismo, neurodivergência e saúde mental. A causa da morte não foi divulgada.

    Morre aos 29 anos Fernanda Fialho, referência na defesa das pessoas autistas e neurodivergentes

    Na eleição de 2022, o Largo de São Francisco da Prainha bombou durante a apuração dos votos; lei seca

    Lei Seca só pra quem dirige: com venda de bebida liberada, bares do Rio terão até samba para acompanhar a apuração dos votos

    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

    Chuva forte provoca queda de árvores em diferentes pontos do estado e interdita a RJ-142, entre Casimiro de Abreu e Nova Friburgo

    Chuva encobre a paisagem do Rio neste sábado (3), primeiro dia do fim de semana. Previsão aponta tempo fechado ao longo do dia e mudança nas condições climáticas no domingo (4), dia da eleição.

    Previsão do tempo: Rio terá chuva no sábado e 30°C no domingo de eleição

    van de transporte escolar

    Vans e ônibus de transporte escolar vão poder usar faixas do BRS no Rio entre 11h e 14h

    Angélica e Eliana gravaram programa do SBT no apartamento que a loura paulista comprou na Lagoa

    Apresentadora Eliana comprou apartamento de cinco suítes na Lagoa e quase gritou ao dar de cara com a vista

  • Transparência
    Em mais uma edição do Diário Oficial, o Palácio Guanabara tem mais nomeação que exoneração

    Goleada no Diário Oficial: Ricardo Couto e Casa Civil mantêm ritmo onde nomeações superam exonerações em dia marcado por ‘limpa’ no Detran-RJ

    Exapicor, em Resende, foi um dos eventos contemplados com R$ 500 mil em patrocínio da Secretaria de Estado de Turismo em setembro.

    Com R$ 6,46 milhões liberados em setembro, Secretaria de Estado de Turismo prioriza o Médio Paraíba em nova rodada de patrocínios

    Uruan, o ex-secretário que pode ter que restituir R$ 15,5 milhões

    Sob rolo compressor: TCE-RJ pauta julgamento que cobra R$ 15,5 milhões de ex-secretário por supostas irregularidades em obras de asfalto fino

    Hospital Geral da Japuíba, em Angra dos Reis: unidade está entre as estruturas de saúde afetadas pela situação financeira que levou à contratação emergencial de serviços pela prefeitura.

    Conta salgada de R$ 106 milhões faz atraso da Prefeitura de Angra levar a contrato emergencial para manter hospital funcionando

    Sede da Cedae, no Centro do Rio — companhia é alvo de questionamentos no TCE-RJ sobre a disputa pela licitação de R$ 89 milhões do Novo Guandu.

    Pule de dez? Disputa por licitação de R$ 89 milhões da Cedae para o Novo Guandu chega ao TCE

    O projeto da obra que vai ligara a Estrada da Posse à a Avenida Brasil, na Zona Oeste

    Luz no fim do túnel? Prefeitura do Rio autoriza cessão de contrato de R$ 212,9 milhões para obra de ligação viária na Zona Oeste, mas OECI permanece no negócio

    O deputado estadual Alan Lopes, autor da representação que levou o TCE-RJ a suspender a contratação do novo sistema estadual de bilhetagem sem licitação. Foto: Divulgação/Alerj.

    Após denúncia de deputado, possibilidade de contratação do novo sistema de bilhetagem do estado sem licitação é suspensa pelo TCE-RJ

    Campanhas eleitorais injetaram quase meio bilhão de reais na economia do estado em 2026

    Quem paga a conta? Campanhas no Rio já movimentam R$ 484,5 milhões, e 90% são recursos públicos

    Os salários dos administradores e conselheiros da Cedae deverão ser publicados no site da companhia

    Ops, falha nossa: Cedae só manteve regras sobre salários e gratificações (não criou); e reorganizou a estrutura da companhia

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    Transportes serão gratuitos nas eleições; barcas e metrô

    Eleições 2026: metrô terá trens extra e barcas vão operar até 0h no dia da votação; saiba como vão funcionar transportes no domingo (04)

    O caminhão mamógrafo da Fundação Laço Rosa: oferta de 1.500 exames gratuitos

    Caminhão mamógrafo da Fundação Laço Rosa chega ao Rio com 1.500 exames gratuitos

    Famílias atípicas poderão contar com documento emitido pelo Detran-RJ para facilitar a comprovação da condição de cuidador e o acesso a atendimento prioritário.

    Detran-RJ regulamenta emissão do Documento de Identificação da Mãe Atípica

    Transporte será gratuito nas eleições

    Eleições 2026: estado e cidade do Rio terão transporte gratuito nos dias de votação

    Vans municipais vão integrar o Sistema de Transporte Unificado Complementar

    Prefeitura do Rio cria Sistema de Transporte Unificado Complementar para integrar vans ao Bilhete Único e ao sistema Jaé

    Corpo de Bombeiros, taxa de incêndio

    Corpo de Bombeiros divulga valores da taxa de incêndio e datas para 2027

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    Linha Amarela terá série de interdições para manutenção até domingo (20)

    Agência Rioprevidência

    Governo do estado detalha novas regras da prova de vida digital para aposentados do Rioprevidência; confira passo a passo

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    Bora lá: antes de ir às urnas, carioca pode aproveitar Festival do Rio, Rio Gastronomia e exposição inédita; confira dicas para fim de semana

    Marvvila, Ananda e Yan são as atrações principais da edição especial do Casarão do Firmino, que acontece nesta sexta-feira (2), na quadra do Acadêmicos do Salgueiro, no Andaraí. A programação começa às 18h, com abertura do Grupo BatuQG e DJ Nicolle Neumann nos intervalos.

