Os alunos do projeto Rio de Música, do Jacarezinho, se apresentam neste sábado na festa junina do Museu do Pontal, a partir das 10h.

Os alunos do projeto Rio de Música, do Jacarezinho, se apresentam neste sábado na festa junina do Museu do Pontal, a partir das 10h.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter o indeferimento do registro de candidatura de Diego Alba (PSDB), que disputou uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026.
O julgamento, realizado em plenário virtual e encerrado nesta quinta-feira (5), rejeitou os recursos apresentados pelo candidato e pela Federação PSDB Cidadania, confirmando integralmente a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Diego Alba concorreu sub judice e recebeu 48.547 votos no pleito de 4 de outubro. Com a decisão do TSE, permanece indeferido o registro de sua candidatura.
O julgamento acompanhou, por unanimidade, o voto do relator, ministro Sebastião Reis Júnior.
Na decisão mantida pelo TSE, o TRE-RJ considerou indícios de ligação de Diego Alba com o Comando Vermelho (CV). Um dos principais elementos foi o relatório técnico da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional do tribunal, que apontou que o candidato teria recebido autorização da cúpula da facção para realizar atos de campanha e circular em comunidades sob domínio do grupo criminoso.
Entre as localidades mencionadas estão Jacarezinho, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Lins e Vasconcelos, Favela do Arará e Vila Kennedy.
O processo também levou em consideração a condenação definitiva de Alba por formação de quadrilha armada, em um caso envolvendo assaltos a clientes de instituições bancárias, conhecidos como “saidinhas de banco”. Na ocasião, ele atuava como olheiro do grupo criminoso. A punibilidade foi extinta em 2016, após o cumprimento da pena.
Outro ponto considerado pelo TRE-RJ foram os indícios de coação de testemunhas e de cooptação eleitoral por meio de projetos assistenciais em áreas dominadas pela facção.
Durante a tramitação do processo, os advogados de Diego Alba questionaram a validade do relatório de inteligência do TRE-RJ, alegando cerceamento de defesa, falta de transparência sobre as fontes utilizadas e ausência de provas materiais de um acordo com integrantes do Comando Vermelho.
A defesa também sustentou que fotografias e vídeos registrados em comunidades demonstravam apenas atividades regulares de campanha e contato com eleitores, sem comprovar qualquer autorização ou vínculo com criminosos.
Em relação à condenação por formação de quadrilha armada, os advogados argumentaram que a pena havia sido cumprida e que a extinção da punibilidade, em 2016, afastaria seus efeitos para fins de inelegibilidade.
O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra os recursos, defendendo a manutenção do indeferimento da candidatura.
Seguiram integralmente o voto do relator os ministros Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli, Ricardo Villas Bôas Cueva e o presidente da Corte, Nunes Marques.
O Ministério da Saúde destinou mais de duas mil doses da vacina contra a mpox ao Rio, nesta quarta-feira (04), em meio ao aumento de casos da doença no município. A capital fluminense concentra o maior número de casos: 207 dos 298 já confirmados entre janeiro e 6 de novembro deste ano, sem registro de mortes. Este número representa quase o dobro dos 119 registrados ao longo de todo o ano passado.
Com a nova remessa, o total de doses destinadas ao estado em 2026 chega a 3,5 mil. Até a última segunda-feira (02), a Secretaria Estadual de Saúde registrou 953 doses aplicadas contra a mpox em todo o território fluminense. Os dados são do Painel de Ocorrência, atualizado na terça-feira (03).
A vacinação é destinada prioritariamente a grupos específicos, como, por exemplo, pessoas vivendo com HIV que apresentam baixa imunidade e, por isso, maior risco de agravamento da doença. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. O cadastro e o agendamento devem ser realizados nos centros de referência onde esses pacientes já fazem acompanhamento através do SUS.
Caso, após 15 dias da data do agendamento, não seja possível localizar esse público por meio de busca ativa, as doses deverão ser ofertadas progressivamente a outros grupos específicos com maior risco de exposição ou agravamento do quadro. São eles: pessoas vivendo com HIV que apresentam menor risco de gravidade; usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP); e técnicos de laboratórios que manipulam amostras de mpox.
