A reforma do Estádio Manoel Schwartz, mais conhecido como Estádio das Laranjeiras, a sede histórica do Fluminense localizada no bairro da Zona Sul, será discutida em uma audiência pública da Câmara do Rio na próxima terça-feira (10).
O encontro vai debater o Projeto de Lei Complementar 87/2025, que cria uma Operação Urbana Consorciada (OUC) para viabilizar intervenções no estádio e no Centro de Treinamento (CT) do clube com recursos da iniciativa privada, em troca de contrapartidas urbanísticas para o bairro da Zona Sul e outras regiões da cidade.
A audiência aberta ao público está prevista para começar às 10h e será realizada no próprio estádio, na Rua Álvaro Chaves, 41, em Laranjeiras.
O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial da Câmara no quarta (4), pelo presidente da Casa, vereador Carlo Caiado (PSD), um dos autores do projeto, ao lado dos vereadores Felipe Boró, Flavio Valle, Flavio Pato e Luiz Ramos Filho, todos do PSD.
Diretrizes para a reforma do estádio
A proposta estabelece diretrizes urbanísticas para a área abrangida pela operação, permite a transferência do direito de construir e prevê a criação de um conselho consultivo para acompanhar a iniciativa. A ideia é permitir que o Fluminense utilize recursos privados para reformar suas instalações, mas condicionar o empreendimento a melhorias que também beneficiem os moradores do bairro e a população carioca.
A audiência será conduzida pelos vereadores Felipe Boró, presidente da Comissão de Esportes (CEL), e Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos (CAU). Os interessados poderão se inscrever para falar ao microfone, apresentar questionamentos, críticas e sugestões ao texto. Depois dessa etapa, o projeto ainda precisará ser apreciado pelo plenário da Câmara.
A audiência reunirá representantes da Câmara Municipal, do Fluminense, da Prefeitura do Rio e do Governo do Estado. Pelo Legislativo, foram relacionados os vereadores Pedro Duarte, Felipe Boró, Zico e Carlo Caiado.
O clube será representado por seu presidente, Matheus Montenegro, pelo vice-presidente geral, Ricardo Tenório, e pelo arquiteto responsável pelo projeto, Anderson Freitas. Também foram convidados representantes dos órgãos municipais e estaduais de patrimônio, urbanismo, transportes, esportes e investimentos.
Fluminense poderá transferir potencial construtivo para outras regiões
Uma avaliação técnica em elaboração pela equipe do vereador Pedro Duarte aponta que o Fluminense poderá transferir cerca de 103 mil m² de potencial construtivo para outras áreas da cidade.
Esse volume corresponde ao direito de construir que o clube não pode exercer no terreno do estádio, entre outros motivos, por causa das restrições impostas pelo tombamento do imóvel. Com a operação, o Fluminense poderá negociar esse potencial construtivo com empreendimentos localizados em outras regiões do Rio.
Segundo Pedro Duarte, a discussão também deverá abordar os impactos das intervenções no entorno do estádio, com previsão de melhorias como arborização, implantação de ciclovia e renovação da Praça Duque Costa.
“O Estádio das Laranjeiras é centenário, tombado e faz parte da história do futebol brasileiro. Encontrar um jeito de conservá-lo sem dinheiro público merece um debate sério, e uma operação urbana, quando bem desenhada, é planejamento da cidade: junta preservação, obra bem-feita e retorno para quem mora em volta”, afirmou o vereador.

Comentários 13
Tá certo eles faz de estacionamento lá. Tem que muta todos pois vai fica uma um estacionamento lá se deixar
Mentira sua!!! Apps só desembarcam ali. Se tem um ou dois que fazem isso não pode generalizar. Simples…quem ficar parado depois de desembarcar que tome a multa!!!
Concordo… exatamente por isso que já deixei diversos passageiros A PE lá no metrô qdo chamam app….. tenho prazer em cancelar a viagem….. se não podemos parar, por que pedem viagem de lá?!
Por isso tenho o prazer de cancelar viagens qdo solicitam lá…..kkkkkkk
De fato. Uma área de embarque/desembarque próximo à estação seria ótimo . . . porém . . . Multa nos gaiatos preguiçosos de aplicativo (ou não) que venham a parar em fila dupla tumultuando o tráfego no local.
A questão é: quando se consulta à autoridade onde deve ser feito o desembarque, a resposta é ‘nao sei’.
Em todo lugar eles fazem uma bagunça generalizada, os apps tem que ficar rodando e não fazendo áreas urbanas de estacionamentos
Não é só no jardim oceanico que há desordem:
Madureira shopping,parque shopping sulacap,atras da rodoviária,aquário entre outros.
A questão é que o motorista realmente faz do local de embarque e desembarque de estacionamento.
Já o passageiro ao invés de estar no local de embarque aguardando,aguarda o veículo chegar para se deslocar ao local de embarque
Poucos ficam parados. E os que ficarem parados que sejam multados. Não podemos generalizar.
As vans podem né ?.
O RJ tá dominado.
Táxi, pode… As regras de trânsito valem para todos, não só para carros de aplicativos.
Concordo… exatamente por isso que já deixei diversos passageiros A PE lá no metrô qdo chamam app….. tenho prazer em cancelar a viagem….. se não podemos parar, por que pedem viagem de lá?!
Querem ponto legalizado? Se legalizam!