    Casarão do Firmino faz edição especial na quadra do Salgueiro com shows de Marvvila, Yan e Ananda

    Jorge Aragão em show no Rio de Janeiro

    Bora lá: Jorge Aragão, Major RD, Hamilton de Holanda, Linn da Quebrada e muito mais agitam fim de semana no Rio

    Hacktudo comemora 10 anos neste fim de semana no MAM Rio, com entrada gratuita e atrações de inteligência artificial, robótica e drones

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    Paolla Oliveira

    Carnaval 2027: Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense

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    Cachaça, samba e história: evento na Lapa terá debate sobre a relação da bebida com a cultura carioca

    Emicida, Fernanda Abreu e Leci Brandão

    Bora lá: semana no Rio termina com circo, samba e shows de Emicida, Fernanda Abreu e Leci Brandão 

    O Theatro Municipal do Rio recebe a quarta edição do Festival Oficina de Ópera, que aposta na formação de novos talentos da música lírica

    Festival Oficina de Ópera leva nova geração da música lírica ao Salão Assyrio do Theatro Municipal

    Tony Tornado

    Alerj aprova Medalha Tiradentes para Tony Tornado

  • Opinião
    Flávio Bolsonaro participa de ato de campanha na reta final da eleição; religião ganhou espaço na disputa nos últimos dias

    A fé de Flávio

    Lula durante ato de campanha. A uma semana da eleição, o presidente colocou no centro do debate um tema que mistura futebol, economia e política: a proibição das bets.

    A aposta de Lula

    Há quem enxergue a crise recente no Supremo Tribunal Federal como um acidente. Um choque de egos. Uma divergência jurídica que saiu do controle. Talvez seja. Mas existe outra hipótese que merece atenção. E se nada disso tiver sido improvisado? André Mendonça não é um novato. Não chegou ontem ao Supremo. Conhece os ritos, conhece os colegas, conhece os limites e, principalmente, conhece as consequências de cada movimento dentro de uma Corte que vive sob tensão permanente. Por isso chama atenção o momento escolhido para determinados gestos e manifestações. Não apenas pelo conteúdo, mas pelo contexto. A data. O ambiente político. O início da gestão de Edson Fachin na presidência do tribunal. Tudo isso compõe um cenário que dificilmente pode ser tratado como coincidência. Fachin assume uma Corte fragmentada. Herdou um tribunal marcado por disputas internas, vazamentos, divergências públicas e uma exposição cada vez maior de suas próprias contradições. Não é segredo para ninguém que o Supremo atravessa uma crise de imagem.

    Quem ganha quando o STF perde?

    sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

    Robôs no palanque: as novas regras do TSE para a IA nas eleições

    Entre flores e velas: enquanto homenagens se multiplicam no 8 de março, a violência contra a mulher continua sendo uma realidade no Brasil.

    Entre flores e velas: o Brasil das mulheres  

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Início Rio é Rua

Rio é Rua

30/07/24 16:10
  • Oscar Valporto Oscar Valporto

Mulheres, brasileiras e olímpicas: 92 anos de histórias até Paris 2024

Mulheres, brasileiras e olímpicas: 92 anos de histórias até Paris 2024

Medalhistas de bronze: Lorrane, Rebeca e Flávia (as três ao centro), mulheres, negras e da periferia, – acompanhadas de Julia e Jade – da equipe brasileira de ginástica em Paris 2024 (Foto: Miriam Jeske/COB)

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“Não havia mulheres nas provas dos festivais esportivos promovidos em Olímpia, na Grécia Antiga, e interrompidos três séculos antes de Cristo, como também não havia atletas do sexo feminino quando os Jogos Olímpicos foram retomados em Atenas, em 1896”. Assim começa meu livro ‘Atleta, substantivo feminino’, que conta a jornada de 20 atletas olímpicas brasileiras, da pioneira Maria Lenk às medalhistas no retorno dos Jogos à capital grega em 2004 (escrevi o livro em 2006): as primeiras medalhas de mulheres brasileiras só vieram nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996.  A história dessas 20 mulheres é reveladora das dificuldades da vida de atleta e de como essas dificuldades se multiplicam com o fator gênero. Por isso, o Brasil ter mais mulheres do que homens em sua delegação olímpica em Paris 2024 é um marco histórico – com um enorme significado para o esporte brasileiro e para gerações de substantivas atletas.

A nadadora Maria Lenk, primeira mulher brasileira e sul-americana a disputar os Jogos Olímpicos, em Los Angeles 1932, quando era a única mulher em uma delegação de 67 atletas do Brasil, escreveu seu nome na história esportiva do país e tornou-se, por este pioneirismo, razoavelmente conhecida até mesmo fora do ambiente do esporte. Mas a situação de Maria Lenk – única mulher em uma delegação olímpica do Brasil – repetiu-se nos Jogos de  Helsinki 1952, com Wanda dos Santos, do atletismo; em Melbourne 1956, com Mary Dalva Proença, dos saltos ornamentais; em Roma 1960, novamente com Wanda; e em Tóquio 1964, com Aída dos Santos que ficou em quarto lugar na prova do salto em altura – até 1996, era o melhor resultado de uma mulher brasileira nos Jogos Olímpicos.

O feito de Aída fica ainda mais significativo no cenário vivido pelos atletas olímpicos brasileiros 60 ou 70 anos atrás. O bicampeão olímpico (1952 e 1956) Adhemar Ferreira da Silva (que bateu quatro vezes o recorde mundial do salto triplo) se sustentava com o modesto salário de servidor da Prefeitura de São Paulo, obrigado a bater ponto e com pouco tempo para treinar. Aída, filha de pedreiro e lavadeira, moradora do Morro do Arroz, em Niterói, chegou a apanhar do pai por querer ser atleta; ouviu insultos racistas ao disputar provas de atletismo. Precisou fazer o índice olímpico quatro vezes para conseguir a vaga em Tóquio – os dirigentes não queriam o “estorvo” de levar uma mulher numa delegação só de homens. Viajou sem técnico e sem material adequado para competir; foi praticamente abandonada pelos dirigentes no Japão. Atleta, mulher, brasileira e negra: o sarrafo que Aída dos Santos superou em 1964 era muito alto (no atletismo, chama-se sarrafo aquela barra que os atletas dos saltos em altura e com vara precisam superar sem derrubar).