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele. Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.
Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. As manifestações incluem erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.
“Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, explica Rafael Galliez.
A maioria dos pacientes infectados com a mpox apresenta sintomas leves ou moderados. O tratamento consiste em cuidados clínicos de suporte, voltados ao alívio dos sintomas, à prevenção e ao tratamento de complicações e à redução do risco de sequelas.
Segundo técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, o número de lesões varia de pessoa para pessoa. Embora sejam mais frequentes no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, elas podem aparecer em qualquer região do corpo, inclusive nos órgãos genitais.
Algumas das recomendações dos profissionais da área da saúde são:
Depois de manter os vetos ao projeto sobre o mesmo assunto, a Câmara Municipal de Niterói aprovou uma nova proposta para incentivar a criação de moradias assistidas destinadas a adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O texto, de autoria da vereadora e vice-governadora eleita Fernanda Louback (PL), segue agora para a apreciação do prefeito Rodrigo Neves (PDT), que pode sancioná-lo ou vetá-lo.
A aprovação ocorreu na última quarta-feira (4), mesmo dia em que os vereadores mantiveram, por nove votos a sete, o veto integral do Executivo municipal a um projeto anterior que trata do mesmo tema.
A nova proposta tem diferenças em relação ao texto vetado: em vez de determinar a criação de moradias assistidas, estabelece diretrizes para incentivar iniciativas voltadas a adultos com autismo que precisam de apoio nas atividades cotidianas, especialmente aqueles que não contam com suporte familiar suficiente.
A redação atualizada foi elaborada após a prefeitura apontar problemas relacionados à competência legislativa, à organização dos serviços municipais e à previsão financeira do projeto anterior, também apresentado por Louback, em parceria com o vereador Daniel Marques (PL).
O novo texto prevê o incentivo a parcerias com organizações da sociedade civil e instituições privadas, além da articulação com políticas públicas de habitação, saúde e assistência social. A proposta também busca promover a autonomia, a inclusão social e a convivência comunitária das pessoas com TEA, com previsão de acesso a tratamento multidisciplinar.
Diferentemente do projeto barrado, a nova iniciativa não determina a criação imediata de residências, vagas, unidades, serviços ou cargos. A implementação das diretrizes deverá respeitar as competências do município e as disposições orçamentárias.
Com informações do jornal O Globo.
Os Cartórios de Notas do Rio de Janeiro promovem neste sábado (7), das 9h às 14h, um mutirão gratuito na Praça Saenz Peña, na Tijuca, para orientar a população sobre maneiras de evitar fraudes e prejuízos na compra de propriedades. A ação faz parte da Jornada Notarial 2026 e visa combater o avanço de crimes de estelionato no país.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou mais de 2,2 milhões de ocorrências em 2025, uma média de 258 casos por hora, envolvendo vários tipos de fraudes, não somente de imóveis. Em relação a 2018, a alta é de 429,8%.
Entre os golpes registrados estão a venda de propriedades por pessoas que não são suas proprietárias, o uso de procurações falsas, a omissão de restrições que impedem ou dificultam a negociação e a cobrança de valores antecipados sem a formalização adequada do negócio.
Consultar a matrícula atualizada do imóvel para confirmar quem é o proprietário e verificar a existência de eventuais restrições estão entre as medidas recomendadas pelos profissionais do setor. Identidade do vendedor e autenticidade de procurações também merecem atenção especial. Outro alerta é para preços muito abaixo dos praticados no mercado.
“Antes de dar um sinal ou assinar qualquer documento, vale conferir quem é o proprietário do imóvel e se a pessoa que negocia tem poderes para vendê-lo. Na Praça Saenz Peña, vamos explicar esses cuidados e esclarecer dúvidas da população. Muitas vezes, uma conversa antes do pagamento ajuda a identificar um problema que só apareceria depois de o dinheiro ter sido transferido”, afirma Edyanne Moura da Frota Cordeiro, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio de Janeiro (CNB/RJ).