Neste domingo, Larissa Pimenta ganhou uma medalha de bronze no judô – nas manchetes brasileiras, o destaque para a marca de cinco Jogos Olímpicos consecutivos com atletas da equipe feminina no pódio. Faltou lembrar: até 1979, era proibido, por decreto (decreto dos tempos do Estado Novo regulamentado pela ditadura em 1965), competições de luta entre mulheres. O livro de 2006 tem a história de Soraia André, nascida no bairro pobre da Zona Norte de São Paulo, judoca do Brasil nos Jogos Olímpicos de 1988 e 1992, os primeiros com equipes femininas. Mesmo enfrentando os desmandos dos dirigentes da Federação de Judô, ganhou três medalhas nos Jogos Pan-Americanos (ouro em Indianápolis 1987) e acumulou pódios em competições continentais, enquanto dava aulas de judô e estudava – formou-se em Educação Física, ainda atleta, e tem  graduação em Psicologia e pós-graduação em Psicopedagogia, Direito Educacional, Psicologia do Esporte.

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Rafaela Silva, da Cidade de Deus, a campeã olímpica no Rio 2016: ofensas racistas mesmo após o pódio (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

Se tivesse feito uma reedição do livro depois dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, talvez tivesse acrescentado a história da campeã olímpica Rafaela Silva: negra, como Soraia, da periferia (no caso da Cidade de Deus, da Zona Oeste carioca) como Soraia, e ainda vítima do racismo ostensivo multiplicado pelas redes sociais: foi assim depois de ser campeã olímpica, foi assim agora após ser eliminada na semifinal em Paris 2024. As trajetórias das atletas olímpicas retratadas no livro mostram uma diversidade de históricos familiares – algumas nasceram na favela, outras são filhas da classe média; tem atletas filhas de fãs dos esportes e atletas que apanharam por gostar de esporte. Mas todas invariavelmente fizeram sacrifícios comuns aos atletas de alto rendimento – o que inclui dores permanentes e cicatrizes – e todas precisaram superar um sarrafo mais alto por ser mulher.

Hoje, muitos conhecem a história de Rayssa Leal, filha de pai vidraceiro e mãe caixa de mercado, que saiu de Imperatriz, no Maranhão, para ganhar duas medalhas olímpicas. Mas são poucos os que acompanham a trajetória de Bruna de Paula, bicampeã dos Jogos Pan-Americanos e artilheira da seleção brasileira de handebol nos Jogos Olímpicos de Paris 2024: na infância, colheu café com a mãe em Campestre, Mato Grosso do Sul, vendeu picolé e trabalhou como auxiliar de mecânica.  Começou a jogar handebol na escola, foi morar longe da família para se dedicar ao esporte com 15 anos, ganhou fama: jogou seis anos na França e está na Hungria.

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Bruna de Paula, estrela da seleção feminina, artilheira em Paris 2024, bicampeã nos Jogos Pan-Americanos: na infância, colheu café, vendeu picolé e trabalhou como auxiliar de mecânica (Foto: COB)

Muita gente também já sabe que a estrela Rebeca Andrade (três medalhas olímpicas em Tóquio) é filha de uma empregada doméstica, criada com seis irmãos pela mãe solo em Guarulhos, que saiu de casa aos 10 anos para se dedicar ao esporte. Mas não são tantas as pessoas que sabem das trajetórias de suas companheiras Flávia Saraiva e Lorrane dos Santos (negras como Rebeca), do time brasileiro – que chegou, em Paris 2024, pela primeira vez a final olímpica por equipes: Flavinha é filha de vendedores, moradores de Paciência, na Zona Oeste – levava duas horas de van para chegar aos locais de treino no Rio e com 11 anos foi morar longe da família no interior do estado para se dedicar a ginástica. Lorrane foi descoberta para a ginástica no circo mantido por uma ONG na Baixada Fluminense.

O livro de 2006 termina com a história da mais jovem das medalhistas em Atleta, ‘substantivo feminino’: a entrevista foi por telefone porque, aos 20 anos, ela estava na Suécia, para onde a carreira esportiva a levara.  Aos 14 anos, tinha deixado a cidade natal, sozinha, para correr atrás de seu sonho. Hoje, aos 38 anos, Marta – que, literalmente, é conhecida no mundo inteiro – está na sua sexta participação olímpica (foi prata com a seleção em 2004 e 2008); a menina de Dois Riachos, no interior de Alagoas, enfrentou todo tipo de preconceito por gostar de jogar futebol (aliás, o esporte também estava proibido por aquele decreto do judô). A estrela do futebol, seis vezes eleita melhor jogadora do mundo, agora é uma porta-voz dos direitos das mulheres, como a igualdade nas premiações, e da comunidade LGBT+ e também contra o racismo e outras discriminações no esporte. São histórias que o esporte possibilita para inspirar novas histórias e iluminar também trajetórias com menos visibilidade.

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Marta (10) vibra com gol do Brasil na estreia em Paris 2024 na sexta participação olímpica da eleita seis vezes melhor do mundo: do preconceito enfrentado em Dois Riachos a porta-voz dos direitos das mulheres (Foto:
Rafael Ribeiro / CBF)

Texto publicado originalmente no #Colabora – Jornalismo Sustentável

Escrito por:

Oscar Valporto Oscar Valporto Ver publicações

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Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

05/10/2026 18:48

TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

05/10/2026 18:14

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Política

Até na vitória, os ‘melhores inimigos’ do PT de Maricá entram em guerra. Quaquá é ‘saudado’ com palavrão e diz que ‘se livrou das cangalhas’

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João Arruda

05/10/2026 18:48

Nem a vitória, ou melhor, as vitórias, nas urnas sossegam o clima político em Maricá. Na festa por ter conquistado a vaga de deputado estadual, Allyson Elias (PT) viu seu pai, o presidente da Câmara dos Vereadores, Aldair de Linda, criticar duramente o prefeito Washington Quaquá (PT), a quem acusou de ter ganhado a eleição passada “viajando, sem fazer um comício”.

Até não muito tempo atrás eram todos aliados. Mas informações de bastidores dão conta de que Quaquá orientou vereadores da base a direcionarem seu apoio à candidatura de Zeidan (PT), abandonando Allyson. Fato é que os dois candidatos do partido se elegeram. Mas isso diminuiu a treta? Parece só ter aumentado…

Antes mesmo de as urnas serem abertas, Aldair já estava esbravejando contra Quaquá. Ele se dirigiu aos vereadores que supostamente teriam pulado do barco da candidatura de Allyson batendo duro no aliado/adversário.

“Entendo vocês. Sei que não é da vontade de vocês deixar de apoiar meu filho […] Mas entendo. Hoje em Maricá a gente não vive uma democracia, a gente vive uma ditadura”.

Já na hora da festa de Allyson, apoiadores criaram aquele “clima ameno” de arquibancada ao gritar: “Ei, Quaquá, vai…”. Sabemos que o pelotão da torcida organizada Raça Rubro-Negra apoiou o deputado eleito. Agora, se eles influenciaram nas “palavras de ordem”, não dá para afirmar. Mas que o coro estava ensaiadinho, ah, isso estava.

Acha que ainda está pouco de treta? Washington Quaquá queria muito eleger o filho, Diego (PT), deputado federal. Para isso, segundo os bastidores da política de Maricá, teria tentado convencer seu então aliado, Fabiano Horta (PT), a sair candidato a senador. Fabiano não ouviu o canto da sereia e resolveu que ia concorrer à Câmara dos Deputados. Inevitavelmente, disputando território com o filho seu aliado. Podia dar bom? Até podia, tanto que deu. Os dois foram eleitos. Sinal de paz em Maricá? Pelo retrospecto, complicado de afirmar…

Tanto que ontem, no fim da tarde, Washington Quaquá gravou um vídeo, sem citar nomes, dizendo que se livrou das “más companhias”.

“Me livrei das cangalhas que eu tinha que carregar. Que vinham cheias de esgoto. Esse turma que só quer mamar na teta vai se ferrar”, atacou o prefeito, que disse estar “melhor só do que mal acompanhado”.

 

Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que "se livrou das cangalhas"
Washington Quaquá conseguiu eleger o filho, Diego, e disse que “se livrou das cangalhas”. Foto: Reprodução

A propósito, Allyson Elias, aquele lá do começo do texto, tem 32 anos e é empresário. Na Justiça Eleitoral, declarou-se quilombola. Ele é neto de Romilda Nunes, notória figura política e vereadora de Maricá, que ficou conhecida como Dona Linda.

O que diz o prefeito de Maricá, Washington Quaquá

A assessoria de imprensa do prefeito de Maricá enviou posicionamento oficial sobre a reportagem. Eis a íntegra da nota:

“Quem levou os vereadores para apoiar o Alysson fui eu. Tirei os que eu mesmo trouxe, depois que vimos que ele estava fazendo campanha fora do combinado. Tiro um peso das minhas costas e uma erva daninha de dentro da máquina pública”

Mas o rompimento fará bem para Maricá e para o nosso governo”

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Política

TSE determina que Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste antes de decidir sobre desistência de Garotinho

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Redação

05/10/2026 18:14

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (05) que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifeste sobre o pedido de desistência apresentado por Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio.

A PGE terá dois dias para apresentar o parecer. A decisão significa que o pedido de Garotinho não foi homologado de imediato pelo TSE.

A defesa do ex-governador protocolou às 14h09 desta segunda-feira um termo de desistência do recurso. No documento, os advogados afirmam que a decisão foi “livre, expressa, consciente e irretratável” e pedem o encerramento do processo.

Garotinho também havia solicitado ao TSE uma tutela de urgência para manter os direitos relacionados à candidatura enquanto o recurso estivesse em análise. Segundo Floriano Marques, porém, esse pedido perdeu o objeto após a realização do primeiro turno.

Votos podem mudar resultado

Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos para governador.

Douglas Ruas (PL) terminou o primeiro turno com 49,27%, enquanto Eduardo Paes (PSD) teve 42,76%. Caso os votos de Garotinho sejam definitivamente retirados da base de votos válidos e ocorra uma nova totalização, Ruas ultrapassa os 50% necessários para a eleição em primeiro turno.

A definição, porém, ainda depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido de desistência e dos efeitos sobre a totalização dos votos.

Registro foi indeferido

O TRE-RJ indeferiu por unanimidade o registro da candidatura de Garotinho por entender que ele não preenchia as condições de elegibilidade e que havia incidência de causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.

Na sexta-feira (02), Floriano Marques já havia determinado que os votos dados a Garotinho fossem registrados como “anulados sub judice”, enquanto o recurso contra o indeferimento estivesse em análise.

Com informações do g1

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Política

Costenaro, João Pires e mais: conheça os 26 novos deputados da Alerj eleitos em 2026

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Gabriele Maia

05/10/2026 17:36

A eleição deste domingo (04) renovou parte da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para a próxima legislatura. Dos 70 deputados estaduais eleitos, 26 nunca exerceram mandato na Casa e chegarão ao Palácio Tiradentes pela primeira vez a partir de 2027.

O grupo reúne vereadores, ex-prefeitos, ex-secretários, empresários, influenciadores e nomes ligados a famílias tradicionais da política fluminense.

A renovação corresponde a 37% das cadeiras da Alerj. Outros 42 deputados foram reeleitos e dois ex-parlamentares — Márcio Canella (União) e André Ceciliano (PT) — conseguiram retornar à Assembleia.

Confira quem são os 26 estreantes, em ordem de votação:

1. Costenaro (Novo) — 121.780 votos

Gabriel Costenaro foi o estreante mais votado para a Alerj. Natural de Nova Iguaçu, ganhou projeção nacional após um episódio envolvendo o deputado federal Glauber Braga (PSOL), que o expulsou de dentro da Câmara a chutes após se sentir pessoalmente ofendido. Costenaro iniciou sua trajetória política no Movimento Brasil Livre (MBL), do qual se desligou em 2025. Ele já disputou uma vaga de vereador pelo Rio em 2024 mas terminou como suplente, com 12.018 votos. Neste ano, recebeu apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e conseguiu se eleger com vantagem.

2. Dra. Gabriela (PL) — 96.267 votos

Gabriela Azevedo é médica cardiologista e irmã do prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL). Ela concentrou sua campanha em pautas relacionadas à saúde pública e em demandas da Região dos Lagos. Foi a segunda estreante mais votada e terminou entre os dez candidatos com maior votação para deputado estadual.