Após anunciar a abertura de uma investigação na última quarta-feira (4), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis pertencentes ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). A decisão inclui o terreno que o jogador Richarlison diz ser dele.
Segundo a secretaria, os Registros Imobiliários Patrimoniais dos quatro imóveis em nome da empresa imobiliária de Tomaz foram suspensos temporariamente no sistema. A decisão veio após uma representação administrativa apresentada pela deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP).
“Nesse sentido, pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão no SIAPA – sistema de informação para gestão de imóveis dominiais da União – de modo a restringir a transferência de posse e evitar a extensão desse caso a outras partes”, diz o despacho da SPU.
Willer e Flávio Bolsonaro são investigados em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal sobre lavagem de dinheiro usando plataformas de apostas online. Essa investigação foi um dos motivos que levou o STF a pedir o confisco do passaporte do candidato derrotado à presidência, que acabou não entregando o documento e fugindo para os Estados Unidos.
Richarlison fez várias postagens pouco antes das eleições denunciando Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, a quem acusa de terem “tomado a ilha na mão grande”. Até o presidente reeleito Lula (PT) entrou na história e prometeu ajudar o jogador.
Com informações do jornal “O Globo”
O prefeito de Mesquita, Marotto Miranda (PL), anunciou a redução gradual do número de pacientes atendidos em postos de saúde, ambulatórios e clínicas da cidade. Alguns serviços foram até paralisados, para evitar o colapso da rede da cidade da Baixada Fluminense. O motivo, segundo Marotto, é a falta de repasses do governo do estado, que há quase 24 meses não transfere os recursos prometidos para ajudar a custear o atendimento à população. A dívida, afirma, já chega a cerca de R$ 176 milhões.
Para manter os serviços funcionando, a prefeitura tem recorrido a uma operação de remanejamento de recursos: há 23 meses, dinheiro de outras áreas da administração municipal vem sendo deslocado para a Saúde, numa tentativa de compensar a falta das transferências estaduais.
Mesquita não está sozinha nessa situação. Há seis dias, o prefeito da vizinha Nilópolis, Abraão David Neto, o Abraãozinho (PL), anunciou o fechamento do CTI e da emergência do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, também por falta de repasses do governo estadual.
Em Mesquita, Marotto aponta um responsável pela situação: o deputado federal reeleito Doutor Luizinho (PP), que, segundo o prefeito, comandou a Saúde estadual durante oito anos.
“Nossos problemas começaram no início de 2025, quando Jorge Miranda (ex-prefeito, eleito deputado federal este ano) anunciou a candidatura à Câmara dos Deputados. A partir daí, Luizinho, que era parceiro do governo, parece ter orientado a Secretaria de Saúde, seu feudo, a deixar Mesquita sem dinheiro”, acusa Marotto.
O prefeito lembra que, em 2024, quando Luizinho ainda era “amigo de Mesquita”, a cidade não enfrentava problemas com os repasses estaduais.
A disputa já foi parar na Justiça.
Em abril, a Procuradoria Municipal de Mesquita recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio e obteve decisão favorável da 10ª Câmara de Direito Público — que determinou que o estado tome as providências administrativas e orçamentárias necessárias para viabilizar os repasses à Saúde do município.
Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram o recurso apresentado pelo governo estadual.
O governo do estado foi questionado sobre o atraso nos repasses, mas não respondeu. A manifestação da secretaria será publicada aqui, a qualquer momento que seja enviada.
Cinco hospitais universitários do Rio e de Niterói participam, neste sábado (07), de mutirão que oferta mais de 1 mil procedimentos de média e alta complexidades, entre consultas especializadas, exames, cirurgias e procedimentos gerais para pacientes pré-agendados. O objetivo é ampliar o acesso aos serviços assistenciais e reduzir o tempo de espera dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
No Rio, participam o Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH-UFRJ), com o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e o Instituto de Puericultura Martagão Gesteira (IPPMG), que ficam na Ilha do Fundão, e a Maternidade Escola (ME), que fica em Laranjeiras, além do Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Unirio (HUSE-Unirio), que fica no Centro. Em Niterói, participa o Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF).