3. João Pires (PSD) — 90.195 votos

Conhecido nas redes sociais como “o cara do posto”, João Pires ganhou projeção com ações de fiscalização em postos de combustíveis e críticas ao que chama de “máfia dos combustíveis”. Ele foi secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, no Procon Carioca, e é economista pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

4. Alexandre Isquierdo Malafaia (PL) — 83.461 votos

Empresário e ex-vereador do Rio, Alexandre Isquierdo exerceu três mandatos consecutivos na Câmara Municipal, entre 2013 e 2024. Em 2026, passou a usar oficialmente o sobrenome “Malafaia” nas urnas para ser o sucessor político de Samuel Malafaia, que não disputou a reeleição para a Alerj.

5. Fernanda Neves (PDT) — 83.326 votos

Fernanda Neves é pedagoga, professora concursada da rede pública há mais de 30 anos e mulher do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Ela construiu sua trajetória política ao lado de projetos ligados à educação e a políticas sociais. Foi a deputada estadual mais votada da história de Niterói e chega à Alerj para seu primeiro mandato.

6. Léo Vieira Filho (PSDB) — 72.939 votos

Leonardo Vieira é empresário e filho do prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira (PSDB). Na campanha, apresentou propostas voltadas principalmente para jovens em situação de vulnerabilidade e para a prevenção da entrada de adolescentes e jovens no crime organizado.

7. Nelsinho Ruas (PL) — 70.552 votos

Nelson Ruas é vereador de São Gonçalo, filho do prefeito Capitão Nelson (PL) e irmão de Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj e candidato ao governo do estado.

8. Rodrigo Medeiros (PL) — 65.530 votos

Rodrigo Medeiros foi prefeito de Tanguá por dois mandatos. Eleito pela primeira vez em 2020, foi reeleito em 2024 com 80,2% dos votos válidos – 16.831 votos. Deixou o comando do município para disputar uma cadeira na Alerj.

9. Felipe Pampolha (PP) — 61.589 votos

Felipe Pampolha é primo do ex-vice-governador Thiago Pampolha, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

10. Delegado Bernardo Leal (PP) — 57.254 votos

Delegado da Polícia Civil, Bernardo Leal ganhou notoriedade após ser baleado durante a chamada Megaoperação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Ele foi atingido por um tiro de fuzil, ficou em coma e teve a perna direita amputada.

11. Allyson Elias (PT) — 51.145 votos

Allyson Elias é filho do presidente da Câmara de Maricá, Aldair de Linda (PT), e neto da ex-vereadora Linda. Ele se autodeclara quilombola e é o primeiro representante da categoria a ser eleito para a Alerj.

12. Leandro do Waguinho (Republicanos) — 49.013 votos

Leandro é aliado do ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos), grupo político pelo qual ganhou espaço na administração municipal. Ele ocupou o cargo de secretário de Compras e Suprimentos e disputou sua primeira eleição em 2026.

13. Coronel Menezes (PL) — 46.700 votos

Marcelo de Menezes é coronel da Polícia Militar e foi secretário estadual de Polícia Militar durante a gestão de Cláudio Castro (PL). Ele ganhou projeção por participar do planejamento da Megaoperação Contenção.

14. Luciana Boiteux (PSOL) — 44.928 votos

Advogada, pesquisadora e professora concursada de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciana Boiteux tem trajetória ligada à defesa dos direitos humanos e à reforma da política de drogas. Ela ganhou projeção eleitoral ao concorrer como vice-prefeita do Rio em 2016 e, posteriormente, assumiu uma cadeira na Câmara Municipal do Rio.

15. Leonel de Esquerda (PT) — 44.597 votos

Vereador do Rio em primeiro mandato, Leonel de Esquerda ganhou projeção nacional após ser agredido durante as eleições municipais de 2024. Ele filmava o então candidato a prefeito Rodrigo Amorim (PL) na Praça Varnhagen, na Tijuca, quando foi atacado. Leonel sofreu traumatismo craniano leve e fraturas no nariz e nos dentes.

16. Serginho (PDT) — 43.664 votos

Sergio Alberto Corrêa da Rocha, conhecido como Serginho, é vereador de Duque de Caxias e teve uma das maiores votações da história da Câmara Municipal. Sua principal base eleitoral está concentrada no município e na Baixada Fluminense.

17. Ana Paula Mendes (PSD) — 43.356 votos

Jornalista, Ana Paula Mendes ficou conhecida na Região dos Lagos por sua atuação como apresentadora de telejornais locais da InterTV, afiliada da TV Globo.

18. Poubel Filho (PL) — 42.871 votos

Kauan Poubel, de 23 anos, é filho do deputado federal eleito Filippe Poubel (PL). Ele entrou na política com o apoio do pai, que deixou a Alerj para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

19. Daniel Marques (PL) — 42.768 votos

Advogado e ex-vereador de Niterói, Daniel Marques também foi secretário municipal de Meio Ambiente. Na eleição estadual, contou com o apoio de setores ligados ao bolsonarismo e do grupo político de Douglas Ruas (PL).

20. Adilson Pires (PT) — 42.467 votos

Um dos fundadores do PT no Rio, Adilson Pires tem longa trajetória na política carioca. Foi vereador da capital por seis mandatos e vice-prefeito durante o segundo mandato de Eduardo Paes. Ao longo da carreira, também ocupou as secretarias estadual de Assistência Social, municipal de Desenvolvimento Social, de Integração Racial e de Direitos Humanos. Agora, retorna ao Legislativo, desta vez para seu primeiro mandato na Alerj.

21. Felipe Tropa (PL) — 41.293 votos

Felipe Ferreira, conhecido como Felipe Tropa, é empresário e influenciador digital ligado à direita na Baixada Fluminense. Aos 45 anos, construiu seu público nas redes sociais falando sobre segurança pública.

22. Vantoil Martins (PSB) — 39.179 votos

Vantoil Martins foi prefeito de Iguaba Grande por dois mandatos e também exerceu quatro mandatos como vereador do município. Bacharel em Direito e servidor público concursado, deixou a prefeitura após dois mandatos para disputar uma vaga na Assembleia.

23. Soldado Tobias (PRD) — 37.969 votos

Tobias é policial militar e advogado. Após disputar eleições anteriores sem conseguir uma cadeira, foi eleito deputado estadual em 2026 e compõe a chamada “bancada da bala”.

24. Joyce Trindade (PSD) — 37.088 votos

Joyce Trindade ganhou projeção ao assumir a pasta de Políticas para Mulheres da Prefeitura do Rio. Eleita vereadora em 2024, construiu sua atuação política em pautas relacionadas às mulheres, ao combate ao feminicídio e à autonomia econômica feminina.

25. Raone Ferreira (PT) — 28.377 votos

Professor de História e doutor em Educação, Raone Ferreira foi vereador de Volta Redonda e reeleito para a Câmara Municipal em 2024. Ele chega à Alerj como o único nome do PT no Sul Fluminense.

26. Carlos Russo (DC) — 27.447 votos

Vereador de Araruama, Carlos Russo foi reeleito em 2024 para seu quarto mandato na Câmara Municipal. Comerciante, construiu sua base política na Região dos Lagos. Em 2026, enfrentou uma disputa judicial relacionada à troca de partido, mas conseguiu manter sua candidatura e foi eleito para a Alerj.

A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. Isso significa que as cadeiras não são distribuídas apenas pela votação individual: o desempenho dos partidos e federações também entra no cálculo, e os candidatos mais votados dentro das legendas que conquistam vagas são eleitos. Por isso, a quantidade de votos necessária para conseguir uma cadeira varia de acordo com o desempenho de cada partido.

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Política

Garotinho volta a dizer que foi vítima de ‘perseguição’ e que vai deixar eleitorado do Rio ‘arcar com a consequência das suas escolhas’

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Redação

05/10/2026 16:59

Pouco após anunciar que desistiu do recurso no TSE contra sua inelegibilidade, Anthony Garotinho (Republicanos) convocou uma entrevista coletiva para comentar a decisão — que pode abrir caminho para uma recontagem dos votos e facilitar a possível eleição de Douglas Ruas (PL) sem um segundo turno.

Na entrevista, ele afirmou que não deve apoiar Ruas nem Eduardo Paes (PSD) em um segundo turno. Em carta lida por ele durante a coletiva, o ex-governador disse que “não restou outra decisão jurídica a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável” do recurso para deixar o “povo do nosso Estado arcar com as consequências das suas escolhas”.

Na carta, Garotinho diz que o eleitorado escolheu “milicianos, corruptos, que ostentam fazendas e mansões, políticos bandidos aliados do tráfico” e voltou a alfinetar o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar.

“O Ministério Público sabe de tudo. A Justiça Eleitoral sabe de tudo, as Polícias Civil e Federal sabem de tudo. Hoje, uma parte expressiva do Estado disse: “Parabéns, Rodrigo Bacellar e sua gangue… Parabéns, Cláudio Castro e sua quadrilha”, escreveu.

Garotinho fala que foi perseguido pela Justiça

Além das críticas a outros políticos, Garotinho também insinua, na carta, que a Justiça Eleitoral perseguiu sua campanha. O candidato teve seu registro de candidatura anulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).

“Não perderei tempo reclamando da Justiça Eleitoral, pois a imensa maioria da população viu a perseguição sofrida por mim, tão clara como a luz do sol”, disse.

Nesta segunda (05), Douglas Ruas disse que confia que será declarado eleito governador ainda no primeiro turno com a anulação dos votos. Mesmo com a desistência de Garotinho no recurso, a realização ou não de um segundo turno vai depender da decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro e sobre o próprio pedido de desistência.

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Berenice Seara

Bênção do pastor já não garante mandato: grandes igrejas perdem força nas urnas do Rio

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Berenice Seara

05/10/2026 16:57

As eleições deste domingo (4) mexeram numa engrenagem que, durante anos, funcionou com eficiência de relógio suíço na política do Rio: a capacidade das grandes igrejas evangélicas de transformar sua força religiosa e sua estrutura institucional em votos para candidatos escolhidos pelas denominações.

Não significa que o eleitor evangélico tenha perdido peso — muito menos que tenha abandonado a política.

O que as urnas de 2026 mostram é algo diferente: algumas das igrejas que historicamente construíram bancadas próprias sofreram derrotas importantes e perderam representantes.

Na Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo, o recado das urnas foi mais contundente.

A denominação chegou à eleição com quatro deputados federais do Rio identificados com a igreja: Rosangela Gomes, Luis Carlos Gomes, Jorge Braz e Marcelo Crivella. Todos pelo Republicanos.

Na nova bancada fluminense, a presença diminuiu. Só Luis Carlos Gomes conseguiu se eleger.

Nem a relação familiar com a Igreja Universal foi suficiente

Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo e um dos nomes de maior projeção política da história da Universal, disputou uma das duas vagas do Rio no Senado. O ex-prefeito do Rio terminou a eleição com pouco mais de 500 mil votos (cerca de 3,4%). Muito, mas muito distante dos eleitos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, que ultrapassaram a marca dos 3,9 milhões de votos.

A votação ganha dimensão justamente pela trajetória de Crivella. Ele já ocupou uma cadeira no Senado e, em 2016, foi eleito prefeito do Rio com 1,7 milhão de votos no segundo turno.

Desta vez, nem o peso de seu sobrenome dentro da Universal nem a estrutura política construída ao longo de décadas foram suficientes para colocá-lo perto da disputa por uma das duas vagas.

Os filhos de R.R. Soares ficam sem mandato

Na Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada pelo missionário R.R. Soares, o resultado também foi ruim.

Dois filhos do líder religioso concorreram no Rio pelo PSDB e nenhum conseguiu se eleger.

Marcos R.R. Soares tentou permanecer na Câmara dos Deputados, enquanto Filipe R.R. Soares buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Os dois ficaram na suplência.

É uma mudança importante para uma família que, durante anos, conseguiu manter representação política associada diretamente ao nome do fundador da Igreja da Graça.

Madureira também perde uma cadeira de peso

Uma das mais tradicionais denominações do universo pentecostal fluminense, a Assembleia de Deus de Madureira também sofreu uma derrota relevante.