No Hospital do Fundão, estão previstos cerca de 300 exames oftalmológicos pré-operatórios de cirurgia de catarata, além de cerca de 100 exames, consultas e procedimentos cirúrgicos nas áreas de proctologia, cirurgia geral, urologia, ginecologia e microcirurgias de laringe na área de otorrinolaringologia.
Também estão previstas duas cirurgias de glotoplastia em pacientes trans (procedimento minimamente invasivo de feminização vocal). Na área de diagnóstico, a força-tarefa prevê cerca de 200 exames laboratoriais e mais 60 exames de imagem, que incluem tomografias computadorizadas, Pet Scan, ressonância nuclear magnética e ultrassonografias de abdômen.
No IPPMG, estão programados cerca de 130 procedimentos entre consultas, cirurgias e exames de ultrassonografia, espirometria, ecocardiograma e EGG. Já na Maternidade Escola, estão previstos cerca de 60 procedimentos, sendo 40 consultas nas áreas de ginecologia e de nutrição, além de 10 inserções de Implanon e 10 inserções de DIU.
No Huse-Unirio, a previsão é de realização de cerca de 60 procedimentos entre cirurgias, consultas e exames nas áreas de cabeça e pescoço, neurocirurgia, cirurgia geral, cirurgia vascular, dermatologia, urologia e otorrinolaringologia. Já no Huap-UFF, cerca de 100 procedimentos, entre cirurgias, exames e consultas, devem acontecer.
A terceira edição de 2026 da mobilização nacional “HU Brasil em Ação” reúne os 47 hospitais administrados pela estatal em ações simultâneas. A previsão é que sejam realizados mais de 49 mil procedimentos em todo o país.
Além de contribuir para reduzir as filas e o tempo de espera no SUS, a iniciativa envolve residentes e estudantes de graduação, fortalecendo a formação profissional orientada para um cuidado qualificado, humanizado e alinhado às necessidades da população.
A reforma do Estádio Manoel Schwartz, mais conhecido como Estádio das Laranjeiras, a sede histórica do Fluminense localizada no bairro da Zona Sul, será discutida em uma audiência pública da Câmara do Rio na próxima terça-feira (10).
O encontro vai debater o Projeto de Lei Complementar 87/2025, que cria uma Operação Urbana Consorciada (OUC) para viabilizar intervenções no estádio e no Centro de Treinamento (CT) do clube com recursos da iniciativa privada, em troca de contrapartidas urbanísticas para o bairro da Zona Sul e outras regiões da cidade.
A audiência aberta ao público está prevista para começar às 10h e será realizada no próprio estádio, na Rua Álvaro Chaves, 41, em Laranjeiras.
O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial da Câmara no quarta (4), pelo presidente da Casa, vereador Carlo Caiado (PSD), um dos autores do projeto, ao lado dos vereadores Felipe Boró, Flavio Valle, Flavio Pato e Luiz Ramos Filho, todos do PSD.
A proposta estabelece diretrizes urbanísticas para a área abrangida pela operação, permite a transferência do direito de construir e prevê a criação de um conselho consultivo para acompanhar a iniciativa. A ideia é permitir que o Fluminense utilize recursos privados para reformar suas instalações, mas condicionar o empreendimento a melhorias que também beneficiem os moradores do bairro e a população carioca.
A audiência será conduzida pelos vereadores Felipe Boró, presidente da Comissão de Esportes (CEL), e Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos (CAU). Os interessados poderão se inscrever para falar ao microfone, apresentar questionamentos, críticas e sugestões ao texto. Depois dessa etapa, o projeto ainda precisará ser apreciado pelo plenário da Câmara.
A audiência reunirá representantes da Câmara Municipal, do Fluminense, da Prefeitura do Rio e do Governo do Estado. Pelo Legislativo, foram relacionados os vereadores Pedro Duarte, Felipe Boró, Zico e Carlo Caiado.
O clube será representado por seu presidente, Matheus Montenegro, pelo vice-presidente geral, Ricardo Tenório, e pelo arquiteto responsável pelo projeto, Anderson Freitas. Também foram convidados representantes dos órgãos municipais e estaduais de patrimônio, urbanismo, transportes, esportes e investimentos.