Otoni de Paula (PSD), pastor e um dos deputados evangélicos de maior exposição política do Rio nos últimos anos, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal.

Otoni havia recebido apoio de lideranças da Assembleia de Deus de Madureira e chegou à eleição depois de dois mandatos na Câmara. Sua trajetória política foi marcada inicialmente pela forte identificação com o bolsonarismo, mas, nos últimos anos, o deputado se aproximou de Eduardo Paes e abriu diálogo com o governo Lula.

Mas a igreja não ficou sem representação. Rosenverg Reis (MDB) conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa, com 139.866 votos.

Malafaia, a exceção que confirma a regra, passa praticamente ileso

Se Universal, Igreja da Graça e Madureira têm motivos para fazer as contas depois das urnas, o grupo político-religioso mais próximo de Silas Malafaia atravessou a eleição em situação diferente.

Dois nomes fortemente associados ao pastor foram eleitos.

Sóstenes Cavalcante (PL), pastor licenciado da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja comandada por Malafaia, garantiu novo mandato de deputado federal. Sóstenes é uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso e teve atuação destacada na articulação política do campo bolsonarista durante a campanha. A ligação política e religiosa entre os dois é antiga e continuou explícita durante o processo eleitoral de 2026.

Na Assembleia Legislativa, Alexandre Isquierdo (PL) usou até Malafaia no nome de urna — e também conquistou a sua cadeirinha.

 

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Política

Sem dobradinha na família Monteiro: Giselle é reeleita deputada estadual, mas Roberto Monteiro Pai fica como suplente na Câmara dos Deputados

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Duda Goulart

05/10/2026 16:12

A família do ex-vereador Gabriel Monteiro terminou o domingo (04) a apuração das eleições de 2026 dividida — ao menos nas urnas. Enquanto Roberto Monteiro Pai (PL), que tentava um novo mandato na Câmara dos Deputados, não garantiu a reeleição, sua filha, a deputada estadual Giselle Monteiro (PL), conseguiu a cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelos próximos quatro anos.

Roberto conquistou 38.036 votos e ficou como suplente. Já sua filha, Giselle Monteiro, teve mais votos que seu pai — 44.532 — e vai para o segundo mandato.

De acordo com um levantamento do TEMPO REAL, Roberto contratou ao menos oito secretários parlamentares de seu gabinete para trabalhar na campanha. Do gabinete de Giselle, são também oito assessores da Alerj trabalhando na campanha de Roberto.

O investimento da campanha de Roberto foi  de R$ 2.395.127,10. A campanha de sua filha teve um gasto mais singelo, com R$ 234.829,22 em despesas, mas conseguiu atrair mais votos.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Política

Desistência de Garotinho não apaga votos nem muda resultado automaticamente, diz jurisprudência do TSE

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Redação

05/10/2026 15:21

A desistência apresentada por Anthony Garotinho (Republicanos) após a realização do primeiro turno não produz, por si só, o efeito jurídico de anular os votos recebidos pelo candidato ou alterar o resultado da eleição para o Governo do Rio.

A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera que, depois de realizada a votação, estão em jogo interesses que ultrapassam a vontade individual do candidato, porque envolvem a manifestação dos eleitores e a legitimidade do pleito.

O TSE já decidiu expressamente que, realizadas as eleições, o candidato não pode desistir de recurso em processo de registro com o objetivo de, “por vontade própria”, tornar nulos os votos que recebeu. Em março deste ano, no AgR-REspEl 0600297-91, relatado pela ministra Estela Aranha, a Corte voltou a afirmar que a desistência posterior ao pleito pode ser inadmissível quando interfere na vontade popular, por envolver direito indisponível e matéria de ordem pública. O entendimento repete precedentes de 2013 e 2012.

No caso das eleições majoritárias, as próprias regras de totalização do TSE reforçam que os votos de candidatura com registro ainda sob recurso permanecem anulados sub judice e sua situação definitiva depende do desfecho judicial. A anulação definitiva ocorre quando o indeferimento ou cancelamento do registro se torna definitivo ou é confirmado na forma prevista pela Justiça Eleitoral — e não simplesmente porque o candidato decidiu abandonar a disputa judicial depois de os eleitores terem votado.

Assim, Garotinho não tem poder para, unilateralmente, retirar seus votos da conta eleitoral depois da votação. O efeito desses votos — e, consequentemente, qualquer repercussão sobre a realização ou não do segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) — dependerá da decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro e sobre o próprio pedido de desistência.

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Política

Eleitores do Rio dão ‘beijinho, beijinho, tchau, tchau’ para Andréa Sorvetão, ex-paquita desafeto de Xuxa; seu marido, Conrado, também não se elegeu

Foto de João Arruda
João Arruda

05/10/2026 15:01

Andréa Sorvetão (DC) “derreteu” segundo seus desafetos nas redes sociais. A ex-paquita, que foi candidata a deputada federal no Rio de Janeiro pelo Democracia Cristã, recebeu apenas 2.529 votos e nem na suplência ficou. Desafeto declarada da apresentadora Xuxa Meneguel, com quem andou tretando pela internet e tem disputa judicial por uma dívida, ela não desceu do salto. Fez vídeo com o marido, o cantor Conrado, que também não se elegeu (era candidato da deputado estadual), agradecendo pelo apoio e ainda postou, em seguida, uma imagem trolando outros candidatos, mais ligados ao campo da esquerda, que não se elegeram. A loura e o marido dizem que o desafio agora é eleger Flávio Bolsonaro presidente.

Xuxa brilhou com a turnê "O último voo da nave" e fez questão de não convidar a antiga assistente
Xuxa brilhou com a turnê “O último voo da nave” e fez questão de não convidar a antiga assistente. Foto: Divulgação

Com princípios conservadores, ela já foi acusada de homofobia por sua postura nas redes sociais e se tornou desafeto de Xuxa, que fez questão de não convidá-la para a turnê “O último voo da nave”, que foi um sucesso, inclusive com participação de várias outras paquitas.

“Muita gente fala: ‘A Xuxa deixou de falar com alguma paquita por causa de política’. Não, eu só deixo de falar com paquita se é homofóbica. Para mim, eu não suporto isso. Homofobia não dá para mim”, chegou a comentar Xuxa, sem citar nomes.

Xuxa e Andréa Sorvetão brigaram em 2021. Na época, a ex-paquita e Conrado postaram um vídeo se declarando “um casal de cristãos, héteros e tradicional”. Sorvetão negou a homofobia e alfinetou a apresentadora.

“O seu desentendimento comigo é político, sim! Presta atenção em quem está a sua volta porque tem paquita aí do seu lado que já maltratou fã dizendo ‘vira homem’. E uma outra que está bem pertinho de você não queria tirar foto com uma drag linda”, disse Sorvetão.

A apresentadora também briga com a ex-paquita na Justiça. Ela cobra dívida relacionada a um apartamento no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com o processo, Xuxa deixou que Sorvetão morasse com a família no imóvel. Contrato foi formalizado em janeiro de 2020, como comodato, com duração prevista de 48 meses.

A ex-paquita ficaria responsável por despesas como condomínio, IPTU, taxa de incêndio, contas de luz e gás. Mas o imóvel foi devolvido em abril de 2021. Documentos apresentados à Justiça mostram pendências financeiras referentes aos encargos do apartamento. Com as atualizações, o valor cobrado no processo chega a cerca de R$ 26 mil.

Conrado reclamou publicamente:

“Você é uma pessoa má, tem um coração ruim, com certeza é uma pessoa vingativa”.

Em ocasiões anteriores, Sorvetão havia dado declarações afirmando ser grata a Xuxa:

“Ela nos ajudou financeiramente quando precisamos, pagou a escola da nossa filha. Ela trouxe a gente de volta para o Rio e nos botou no apartamento dela”.

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Política

Garotinho desiste de recurso no TSE e deixa caminho aberto para que Douglas Ruas seja eleito governador sem segundo turno

Foto de Lívia Mendonça
Lívia Mendonça

05/10/2026 14:23

O candidato Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que discutia o registro de sua candidatura ao governo do Rio. A defesa do ex-governador protocolou, no início da tarde desta segunda-feira (05), um termo de desistência do recurso ordinário eleitoral que tramitava na Corte.

O pedido foi apresentado um dia depois da eleição e após ser encaminhado, na manhã desta segunda-feira (05) ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE. O caso envolve questões relacionadas à elegibilidade de Garotinho, entre elas o pleno exercício dos direitos políticos e a suspensão desses direitos em razão de condenação por ato doloso de improbidade administrativa.

No documento, os advogados afirmam que Garotinho decidiu desistir do recurso de forma “livre, expressa, consciente e irretratável”. A defesa pede que o ministro homologue a desistência e reconheça, consequentemente, a perda do objeto do recurso.

Os advogados sustentam que o Código de Processo Civil permite ao recorrente desistir do recurso a qualquer momento, sem necessidade de concordância das outras partes envolvidas no processo.

Douglas Ruas pode ser eleito no primeiro turno

Com a desistência do recurso de Garotinho, os caminhos estão abertos para que Douglas Ruas (PL) seja eleito governador sem segundo turno.

O atual presidente da Alerj terminou a eleição com 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes (PSD) somou 42,76%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considerava os dois matematicamente classificados para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Mas a situação poderia mudar caso os votos de Garotinho, até então sub judice, fossem definitivamente retirados da contagem.

Agora, com a retirada do recurso, os votos de Garotinho serão desconsiderados no cálculo dos votos válidos. Com a nova distribuição, Ruas passaria a ter 50,88% dos votos válidos, contra 44,16% de Paes, resultado que lhe garantiria a vitória ainda no primeiro turno.

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Política

Bye bye neutralidade: PP já volta a acenar para Douglas Ruas e Dr. Luizinho coloca bancada eleita pelo partido para a Alerj à disposição

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Redação

05/10/2026 14:13

Depois da decisão de neutralidade que fez o partido desembarcar da campanha de Douglas Ruas, o PP já está de volta ao barco do candidato do PL. Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda (05), o deputado federal mais votado do Rio, Dr. Luizinho (PP), colocou a bancada do partido na Câmara à disposição do candidato do PL.

Presidente do PP e líder da federação União Progressista na Câmara, Luizinho já trata, inclusive, Douglas Ruas como o novo governador do Rio. Ele descarta que a decisão vá mesmo para o segundo turno, contando que a Justiça Eleitoral considerou inválidos os votos de Garotinho.

“A eleição está decidida, o ex-governador Garotinho está inelegível. Douglas Ruas é o governador eleito do estado; não teremos segundo turno. A situação dele não cabe recurso, não tem como reverter no TSE, esses votos não serão contados, o Douglas Ruas será o governador e espero que o Douglas possa fazer um bom mandato”, disse Luizinho.

Na mesma entrevista, ele destacou que os nomes da federação formada por União Brasil e PP estarão “à disposição” de Douglas na Assembleia Legislativa.

“[Douglas Ruas] vai contar certamente com a bancada do União Progressista na Assembleia Legislativa, e o que a gente puder, em Brasília, vai ajudar o estado do Rio de Janeiro”, disse.

Do apoio à neutralidade — e de volta ao apoio

A posição de Dr. Luizinho representa mais uma mudança em relação ao comportamento do PP durante a campanha. O partido chegou a integrar a articulação política de Douglas Ruas e indicou Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, para a vice na chapa do candidato do PL.

A composição, porém, acabou desfeita, e a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, decidiu pela neutralidade na disputa pelo governo do estado.

Com a decisão, na época, PP e União Brasil deixaram formalmente de apoiar Douglas Ruas no primeiro turno. Luizinho, entretanto, manteve interlocução com diferentes grupos políticos durante a campanha, inclusive com aliados de Eduardo Paes.  Rogério Lisboa foi mais direto, anunciou apoio a Paes e foi o organizador da campanha do ex-prefeito do Rio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Agora, após o resultado do primeiro turno e a decisão da Justiça Eleitoral sobre a candidatura de Anthony Garotinho, o presidente do PP volta a colocar a estrutura política da federação à disposição de Douglas.

Com informações da CBN.

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