Uma avaliação técnica em elaboração pela equipe do vereador Pedro Duarte aponta que o Fluminense poderá transferir cerca de 103 mil m² de potencial construtivo para outras áreas da cidade.
Esse volume corresponde ao direito de construir que o clube não pode exercer no terreno do estádio, entre outros motivos, por causa das restrições impostas pelo tombamento do imóvel. Com a operação, o Fluminense poderá negociar esse potencial construtivo com empreendimentos localizados em outras regiões do Rio.
Segundo Pedro Duarte, a discussão também deverá abordar os impactos das intervenções no entorno do estádio, com previsão de melhorias como arborização, implantação de ciclovia e renovação da Praça Duque Costa.
“O Estádio das Laranjeiras é centenário, tombado e faz parte da história do futebol brasileiro. Encontrar um jeito de conservá-lo sem dinheiro público merece um debate sério, e uma operação urbana, quando bem desenhada, é planejamento da cidade: junta preservação, obra bem-feita e retorno para quem mora em volta”, afirmou o vereador.

Passadas as eleições, os partidos começam a se movimentar a partir dos resultados obtidos no pleito e já mirando a disputa de 2028. Nessa esteira, a Justiça Eleitoral oficializou a nova composição do diretório estadual do Republicanos no Rio de Janeiro, que saiu pouco vitorioso das urnas deste ano.
O ex-prefeito de Miguel Pereira André Português surge como o novo presidente estadual da legenda, depois de articular o cargo com o presidente nacional do Republicanos e contar com o apoio do bispo Honorilton Gonçalves, líder político da Igreja Universal do Reino de Deus no Rio.
Como primeiro vice-presidente do partido está o ex-prefeito da capital Marcelo Crivella, que concorreu a uma vaga no Senado nas eleições de outubro, mas não teve sucesso.
A deputada estadual Tia Ju, reeleita para mais um mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), também integra a direção, na função de líder da bancada do partido na Casa. A nova composição tem ainda o atual prefeito de Miguel Pereira, Pedro Paulo Quinzinho, como segundo vice-presidente. Outro parlamentar da legenda na Alerj, Danniel Librelon ocupa a Secretaria-Geral do partido.
André Português quase foi o candidato do Republicanos na briga pelo Palácio Guanabara. Chegou, inclusive, a fazer pré-campanha, mas perdeu a disputa interna para o ex-governador Anthony Garotinho, pivô de toda a confusão que decidiu quem será o próximo governador no Rio ainda no primeiro turno.
Restou a André a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, também sem sucesso. No estado do Rio, o partido elegeu apenas Tia Ju, Danniel Librelon e Leandro para a Alerj, além de Luis Carlos Gomes para a Câmara dos Deputados.
O ex-prefeito de Miguel Pereira, que ficará no cargo pelo menos até 2028, terá pela frente a tarefa de reorganizar o Republicanos nos 92 municípios fluminenses, com foco nas próximas eleições municipais. A estratégia é ampliar a presença do partido nas prefeituras e nas câmaras municipais.
Aquele velho ditado que concede cem anos de perdão a ladrão que rouba ladrão não deu muito certo em Volta Redonda, no Sul Fluminense, na quinta-feira (5). Dois homens acabaram presos, após um deles tentar roubar o celular do outro. O primeiro suspeito, de 25 anos, viu o camarada com o aparelho e tentou levar na mão grande. Só que o segundo não estava de bobeira e se atracou o bandido. Os dois começaram a brigar e foram contidos pela Guarda Municipal.
O dono do celular acusou o ladrão e recuperou o aparelho. Por pouco tempo. O prejuízo dele acabou sendo maior porque, na delegacia, os policiais constataram que o rapaz de 22 anos não estava usando o nome verdadeiro. Pesquisa dali, pesquisa daqui, foi descoberto que a vítima só era vítima naquele caso. Tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio. Acabou preso com o ladrão.
Não há informações se os dois vão ficar na mesma cadeia. Ou se perdoaram um ao outro…
Com informações de g1